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Updates – Portuguese Graphic Novels and Audiobooks

The Walking Dead Part 6 Esta Triste Vida - Kirkman

I’ve just updated the Graphic Novel and Audiobook Lists with new discoveries in the last few months.

There are only a couple of new additions in the Audiobook page, mainly some new José Milhazes books on Kobo. I’ve read quite a lot of new Bandas Desenhadas though, so the graphic novels page has got about 50% longer, including “Finalmente o Verao”, which I finished today and will probably be reviewing tomorrow, plus a few others I read and reviewed earlier in the year, like Pardalita, Amor de Perdição and Quarentugas.

Remember, the list is sorted in order of how much I like them so you can ave time by starting at the top and stopping when you have reached your threshold if things that don’t seem worth bothering with.

If you’re new to the site, I have five lists: aside from these two, there are some lists with online learning resources, textbooks and language hacks, all of which get updated from time to time. You can access from the menu on the right there (or the bottom if you’re looking at this on a smartphone) but I’ll pin this post for a while to make them easier to find.

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Psicopatas Portugueses

Psicopatas Portugueses
Psicopatas Portugueses

Psicopatas Portugueses” é um livro de Joana Amaral Dias. Além de ser um livro e um audiolivro, o texto foi lançado como podcast e foi assim que o ouvi. A capa do livro tem uma foto dum rosto escondido por uma máscara de hóquei, tipo Jason Voorhees dos filmes “Sexta-feira 13” , mas não é um desses romances de terror que descrevem crimes de tal forma bizarros e ultrajantes que existe uma espécie de diversão perversa, entrelaçada com o choque de assassinatos tão assustadores. Em vez disso, trata-se de histórias de “crime verídico” mais quotidianas. Os contos abordam casos de pessoas que matam por causa de ciúmes incontroláveis, ou simplesmente por cobiça por dinheiro. Até há pessoas com doenças mentais (sem ser psicopatia) que matam elementos das suas próprias famílias de modo sórdida e nojenta. Acho que os fãs deste género podem gostar desta obra. Já eu, nem por isso. Achei-o ligeiramente deprimente e fiquei aliviado quando cheguei ao fim.

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Cats vs Dogs

Spotted on twitter and laughed my head off.

I think it’s Brazilian, by the way. Not that different though. I think in european portuguese they would have dropped the “eu” in the first cat dialogue and used cão in place of cachorro. Obviously the punctuation is all over the place but that’s memes for you!

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Desafogadamente

I came across this word today and was strangely pleased by it. The root of it is the verb “afogar” whose main meanings are “to drown” or “to submerge”, but which has some related meanings which go along the lines of “to impede” or “to choke”, both of which make sense: you can imagine how being impeded or stifled might feel, figuratively, like being immersed in water, of how being choked or strangled would deprive you of breath just as surely as being drowned would.

So building on “afogar”, or rather its past participal “afogado” we’ve got the prefix “des” making it negative and the suffix “mente” making it an adverb, and we end up with “desafogadamente”, which you could literally render as “undrownedly”, but seems to be used to mean something like “freely” or “without hindrance”. Excellent stuff! Definitely using that at the next chance I get!

Affogato
Affogato (image courtesy of Leva Kisunaite)

Afogar is quite an easy verb to remember if you’re a fan of delicious Italian treats because you’ve probably come across an affogato. If you don’t know it, it’s a dessert consisting of a scoop of vanilla ice cream with coffee poured over it. This combination of cold and creamy with hot and bitter is literally “affogato al café” or “drowned in coffee” and it’s the same word, just italianified.

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Conservadorismo que Irrompe Para O Futuro

Continuando a minha leitura do “Ser Português” de Frei António (António Lameira) cheguei ao quarto capítulo, cujo título é “Conservadorismo que Irrompe Para O Futuro”. O autor afirma que os portugueses têm um medo, incutido pela Igreja, que os fez conservadores. Mas ao mesmo tempo, têm uma vontade forte de explorar. Em resultado disso, “quando se está fora, sente-se a saudade, mas quando se fica, também se sente a saudade de querer partir”.

