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O Último Ano em Luanda – Tiago Rebelo

Today’s review is about a historical novel called O Último Ano em Luanda (the Last Year in Luanda). I’ll link to the papery book here but as I say in the review, I used the audiobook and I was really impressed by the narrator’s clear, uncomplicated reading voice so I’d defintely recommend it for a confident, intermediate level learner.

Thanks to Dani for the corrections

O Último Ano em Luanda
O Último Ano em Luanda

O Último Ano em Luanda é um romance de Tiago Rebelo que eu “li” com os ouvidos. O enredo tem lugar durante os últimos anos do império português – antes e depois da Revolução dos Cravos. Os protagonistas mudam-se para Angola apesar do movimento de libertação estar a ganhar força. O marido é um piloto que ganha dinheiro a fazer contrabando, mas a situação militar, o caos do retorno dos portugueses e os laços dele com os rebeldes levam a família até à beira do desastre. O livro tem a atmosfera dos filmes clássicos americanos sobre a guerra do Vietname. O suor, o terror, a falta de lei e ordem. Todos se combinam numa história incrível, e a narradora lê numa voz nítida, o que ajuda muito!

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O Segredo De Coimbra

First of a series of reviews of books I’ve read recently. Thanks to Dani for the corrections.

O Segredo De Coimbra
O Segredo De Coimbra

Esta banda desenhada serve principalmente como veículo duma exposição dos vários tesouros científicos armazenados na universidade: aparelhos experimentais fabricados durante a infância do nosso conhecimento do mundo físico. Um pesquisador  obcecado com espelhos e a “anamorfose” agenda uma reunião com um professor do Gabinete de Física. Os dois falam-se e o historiador conta a história de um príncipe, preso numa ilha. O príncipe está a ser enganado pelo seu conselheiro, que usa as mesmas ilusões óticas usadas nos aparelhos científicos que aparecem nos quadrinhos. Acima de tudo, é óbvio que o autor do livro estava fascinado pelo espírito de inquérito daquela época.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa – Epílogo

Acordámos às três e meia da manhã. A minha filha estava de trombas mas isso não é assim tão surpreendente tendo em conta o pouco que dormimos*. Partimos para o aeroporto. O voo correu bem, sem problemas e chegámos em casa às onze. Fico tão contente por ela ter curtido tanto as férias, mas estamos ainda mais felizes por estar na nossa casinha.

*i originally wrote that she hadn’t had much sleep but “ter pouco sono” but sono means sleepiness as well as actual sleep, so usually means “to not be very sleepy”, and the way I had expressed it didn’t really work.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa – Parte 8

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Passámos o dia a fazer compras: um presente para a melhor amiga da minha filha, um para a minha esposa, vários livros, uma pulseira, um casaco. Visitámos a livraria Lello (pela terceira vez!) mas não faço ideia porquê. Imagino sempre que desta vez vou ser a única pessoa na loja, com tempo para perscrutar as prateleiras em silêncio mas… Nem por isso. Sinto-me como um prisioneiro de guerra. A macaquinha falou sem filtros sobre os “influenciadorzinhos” à nossa volta. Não ficámos muito tempo. Jantámos cedo e estamos prestes a dormir dado que temos o nosso voo bem cedo. amanhã.

Lello: Expectation vs Reality
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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 7

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Saímos do hotel e fizemos a viagem até ao Porto. No comboio havia um homem desagradável que se recusou a usar máscara. Tinha uma consigo que o pica exige sempre o seu uso, mas enquanto não havia pica na carruagem, não usava. Uma senhora repreendeu-o é os dois gritaram um com o outro até o homem ficar envergonhado e capitular.

Fizemos umas compras mas já não tínhamos energia e a minha filha estava cansada depois de toda esta semana. Rompeu em lágrimas no restaurante. Tive de arrastá-la para o hotel e preparar-lhe um banho. Já está mais calma.

Ah! Quase me esqueci da mais importante: encontrei mais um exemplar do livro que perdi no avião! Woo-hoo!

Finally! The old cover was better but I’ll take it!
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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 6

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Não dormimos bem. Acordámos às 5. A minha filha leu os últimos capítulos do seu livro enquanto eu cumpri o meu dever como consultor de bases de dados. Ao fim da tarde, fomos até ao centro da cidade onde comemos uns bolos e eu provei a minha primeira caipirinha, o que me encheu com uma luz brilhante e aquecedora que fez tudo parecer mais acolhedor. Visitámos o museu da ciência no topo da colina. Muito cansaço mas valeu mesmo a pena. Depois, passámos uma hora a ouvir fado num café com mais bebidas. Gostei mais do que o espetáculo da segunda-feira porque foi menos formal e quase todas as pessoas nas mesas eram Conimbricenses (confesso que não lhes perguntei mas não tinham ar de turistas) Jantei no Jardim da Manga. Comi chanfana (mais uma novidade) e a macaquinha experimentou uma alheira com batatas fritas, arroz e um inseto. Não recomendo. Mas curti a chanfana.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 5

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Acordei cedo e estive uma hora e meia no* portátil antes do pequeno-almoço. Depois de muitas reuniões online, subimos a colina até à universidade. A adolescente recusou-se subir as escadas da torre. Ficou em terra firme** com o seu livro enquanto eu ascendi ao céu. Uau, que escada estreita! Ainda bem que não sou claustrofóbico.

Descemos devagarinho até a um nível menos elevado onde jantámos cedo numa pastelaria. Ela comprou um presente para a sua amiga. Chegámos ao hotel às sete e meia e estamos a ler antes de nos deitarmos.

*I used “ao” but an hour at the laptop doesn’t sound as smooth in Portuguese as an hour on it. “Ao computador” pm the other hand, is completely fine!

**terra firme actually exists in Portuguese so it doesn’t make sense to use the Latin terra firma as we do sometimes in English.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 4

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Passámos a maior parte do dia no quarto a trabalhar (eu) ou a ler (a macaquinha). Saímos na hora de almoço para adquirir* um pizza (comida tradicional de Portugal e do resto do mundo). Depois do trabalho demos um passeio no jardim botânico e finalmente jantámos num restaurante chamado “no tacho” onde estamos agora!

* this is probably a stupid word to use in this context, but yes, I did intend to say we acquired it. We acquired it, carried it off to our lair and picked its bones clean.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 3

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Segunda feira, e começam os dias de trabalho. Irra. Que miséria. Acordámos cedo. Trabalhámos durante uma hora e meia, e fizemos uma pausa para comermos o pequeno almoço. Deixei a minha filha a escrever enquanto fui devolver o carro alugado. Não sou fã de carros em geral mas conduzir neste país é assustador mesmo. O objetivo do jogo é deixar o miiiniiimoo espaço entre o seu próprio carro e o da pessoa que está a ultrapassar.

Depois das minhas reuniões online, sentámo-nos no terraço para ler e apanhar sol durante algum tempo.
Às 6, assistimos a um concerto de fados de Coimbra. Jantámos num restaurante e finalmente voltámos para o hotel.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 2

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Eh pá, escrevi um texto mas perdi-o todo. Obrigado Reddit.

Então… Passámos o dia a passear pela cidade. Deparámo-nos com a estátua de Dom Dinis no campus universitário mas não entrámos nos edifícios porque temos planos para um outro dia. Alugámos um carro, experimentámos diversos petiscos e pastéis, e fomos à caça de um novo exemplar do meu livro perdido (sem êxito, senão contarmos uma colheita de seis livrinhos aleatórios que se encontram agora na minha mochila).

Escrevi mais do que isto antes mas não tenho energia para rescrever. Isto chega? Boa.