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Fazer’s On Stun

Another C1 Exercise: uses of Fazer with a preposition

Não te faças de sonso. Diz-me! Passaste ou não passaste? (Fazer-se de = to our on an act – so this first sentence is like “don’t act all coy”)

Não estudei e isso fez com que chumbasse no exame. (fazer com que = to have a consequence. Note the use of the subjunctive after it)

Os meus pais queriam ir de férias durante o período letivo, por isso mandaram um email que a fazer de conta que eu estava doente (fazer de conta = to pretend)

Eu também, fiz por aprender mas não consegui reter nada do assunto. (fazer por = to make an effort)

Precisas de trabalhar e fazer pela vida (Fazer pela vida = to make a living)

Tens febre. Queres uma tigela de canja? O que é que posso fazer por ti? (this Fazer por isn’t really a comound verb. He’s just offering to do something for the person)

Farei um grande esforço para ajudar* o meu vizinho que quer pintar o quarto da filha mas não consegue mover os móveis. (Also not a comound verb. He’s just making an effort to help. This sentence and the one above are good examples of the subtle differences between por and para, I think. You’d translate both as “for” in English but in this case, the person is making an effort in order to help, so you use para, whereas in the previous paragraph you’re doing something as a result of their need, so it’s por)

Quando era sócio do clube de drama, fiz de príncipe da Dinamarca numa peça chamada… Hum… Hamster ou algo do género. (Fazer de = to act like, to represent)

Fiz o relatório da câmara municipal (This fazer de isn’t a compound verb – I just made the report about the local government)

Este texto faz parte da minha aprendizagem de português. (Fazer parte de =to be a part of something)

I feel you, Scotty (image: Swear Trek)
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Paulina Chiziane

Parabéns à Paulina Chiziane, vencedora do Prémio Camões. Estas são notícias antigas porque a decisão do júri foi anunciada há quase três semanas mas não tinha ouvido até hoje quando a Livraria Bertrand enviou um email com a sua foto e uma promoção de livros dela.

(The link goes to Bertrand who gave 20% off her books. If you’re in the UK, Foyles have some of her books in bith English and Portuguese too)

Paulina Chiziane
Paulina Chiziane
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Idiotas Úteis e Inúteis

Idiotas Úteis e Inúteis de Ricardo Araújo Pereira
Idiotas Úteis e Inúteis

Este é o quarto alivro do Ricardo Araújo Pereira que já li. O autor é, sem dúvida, um dos meus autores portugueses preferidos. Ri em voz alta muitas vezes. O livro é composto por vários artigos publicados num jornal brasileiro chamado “Folha de S Paulo”. Fala da nossa história recente: a vida sob a sombra do Trump e do Bolsonaro e o surgimento da pandemia que continua a estragar tudo já mais de um ano depois do lançamento do livro.
Os melhores artigos alimentam o pensamento também, porque o escritor tem um ponto de vista interessante mas, quer tenha algo importante a dizer, quer não, os artigos divertem-me sempre. Li o livro na cama mas não me trouxe um sono tranquilo porque estava a gargalhar tanto.

Idiotas Úteis e Inúteis is available from Bertrand. I don’t see any British shops selling it I’m afraid.

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Vendas de Porta-Bagagens

Factos Verídicos Fam. Thanks to Cataphract for the corrections

Há quem adore participar em mercados de coisas de segunda mão que decorrem muitas vezes antes do nascer do dia 😱. Não compreendo este desejo mas existem tais pessoas. A sério.

A escola da minha filha tem uma “boot sale” (venda de porta-bagagens*) que tem lugar uma vez por mês. É organizada por voluntários, maioritariamente pais de estudantes mas há também professores e pais de ex-estudantes e os lucros financiam actividades extra-curriculares.

Hoje de manhã, a minha mulher levantou-se cedo para ajudar na venda de hoje. Infelizmente havia um atraso na entrada no qual era localizada. Às 6.32 uns chalupas que levam as vendas demasiado a sério começaram a queixar-se.
“Deixem-nos entrar. Os carros já estão a andar” e tanto faz.
Os voluntários recusaram porque não receberam “luz verde” e um gajo de vinte e tal anos começou a berrar na cara dum voluntário “Vai-te foder seu filho de puta. Deixa-nos entrar”. O voluntário é velho mas felizmente, é português assim como a minha mulher, e os descendentes de Afonso I o Conquistador não se submetem a este tipo de javardices e intimidação. Não lhe permitiram entrar até que tudo estivesse seguro.

*aka porta-malas, aka bagageira

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That Bad Mother, Ficar

Ficar is one of the verbs that can be used in lots of ways, so you’ll often hear it followed by a preposition and the combination of ficar +preposition makes a compound verb that has its own meaning. Some examples for today’s homework. Thanks to Dani Morgenstern for the corrections.

