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When The Wind Blows

Ontem, reli uma banda desenhada dos anos oitenta chamada “Quando o Vento Soprar”. Conta a história dum casal de idosos. Lembram-se da segunda guerra mundial porém quando a terceira se desencadeia, não estão preparados apesar de seguir os conselhos do governo.

O livro foi editado durante a (primeira) guerra fria e é muito deprimente que parece tão relevante nos dias de hoje.

I usually write reviews of Portuguese books but in this case it’s the Raymond Briggs classic, When The Wind Blows

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Expressions with Bodyparts

Birthday cake

Scheduling this post for my birthday

Here are some expressions from the exercise book. I’m really trying to do these exercises every day now because I have been slacking.

Falar nas costas = talk behind someone’s back

Ter dedo = to have a knack for something

Puxar pela cabeça = think really hard

Queimar as pestanas = read a lot

Bater com o nariz na porta = be unable to achieve a goal because the shop/house/office/whatever was shut

With that last one, when I researched it, I found that there was one page that claimed it could be used in a more figurative sense – in other words you could use it when you were denied or rebuffed in some request, or met with some sort of bureaucratic denial, maybe, but the majority said it was strictly literal: you turn up at the library hoping to find a PG Wodehouse book you’ve never read but you bang your nose on the door because it’s shut. So I asked…

Há uma expressão no meu livro “bater com o nariz na porta”. Entendo o significado mas não tenho a certeza de como se usa. Será que pode ter um significado menos literal – por exemplo “Convidei a Mafalda para jantar comigo mas bati com o nariz na porta quando ela respondeu* que já tinha combinado um jantar com o Joaquim, um halterofilista com dois metros de altura” ou só numa situação concreta** como “Eu e a Janet fomos para o restaurante às seis e meia mas batemos com os narizes na porta porque os portugueses costumam jantar mais tarde

The verdict? No, only the literal sense works. If I go to the restaurant too early and its shut, I can say we banged on the door with our nose, but if I get spurned by Mafalda in favour of her hot date with the bodybuilder, I can’t use it.

* I cleaned up the grammar a little bit following some feedback from Dani. I had tried to use a different word here – ripostar – because I found it in the novel I’m reading and thought it would be more interesting but it turned out to be too interesting for this context!

** I used “específica” but that wasn’t the best choice.

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Joaquim de Almeida

Joaquim de Almeida no Festival Internacional do Filme de Amor em Mons (Bélgica) 2011.
Joaquim de Almeida no Festival Internacional do Filme de Amor em Mons (Bélgica) 2011 (pic. Ricardo Silva)

Here’s another biographical post with footnotes about the interesting corrections. Thanks to redditor MisterMister1964 for the help with this one.

Joaquim de Almeida é um dos atores portugueses mais conhecidos fora do seu país. Nasceu em Lisboa em 1957. Depois de uma juventude perturbada mudou de país para Áustria em 1974. Por lá, encontrou a sua futura* esposa, Andrea Nemetz, que, na altura, era secretária do embaixador do Zaire.

A Andrea recebeu uma bolsa para estudar nos EUA e o casal foi para lá em 1976 (tornar-se-iam cidadãos daquele país depois de algum tempo). No ano seguinte, Joaquim foi aceite num prestigiado instituto de artes dramáticas. Desde o início da década de 1980, tem protagonizado vários papéis em Hollywood. Sendo escrito por americanos, estes papéis foram principalmente os de narcotraficantes colombianos e criminosos mexicanos, mas é um ator internacional que atuou em filmes de diversos países e diversas línguas, incluindo vários no seu país natal**, como Capitães de Abril e Os Imortais.

*=I wrote “futuro” here. Thinking in an anglophone way, “future wife” seemed like a concept, maybe deserving a hyphen, like ex-wife, indicating a future/past state of affairs and it didn’t really occur to me that future was an adjective modifying “wife” and therefore needed to agree.

**=I wrote “nativo”. I’m sure I made a similar mistake a few days ago – I really need to start learning from my mistakes instead of repeating them. Nativo does exist in phrases like “língua nativa” but in this case, it’s natal. The country of one’s birth vs native language.

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Uma Noite Desperdiçada

Pensei em escrever algo sobre as notícias dos EUA mas não me apetece ser muito sério hoje.

As donas de casa saíram ontem à noite para assistir a um concerto dos Warpaint. Fiquei em casa. Acho que devia ter aproveitado o tempo para fazer coisas de homem solteiro tal como fumar charutos e ver o Fight Club mas falta-me a testosterona* portanto fiz yoga e comi tofu e verduras fritas enquanto lia um livro.

*me finding out that “testosterone” is a feminine word in portuguese

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Herman José

Here’s another of my biographical texts. This one or about Herman José who I mentioned a few weeks ago. Thanks very much to redditors Patis12 (who corrected my careless errors) and Danimorgenstern (who added polish with some good C1/C2 level tips). There are some notas de rodapé (footnotes) at the bottom about the ones that I found the most interesting.

