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O Trabalho Mais Fácil De Sempre?

Tenho nove horas e meia para desenvolver o trabalho do primeiro e-Folio do curso atual. A pergunta é a seguinte:

Atente na última frase de cada um dos capítulos de” Os Cus de Judas” de Lobo Antunes. Escolha, de entre essas últimas frases, uma que lhe tenha especialmente agrado e explique as razões da sua escolha.

Mas também…

Nota: é obrigatório citar a frase escolhida.

Então? Porque é que este blogue é intitulado “O Trabalho Mais Fácil de Sempre”? Porque as normas do exercício estipulam “o e-Folio não deve ultrapassar 1 página A4”. E olha o tamanho das frases que Lobo Antunes escreveu.

São quase todas iguais. Depois de citar a frase escolhida, sobraria espaço o suficiente para 3 palavras.

“É muito bom” 4 Valores se faz favor.

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A Quinta Essência

Um podcast que fazia parte dos recursos audio-visuais do meu curso é chamado “Quinta Essência” e, por sorte, encontrei a mesma expressão num livro. Fiz uma mini-pesquisa e constatei que Quinta Essência tem a mesma raiz como a nossa “quintessence”. A língua portuguesa tem a sua “quintessência” mas a origem da “quint-” é mais óbvio a um falador duma língua como português que ainda é muito parecida com o latim. Nós, por outro lado quase nunca falamos da “fifth essence” e nunca pensamos (ou pelo menos eu pessoalmente nunca penso) na origem da palavra.

principal skinner ponders the romance languages
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Leiria Update

Já falei há algum tempo sobre a lenda urbana da não existência de Leiria, a região fictícia que, se fosse um território verídico, ficaria na baía entre Coimbra e Santarem. Mais recentemente, deparei-me com a página turística “Visite Leiria” que adotou o meme de forma jocosa, dizendo “Leiria Não Existe Sem Ti”, o que acho uma resposta muito criativa à sua crise existencial!

O mesmo site também tem um resumo da história do meme desde a sua origem no Reddit até ao lançamento da canção Leiria Não Existe da Inês Apenas. Se quiseres saber mais sobre como evoluiu o hashtag, recomendo que passes algum tempo nesta página.

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Capitão Fausto – Na-Na-Nada

Welcome back to the Capitão Fausto Fan Blog! It’s still Friday night as I write this, and the translation I did for yesterday’s blog was so short I thought I’d try another

PortuguêsInglês
Quando aqui chegou
Foi porque ainda não estava
Nada se apagou enquanto eu protestava
E às tantas sossegou
Explicaram que afinal não era nada
When she* got here
It was because she wasn’t here yet
Nothing stopped while I was protesting
And at last it calmed down
They explained that in the end it was nothing
Andar em contramão
Calçar a botifarra
Quero ouvir calão e o som de uma guitarra
Se dás, eu também dou
Se gritas muito, eu dou-te uma dentada
Going against the flow
Putting on my clumpy boots
I want to hear slang and the sound of a guitar
If you give I’ll give too
If you scream, I’ll bite you
Cheguei a casa e sossegou
Explicaram que afinal não era na-na-na-na nada
Na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
I got home and chilled out
They explained that in the end it was no-no-no-no-nothing, no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
Quem me der a mão é porque quer que eu nunca caia
Pode ser que queira vir comigo até à praia
Ou pode ser que não, de qualquer forma vai ter de entender
Que ainda há muita coisa pra aprender
Algumas delas servirão
Mas outras nunca vão servir pra na-na-na-na nada
Whoever gives me their hand, its because they don’t want me to ever fall
Maybe they want to come to the beach with me
Or maybe not. Somehow she’ll have to understand
That there’s still a lot to learn
Some of them will be OK
But others are good for nothing
Na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
No-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing

*Honestly, it’s anybody’s guess what pronouns to use in most of this song. Who or what is he on about? Are those imperfect verbs in the first or third person? Can we even get an adjective with an ending that tells us what gender we’re dealing with? Throw me a frickin’ bone here!

OK, I think I’m sick of them again now,

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Capitão Fausto – Santa Ana

Well, I can’t see my new pro-Fausto stance lasting long because, as I said yesterday, their studio output is quite bland and overproduced, but while I am in the zone, let’s try a translation. This is Santa Ana from their first album, Gazela, and one of the songs they played as the finale for the show.

