#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON
Entre os capítulos seis e sete, há um Intervalo em que o autor elogia um artigo na revista “New Yorker”, chamado “The Talking Cure“.
O argumento do artigo pode ser resumido num titulo dum secção do capitulo: “As Crianças Precisam de Palavras Como de Vitaminas” ou seja, tem um instinto para línguas faladas e precisam de adultos que querem falar com eles para alimentar a sua fome de palavras porque a sua inteligência não se cresce senão num ambiente rico em palavras. Devem fazer parte numa conversa que faz sentido e em que os pais ouvem e responder as palavras de criança também, obviamente. Ou seja, se não participem em diálogos, e não ouvem historias, não podem absorver as regras, as palavras que precisam para ser adultos inteligentes, livres e com confiança!
Concordo cem por cento, e seguimos esta filosofia quando nasceu a nossa filha. Infelizmente, o que mais lamento é que demorei tanto para aprender português, a língua da minha mulher, e por isso não conseguimos fornece-la com um ambiente rico em duas línguas.

Demorei tanto a pensar como escrever este comentário. O livro é tão esquisito que não é fácil dar um resumo apropriado. A minha expectativa era uma narrativa simples com começo, meio e fim, e um elenco de personagens que fazem parte duma banda. E até certo ponto, isso é isso mesmo: há uma banda, um gajo que toca bateria, um outro que toca guitarra, pois claro… mas os membros vivem num mundo muito esquisito. Andam nos seus próprios percursos num cidade insólito cheia de pessoas estranhas e cenas surreais. Longe de ser uma narrativa linear, cada página tem o seu próprio retrato duma situação ou uma pessoa, muitas das quais pode dar conteúdo por um livro inteiro. Às vezes é mesmo engraçada, às vezes filosófico, mas nunca torna-se previsível.
A DGS (Direcção Geral da Saúde) emitiu um aviso ontem por causa duma previsão de temperaturas elevadas e ventos fortes nas terras altas e à beira do Atlântico. O conselho que dão é transportar uma garrafa de água a todo tempo para não ficar desidratado, ficar em casa (se for possível) durante as horas mais quentes do dia com as cortinas corridas, ou, ainda melhor, as persianas ou portadas fechadas para excluir os raios do sol, e vestir roupas leves e frescas