Obviously this one was written a few days ago. Thanks to Dani for the corrections.
Aproxima-se o décimo segundo dia após o Natal e estou a pensar em como lidar com a árvore de Natal. O ano passado, a árvore deixou cair tantas agulhas que passámos mais de uma hora a limpar e a arrumar a sala de estar, o corredor do apartamento e o corredor do prédio. Não me apetecer repetir essa experiência! Penso abanar e bater os ramos da árvore antes de a levar. Se sacudirmos as agulhas para que caiam num único sítio será mais fácil eliminá-las todas.
(it worked… Partially… The hallway looked like a forest floor on the way back)
Uns dias atrás, escrevi sobre O Ano Sabático. Depois de carregar a opinião no Goodreads, vi alguns vídeos sobre o mesmo livro no YouTube. Fiquei surpreendido quando ouvi a apresentação do livro pelo autor. A história foi inspirada por factos verídicos: ele próprio, quando nasceu, tinha um gémeo idêntico que morreu após poucas horas.
Os outros vídeos eram opiniões do Booktube Português, ambos por mulheres: a primeira apresentadora disse mais ou menos o que eu penso, embora haja pontos de desacordo: ela percebeu algo de redentor na história, contudo eu achei-a mais pessimista. Mas não importa, estava cheio de curiosidade para ouvir as opiniões de outros e não quero negar o que ela disse: é óbvio que ela entende português melhor do que eu!
Um efeito secundário de estar fora do país durante a passagem do ano é que não comecei o ano com a onda (ainda que temporária) de abstinência e boas intenções. Até no segundo dia do ano, nem sequer consegui de vestir roupas normais. Correr, fazer Yoga, escrever blogues e todas as atividades valorosos que me prometi fazer ficaram para qualquer outro dia.
A minha filha também não fez nada. Declarámos (com acento*) amanhã o primeiro dia do ano. Ontem e hoje não contam.
*This set off a whole new wave of discussion when a second Brazilian corrector told me it was wrong about accents in the pretérito tense. If you’re curious, this is what finally reconciled the cognitive dissonance on the subject!
Two texts based on our recent trip to France with corrections
A minha esposa irá trabalhar no hospital durante a noite da passagem do ano. Eu e a minha filha vamos hoje para* Paris para celebrar o novo ano porque será mais divertido do que ver televisão sozinhos. Ela está a aprender francês, portanto podemos fingir que a viagem é “trabalho de casa” em vez de um desperdício de dinheiro.
Shakespeare and Company, Paris
Pela segunda vez neste ano, ficámos** numa fila para entrar numa loja. Desta vez, foi a Shakespeare and Company. A visita correu mil vezes melhor do que a na Lello. A Lello parece uma lata de sardinhas cheia de clientes***. A S&C é uma livraria fixe, com menos pessoas e além disso é proibido tirar fotografias. Acreditem ou não, os clientes entram para comprar livros e não para fazer cara de pato nas escadas. Adorei.
*I used “a” instead of “para” here but that would be more of a fleeting visit, not a two day jaunt.
**This was the text that triggered my post about Brazilian portuguese a couple of days ago
***I used “um chouriço enchido de clientes” because that appealed to me. It’s been changed to a more conventional portuguese expression. I think simile works OK, but there are other expressions using chouriço-stuffing so it’s probably a bit confusing. Encher chouriços means to waffle: to fill in time or pad out speech or essay with boring filler.
O Ano Sabático é um livro de João Tordo que conta a história dum músico português que mora na Canadá. Durante uma crise pessoal, o protagonista regressa para Lisboa onde fica obcecado com um outro músico cujo concerto inclui uma peça de música exatamente igual à sua própria obra. Fica convencido de que os dois têm uma ligação. É um livro assombroso que me deixou com muitas perguntas!
Happy Christmas! Today’s text is a couple of days old but I’m revising my corrections while I wait for the teenager to finish her shower so it seemed like a good chance to show off the present she made me at the same time.
Kitty, uma personagem do “Ghosts”, protagonizada por Lolly Adefope
Todos nós gostamos de presentes, certo? Para mim, a melhor espécie de presente é o caseiro. Não custam nada, ou quase nada, mas precisam de mais esforço e mais imaginação. Tenho em casa vários marcadores de livros, dois potes de barro e um cachecol entre outras coisas. Dou-lhes mais valor do que qualquer outro presente, independentemente do que tenha custado*.
*My original final sentence was too much of a literal translation so this whole sentence is an alternative suggested by the corrector.
This is a pretty simple text I wrote the other day Poyoduhmerduh corrected it (thanks!) and suggested a title change. I had originally written it as “Estou a Curtir Este Livro”, trying to use curtir, meaning “enjoy”, as in the lyrics of Sol da Caparica, but although this way of talking has been part of yoof slang in the past, its not really common now in Portugal. Its more of a Brazilian thing.
Estou a ler “O Ano Sabático” de João Tordo (o livro do qual tirei a citação de ontem). É muito bom. Demorei muito tempo antes de ficar entusiasmado mas agora que estou agarrado, estou muito ansioso para averiguar* o que está a acontecer!
*Bit of a formal word this but I wanted to use it to make it stick in my head. It’s as if I’d written “ascertain” instead of “find out”.
Here’s a text from a couple of days ago about finding broken glass in some food when I’d already eaten half of it. Thanks to Butt Roidholds for the correction and for pointing out that “Carboidrato” is often “Hidrato de Carbono” but either is fine. {Update – and thanks to Dani for a second set of improvements which I’ve now applied to the original text}
Encontrei uma lasca de vidro nas minhas papas de aveia hoje de manhã. Foi por causa da tampa do frasco se ter partido. Não entrei em pânico porque não acho que tenha engolido mais pedaços, apesar de ter comido 10 colheres (mais ou menos) da refeição, mas deitei as papas (e os restos da aveia) fora. Agora há uma pequena voz na minha mente que sussurra “vais morrrrreeeer” de cada vez que sinto qualquer dorzinha no abdómen.
Status update: still alive.
Status update after the second set of corrections: yep, still alive.
Fiz um marcador no meu telemóvel para ler este blogue que encontrei no Twitter há meses, mas apesar do texto ser curto, adiei até hoje.
The future liberals want
Segundo o título, a autora está a defender o papel do feminismo na política de trânsito na sua cidade, Braga. E é verdade que o argumento é escrito em termos de feminismo mas parece-me que o ponto principal é mais universal e pode ser apoiado até por quem não se identifique como feminista: uma cidade cuja rede de transportes é dominada por carros sofre de um certo desequilíbrio : há mais poluição, há menos segurança para as mulheres sim, mas também para os homens e sobretudo para as crianças, há mais ruído, mais engarrafamentos, enfim a cidade é menos feliz.
O aspeto feminista disto tudo prende-se com a maior relutância das mulheres da cidade em enfrentar os perigos de andar de duas rodas, além do sexismo que existe tanto nas ruas quanto noutros lugares. Tem razão, mas acho que esta mensagem pode ser uma oportunidade para todos os bracarenses e espero que os homens da cidade vejam que também têm um incentivo para melhorar as ciclovias e os transportes públicos de Braga.