PortuguêsInglês
Está a chover dentro da sala de estar
A casa ardeu; ninguém parou de dançar
It’s raining in the living room
The house caught fire. Nobody stopped dancing
Ela diz que devo aprender
As noites simples e o que é ficar
Ela é linda e o seu parecer
Faz-me sentir que é tempo de mudar
She says I should learn
The ordinary nights are what it is to stay
She’s lovely and her appearance
Makes me think it’s time to change
Está a chover dentro da sala de estar
A casa ardeu; ninguém parou de dançar
It’s raining in the living room
The house caught fire. Nobody stopped dancing
Ela diz que eu devo aprender
As noites simples e o que é ficar
Ela é linda mas não quer ver
Que qualquer dia já cá não vou estar
She says I should learn
The ordinary nights are what it is to stay
She’s lovely but I don’t want to see
That someday I won’t be here

Is that all? 8 lines? I don’t feel like I’ve had much of a workout. That’s a long instrumental break they did at the end there. OK, well, I like the lyrics anyway, even if they are a bit terse, sometimes it’s best to keep it tight and not waffle on for 4 verses. I hope you enjoyed it.

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Capitão Fausto

Capitão Fausto, Dingwalls, Camden

Acabo de assistir ao concerto dos Capitão Fausto. As minhas expectativas foram extremamente baixas. Subterrâneas, pá. Ouvi os discos deles e achei o seu som fraco. Mas afinal as expectativas baixas foram facilmente ultrapassadas. E fiquei feliz que fui ver o concerto. E como não? Aqui temos uma das bandas mais conhecidas em Portugal a tocar no Dingwalls, em Camden, numa sala de espectáculos muito pequena e íntima. Quem recusaria uma oportunidade assim?

Tocaram os meus favoritos, mas soaram mil vezes melhor do que as versões dos álbuns. A sua presença no palco, o seu empenho, chamou-me a atenção e tornaram as canções mais animadores. O público curtiu tudo e até os ingleses que viram com as suas namoradas portuguesas e não entenderam nada tiveram uma noite divertida, acho eu.

Estou entusiasmada para ouvir o álbum “Gazela” novamente para ver se soar melhor agora que vi a banda ao vivo.

Estou a escrever no comboio com duas cervejas na barriga. Espero que a minha gramática não seja ainda pior do que normal!

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Revision

Since the final exam of the literature module starts in an hour and a quarter, I might have left the revision a bit late. In truth, I haven’t even finished the third book. It took me ages to get into it although now I have, I am flying along but I haven’t reached the end. Oh well, never mind, I can finish it in my own good time

Conceitos

Intermedialidade

A intermedialidade é a possibilidade de descobrirmos interações entre discursos em mediáticos autónomos: livros, filmes, bandas desenhadas podem dialogar entre eles.

-> e intertextualidade é um sub-genero disto.

Transnarratividade

A transnarratividade é a disseminação da narratividade em práticas para além das narrativas formalmente constituídas como tais.

Transmedialidade

A transmedialidade trata-se de uma passagem de uma narrative de uma forma para outra. Por exemplo, uma adaptação de um livro no cinema.

Figuração

Processo de construir uma “figura” ou seja um “ser de papel” (Barthes, citado por Carlos Reis) o que não se restringe a uma aceção personalista ‘ veja por exemplo a Casa do Ramalhete d’Os Maias ou a Manderley no Rebecca. “Os Cinco Mil” é um exemplo disto

Liberalismo e romantismo – interlogados

Oitecentista

Extradiegetica « o narador

Intradiegetica – contado por uma personagem

Metadiegética – dito por uma pessoa em curso de uma narrativa contado por uma personagem!

Viagens na Minha Terra

1846 – entre 1789 e 1848! (uau! a serio?)

Joaninha – Ultrapassa o arquétipo da “Mulher Anjo” ou mulher siflide – “a menina dos rouxinois

Carlos – herói liberal de sangue quente, dividida entre a Georgiana e a Joaninha. “Rousseauniano” . Acaba gordo e um deputado.

Frei Dinis – Inflexível, consciente do seu grande pecadp

A terra como figura

“Fashionável”

Trio em Lá Menor

Os Memoráveis

“De todos os testemunhos, sem dúvida o mais emotivo aquele que é dado pela viúva de Charlie 8 “o rapaz dos tanques e dos chaimites”, aquele que pôs o relógio da história a andar, mas que o regime maltratou, negando-lhe uma pensão que não negou aos torcionários da pide.” here

Aaaaand thatºs all i had time for really…

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This Made Me Giggle

I love a dad joke and this is a good example of the genre. It’s a good example of how prepositions in Portuguese are often different from what we’d expect on English. Where we would say “You can count on me” as a way of saying I’ll always be there when you need me, in Portuguese you say “Podes contar comigo” (You can count with me”. So…

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Parabéns, António José Seguro

Existem poucas coisas mais satisfatórias do que a cara desiludida de um populista que acabou de perceber que o populismo não é assim tão popular.

Não sei nada sobre o novo presidente mas espero que tenha muito sucesso em lidar com os problemas que vai ter de encarar no palco mundial e no seu próprio país. .