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A Brief, Pessimistic Interlude

I occasionally wonder what the point of all this is. The aim of language is to communicate but I am a fairly introverted person and I seem to get more and more socially awkward with each passing year, to the point where, unless I’m in really good form, I’m not really capable of holding a relaxed conversation in my own language, let alone in another one. Perhaps as a result of that, I am still very backward in my use of the basics of Portuguese that would maybe come quite naturally to someone who was used to having conversations with people. I’m studying for the C1 exam, which is quite advanced, but I’m still making really basic errors, mixing up ser and estar, using a instead of para, using the wrong tense or gender.

Some days I just feel like I’m only doing this so I can read more books. Well, there’s nothing wrong with that, but it seems a bit self-centred and not really in the spirit of… I dunno, reaching out across the sea and making connections with other people in other places or whatever.

I was at the Portuguese embassy yesterday at a book launch and I went thinking I’d speak to people in Portuguese and just immerse myself in that for an hour or so, but I ended up sitting and reading a book before the presentation and then afterwards got talking to some other British people, in English, until one of them did the “oh, I’ve just spotted someone I know on the other side of the room” move and I didn’t really have the mental energy to go and find someone else to talk to so I just sort of slunk away without saying goodbye or thanking the author or the ambassador. Le sigh.

Anyway, these moods come and go, and I suppose the main thing is to not make any rash decisions while under the influence of negative thoughts. Just keep working and wait till the positivity returns and I can maybe make plans for how to be less of a total disaster.

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Organizar o Discurso

Neste texto, tento usar algumas expressões do curso C1 que ajudam o escritor organizar um discurso. A história (da apresentação) é verdade mas confesso que ainda não li o livro que foi apresentado, portanto é provável que o meu resumo dos conteúdos é errado.

_No que se refere à_ história dos nossos tempos transtornados, já há vários livros editados que descrevem os efeitos da crise, mesmo que estamos ainda em plena pandemia. É interessante ler os opiniões does escritores mas _é de salientar_ a dificuldade de entender, numa maneira nítida, um evento histórico quando estiver a acontecer.

_Pode-se citar a título do exemplo_, um livro chamado “O Diário da Bela Vista” de Clara Mecedo Cabral, que foi apresentado ontem no consulado português em Londres. _Eis um exemplo_ do género, _exemplificando_ alguns dos melhores aspectos dum diário da vida contemporânea _bem como_ a contraste entre a sua vida em Londres e em Lisboa.

O livro foi resumido por um responsável da Junta da Freguesia da Estrela que editou o livro. _Sintetizando_ os seus pensamentos, _conclui-se que_ a freguesia tinha muito orgulho de apresentar este livro que dá tanto luz na história e na geografia daquele território.

Depois, _deu a palavra_ à autora, que falou mais uns minutos. Em breve ela convidou-nos experimentar uma espécie de conhaque regional chamado “Old Nosey” por causa do Duque de Wellington que passou por lá durante a guerra peninsular mas alguém chamou “_se me permites interromper_, posso pedir uma leitura de um ou dois parágrafos?” Na verdade, a apresentação tinha sido tão breve, suponho que ela quisesse ouvir mais. O parágrafo falou de scones (um tipo de petisco inglês) com manteiga portuguesa. Uma conjugação muito adequada à harmonia entre os nossos países!

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Toy Story – Com Diogo Cabeça-de-Batata

No texto de ontem falei do vídeo do Diogo Bataguas/Batuta/Batman/QualquerCoisa*. Mas não mencionei a maior estrela do vídeo, o Toy. Para ser sincero, nunca antes tinha ouvido falar desse senhor, mas andei à procura de vídeos das músicas dele. Parece que é boa música de festa mas não senti me uma grande pulsão* em comprar os seus álbuns.

Mas percebo o génio de contratar um cantor famoso daquele estilo de música para gravar o tema duma rubrica dum programa televisivo.

*=in the original version of yesterday’s text, I got Diogo Bataguas’s name wrong and called him Diogo Batuta.

**=not really the right word. I’m reading a book that has Sigmund Freud as one of its characters and he uses this word – it means an urge, in the psychological sense. It would have been better to say something like “não me senti compelido a comprar…”

Thanks to Dani for the grammar corrections. She’s also given me some factual corrections which I’ll pass along so as not to give the wrong idea:

The video is a web series, not a TV show. Diogo Bataguas is “um moço singelo” (a simple, innocent lad) who asks for contributions from his fans in order to be able to pay his team – namely, Sandro, who is always hungry

Toy doesn’t just sing party songs as I’ve described here, he also does emotional ballads and TV soap opera theme songs but he’s also known for being an interesting personality. He gave away tickets to his wedding to random fans and he… Invented a style of driving with his knees…? Speaking as a cyclist, this doesn’t exactly endear me to the bloke, to be honest, but apart from that he seems OK. One fellow learner told me (s)he had met him in a seafood restaurant in Azeitão and he had spoken warmly and at great length of his love for Canadian audiences. Telling this story later, (s)he found out that virtually everyone who has ever been to any restaurant in Azeitão has had a similar experience because he is “um senhor bastante gregário”.