Ficar a (1) = “to stay around” (Não fiquei a assistir à conclusão do discurso)

Ficar a (2) = “to be somewhere” (Slough fica a cerca de 30km de Londres)

Ficar com = “to keep”, “to get” (Fiquei com o livro após o incêndio na biblioteca) – can also be used to mean keeping hold of a feeling (Fico sempre com medo quando ouço aquela canção)

Ficar de = “to commit to” (ele ficou de consertar a bicicleta)

Ficar em = “to stay in” (Fiquei em primeiro lugar até ao final da corrida quando Mo Farah me ultrapassou. Bolas!)

Ficar para (1) = “to be for” (Este livro fica para ti)

Ficar para (2) = “to be delayed” (A reunião fica para a próxima semana)

Ficar por (1) = “to support” (Nas eleições, ele fica sempre pelo partido do Roderick Spode) (This one seems to be pretty rare. Consensus seems to be that “ser por” is better in these kinds of cases. “…é pelo partido…”

Ficar por (2) = “To stand in for” (Não consigo participar na reunião mas a minha colega fica por mim)

Ficar por (3) = “To cost” (O livro fica por 100 €)

Fico por (4) = “To stop” (Hoje ficamos por aqui; preciso de um copo de vinho)

Ficar por + infinitive = “to not be done yet” (O meu trabalho de casa fica por fazer porque sou preguiçoso)

Ficar sem = “To go without” (Ficámos sem papel higiénico durante as primeiras semanas da pandemia porque uns idiotas entraram em pânico e compraram os pacotes todos)

Ficar-se por = “To limit oneself to” (Sendo incapazes de derrotar o governo, os apoiantes do presidente ficaram-se por gamar portáteis e tirar selfies no escritório de Nancy Pelosi)

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Futebol Escolar

I wrote this text to use some of the interjections (interjeições) mentioned in an exercise of the C1 Textbook exercise. It’s probably a bit stilted as a result.

Thanks for Dani Morgenstern and Gui R11 for the corrections.

A equipa correu para o campo, cheia de confiança.

“Força! Coragem!” gritaram os pais deles, que ficaram de pé* perto da entrada .

Logo que os jogadores chegaram ao centro, um defensa ajoelhou-se brevemente para assinalar o seu apoio ao movimento de “Vidas Negras Importam”.

“Chega!” bradou uma voz vinda de uma localização** indeterminada “Credo! Livra!” Evidentemente alguém desaprovou.

Logo depois houve algumas respostas de outros espectadores em redor: “Chiu!” “Caluda” e ainda mais francamente “Cala a boca*** seu parvo”****
Enquanto os jogadores se preparavam, havia murmúrios de “Irra! Ora, despache-se, árbitro, estamos todos congelados!”

O jogo começou e quase imediatamente o novo avançado-centro marcou um golo.

“Oh! Viva” berraram os adultos da linha lateral.
Mas de repente o barulho acabou quando um defesa da equipa adversária foi deslizando até às pernas do atacante, fazendo-o tropeçar com força*****.

“Cuidado!”

O rapaz caiu ao chão. Houve um suspiro coletivo e o campo ficou sossegado.

“Oxalá não esteja assim tão mal” murmurou uma mulher perto da baliza******. “Tomara!”*******

“Claro! Sim!”

O árbitro chegou ao sítio e dobrou-se ao lado do jogador. Uns momentos depois, os dois levantaram-se.

“Ufa! Arre!” disse o pai da vítima. “O meu heroizinho vai lutar mais um dia!”

“Ah ah” riu o seu amigo

“Que pena” disse o pai do guarda-redes da outra equipa, mas ninguém ouviu.

Far cry from small boys in the park
Jumpers for goalposts

*=i keep muddling “a pé” (on foot) and “de pé” (standing)

**=I wrote “locação” but that only means “the act of finding something”. If you want to talk about something’s position it has to be localização

***=”Cala-te” or “Cala a boca”. I wrote “Cala-te a boca” which I now realise must have made me sound like that Joe Dolce song, “shaddap you face” (if you’re too young to remember that, ask auntie YouTube)

****=This form of words seems really odd in English. It sounds like it should mean “your fool” but that “seu” is just how it’s done if you want to say “you fool” (or you anything else) in an emphatically disdainful way.

*****=This whole sentence was a mess and I obviously didn’t have the slightest idea how to describe this sort of action.

******=golo is a goal as in “scored a goal” but the frame and net of the goal is a baliza. The same word has a few other uses. For example, it also means “parallel parking” – the act of backing into a parking space and then swiveling the wheels to tuck in the front.

*******=According to the book, Pudera has the same meaning as Tomara so I used that but the book seems to be wrong – the corrector didn’t recognise it as such and priberam doesn’t either, so that’s good enough for me.

