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Desenrascar

So I decided to dig into this word, desenrascar, found in the book I’m reading. Desenrascar means untangle, and desenroscar is more like uncoil, whereas and you can get the meanings of rasca and rosca respectively from the verbs. Desenrascar also seems to mean to sort something out in general resolve a problem.

Trying to understand this, I came across a site in which someone said this was the best English explanation of “o nosso povo (…) ao mesmo tempo desenrascado e forreta”

I tend to steer clear of the portuguese kids, partly because they don’t sing in portuguese but mostly because Americans can sometimes be a bit cringe when they’re too attached to the old country. Witness how chicagoans die their river green for St Patrick’s day, for example.

But anyway, there you go. They are big on doing stuff for themselves and desenrascar seems to be a key word there.

Incidentally, the only other time I’ve seen that word Berbicacho is in the title of a Deolinda song, which I mentioned a couple of years ago in a post about Viriatus.

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Psicopatas Portugueses

Psicopatas Portugueses
Psicopatas Portugueses

Psicopatas Portugueses” é um livro de Joana Amaral Dias. Além de ser um livro e um audiolivro, o texto foi lançado como podcast e foi assim que o ouvi. A capa do livro tem uma foto dum rosto escondido por uma máscara de hóquei, tipo Jason Voorhees dos filmes “Sexta-feira 13” , mas não é um desses romances de terror que descrevem crimes de tal forma bizarros e ultrajantes que existe uma espécie de diversão perversa, entrelaçada com o choque de assassinatos tão assustadores. Em vez disso, trata-se de histórias de “crime verídico” mais quotidianas. Os contos abordam casos de pessoas que matam por causa de ciúmes incontroláveis, ou simplesmente por cobiça por dinheiro. Até há pessoas com doenças mentais (sem ser psicopatia) que matam elementos das suas próprias famílias de modo sórdida e nojenta. Acho que os fãs deste género podem gostar desta obra. Já eu, nem por isso. Achei-o ligeiramente deprimente e fiquei aliviado quando cheguei ao fim.

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Cats vs Dogs

Spotted on twitter and laughed my head off.

I think it’s Brazilian, by the way. Not that different though. I think in european portuguese they would have dropped the “eu” in the first cat dialogue and used cão in place of cachorro. Obviously the punctuation is all over the place but that’s memes for you!

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Desafogadamente

I came across this word today and was strangely pleased by it. The root of it is the verb “afogar” whose main meanings are “to drown” or “to submerge”, but which has some related meanings which go along the lines of “to impede” or “to choke”, both of which make sense: you can imagine how being impeded or stifled might feel, figuratively, like being immersed in water, of how being choked or strangled would deprive you of breath just as surely as being drowned would.

So building on “afogar”, or rather its past participal “afogado” we’ve got the prefix “des” making it negative and the suffix “mente” making it an adverb, and we end up with “desafogadamente”, which you could literally render as “undrownedly”, but seems to be used to mean something like “freely” or “without hindrance”. Excellent stuff! Definitely using that at the next chance I get!

Affogato
Affogato (image courtesy of Leva Kisunaite)

Afogar is quite an easy verb to remember if you’re a fan of delicious Italian treats because you’ve probably come across an affogato. If you don’t know it, it’s a dessert consisting of a scoop of vanilla ice cream with coffee poured over it. This combination of cold and creamy with hot and bitter is literally “affogato al café” or “drowned in coffee” and it’s the same word, just italianified.

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Conservadorismo que Irrompe Para O Futuro

Continuando a minha leitura do “Ser Português” de Frei António (António Lameira) cheguei ao quarto capítulo, cujo título é “Conservadorismo que Irrompe Para O Futuro”. O autor afirma que os portugueses têm um medo, incutido pela Igreja, que os fez conservadores. Mas ao mesmo tempo, têm uma vontade forte de explorar. Em resultado disso, “quando se está fora, sente-se a saudade, mas quando se fica, também se sente a saudade de querer partir”.

Como sempre, o autor fornece vários exemplos destas tendências: Santo António, que perseguiu os albigenses por serem heréticos e Oliveira Salazar que ainda projeta uma sombra sobre o país. Também cita o gosto de bacalhau salgado, a rotina diária e a preferência por sapatos pretos.

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Typo… Or is it?

I couldn’t work out what this word was doing here. Reduto is like redoubt, so it’s a kind of fortress… So what’s it doing in this sentence? I didn’t know so I asked.

He’s saying that, despite their natural conservatism, portuguese people have a redoubt – an unvanquished corner of their heart – where they nurture a longing for something else out there.

OK, makes sense. I thought I’d found a typo but instead I found some new vocabulary.

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A Manha Mais Uma Vez

Following in from the post from a couple of days ago

Para ilustrar o capítulo sobre a manha (sobre o qual escrevi há dois dias) António Lameira oferece alguns exemplos: o Cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira por ter ficado calado durante uma época de ditadura e opressão do povo, Aníbal Cavaco Silva, cuja presidência foi, na sua opinião, manchada por corrupção em relação a um banco. (o BPN, presumo?)

Também escreve sobre duas coisas menos polémicas: a alheira e o pastel de bacalhau: a primeira porque foi inventada pelos judeus para enganar os católicos que os queriam os perseguir, e o segundo porque se trata dum método de esticar uma quantidade de bacalhau até que quase não exista. Frequentemente é nada mais do que batata, salsa uma memória de escamas.

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Typos

Typos tend to be annoying at the best of times, but they can be super-confusing when they come up in portuguese texts because you don’t know if they are real typos or if it’s just some aspect of the language that you’re not familiar with. I was pretty sure about this one but had to go and ask. It is one of course. The fact that the stray “seu” is right next to the right word, “sei”, makes it obvious how it happened.

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A Manha

Here’s a text based on the second chapter of “Ser Português” by António Lameira, aka Frei António. Thanks to Dani Morgenstern for the correction

Seguindo* o livro “Ser português” um aspeto do caráter nacional é a manha e a “chico espertice”. No âmbito deste traço de personalidade pouco simpático, o autor, António Lameira descreve “a desconfiança, a gabarolice, o medo do ridículo, a promessa religiosa, a inveja e o medo latente de algum mal.” O Lameira culpa estas características por vários problemas do passado (a ditadura, a inquisição) e atitudes modernas que, se eu as descrevesse, acho que pareceria ligeiramente “lusofóbico” mas suponho que ele sabe do que está a falar. Diz que o verbo “amanhar-se” (resolver uma situação através de um truque, um engano ou até por métodos ilegais) é uma dessas palavras que não tem equivalente noutras línguas.

Pois, pode ser, mas acho que essa falta de ética é um aspeto da natureza humana. Ainda que haja uma forma, ou um “sabor” específicos dos** portugueses, se está a implicar que vocês são os únicos que se comportam assim, seria um retrato pouco elogioso do país!

* Another habitual mistake I make is using “seguindo” in place of “segundo” as equivalent of “according to…” Seguindo means “following” so it seems like a better fit than segundo (“second”) but no, segundo is the word to use.

**One of those surprising prepositions: specific of the portuguese, it specific to them!