Posted in Portuguese

Vergonha

A text from a few days ago with thanks to Butt_roidholds for the corrections

Em Inglaterra, celebramos o Dia da Mãe em Março, ao contrário da maioria dos países, onde as pessoas esperam até Maio* porque não amam** as suas mães tanto quanto nós amamos as nossas.

Regra geral, nunca perco o dia, mas neste ano andei distraído e esqueci-me completamente. Eu e a filha entrámos em pânico. Ela começou a fazer uns queques (naquela altura não sabíamos que ela estava com covid). Entretanto abri o site Interflora para enviar flores para a avó dela, que é também a minha mãe. Que desgraça.

*I wrote “até ao Maio” but that’s doubly wrong. Firstly you don’t need the article in front of the name of the month, and secondly you don’t use “a” after esperar. It would normally be esperar para (wait to be able to do something) or esperar por (wait for) or esperar em (wait in expectation)… Hm… The definitions in brackets are pretty loose there. This is why a site like Linguee is so useful: you can see actual examples of these kinds of constructions and get a sense of when they are used.

**Apparently my joke misfired because although “amar” is changing to be more like the English verb “love”, traditionally Portuguese people would use “gostar” or “adorar” when talking about their parents so my attempt at a cheeky joke just made me sound like Oedipus

Posted in English, Portuguese

Counter Strike

Hm, I don’t know if this TikTok is going to show up on WordPress but I’ve been enjoying trying to decipher this video as some extreme listening practice.

On first listen I could only get about 6 words and even now, after showing it to my wife I’m still not able to pick out everything. Being told they were talking about “CS” (Counterstrike, I assume) helped. Something like

Pra vocês que (…) joga o CS (…) caralho, tá aqui o meu tropa Fernando. Fernando, quantos anos já tens?

Dezanove

E qual é o teu rank do CS?

Dragon Lord

Ah pois é puto

Or in English

For all of you who (play fucking counter strike) I have my team-mate Fernando here. Fernando, how old are you?

Nineteen

And what rank are you in Counterstrike?

Dragon Lord

Yeah, man!

Posted in Portuguese

Filomena Cautela

Filomena Cautela

Quando penso em apresentadores/as de televisão portugueses, Filomena Cautela é a primeira pessoa em que penso. O porquê eu não sei: é apenas uma entre montes de apresentadores, mas por acaso, vi muitos programas dela logo no início das minhas tentativas de ver televisão português. Além disso, tem uma cara muito reconhecível, com um sorriso largo e muito delineador!

Começou a sua carreira no palco mas passou do teatro ao estúdio de televisão em 2003. Autou em várias telenovelas e filmes até 2005 quando foi escolhida como a cara de MTV Portugal. Em 2009, tornou-se apresentadora do 5 Para A Meia-Noite. Depois, apresentou, ou fez parte do elenco de muitos programas, inclusive “Fá-las curtas”, “Vale Tudo” e o Festival Eurovision da Canção. Este último terá provavelmente a única vez que espectadores não-lusófonos no meu país a viram.

Posted in Portuguese

Valter Hugo Mãe

Valter Hugo Mãe (nome natal Valter Hugo Lemos) nasceu em Angola em 1971. É conhecido principalmente como escritor mas também canta e desenha e faz obras de arte plástica. Os seus livros são geralmente literários – ou seja, pretendem atingir um nível artístico, ao contrário das obras da ficção popular*, cujo objectivo é simplesmente contar uma história. Em 2007 José Saramago, laureado com o prémio nobel, elogiou um livro dele, acção que chamou a atenção do povo para a obra dele. E acho que os dois escritores têm muito em comum. Ambos quebram as regras de gramática no seguimento da sua arte (o Saramago por usar poucos pontos finais, o Mãe por escrever livros sem letras maiúsculas); ambos podem ser desafiantes para os leitores; ambos publicaram poesia e ambos incluem livros infantis nos seus corpos literários (Saramago: A Maior Flor No Mundo, Mãe: A Verdadeiro História dos Pássaros, entre outros)

Valter Hugo Mãe

Além de ser um dos autores mais famosos no país e um artista o Valter Hugo Mãe dirige a sua atenção para várias outras coisas: estabeleceu duas empresas editoriais, dirigiu uma revista e apresenta um programa no Porto Canal, no qual o autor entrevista vários convidados.

*I tried to write “ficção género” (genre fiction) but it seems not to be a thing. The whole thing sounds a bit snobby either way though, doesn’t it.

Posted in English, Portuguese

Expressões

Expressions from the C1 Textbook that are vaguely animal-related.

