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Hundredth iTalki Notebook: Deolinda

deolindaAcabo de comprar bilhetes para um concerto da Deolinda no Coliseu do Porto. O concerto está marcado para um sábado, dia quatro de Fevereiro e pretendemos fazer umas mini-férias de fim-de-semana antes de voltar ao trabalho, à escola e à realidade. Infelizmente penso que vai ser difícil ver todas as vistas da cidade em dois dias! Serão um presente para a minha esposa que terá feito anos na sexta anterior, mas confesso que estou a puxar a brasa para a minha sardinha porque sou eu que gosto dos Deolinda. A minha esposa não os conhece bem.

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Os Painéis Publicitários

billboardsDurante a aula de hoje, havia um texto sobre painéis publicitários. Lembrei-me do poema “Song of the Open Road” (A Canção da Rua Aberta”) de Ogden Nash, o poeta e humorista americano

Decidi fazer uma tradução:

Acho que nunca verei
Um painel publicitário tão bonito como uma árvore
Talvez, a menos que caiam os painéis,
Eu nunca verei uma árvore

Em inglês:

I think that I shall never see
A billboard lovely as a tree
Perhaps, unless the billboards fall
I’ll never see a tree at all.

(em algumas publicações, a terça linha começa “indeed” em vez de “perhaps”)

3 verbs and I only got one of them right. Confusing conjuntivo weirdness blinded me to the obvious “just put it in the future tense” option!

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Onde Estamos Neste Livro?

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O Donald Trump anuncia a sua vitória na manha da terça-feira

Estou muito confuso. Perdi a conta de onde estamos no Livro de Apocalipse. Acho que entre a sexta e a sétima trombeta.

O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve fortes vozes nos céus, que diziam:
O novo presidente
tornou-se nosso Senhor
e o homem cor-de-laranja reinará
para todo o sempre.

No próximo capítulo, a lua cairá do céu e os mares transbordarão, mas não faz mal, pelo menos não haverá uma presidente feminina.

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Diálogo num Café

Às 8 horas
Empregada: Bom dia senhor, faça favor.
Cliente: Bom dia, um abatanado por favor e… mais um para o meu amigo o Senhor Pessoa.
Empregada: O senhor é muito engraçado. Mais alguma coisa?
Cliente: Sim, um pãozinho com manteiga e compota por favor.
Empregada: Muito bem
—mais tarde—-
Empregada: Aqui está
Cliente: Obrigado, e quanto é?
Empregada: São 2,16 €
Cliente: Ah, deixe-me pensar… Meu deus! É equivalente a £7.56!
Empregada: (Eu) não faço as regras… vocês votaram para o Brexit.
Cliente: Sim, é justo. Eis o dinheiro.
Empregada: Obrigada.

Às 13 horas
Empregada: Boa tarde, senhor.
Cliente: Bom dia outra vez! Está na hora de almoço. Eu e o meu grande amigo o Senhor Pessoa…
Empregada: Ó senhor, por favor, quase não consigo respirar…
Cliente: …queríamos experimentar as comidas de Lisboa. Que recomendas?
Empregada: Muitos turistas gostam da nossa sandes mista com pão de deus…
Cliente: Excelente! Vamos experimentar isso!
Empregada: Muito bem.
—mais tarde—
Empregada: A sua sanduíche, senhor.
Cliente: Muito obrigado. Pago já. Quanto é?
Empregada: São 2,16€
Cliente: Um momento, vou verificar a taxa de câmbio… meu deus! É equivalente a £34.27!
Empregada: Lamento que o senhor tenha razão. A libra continua a cair relativamente ao Euro.
Cliente: O que é que fizemos!? Ora… eis o dinheiro.
Empregada: Obrigadíssima.

Às 19 horas
Cliente: Olá bom dia! Já voltei!
Empregada: A minha vida está cheia de alegria por rever a sua cara mais uma vez.
Cliente: Obrigado. Ora, apetece-me um prato de bacalhau com natas.
Empregada: Mais alguma coisa?
Cliente: Hum… Sim, uma imperial também por favor.
Empregada: Sagres ou Super Bock?
Cliente: Super Bock, sem dúvida.
Empregada: Com certeza.
—mais tarde—
Cliente: Á, obrigado. A conta, por favor.
Empregada: São €2.16
Cliente: Hum… meu deus! É equivalente a £543.62!
Empregada: Talvez o senhor queira pedir o pequeno-almoço para amanhã de manhã para evitar a próxima queda?
Cliente: É uma boa ideia. Que achas o Fernando?
A Estátua: (Nada diz)

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Como adivinhou que sou um Turista…?

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A Luta Contra A Gordura

Tenho 47 (quarenta e sete) anos. Nesta idade é muito fácil engordar. Quando era jovem, não me importava com o que fazia. Ficava dentro da casa a ler livros e a comer qualquer coisa que me apetecesse. Também bebia de mais e fumava, mas não engordei porque não tinha carro, e então, quando ia às lojas, ao escritório, a qualquer lugar, sempre ia de bicicleta ou caminhava e nunca engordei, nunca tive problemas de saúde.

Hoje em dia ainda não tenho carro, mas preciso de ter mais cuidado de estar saudável e manter a forma. Não fumo (ninguém fuma agora, claro!) e tento fazer exercício físico toados os dias (faço remo, corrida, halterofilismo) mas sou velho e com família, trabalho e uma língua para estudar. Há apenas 24 (vinte e quatro) horas por dia, pois é tão fácil de ficar preguiçoso, comer muito pão, beber um copo de vinho a mais e, dai a pouco, fico com a barriga a abaular sobre as calças.