He wasn’t hired to do the song, (it’s at about 7:55 in the video I linked to yesterday) Bataguas just mentioned he’d like to get Toy to sing it and fan pressure did the rest.

Some examples of his work:

Party music

Ballad

Knee driving

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Diogo Bataguas

Tentei ver um vídeo de Diogo Bataguas há anos mas não entendi patavina. Hoje de manhã experimentei mais uma vez, com o link sugerido pela Dani.

Consegui entender muito mas continuo a não achar engraçado porque ele fala tão rapidamente que os meus ouvidos mal conseguem decifrar as palavras antes de ele começar a a próxima frase e daí a diante, ando atrás da piada à espera de perceber o humor. Mas temos um ditado em inglês “O segredo da grande comédia é…. Hm… Como se diz ‘timing’*? Tempo? (Hm… Piadas tem mais graça quando o sol está a brilhar?) Sincronização? Acho que não. ‘temporização’? ‘cronometragem’? Pois… O meu problema é que, ainda que entenda as palavras, chego ao entendimento um meio segundo depois, e o humor fica estragado pelo atraso.

Tenho o mesmo problema com outros comediantes: Joana Marques (que aparece inesperadamente no vídeo), Salvador Martinha (estrela do primeiro programa português do Netflix, antes do Glória!), Bruno Nogueira e Mariana Cabral, entre outros. É frustrante.

Mas tenho ganas (ah ah, ainda estou a utilizar as frases de anteontem!) de rir com a comédia portuguesa, por isso continuo a experimentar vídeos de vez em quando. Um dia, vou conseguir!

*=There’s a very boring answer to this: they say “timing”. A couple of people pointed me to this Gato Fedorento sketch where a “javardola” (disgusting slob) seems elegant when he uses French words, but part way through he slips into using English words instead and doesn’t realise it. Timing is one of the words he uses.

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Insónia

Na esmagadora maioria das noites, durmo muito bem. Leio durante 20 minutos* e tal até ficar cheio de sono e as minhas pálpebras ficarem pesadíssimas. Nessa altura, fecho a capa e coloco o livro na mesa de cabeceira na expectativa de sonhos bonitos.

I don’t even understand this one but I get the gist, I think.

Mas ontem à noite, o sono nunca veio. Esperei umas horas. A minha esposa chegou, deitou-se, adormeceu. As raposas ladraram. Olhei o despertador. Duas horas. Esperei mais. Senti me sonolento mas não consegui dormir. Três horas e meia. Fechei os olhos à espera de um pouco descanso.
Tocou o despertador.

Que chatice. Estava nos meus planos ir à piscina mas decidi ficar em casa. Vem mesmo a calhar que o concerto (Dulce Pontes) foi cancelado. Se assistisse um concerto neste estado eu adormeceria e a Dulce ficaria zangada por causa dos roncos.

*ainda bem que reli o texto. Tinha escrito “leio durante 20 anos”. Quem me dera!

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Vontade, Desejo

This is a short text trying to fit in as many expressions of will, intention or desire as possible. The expressions are from the Camões Institute’s C1 course. Thanks to Dani for the corrections.

Está nos meus planos fazer uma corrida daqui a três semanas. Tenho ideias de melhorar o meu desempenho da última corrida. Morro de vontade de manter uma velocidade alta durante a corrida inteira. Não suporto (a idea de) que* os meus tempos possam voltar a ser de mais do que uma hora como nas corridas do verão passado. Fiquei eufórico quando corri dez quilómetros em 55 minutos em outubro. Claro que preferia correr ainda mais rápido! Tenho ganas de ganhar a corrida mas não é provável e no fim das contas, deliro com cada corrida na qual ultrapasso os meus limites. Um dia claro cairia muito bem, e viria mesmo a calhar** se houvesse um vento forte nas minhas costas. Queira Deus que o clima*** esteja bom porque morro de aborrecimento quando corro em condições cinzentas e ventosas.

*=”I can’t bear (the idea) that…” This construction needs a noun immediately after it and when the verb does come, it’s subjunctive.