Tratar abaixo de cão – to treat someone worse than a dog, ie mistreat someone (“o meu pai tratou-me abaixo de cão” )

Quando as galinhas tiveram dentes – when hens have teeth, ie, it’ll never happen (“Ele só vai deixar de fumar quando as galinhas tiveram dentes”)

Pensar na morte de bezerra – to think about the death of the… I don’t even know the correct English word here. Heifer? Something like that. A female calf, anyway. The expression means to be miles away, thinking about something else and not tuned in to what’s going on around you (“a professora perguntou-me alguma coisa mas está a pensar na morte da bezerra”)

Ficar pior do que uma barata – to be worse than a cockroach, meaning to be angry. This doesn’t seem to be a very common expression as far as I can tell. I can only find one example online and even that is phrased slightly differently from the Textbook example (“a mãe está pior que uma barata com o filho”)

Ser feio como um bode – to be as ugly as a goat… About what you’d expect really.

Não é como vinagre que se apanham moscas – you can’t catch flies with vinegar, ie, if you want to win people over you have to give them what they want. The dicionário informal give a slightly depressing sample sentence “Com este seu gênio não vai arrumar namorado, pois não é com vinagre que se apanham moscas.” You won’t get a boyfriend by being a genius, because you can’t catch flies with vinegar. There you go, girls, there’s some good life advice for you.

Estar com a pulga atrás da orelha – To have a flea behind the ear, ie to be paranoid or to lack confidence (“normandos sempre tão rude, hoje deu-me um presente. É caso para ficar com a pulga atrás da orelha

Cair nas garras de alguém – to fall into someone’s claws, ie to be at their mercy (“O chancelor caiu nas garras da indústria alemã”)

Meter-se na boca do lobo – to put oneself in the wolf’s mouth, ie to put oneself in danger (the verb here can be cair as in the previous expression, if the person has got into danger by mistake instead of through heroism or hubris (“Não percebes que estás a meter-te na boca do lobo?”)

Meter o rabo entre as pernas – to put ones tail between ones legs, ie to admit defeat or accept humiliation (“depois de levar uma pancada de Will Smith, Chris Rock meteu o seu rabo entre as pernas”)

Meter a pata na poça – to put the hoof in the puddle, which is equivalent to the English expression “to out your foot in it”, ie, make a mistake (“Chris Rock meteu a pata na poça ao aludir à falta de cabelos da mulher de Will Smith”)

Posted in Portuguese

António Costa

António Costa nasceu em 1961 em Lisboa. A sua família tem raízes em goa, e na França. O seu pai era escritor e militante do partido comunista goês, portanto o jovem António ficou interessado na política. Filiou-se com a juventude socialista em 1975, uma época muito conturbada logo depois da revolução contra o fascismo e com o “espetro do comunismo” a assombrar o país.

António Costa explains Zeno's paradox with the aid of a Ferrari and a Donkey
Costa (holding the flag) in his finest hour

Durante os anos oitenta, Costa, já licenciado em direito, começou a sua carreira política. Foi eleito à câmara municipal de Lisboa e desempenhou vários cargos no partido nacional como por exemplo, diretor da campanha de Jorge Sampaio para a liderança do PS. Mas foi em 1993 que ganhou a atenção do povo, durante a sua campanha contra a CDU* nas legislativas. Apesar da sua candidatura não obter êxito ficou famoso durante a campanha por ter organizado uma corrida entre um burro e uma Ferrari à hora de ponta (spoiler alert, o burro acabou por ganhar)

Ao longo dos anos, o Costa cumpriu vários papéis nos governos de António Guterres (nos anos noventa) e de José Sócrates (na primeira década deste século) e também no parlamento europeu e como presidente da câmara municipal lisboeta. Em 2014, passou a ser líder do partido socialista e um ano mais tarde tornou-se primeiro-ministro do país, como cabeça do partido com mais votos do que os outros (apesar de não ter maioria absoluta) em coligação com dois partidos à sua esquerda. Ainda é** primeiro-ministro*** neste governo atual com maioria absoluta

*I guess I thought that this would be masculine because it’s a political party (partido) but the C stands for Coligação apparently.

**One of those situations where a temporary state (being prime minister) is nevertheless permanent enough, and enough of a defining quality of who a person is, rather than what they happen to be doing, that it takes ser not estar

***The hyphen is mandatory in the Acordo Ortográfico

Posted in Portuguese

Rosa Mota

First in a series of posts about famous (but not dead) portuguese people. Thanks to Butt_Roidholds for the corrections here.

