I have a few portuguese youtube channels about books that I watch on a more-or-less regular basis these days: AOutraMafalda, CreepySantos, TiagosWorld, CatInTheNet and the newest, BooksAndBeers. As I mentioned before, listening to videos and podcasts about a subject you’re interested in is usually more engaging than listening to boring aural comprehension exercises or news programmes or whatever, and I often hear about interesting-sounding books, which is a bonus.
Recently, a couple of them have suggested a tag about endorsing Bandas Desenhadas (comics, graphic novels) and since I haven’t done much speaking lately I thought I’d join in. The result is below. It’s pretty horrible. I had a good feeling about it to start with and thought I’d be pretty fluent but in the end it’s about 50% composed of me going “ummmm… ahhhhh…..” and looking at the cieling. When I do speak, I use the wrong tense, the wrong verb, mismatched adjectives… ugh! It’s a right old mess. I’m going to do more of these though precisely because I am so shit at it.
A minha filha tem estado num “reading slump” (ouvi adolescentes portugueses a usar esta frase inglesa – adivinho que não há equivalente em português…?) nos meses passados. Como muitas raparigas da sua idade, frequentemente escolhe o telemóvel com as redes sociais e vídeos em vez dum livro e, por isso, não tem lido muitos livros neste ano.
“Era Uma Vez Um Cravo” é um livro escrito por José Jorge Letria sob a forma de um poema. Conta a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974. Uma florista ofereceu-o a um militar que passou pela frente da loja dela. Pô-lo na sua espingarda. Há muitos desenhos da vida lisboeta na madrugada da revolução: as praças, as pessoas com penteados e roupas típicas dos anos setenta… Mas até para mim, um cidadão de um outro país, o poema deu-me um sentido de emoções do povo: a alegria, o orgulho, o alívio de serem libertados enfim.
Para mim, os livros electrónicos não chegam. Apenas o papel, solido e confiável é suficiente para uma experiência óptima da leitura. Quero cheirar a polpa da madeira, às vezes o pó dos anos longo na estante. Quero sentir a capa debaixo do polegar. Quero encher a estante com tesouros da livraria. Além disso, não quero que acontece uma situação como bateria fraca durante um capítulo divertido. Mas gostos não se discutem. Eu sei que existem pessoas que verdadeiramente preferem os livros electrónicos. Nunca compreenderei essas pessoas mas devo de reconhecer que têm muitas boas razões para as suas preferências esquisitas. Um “kindle” deixa o seu dono carregar uma biblioteca inteira na mala ou na bolsa. Não necessita que uma floresta seja cortada para fazer mais livros. Também, suponho que poupam muito dinheiro por não terem de comprar mais estantes para casa mas na minha opinião é uma casa desgraçada por não ser cheia de livros bonitos.
“Wanya – Escala em Orongo” de Augusto Mota