Como sempre, o autor fornece vários exemplos destas tendências: Santo António, que perseguiu os albigenses por serem heréticos e Oliveira Salazar que ainda projeta uma sombra sobre o país. Também cita o gosto de bacalhau salgado, a rotina diária e a preferência por sapatos pretos.

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Typo… Or is it?

I couldn’t work out what this word was doing here. Reduto is like redoubt, so it’s a kind of fortress… So what’s it doing in this sentence? I didn’t know so I asked.

He’s saying that, despite their natural conservatism, portuguese people have a redoubt – an unvanquished corner of their heart – where they nurture a longing for something else out there.

OK, makes sense. I thought I’d found a typo but instead I found some new vocabulary.

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A Manha Mais Uma Vez

Following in from the post from a couple of days ago

Para ilustrar o capítulo sobre a manha (sobre o qual escrevi há dois dias) António Lameira oferece alguns exemplos: o Cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira por ter ficado calado durante uma época de ditadura e opressão do povo, Aníbal Cavaco Silva, cuja presidência foi, na sua opinião, manchada por corrupção em relação a um banco. (o BPN, presumo?)

Também escreve sobre duas coisas menos polémicas: a alheira e o pastel de bacalhau: a primeira porque foi inventada pelos judeus para enganar os católicos que os queriam os perseguir, e o segundo porque se trata dum método de esticar uma quantidade de bacalhau até que quase não exista. Frequentemente é nada mais do que batata, salsa uma memória de escamas.

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Typos

Typos tend to be annoying at the best of times, but they can be super-confusing when they come up in portuguese texts because you don’t know if they are real typos or if it’s just some aspect of the language that you’re not familiar with. I was pretty sure about this one but had to go and ask. It is one of course. The fact that the stray “seu” is right next to the right word, “sei”, makes it obvious how it happened.

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A Manha

Here’s a text based on the second chapter of “Ser Português” by António Lameira, aka Frei António. Thanks to Dani Morgenstern for the correction

Seguindo* o livro “Ser português” um aspeto do caráter nacional é a manha e a “chico espertice”. No âmbito deste traço de personalidade pouco simpático, o autor, António Lameira descreve “a desconfiança, a gabarolice, o medo do ridículo, a promessa religiosa, a inveja e o medo latente de algum mal.” O Lameira culpa estas características por vários problemas do passado (a ditadura, a inquisição) e atitudes modernas que, se eu as descrevesse, acho que pareceria ligeiramente “lusofóbico” mas suponho que ele sabe do que está a falar. Diz que o verbo “amanhar-se” (resolver uma situação através de um truque, um engano ou até por métodos ilegais) é uma dessas palavras que não tem equivalente noutras línguas.

Pois, pode ser, mas acho que essa falta de ética é um aspeto da natureza humana. Ainda que haja uma forma, ou um “sabor” específicos dos** portugueses, se está a implicar que vocês são os únicos que se comportam assim, seria um retrato pouco elogioso do país!

* Another habitual mistake I make is using “seguindo” in place of “segundo” as equivalent of “according to…” Seguindo means “following” so it seems like a better fit than segundo (“second”) but no, segundo is the word to use.

**One of those surprising prepositions: specific of the portuguese, it specific to them!

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Exames

A minha filha está a meio* da época de exames. Estes exames são uma espécie de ensaio para os exames da próxima primavera, os mais importantes da sua escolaridade porque determinam quais universidades a aceitarão. Ontem, fez o primeiro exame de informática; hoje, tem o primeiro teste de francês e amanhã vem aí o (único) exame de filosofia.

*I keep trying to use the phrase “em meados de…” in situations like this. I’ve come across it in the context of history where it’s used to describe (in a very vague way) the middle of a period, like you might say the second world war tool place in the middle of the twentieth century say. You can also use it to describe the mid part of a book, so using it here to describe her being in the middle of her exam period was a bit off. Here’s the priberam entry for meado. I could also have used “em pleno época de exames”.