Rosa Mota nasceu em 1952 e é conhecida* por ser uma das maiores atletas de sempre no campo da corrida. Uma série de vitórias em campeonatos ao nível de clubes de corrida e depois em concorrências regionais resultou, afinal, em ela ser selecionada para representar o país no Campeonato Europeu de Atletismo em Atenas em 1982, que era o primeiro ano em que havia uma maratona feminina. Apesar de não fazer parte do lote das favoritas, conseguiu ganhar a medalha de ouro.

Rosa Mota
Campeã

Nos anos seguintes, Rosa concorreu em corridas no palco mundial, inclusive em dois jogos olímpicos nos quais recebeu a medalha de bronze (Los Angeles, 1984) e de ouro (Seul, 1988).

Depois do final da sua carreira como maratonista, assumiu o papel de embaixatriz do desporto. Continuou a receber prémios e ser distinguida pelas suas conquistas no campo de corrida e pela sua participação em treinos** e em promoção de saúde.

*=I originally wrote “conhecido” which prompted someone to comment that she “seemed a bit masculine”. Hm… I don’t have a chin-stroking emoji on the laptop keyboard but I need one…

**=I wrote “treino” here but there’s obviously a slight difference between treino and training, in that treino seems to be more like a training session, so it’s distinct blocks of time, not a general program of training spanning a long period of time.

Posted in English, Portuguese

Brazilian Portuguese

César from the Homo Causticus blog gave me a challenge a few days ago, to write about Brazilian Portuguese. Since this is a blog about European Portuguese, I thought the best way to do that would be to compare the two flavours. I’ve written it in English and then translated each paragraph into Portuguese as I go, just for the challenge. Thanks to dani_morgenstern and butt_roidholds for the corrections, but it’s quite long so if I have missed any errors, that’s all on me.

I quite often see people online asking what is the difference between Brazilian and European Portuguese and sometimes people will reply “there’s no difference, it’s just the accent”. Well, up to a point, Lord Copper. The accents certainly are different, but there’s a lot more to it than that. If you’re starting out on your Portuguese journey, you should definitely stick to just one version at first, at least until you have a good grounding in the language, because in addition to the accent you’ll find Brazilian Portuguese has quite a lot of differences in vocabulary, slightly different grammar, differences in spelling, even after the Acordo Ortográfico. They even have different ways of saying “you”. Brazil is a larger country with a more powerful media industry so I think Brazilians are probably less aware of the differences than Portuguese people are because they are less likely to be exposed to TV or movies in the other dialect.

Muitas vezes, vejo pessoas online a perguntar qual é a diferença entre Português brasileiro e Português europeu, e às vezes a resposta é “não há diferença, só há sotaques diferentes. Hum… Até certo ponto, Senhor Cobre*. Os sotaques são mesmo diferentes mas há mais do que isso. Se estiveres no início da tua “viagem” portuguesa, recomendo que permaneces com um único dialeto do idioma até ficares mais confiante porque, além do sotaque, irás achar que o português brasileiro tem diferenças de vocabulário, uma gramática ligeiramente alterada, algumas variações de ortografia (apesar do AO) e até uma outra maneira de usar o pronome da segunda pessoa singular. Brasil é um país maior com uma mídia mais ativa, portanto acho que os habitantes estão menos conscientes da distância entre os dois, porque estão menos expostos aos meios de comunicação do outro lado do Atlântico.

*=This is what sparked this blog post from a few days ago

Accent /Sotaque

Of course, both countries have a range of accents, but in very general terms, Brazilians tend to be a lot easier to understand. They pronounce a lot of things in really surprising ways, but once you tune into it, it’s at least pretty clear. They don’t swallow as many letters, and you don’t find yourself struggling to pick out four or five words that have all been run together. The main thing that sounds weird to European ears is the way Ds and Ts sound when they appear before an E or an I. The D in a word like Divertir, say, sounds like a hard J, or like the DG sound in the English word “edge”. Meanwhile, the T in the same word sounds like the CH sound in a word like “Chips” . Check this page for an example. Brazilians also tend to hit vowels with a bit more emphasis, including the last syllable in a word ending in e. A word like “verdade” for example would be a two syllable word in Portuguese because the final E practically disappears and the D has a pleasing breathy quality to it (I really like it!). The same word in Brazilian has three syllables and sounds like “verDADgee”. There are examples of both on this page for you to compare. The effect is that Brazilian Portuguese has a “bouncier” rhythm to it.