**=”vir a calhar” is a weird one and I think I got it wrong in the original text. Calha is a gutter so I took “vir a calhar” as something negative but it’s more like “being channelled in the right direction” so, like “cair muito bem” it has a sense of things turning out well by good luck. There’s a ciberdúvidas article about the expression if you want to know more. Anyway, the long and the short of it is, I made such a mess of this sentence that the marker didn’t really get what I was driving at at all 😔

***=I wanted to write “o tempo” but since that means “time” as well as “weather” it seems like it would be super-confusing here! Clima is more like “climate” than weather of course, so it sounds a little bit off.

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OVNI

Spotted on Twitter

What the troubled brain is saying is “And what if we’re living in a simulation or matrix and the OVNIs are the mouse pointers”

OVNI is “Objeto Voador Não Identificado” – A UFO in other words. I’ve heard Disco Voador (flying disc, flying saucer) too, but that was easier to decipher. This one needed a bit more legwork.

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Early Impressions of the Official C1 Course

I said, a few days ago, that the official C1 course I was taking through the Camões Instituto de Cooperação e da Língua was being hampered by network troubles. They’ve been sorted out now. It must just have been a temporary glitch. I’m still not convinced though. It’s not hugely expensive as these things go, so I’m not too traumatised or anything but it’s worth setting out the pros and cons for the benefit of anyone who is considering following the same path.

First of all, the pros: the course is designed by the same people who design the exams, so the topics it covers are likely to come up as discussion topics in the exam. So it’s a good way of getting familiar with that kind of vocabulary. It has several hours’ worth of content, intended to be studied week by week, but it’s delivered on demand so you can go faster if you like.

Now the cons: the app is broken. That’s OK though, you can take the course in a web browser and there have been a few times I’ve had to do that just to progress, because I simply couldn’t scroll to the answer in the app, or because it gave me an error message every time I tried to move onto a page. Just don’t even bother with it. Save yourself the headache and do it in the web browser instead.

The actual content isn’t especially challenging. For example, I’ve just done a quiz about health. You’re supposed to start with a text about healthy lifestyles then answer a series of questions like “Physical activity is essential for a healthy life – True/False”. Well um, I don’t really need to go back to the text to answer that, thanks.

The introductory lecture of the Camões Institute C1 course
The introduction to the first unit

Maybe the reason for the ease of the questions is that there’s quite a strong emphasis on culture. The health topic is perhaps not the best example to use, but in the very first section, there’s an exercise about local shops and their role in poor communities. The questions were sort of ridiculous, considered purely as a matter of language. In one, we’re shown a picture of a man, standing in a shop holding a book with people’s names and the various things they’d been given in credit, so he could keep track of who owed what. The challenge was to pick out words from a list that could be used as a caption for the picture. You’re not told how many to pick. I chose “mercearia” and “comerciante” but I should also have picked “proximidade”, “bairro” and “comércio local”

In the next question, you’re asked what makes it possible for a neighbourhood to feel like a large family. And the options are a confiança, o afeto, a proximidade or o tempo. The answer is not given in the text, you just need to think about it. The correct answer is “o afeto”

So… Okay… It felt a little random, and didn’t really challenge my vocabulary skills, but I suppose they’re trying to get you to think of what neighbourhood means in Portugal, and to understand the ties that bind local communities as well as just purely being able to use grammar correctly. So there’s an element of comprehension of the text, but also an expectation that you’ll use empathy to comprehend the actions of the individuals.

So I think my early review would be that the course is worth taking if you intend to take the exam seriously and want to be prepared for the conversation topics, and it’s definitely worth taking if you are considering citizenship and want to get to know the culture. But I don’t think it’s enough on its own, at least to judge from what I’ve seen so far, you’d also need to go through a textbook, because you’ll need something else to really stretch you linguistically and, from what I’ve seen so far, this ain’t it.

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A Beleza da Simplicidade

O exercício de anteontem no meu curso de português avançado explicou um pequeno escândalo que ocorreu em 2012. Um filme intitulado “A Beleza de Simplicidade” foi premiado com a medalha de ouro num festival de turismo ecológico e logo depois uma sucessão de medalhas e troféus em concorrências publicitárias. Já vi o vídeo e é mesmo lindo.

Mas depois do filme ter ganhado os prémios, alguns espectadores com olhos de lince viram algo estranho. Há uma cena na qual a cidade de Lisboa é vista duma grande altura, mas havia uma avenida desconhecida com árvores de cada lado, visível de forma muito óbvia. Descobriu-se que uma secção da Rua Braancamp foi editada e repetida e várias outras pequenas edições foram juntadas à imagem para construir uma paisagem urbana mais atrativa do que a Lisboa verdadeira.

Tanto quanto eu sei, os prémios não foram hum… Despremiados??? Retirados? Revogados, digamos. Não foram revogados, mas há quem pergunte porque é que quiseram mudar a imagem da cidade? Lisboa não é assim tão feia.

Thanks to Dani Morgenstern for the corrections