
Found on the Internet


Happy Christmas! Today’s text is a couple of days old but I’m revising my corrections while I wait for the teenager to finish her shower so it seemed like a good chance to show off the present she made me at the same time.

Todos nós gostamos de presentes, certo? Para mim, a melhor espécie de presente é o caseiro. Não custam nada, ou quase nada, mas precisam de mais esforço e mais imaginação. Tenho em casa vários marcadores de livros, dois potes de barro e um cachecol entre outras coisas. Dou-lhes mais valor do que qualquer outro presente, independentemente do que tenha custado*.
*My original final sentence was too much of a literal translation so this whole sentence is an alternative suggested by the corrector.
This is a pretty simple text I wrote the other day Poyoduhmerduh corrected it (thanks!) and suggested a title change. I had originally written it as “Estou a Curtir Este Livro”, trying to use curtir, meaning “enjoy”, as in the lyrics of Sol da Caparica, but although this way of talking has been part of yoof slang in the past, its not really common now in Portugal. Its more of a Brazilian thing.
Estou a ler “O Ano Sabático” de João Tordo (o livro do qual tirei a citação de ontem). É muito bom. Demorei muito tempo antes de ficar entusiasmado mas agora que estou agarrado, estou muito ansioso para averiguar* o que está a acontecer!
*Bit of a formal word this but I wanted to use it to make it stick in my head. It’s as if I’d written “ascertain” instead of “find out”.
Here’s a text from a couple of days ago about finding broken glass in some food when I’d already eaten half of it. Thanks to Butt Roidholds for the correction and for pointing out that “Carboidrato” is often “Hidrato de Carbono” but either is fine. {Update – and thanks to Dani for a second set of improvements which I’ve now applied to the original text}
Encontrei uma lasca de vidro nas minhas papas de aveia hoje de manhã. Foi por causa da tampa do frasco se ter partido. Não entrei em pânico porque não acho que tenha engolido mais pedaços, apesar de ter comido 10 colheres (mais ou menos) da refeição, mas deitei as papas (e os restos da aveia) fora. Agora há uma pequena voz na minha mente que sussurra “vais morrrrreeeer” de cada vez que sinto qualquer dorzinha no abdómen.
Status update: still alive.
Status update after the second set of corrections: yep, still alive.
Fiz um marcador no meu telemóvel para ler este blogue que encontrei no Twitter há meses, mas apesar do texto ser curto, adiei até hoje.

Segundo o título, a autora está a defender o papel do feminismo na política de trânsito na sua cidade, Braga. E é verdade que o argumento é escrito em termos de feminismo mas parece-me que o ponto principal é mais universal e pode ser apoiado até por quem não se identifique como feminista: uma cidade cuja rede de transportes é dominada por carros sofre de um certo desequilíbrio : há mais poluição, há menos segurança para as mulheres sim, mas também para os homens e sobretudo para as crianças, há mais ruído, mais engarrafamentos, enfim a cidade é menos feliz.
O aspeto feminista disto tudo prende-se com a maior relutância das mulheres da cidade em enfrentar os perigos de andar de duas rodas, além do sexismo que existe tanto nas ruas quanto noutros lugares. Tem razão, mas acho que esta mensagem pode ser uma oportunidade para todos os bracarenses e espero que os homens da cidade vejam que também têm um incentivo para melhorar as ciclovias e os transportes públicos de Braga.
I used this text to ask a question about a book I’m reading. It’s about the difference between “seu” and “dele” – which are both ways of expressing possession but they’re used slightly differently. Thanks to Butt Roidholds for the correction and to the assembled Reddit multitudes for the answers.
Será que alguém me* pode ajudar? Estou a ler um livro, no qual o protagonista fica obcecado com um músico que se chama Luís Stockman. Na página 91, vai a uma sala de concertos à espera de falar com o Stockman e tem no seu bolso os óculos dele (que foram perdidos num outro concerto e que o protagonista conseguira obter).
Descrevendo a aparência do Stockman o autor diz: “Reparou que tinha uns óculos novos, de armação mais grossa do que a dos seus (ou, no fundo, dos dele), e um cachecol preto em volta do pescoço.”
Custa-me compreender esta frase. Entendo todas as palavras, sem problema, mas o qual é o significado dos parênteses? A diferença entes “dos seus” e “dos dele” neste contexto?
*”que” is attractive so the pronoun has to go first
So I get the general point of “seu” (meaning his, her or its) and dele being a way of saying “of him”. The first one changes with the gender of the owned object (becoming sua for feminine objects), whereas the second changes with the gender of the owner, (becoming dela if it relates to a woman or a girl, say) so it can be useful for making an ambiguous sentence clearer. If a man and a womam go somewhere to get her in “seu carro”, whose car is it, but if its OK “o carro dela” Then you know its the woman’s car.
This one is a little weirder because there no gender problem to untangle but nonetheless the author is trying to be emphatic. He’s saying “He noticed he was wearing new glasses, the frames of which were thicker than his (or rather, of him) and a scarf around his neck.”
Opinion seems to be that it was just underlining the fact that he was referring to the original subject of the sentence – ie, Stockman, not the protagonist.
More about seu and dele on Ciberduvidas

Ando a jogar “Quiz de Geografia” porque quero saber mais sobre as bandeiras do mundo, mas a língua padrão do meu telemóvel é PT-PT, portanto os nomes dos países têm de ser escritos em português também. É um ótimo método para aprender os nomes portugueses de vários países pequenos que ainda não sei porque raramente penso neles, tal como “Quirguistão”, “Camboja” e “França”.
The name of the app is “Quiz de Geografia” in my phone but I have all its settings in portuguese (as discussed here) so it might present as something else if you haven’t taken this gung-ho approach. As with many things, names of countries and capitals are subject to orthographic reform…
Este livro é um conto infantil escrito pela autora brasileira Clarice Lispector para divertir os seus filhos. Explica a forma de como os coelhos pensam: franzem e desfranzem os narizes rapidamente para “cheirar” uma ideia e assim conseguem imaginar um plano para se safarem da sua gaiola*.
*The word used in the original book is Casinhola but that seems to be a brasileirismo
“John Wick estava triste. Que ano horríveis ele teve”
No, I didn’t get it either. You can see there’s a pun in there because the grammar is wrong: ano is singular but it’s got a plural adjective “horríveis”. So what’s the joke? In (Brazilian) portuguese “Keanu Reeves” sounds like “Que Ano Horríveis”


Texts from a couple of days ago. Thanks as usual to Dani for the corrections.
(15/12) “Valha-me Deus”
Estou a caminho de um almoço de peru vegan com os meus colegas. Rezem por mim!
(16/2) “Não Foi Assim Tão Mau”
O almoço de ontem correu bem. Os meus colegas são simpáticos. Ainda que eu seja introvertido, consegui curtir a refeição. E o restaurante era excelente. Quem teria acreditado que um gelado sem leite seria tão bom?