I’ve used quite a lot of football terms here. A lot of them are variable and they are definitely all different in Brazil. There’s a wiki page that describes the various positions in football if you’re interested.

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A Crónica Dos Bons Malandros

Ontem à noite vi a última parte d’A Crónica dos Bons Malandros. A série estreou na RTP há um ano. É fixe / legal (há uma personagem brasileira e uma piada recorrente é o fingimento por parte de várias pessoas que não compreendem os sotaques de outras).

Há muuuuiiito calão na série e as personagens falam muito depressa* mas não faz mal porque há legendas que ajudaram-me** entender. Além disso, desenrola-se nos anos oitenta, portanto há muitas referências à cena daquela época: terrorismo, política, cultura, futebol e música pop. Aprendi muito por pesquisar várias palavras e frases.

Vi alguém a descrever a série como, e cito “Ocean’s Eleven à Portuguesa”. E acho que esta é uma descrição adequada, até certo ponto. Os protagonistas são menos competentes e a história inteira enfatiza o lado engraçado em vez de imitar o estilo do Clooney e Pitt, mas é suave na mesma. Gostei tanto quanto de uma série da Netflix, por exemplo.

*i used “rápido” but it’s describing the word “falam” which is a verb so we need an adverb, not an adjective.

**Another example where a change of mindset is needed, at least in my case I wrote ajudou instead of ajudaram. In English you’d just say “which helped”, and there isn’t a difference between single and plural versions of “helped” so i suppose I’d always thought of that as meaning “the fact (singular) that there were subtitles helped” but in Portuguese it’s a lot starker that no, actually, “the subtitles (plural) helped” so the verb has to be plural to match.

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Fintech

Vejo que a Websummit está a decorrer* em Lisboa onde, todo os anos os convidados apresentam novas ideias  sobre tecnologia, a Internet e fintech. Embora saiba o significado de “Fintech” (utilizamos a mesma palavra cá em Inglaterra) “fin” significa “barbatana” e acho isso muito engraçado.
Tenho uma imagem mental de um golfinho no palco a dar palestras**.

“k-k-kkk-k-k” diz o golfinho (porque não fala português) e depois o tradutor explica “No futuro toda a gente será capaz de nadar”

“kkkk-k-kk-k’k”

“com as nossas barbatanas robóticas”

(salva de palmas e barbatanas)

“kk-k-k-kkkkk”

“adeus Lisboa e obrigado pelo bacalhau todo”

This dolphin would like to tell you about his startup
His only porpoise in life is to disrupt the market

*=I used “passar-se” but “decorrer” or “ter lugar” (literally “take place”) work better for events

**=I used “dar discursos” but it’s “fazer discursos”. The corrector also suggested “dar palestras” where a palestra is a verbal exposition on. A specific theme so I switched to that cos it’s a new word.

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O Dia Dos Dois Dedos

Em Inglaterra, quando eu era jovem, se quiséssemos insultar alguém, além de simplesmente dizermos “vai-te blabla”, mostraríamos um gesto de mão com o indicador e o dedo médio estendidos assim ✌️ mas no inverso – ou seja com a parte de trás da mão apontada para a vítima. Hoje em dia, o sinal vai-se tornando cada vez mais raro porque a gente utiliza mais o gesto americano equivalente que é igual mas só tem um dedo – o médio.

Por isso, já existe um dia chamado National V-sign Day (Dia Nacional do Gesto de V???)

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Os Conselhos Que Te Deixo

I’ve been trying to tune my ears in to this series of videos. The character is called Bruno Aleixo and he has appeared in a few different shows. It’s sort of surreal humor. I would really like to be able to follow it but even with my wife’s translation there are big chunks I can’t make out. It’s got a really strong regional accent – you can hear the would “ouvir” has an extra syllable and sounds like ouviree, for example, and a lot of the words are run together so it’s hard to disentangle them.

There are two parts. I’ll put what she says it means and what I think I actually hear. Before she clued me in to what it meant I could only make out about a third of it, now I’m at about 80% but can’t quite make my ears hear the rest.

FIRST BIT If you have a brother, show him these tips (se tivesse algum irmão, mostra-lhe estes conselhos) / if you have a sister, don’t show her because they aren’t for girls (se something irmã não mostre something coisas something ouvir) / if your grandmother hears it she’ll hit me (se tua avó apanhe isto something-me)

SECOND BIT If you catch your uncle Horatio drunk, take the chance to steal his money (se apanhasse (? Tense?) o teu tio Horácio bêbedo aproveita para (re)tirar dinheiro) But careful, if he catches you he’ll hit you hard (Mas cautela, se ele te apanhe (? Tense) dá something… Oh wait, its cabeçadas isn’t it! com força) and the money is from France so you’ll have to exchange it at the bank (e a dinheiro é da França, tens something trocar ao banco – actually sounds like à banco but that can’t be right)

Oof!