Herman José é um comediante, ator e apresentador alemão*. A sua nacionalidade é relativamente complicada: nasceu em Portugal e mora lá mas adquiriu cidadania alemã por ter um pai alemão e renunciou à nacionalidade da sua terra-mãe** aos 17 anos de idade para evitar a obrigatoriedade de cumprir o serviço militar que existia na altura.

Quanto à sua carreira, eh pá***, vou resumir porque a sua página de Wikipedia é imensa!

Desde jovem, Herman mostrou grande interesse na música e na atuação. Estreou-se no teatro logo depois da Revolução dos Cravos em 1974, e durante as décadas de 1970 e 1980 trabalhou como ator e cantor em paralelo, sendo um candidato no Festival RTP da Canção em 1983 e a estrela do seu próprio programa, “Hermanias” no ano seguinte. Ao mesmo tempo, estabeleceu uma presença no mundo radiofónico.

Durante os anos noventa, a sua fama cresceu ainda mais. Apresentou (entre vários programas) um talk-show no qual entrevistou vários convidados nacionais e internacionais. Em 1998, formou a sua própria empresa, a produtora HZP (Herman Zap Produções)

No início do século XXI, mudou de canal para o SIC, onde apresentou um novo Talk-show, Herman SIC, entrevistando celebridades e apresentando**** ao mundo a cantora Mariza. Também fez parte dos programas “Masterplan – o Grande Mestre” e “Hora H”.

Em Dezembro de 2003, depois de ter sido defensor do Carlos Cruz, um ator que foi detido na sequência do chamado “Processo Casa Pia”, o próprio Herman foi constituído arguido no âmbito do mesmo processo porque uma rapariga alegou de ter sido abusada por ele num carro nas traseiras do seu restaurante de Alcântara. A acusação foi retirada quando foi provado que o ator estava no Brasil na data do alegado crime.

Desde 2010, Herman está de volta à RTP. Apresentou mais um talk show, e fez parte de vários programas tal como “Há tarde”, “Nelo e Idália” e “Cá Por Casa” (que soa como um programa do isolamento social mas não é: estreou em 2016).

Herman José imita Ana Gomes

* In the original I wrote “uma comediante […] alemã” which was a double error, using feminine endings in two words, although in my defence, these things these can be confusing when dealing with a character comedian…

** I keep writing “Terra de mãe” for some reason. What I mean is something like “terra-mãe” (mother country) but “terra natal”, the country of his birth, was suggested too. Probably more accurate but I decided to leave it as it was to reinforce the phrase I keep getting wrong.

The only acceptable meaning of epá
Epá

*** I wrote “epá” and the actual suggested change was “é pá” so I did a bit of digging because I have seen a few different spellings but not that one. I’ve seen it written epá (and also opá) but that’s not just slang, as I thought, but actually incorrect. This article in Ciberdúvidas gives the correct spellings as “eh pá” and “ó pá”, and lists out a few alternatives. Priberam also lists “eh pá” as a valid expression. As for “é pá”, I can find it here in the Dicionário Informal but the meaning isn’t quite what I was looking for. If I’m understanding the difference, “é pá” is like “yeah, dude” and “eh pá” is more like “woah, dude”. I was aiming for more of a “woah, dude” so I have corrected myself but not quite in the suggested way.

**** I wrote “introduzindo” here, thinking of it was meaning “introducing” just as we would use that word in English but it’s a good example of a false friend. If you read the definitions of introduzir on Priberam, its meanings all relate to inserting something or letting it enter a space, or one of a few other things that are really close to the English meaning but not quite the same, and none of them fits into a phrase like “I met Jeff at the party and introduced him to Wendy”.

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Ser Pai

Extremely rare blog selfie. She’s a bit bigger than this now…

A minha filha está doente mais uma vez. Desta vez tem dores de barriga e… Outras coisas. Quer estar comigo enquanto faz o seu trabalho de casa (desde que possa escolher a música). Logo que termina, ela quer passar ainda mais tempo comigo a ler ou a ver filmes. Até certo ponto, isto torna tudo mais difícil porque tenho de trabalhar também, mas adoro passar tempo com ela (tem quase 17 anos – quanto tempo resta antes do seu percurso universitário começar?) portanto, faço um esforço para mudar o meu dia-a-dia para sincronizar com os planos dela!