Muito bom, acabo de fazer o trabalho de casa. Mereço um pastel de nata, não?

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As Minhas Viagens no Espaço

tombaker
Não escutes as pessoas novas: isto é o verdadeiro Doutor

Alguém pediu-me para lhe contar uma história sobre uma viagem que querias de fazer”. Mas os fãs dos meus textos (sem dúvida há muitos!) sabem que tenho medo de voar e por isso não me apetece* fazer uma viagem de avião. Preferia fazer uma viagem para uma outro planeta de TARDIS com o meu herói “O Doutor”, do programa “Doctor Who”, protagonizado por Tom Baker.
-Mas o Senhor Colin – ouso-vos perguntar – isso é uma coisa estranha. Porque é que estais assustado em voar num avião mas não num TARDIS?
A resposta é siples. O TARDIS é o meio de transporte mais seguro no mundo. Ninguém nunca morreu num acidente de TARDIS. Isso _nunca_ aconteceu! Tenho de reconhecer que a minha viagem não seria 100% segura. Por exemplo, tendo chegado a uma planeta, teria um risco elevado de ser exterminado por alienígenas hostis, mas não me importo**. Ao menos evitaria os aviões.

*=I had apetecer mentally tagged as meaning “to feel like” as in “I don’t feel like going on a plane” but it’s reflexive so I guess cognate with “appeal” or “appetite”. “Não me apetece” (It doesn’t appeal to me) rather than “não apeteço” (I don’t appeal it)

**=Another surprising reflexive. I used this in the third person. thinking Não me importa=”It doesn’t matter to me” but it has to be in the first person: “Não me importo” = “I don’t find it important” or “I don’t care”

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Hallowe’en

Hallowe’en (ou simplesmente “Halloween”) é uma celebração feita em vários países, principalmente anglófonos, no dia 31, que tem origem nos dias antes da chegada do cristianismo na Europa. Acontece antes da festa ocidental cristã do Dia De Todos os Santos. O nome significa “o ia antes do Dia de Todos os Santos”). Acho que é designado “o Dia das Bruxas” em alguns países (incluindo Portugal).
Nos anos 70 e 80, quando eu era novo, o Hallowe’en consistia numa festa pequena com uma lanterna feita duma couve-nabo e um vela. As crianças jogavam com jogos tradicionais: por exemplo, um maçã suspensa no tecto, e o primeiro miúdo que conseguisse mordê-la ganhava. O que é que ele ganhava? Ganhava uma maçã, claro! Ah, era uma época mais simples. Mais secante mas mais simples. O Hallowe’en era um festival menor, cinco dias antes do dia de Guy Fawkes, onde celebramos a tortura, a guerra religiosa e a punição capital. Como disse: uma época mais simples.

Hoje em dia, a influencia da nossa colónia outrora através do Oceano Atlântico mudou o festival a ponto de não a reconhecer mais. Agora, as lanternas são feito de abóboras, e o “Trick or Treat” (“doçura ou travessura”) é uma grande parte do dia e os jovens, adolescentes até adultos fazem parte das festas de fantasia, vestidos como bruxas, fantasmas ou simplesmente personagens dos filmes, televisão ou cultura popular.

Confesso que tenho saudades do dia das bruxas simples da minha juventude mas sem dúvida a festa de hoje em dia é mais divertida, e se alguém não gostasse dela, ainda havia a festa da tortura, da guerra religiosa e da punição capital daqui a cinco dias.

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Buns, Coques and Pompoms

Question from iTalki:

Como se chama este tipo de penteado? Em inglês, chama-se “man bun” (pãozinho de homem), mas em português…?

gq_style-and-how-to-how-to-style-a-man-bun

According to Zico, it’s called “um coque” but that’s in Brazil, and in Portugal that means exactly what you think it would mean. In Portugal it would be “um carrapito” or “um pompom”. Oh and in case you’re wondering, a straightforward ponytail is called “um rabo de cavalo” which is a nice, literal translation = > easy!

 

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Interlude 3: Gentrificação e Turismo

É sempre fácil de esquecer que as forças que conduzem o crescimento e a mudança da nossa própria cidade agem em outras cidades porem toda parte. Por exemplo, notei ontem as diferenças entre as áreas de Lisboa onde há muitos turistas e onde não há nenhuns.
Algumas diferenças são positivas, claro: apartamentos, hotéis, lojas, tudo tinham sido renovados, mas outros aspectos na mudança são mais problemáticos. Por exemplo, sinais escritos em inglês*, lojas cheias de produtos horríveis, e há áreas da cidade onde o ambiente turístico fica tão chato que adivinho que um lisboeta não queira ir.
Os académicos que têm feito estudos da gentrificação dizem-nos que o processo dá benefícios a uma cidade, mas acho que, quando for acompanhado pelos turismos pode prejudicar o carácter da cidade. Neste caso a responsabilidade para evitar danos é com o governo local e com os turistas.

 

*=este frase foi disputada em italki. A minha resposta foi assim: Pode ser não queria dizer “sinais”. Estava a pensar em nomes da varias lojas, texto nas ementas e coisas deste tipo. Por exemplo, no meu blogue, mencionei este mercado, designado “Time Out Market” em vez de “Mercado da Ribeira” ou “Mercado do tempo a fora” ou qualquer nome portuguese.

time-out Alguns Lisboetas jantam lá, pois claro, mas parece um “tourist trap” e confesso que tomámos um almoço e um pequeno-almoço ali durante as nossas férias. Uma empregada disse me que uns clientes zangaram consigo porque não falou bem inglês. É normal que espaços deste tipo vai crescer numa cidade com muitas turistas, mas é saudável…? Hum….