Claro que ambos os países têm um leque de sotaques, portanto não faz sentido falar de “sotaque português” e “sotaque brasileiro” mas, regra geral, os brasileiros são mais fáceis de entender. O seu modo de falar tem aspetos muito estranhos (aos nossos ouvidos anglófilos), mas uma vez que nos acustomamos aos sons e aos ritmos, é bastante claro. Não engolem tantas letras e não deixam as palavras aglomerarem-se umas com as outras, dizendo “quéq tázafazer” em vez de “O que é que estás a fazer”. O que mais marca um aluno europeu é a sua maneira de pronunciar os Ds e os Ts que vêm antes dum É ou dum I. O “D”, numa palavra como “Divertir”, soa como um J duro ou o DG de “edge” em inglês. Os brasileiros também pronunciam os vogais com mais stresse, inclusive a última sílaba duma palavra que termine com E. Uma palavra como “verdade”, por exemplo, tem duas sílabas em português de Portugal. O “E” final quase desaparece e o “D” soa suave e ofegante (adoro!). No Brasil, a mesma palavra tem três sílabas distintas porque o “E” é mais forte. Além disso o “D” antes do “É” muda para DG como já disse: verDADgee. Isso significa que o português brasileiro tem um ritmo mais…hum… saltitante, digamos assim…?*

*Throughout this paragraph I originally used feminine articles for the names of letters “a D” and so on, because the word letra itself is feminine, but apparently when you use the name of the letter in its own you’re really indicating symbol /sign so you use male articles “o D”. I was referred to a Ciberdúvidas article on the subject.

You /Tu

There are lots of different ways of addressing someone in the second person. In European Portuguese it’s usually Tu for informal situations but there are gradations of formality that require “você” ou “o senhor” or whatever, and the verbs all get conjugated in the third person. There’s also this weird pronoun “vós” that most textbooks just ignore. Let’s try not to even think about that one. In Brazil, on the other hand, it’s just você across the board, and you only really need to learn first and third person verb endings. These people learning Brazilian Portuguese have it easy eh?

Há muitos métodos de falar com alguém na segunda pessoa em português. Em Portugal, é geralmente “tu” no dia-a-dia, mas em situações mais formais, usa-se você ou “o senhor” ou algo do género, que exige um verbo na terceira pessoa. Ainda por cima existe o pronome vós que se usa em determinados contextos (embora a maioria dos livros sobre gramática portuguesa para estrangeiros o ignorem) mas nem pensemos nisso. No Brasil, pelo contrário, usa-se sempre você. Aquelas pessoas que aprendem português brasileiro têm uma vida fácil, né?

Vocabulary /Vocabulário

Like US English, Brazilian portuguese has evolved slightly differently and diverged from its European cousin. In some cases, it has retained aspects of the language that the Portuguese have dropped (sorry, I’m not going to give any examples of this because I’d be out of my depth but I’ve been told it’s true). In other cases, they have developed new words over the course of years, based on preference, contact with other languages and just the sheer passage of time. Of course, this is going to be most obvious in slang. My favourite example of diverging vocabulary is the translation of “The Girl on the Train” by Paula Hawkins. In Portugal it’s called “A Rapariga No Comboio” but nobody in Brazil says Comboio, even though it’s a legitimate word in Brazilian Portuguese, they say Trem instead, and although Rapariga does exist it’s… Not a nice word. So the book is called A Garota No Trem instead.

Assim como o inglês americano, o português do brasil evoluiu diferentemente e afastou-se do seu primo europeu. Em determinados casos, retém aspetos antigos da língua, que já desapareceram do português europeu (desculpa, não tenho exemplos mas ouvi falar disto). Noutros casos, desenvolvem-se novas palavras e expressões ao longo dos anos, por causa de preferências regionais, do contacto com outras idiomas e da passagem de anos. Claro, este fenómeno é mais óbvio no calão. O meu exemplo preferido de divergência de vocabulário é a tradução do “The Girl on the Train” de Paula Hawkins. Em Portugal, o título do livro é “A Rapariga no Comboio” mas no Brasil ninguém diz “comboio”, mesmo que a palavra exista, antes dizem “trem”. E rapariga existe também mas no Brasil, é uma palavra feia. Portanto o livro foi intitulado “A Garota No Trem”

Grammar /Gramática

There are only a couple of differences in the actual grammatical structure, so far as I’m aware, but feel free to shout out any others in the comments. Firstly, in Brazilian Portuguese, the object pronoun basically always comes before the noun, so it’s more consistent. So “I bought it” = “o comprei” in Brazil and “I didn’t buy it” is “não o comprei”, whereas in Portugal it would vary according to context: “comprei-o in most cases, but it flips in negative sentences (“não o comprei”) or a few other contexts (more detail here if this is not familiar).