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Ornatos Violeta – Ouvi Dizer

Here’s another song that keeps coming up in my YouTube recommendations. It’s really popular but it’s never really appealed to me. I think it’s the singer’s voice: it reminds me of a certain kind of American Rock bands the nineties like Alice in Chains, Stone Temple Pilots, Blind Melon: that sort of grumbly, sulky way of singing that I find a bit off-putting. But I also know it’s really popular so I wanted to focus on it and try to understand it better. There are a few versions of it on YouTube, including an official video, a really good live version at the Nos Alive Festival, some audio/lyrics versions and a whole range of covers including this really nice one by Serena Kaos and this Fadofication by Camané but I think the easiest one to follow is probably this one because its pretty clear and has veteran actor/musician Victor Espadinha on guest vocals

Ornatos violeta

Here are the lyrics. I’m not totally sure I nailed the grammar in verse 2. Might ask my wife about that later. I read the third verse to my daughter and she said it was “emo”. Correct. I wonder if the female form of emo is “ema”. Probably not.

Ouvi dizer que o nosso amor acabou /I heard them say our love was over
Pois eu não tive a noção do seu fim / But I had no idea it had ended
Pelo que eu já tentei / As much as I tried
Eu não vou vê-lo em mim / I can’t see it in myself
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem / If I had no notion of seeing a man emerge
E ao que eu vejo / And from what I can see
Tudo foi para ti / It was all for you
Uma estúpida canção que só eu ouvi / A stupid song that only I heard
E eu fiquei com tanto para dar / And I had so much to give
E agora /And now
Não vais achar nada bem / You aren’t going to like it at all
Que eu pague a conta em raiva / That I pay the bill with anger

E pudesse eu pagar de outra forma / And could I pay any other way

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã / I heard the world ends tomorrow
E eu tinha tantos planos pra depois / And I had so many plans for later
Fui eu quem virou as páginas / I was the one who turned the pages
Na pressa de chegar até nós / In a hurry to arrive at us
Sem tirar das palavras seu cruel sentido / Without taking from the words their cruel meaning
Sobre a razão estar cega / As for my reason being blind
Resta-me apenas uma razão / I only have one reason left
Um dia vais ser tu / One day it’s going to be you
E um homem como tu / and a man like you
Como eu não fui / Like I never was
Um dia vou-te ouvir dizer / One day I’m going to hear you say

E pudesse eu pagar de outra forma / And could I pay any other way
Sei que um dia vais dizer / I know one day you’re going to say
E pudesse eu pagar de outra forma / And could I pay any other way

A cidade está deserta / The city is deserted
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte /And someone wrote your name everywhere
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas / On the houses, on the cars, on the bridges, on the roads
Em todo o lado essa palavra / everywhere that word
Repetida ao expoente da loucura / Repeated to the point of madness
Ora amarga! ora doce / Now bitter, now sweet
Pra nos lembrar que o amor é uma doença / To remind us that love is an illness
Quando nele julgamos ver a nossa cura / When we see on it our cure

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Some Short Texts

Here are a few short texts from the writestreakpt subreddit with footnotes. In the first couple I have intentionally tried to crowbar in some gerunds along the lines of the ones I discussed in a recent post, just to see if I could use them properly.

O Homem Mais Rápido do Mundo

Vou correr amanhã de manhã. Ao ouvir o despertador levantar-me-ei, tendo cuidado não acordar a minha esposa.

Ganhei peso durante as últimas semanas e ainda estou com tosse após o vírus. Tendo em conta a minha idade, não quero perder a saúde toda nesta altura. Preciso de treinar, comer bem, amagrecer e ir ganhando força até estou razoavelmente saudável novamente.

Nos meus sonhos sou capaz de me transformar, fazendo com que toda a gente fique espantado mas sou realista: ficarei contente por correr bem e sintar-me leve, sem dores, sem barriga.

Uma Discussão Com Um Anarquista

Encontrei-me a discutir a abolição da polícia com um jovem anarquista no Twitter. Porquê? Não faço ideia. Ele fala inglês, eu falo inglês mas estava a usar a minha conta lusófona portanto eu ia falando português apesar de tudo. É Assim, o anarquismo.

Ele disse “Os vizinhos são capazes de proteger uma rede de pessoas. Não precisamos de um serviço de polícia”

Para mim, este argumento não tem pés nem cabeça. Admito que há situações que podem ser resolvidas por vizinhos (por exemplo a violência doméstica, ou o vandalismo) mas há tantas situações nas quais não se aplica.

Por exemplo, muitas vezes o crime tem lugar longe dos vizinhos, fora da cidade, durante a noite, enquanto os vizinhos dormem.

E se os vizinhos estão a dormir? Têm habilidades de lutar contra criminosos? Têm perícia em como detectar crimes?

Ainda por cima, a polícia é um serviço público com regras e com um cargo específico que vem, afinal, do governo eleito pelo povo. Sem a polícia é os tribunais, como responsibilizamos a alguém sem discriminação*? Grupos de cidadãos com licença para prender, atacar ou até matar uma pessoa que acreditem culpado soa bem nas páginas dum livro anarquista mas… E se estiverem errados, ou foram racistas, ou tão conservadores que não querem permitir o teu modo de vida…?

