Here’s the first book review. It’s not as bad as I remember it being while I was recording it. There are some real howlers though: “He didn’t die anyone” is a particular cringemaker for me but there are others just as bad. I’ll put a tidied version of the text (of the review only, not that intro) below.
Esta semana, li “Jonas o Copromanta”, um romance Brasileiro de Patrícia Melo. Quando comecei acreditava – ou seja esperava – que fosse um policial mas enganei-me, porque não é nada disso, sim uma espécie de romance literário, bem diferente de algo que já li anteriormente.
O enredo descreve a vida dum funcionário da biblioteca nacional do Rio de Janeiro. Tem uma obsessão incomum. Crê que pode adivinhar o futuro, e receber mensagens do Deus por “ler” (entre aspas) as suas fezes, que ele pensa têm forma de algum alfabeto antigo. No início do livro, acabou de ler um livro escrito por um autor bem conhecido, que se chama Rubem Fonseca. O livro é sobre o assunto da “copromancia”, e ele fiquei convencido que o escritor plagiou-o por método de espiando nele e roubando as suas ideias. Conforme o enredo desenvolve, a monomania dele aumenta, e começa a perseguir o escritor. Como disse, este livro não é semelhante aos outros livros que já li. Tentei pensar num outro romance que tenha um estilo, ou um ambiente semelhante. Um livro americano de John Kennedy Toole, chamado “A Confederacy of Dunces” tem tanto loucura quanto este, e “American Psycho” compartilha com ele um sentido duma protagonista que parece normal às suas colegas mas tem um mundo inteiramente diferente dentro da sua mente. Claro que não é um semelhança forte. O Jonas não assassinou ninguém é não tinha uma cabeça no frigorífico. Mesmo assim, acho que podemos traçar certos paralelos entre os dois. Mais uma coisa que me interessa foi o nome da protagonista: Jonas é um nome dum profeta do testamento antigo que foi engolido por uma baleia. Foi mencionado em “Moby Dick”, um dos meus 3 ou 4 livros preferidos de sempre.
Confesso que não entendo cada detalhe mas gostei da história em geral. Achei-a imprevisível, esquisita e bem engraçada. Vou dá-lo quatro estrelas no Goodreads. Até agora, a média das notas* é duas e meia, e o único comentário simplesmente diz “Um monte de estrume com o perdão do chiste”. É claro que pessoas que falam português melhor de eu têm uma opinião mais baixo. Vocês têm sido avisados**!
*=According to Ruben, who kindly corrected this for me, “The average mark” isn’t a thing (at least in Brazil), but “The average of the marks” is OK.
**=”You have been warned”. It’s a literal transation and I don’t think it’s really an expression used in PT, so probably not something I’ll repeat.


*=It’s actually called “Europe in Autumn”. I think I must have been thinking of “The World in Winter” by John Christopher, which is a really nice piece of old-school speculative fiction.
I recently tried to translate the first paragraph of “The Porcupine” by Julian Barnes” into Portugese. It was a real struggle because of the high literary style. Anyway, the result was quite interesting because it shows that there’s more to transation than just constructing grammatically correct versions of each sentence in turn. The corrections I got back were all right, in the sense that they were free of errors, but the result was stilted and not really reflective of the original. For reference, Larissa wrote her own translation, in Brazilian Portuguese, to show how a real native speaker would express it.
Este livro é uma banda desenhada* que fala dum grupo de soldados no exército português, destacados numa missão no Senegal, numa manobra contra os rebeldes nos últimos meses da Guerra Colonial na Guiné. Enquanto que penetram** cada vez mais selva a dentro***, os seus medo e cansaço acrescentam, até atingirem um estado de paranóia. Existem vários episódios que proporcionam alívios cómicos, misturadas com horror. Por exemplo, um soldado raso**** se vangloria da sua grande sorte e imediatamente depois – ele pisa numa mina.