The other big one is the use of the gerund. Again, I’m afraid this is another area where Brazilian is probably easier than European Portuguese, at least for English speakers. In European Portuguese if you want to say “I’m talking” you say “estou a falar”, which is fine, but falar is an infinitive so if you translate it literally you get “I am to speak”. Brazilians just say “estou falando”. Falando is a gerund, so it is really equivalent to “talking”, in English, so in short, it’s much more like English grammar.

Tanto quanto sei, há apenas duas diferenças de gramática. O primeiro tem a ver com a próclise e a ênclise. A próclise aplicar-se quase sempre em português brasileiro – ou seja, o complemento vem sempre antes do verbo (O comprei /Não o comprei) . Em Portugal, por outro lado, a posição depende do contexto (Comprei-o /Não o comprei)

A segunda diferença é o uso do gerúndio em tempos verbais do presente contínuo. Este é mais um exemplo dum aspecto da língua no qual o português brasileiro é mais fácil (para nós anglófonos) do que o europeu. O brasileiro “estou falando” soa mais parecido com o inglês “I’m talking” ao contrário ao português europeu, no qual se usa o infinitivo, tipo “estou a falar” que soa estranho aos nossos ouvidos.

Spelling / Ortografia

And so finally we reach spelling. Well, that’s easy, the AO has sorted it all, right? Sadly, no, there are still a few spelling variations around. Brazilians seem to like circumflexes (^) more than the Portuguese do but there are far fewer than there once were.

Finalmente chegamos à ortografia. Foi tudo resolvido pelo AO, certo? Infelizmente não, porque ainda existem várias diferenças de ortografia. Acho que os brasileiros gostam mais do acento circunflexo, mas, hoje em dia, não há assim tantas diferenças entre os dois dialectos.

Posted in English, Portuguese

Special Days

Eu a a minha esposa casamo-nos há vinte anos (dia vinte de março 2002)

E ainda não sou fluente. 😕

We had a good day though. Saturday was Portuguese Father’s Day too but it passed by unnoticed. I can’t wait till I get dual citizenship so I can have two father’s days a year. That’s how it works, right?

Posted in Portuguese

A Couple of Short Texts

Some shorties with corrections

A Casa de Harry Potter Com Qual Mais Identifico

Se o mundo de Harry Potter fosse realidade e se o chapéu selecionador fosse colocado na minha cabeça, acho que o seu veredito seria “Hufflepuff” (Lufa-Lufa*). Não tenho o heroísmo que é necessário aos membros da Gryffindor (Grifinória). Não sou racista nem malévolo, portanto não seria bem-vindo na casa Slytherin (Sonserina). Falta-me a inteligência dum Ravenclaw (Corvinal), mas quanto às qualidades da casa Hufflepuff – trabalhador, leal, paciente, gordinho – tenho todos a dar com o pau! Nós Hufflepuffs lemos muito, mas jamais dobramos o canto da página. Bebemos chocolate quente. Aprendemos português, mas fazemos muitos erros de gramática e adoramos trocadilhos.

*I added Portuguese names for the houses because I felt like it was worth knowing them but they’re actually only from the Brazilian version. I’m pretty sure the PT-PT translations use the original names.

A portuguese corrector deals with a misplaced pronoun.

Guerra Civil

(this is me trying to explain the concept of an online knitting community imploding under the weight of its wokeness in one of the posts about knitting that became “This Lã is Your Lã“)

Imaginem* o seguinte: (1) há um site com mil membros (2) um aderente do site um dia escreve um comentário polémico… Sei lá, talvez esteja zangado por ver um outro membro a tricotear com uma espécie de lã específica que, antigamente, era usada exclusivamente por um grupo étnico chileno qualquer na sua malha tradicional. (3) outros membros do site concordam. É tão desrespeito para com** aquele povo. Que desgraça! Que safada! (4) A pessoa que mencionou a lã ouve falar da discussão e vem explicar o seu motivo para ter escolhido a lã e os amigos dela apoiam-na. (5) a discussão aquece. Os apoiantes do comentador não gostam da explicação. Alguém tem uma bisavó daquele grupo étnico e na sua opinião, está situação trata-se de racismo….enfim, sabem como estas tempestades correm nas redes sociais. Em breve, uma facção é expulsa. Era isso que queria descrever.

*In English you don’t have to think to much about whether you are addressing one person or many people when you write online but in Portuguese you need to choose an ending for your verb and here I addressed one person “imagina” but I was reminded that since a lot of people might be reading, “imaginem” was better. And further down, “sabem” in place of “sabes”

** “para com” was added by the corrector. I used “a”, and I have to admit I’m shook because I have no idea why the double preposition…