É por isso que precisamos de um sistema. Não é perfeito mas está sob controlo da democracia.

* I wrote “sem prejuízo” but that doesn’t fit here. Although prejuízo can have the same meaning as “prejudice” in English, its main meaning in Portuguese is more like “harm”, and it certainly isn’t used in this sort of context.

O Dia da Liberdade

Ontem, expliquei à minha filha que o soldado na foto a preto e branco* na Internet** era o Salgueiro Maia. Ela sabia pouco sobre a revolução que se desencadeou há 48 anos. Hoje em dia, na escola, 90% do currículo é sobre o holocausto. É importante, claro mas há outras coisas na história do mundo. E nós pais devíamos tê-la ensinado mais sobre o seu país-mãe.

* You can write this in one of two ways: “foto preta e branca” – because foto is short for fotografia, a feminine word, so the two adjectives have to agree with it. OR, you can describe it as a photo in black and white: “foto a preto e branco”. Here, the colours have become just pure colours, not adjectives describing the photo sonthey don’t need to agree any more.

**Internet can be capitalised or not, depending how fussy you want to be. More about this here.

A Dança Suja

Eu e a minha filha acabámos de ver o Dirty Dancing. Ainda não tínhamos visto antes. É um filme antigo mas gostámos muito (mais do que antecipámos)

O diálogo mais famoso é “Ninguém coloca Bebé num canto” que é ridículo mas não é assim tão mau no contexto.

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A Few Short Texts

Thanks to Dani for help with these

Um Escritor Qualquer

(retelling this story in Portuguese)

Estou muito solidário com este homem o presidente do Eurogrupo que contou a história do seu encontro com a viúva do escritor mais famoso do país. Infelizmente, enganou-se no nome do escritor. Suponho que queria dizer José Saramago. Coitado. Faço este tipo de erro tantas vezes mas sem câmaras ao meu redor para registar* o momento. Consigo imaginar o constrangimento…

*not “recordar”, even though that seems like the right verb

Um Navio Perdido

When the shop goes down, you better be ready

Fartei-me de rir com as notícias de hoje. Um navio militar naufragou no Mar Negro, tudo certo, são coisas que acontecem numa guerra e os russos merecem perder a guerra. Mas o que me fez rir foi a negação do problema pelos russos.

Não, não, o navio não está a afundar… Hum… Espera lá… Está a afundar por causa dum incêndio mas está a caminho do porto de Sebastopol… Hum… Aliás, naufragou sim mas a culpa é duma tempestade. É pura coincidência que isto tenha ocorrido durante a nossa “operação especial”…

Que bando de palhaços.

O Dever de Liderança

O diretor da minha escola gostava de citar um texto da Bíblia: “A quem foi muito dado, muito será exigido; e a quem foi muito confiado, muito será pedido”

É disso que me lembro quando oiço as notícias sobre vários membros do governo (sobretudo o primeiro-ministro) que estão a ser multados por terem infringido as regras relativas ao distanciamento social durante os piores dias da pandemia. São os responsáveis pela segurança e pela saúde do país mas ao que parece não são capazes de seguirem as regras que eles mesmos estabeleceram.

Devem demitir-se.

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Refugiados

Here’s a corrected text from a couple of days ago with some additional notes. The theme is this weird new Mad-Libs policy about refugees that the British government came up with just before Easter and then were shocked… shocked! – when every vicar in the land used their easter sermons to say it wasn’t what Jesus would have done.

Pensei em escrever sobre a nova política do partido conservador face à imigração de refugiados mas é tão ridículo que, contado, ninguém acredita. A questão da imigração e dos refugiados (não são iguais mas são semelhantes até certo ponto) é complicado e cada país tem de pensar bem antes de fazer uma política que passa a prova de justiça e de compaixão, mas o nosso governo não se importa.

Amazingly this text didn’t need any corrections (it’s not often that happens!) but Dani told me more about the phrase “Contado Ninguém Acredita”. I only know it from the Deolinda song

… But it’s also the Portuguese translation of the name of the American movie “Stranger than Fiction”.

It’s usually said as part of a larger expression “Isto só visto porque contado ninguém acredita” which basically means “You have to see it to believe it. There used to be a TV series in the nineties called Isto Só Vídeo which was a sort of Portuguese equivalent of those cheap shows where people send in their home videos of terrible disasters – falling off bikes or getting whacked in the face by a swing or whatever – and you wonder how long they had to spend on A&E to bring the nation 30 seconds of amusement. I’m thinking of Jeremy Beadle because my cultural references are very out of date but I’m pretty sure they are still a thing now and of course YouTube is full of them. Anyway here’s what it looks like.

How’s that? I’ve gone from the refugee crisis to Jeremy Beadle in 5 paragraphs. Not bad eh?