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A Resistência (Julián Fuks) Opinião


Costumo evitar livros brasileiros, porque estou a aprender português europeu mas recentemente ouvi falar deste livro, escrito por um grande critico do fascista Bolsonaro. O chefe de ficção duma livraria famosa aqui em Londres recomendou a edição inglês que saiu neste ano. Fiquei interessado. Lamento que não gostei tanto quanto esperava. O autor dá um retrato da sua vida familiar e tenta desemaranhar o enigma do seu irmão adoptado. Este retrato estende-se ao longo de 47 capítulos, cada um de duas ou três páginas. É fácil ler estes episódios sem grande esforço apesar da dificuldade do vocabulário. mas não realmente senti que as partes fusionaram-se a uma historia completa. O enredo passa-se na Argentina e no Brasil, e há um plano de fundo de violência e ditadura mas isso não tem muito efeito na narrativa, com exceção duma vez em que o autor compara o seu irmão incognoscível ao neto de uma mulher argentina que foi desaparecido.
Devo admitir que, como sempre, vejo “apenas um reflexo obscuro como num espelho” porque o nível de português é muito alto, e talvez eu cometa uma grande injustiça. O livro é bem premiado mas para mim, apesar de querer gostá-lo, senti pouco.

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A Papoula de Lembrança.

Ontem uma brasileira no metro fez-me uma pergunta. Por que é que há tantos ingleses a usar flores vermelhas de papel nas lapelas deles. Confesso que a minha resposta não foi muito nítida. Por isso, quero tentar novamente aqui. Se algum de vocês encontram-na (ela é baixa, de pele branca e cabelo curto e castanho. Conhecem-na, né?)

Durante a primeira guerra mundial, há cem anos, muitas pessoas faleceram. Foram baleados, esfaqueados, explodidos ou mortos de cólera ou qualquer outra causa. Depois, claro, todo o mundo queria lembrar o horror para evitar uma repetição. Portanto, designaram o Domingo mais próximo ao dia 11 de Novembro de cada ano (porque foi neste dia que a guerra terminou) como “Remembrance Sunday” (Domingo de Lembrança) e soldados feridos fizeram flores de papel, que assemelham-se às papoulas que cresceram nos campos de batalha na Bélgica e na França. Não tinham um preço mas o dinheiro que a gente doava ajudava os veteranos.

Desde aquela época, claro, o mundo esqueceu a lição muitas vezes e hoje em dia as papoulas são vendidas para apoiarem os veteranos das guerras mais recentes.

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Notes Towards a Video

Durante o verão, fiz parte da maratona Book Bingo Leituras ao Sol. Durante a maratona, gravei 3 vídeos mas infelizmente apenas lancei dois porque nunca tive tempo para editar o terceiro. Este é um resumo da maratona inteira. Obrigado à Tita e a Isa por terem lançado o tag. Eu sei que todo o mundo gravou vídeos há semanas – a Mafalda, Bea de Beabooks, Dora, Hugo, Várias outras pessoas, mas…. mais vale tarde do que nunca.

Escolhi 16 livros, um de cada categoria mas acabei por ler 14. Os dois restantes são “A Brevíssima Historia de Portugal” e “O Verão Selvagem dos teus Olhos. Durante o mesmo tempo, também li vários outros livros tal como “12 Segredos da Língua Portuguesa” e “The Growing Pains of Adrian Mole”.

Não vou descrever todos os livros porque este livro durava 6 horas. Para quem quiser saber mais, vou deixar um link a minha lista do Goodreads lá em baixo. Contudo, eis os meus 3 melhores e 3 piores:

Melhores

O Banqueiro Anarquista – Este livro é o meu primeiro de Fernando Pessoa – ou seja o meu primeiro na língua portuguesa, porque já li uma coleção de poemas traduzidos para inglês. E muito mais engraçado do que esperava. O banqueiro conta a história da sua vida e os raciocínios que resultaram no seu modo de viver actual que é igualzinho como a vida dum burguês. O contraste entre os seus objectivos supostamente radicais e os resultado deste processo de auto-justificação é mesmo divertido. Nao é um livro deles que faz o leitor soltar 5 gargalhadas por página, mas a ironia cresce de página para página.

Reaccionário com Dois Cês – Eu tinha lido um outro livro de Ricardo Araújo Pereira e gostei. Parece um homem inteligente e engraçado. O livro é uma coleção de textos publicados inicialmente na revista “Visão”.

O Retorno – Reaccionário com Dois Cês e O Retorno foram publicados pela mesma editora “Tinta de China”, que sempre faz livros de muito alta qualidade, mas como podem ver, este coitadinho veio comigo de ferias, na praia, na mochila, no bolso dos meus calções… e por isso é estragado com folhas soltas e uma capa danificada  tudo. Mas a historia é óptimo. Ouvi a autora num podcast. Foi um episódio de “Pessoal e Transmissível” de Janeiro 2010. Naquela altura ela estava a escrever este livro, e falou sobre a sua própria experiência como menina no final da época colonial e como uma retornada. A minha esposa pertence à mesma geração de portugueses do ultramar.

Piores

Asteroid Fighters – Já falei sobre este livro num outro video. É uma banda desenhada mas fiquei desiludido pela baixa qualidade da arte e a falta de personagens desenvolvidas. Também achei que o escritor não conseguia decidir se o livro seria uma comédia ou se seria um historia de super-heróis. O único factor que me salvou foi o facto que o livro é misericordiosamente fino.

Contos – Isso não é propriamente uma queixa, porque a culpa é minha, mas não entendi este audiolivro. Quando leio um livro, se não conheço uma palavra, ou se demoro um pouco para entender algo, posso retornar a frase, reler, pegar no dicionário, mas um oiço audiolivros enquanto estou a regar as plantas, ou a fazer costura, ou a correr. Nestas situações, não há oportunidade de pausar. Portanto, perco o enredo, e em breve torno-me aborrecido que faca tudo ainda pior. Enfim, se bem que tenha ouvido cada conto duas ou três vezes, não entendi o suficiente para dar uma opinião. Se calhar, no futuro, experimento novamente e espero que tenha mais sorte!

Mais Nada – O poço de reclamações já está esgotado. Os outros livros foram todos

 

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Let’s (Not) Go To Work

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Busy Busy World 21st Century (by Tom the Dancing Bug here)

The portuguese outsourcing company got back in touch about a gig they wanted me for. I’d decided it wasn’t going to be possible currently. As I think I mentioned, the salary for the job is very low indeed. It wouldn’t even cover the mortgage and service charge on the flat we’re in. I actually wouldn’t mind working for a lower wage provided we could still make ends meet. but at the moment, unfortunately, we can’t. As a result, I’ve suggested they keep my details on file and maybe after my next project, with a bit of money in the bank, maybe my wife back in work, it might be possible to do a gig with them for a few months and make some contacts, learn some things.

Anonymised text of the email below (#uncorrectedportugueseklaxon)

Obrigado por terem respondido. Pensei muito nisso depois da nossa conversa. Embora fico mesmo muito entusiasmado da hipótese de trabalhar com o Acme Widgets, acho que seria difícil nesta altura mesma por causa da nossa situação familiar: estando ainda cá em Londres e sem um segundo salário para aumentar o meu, pode ser difícil sustentar o custo dum apartamento em Londres. Peço imenso desculpa por não ter apercebido mais cedo que isso seria um problema.

Já que têm os meus informações, importam-se se suspendêssemos este processo até mais tarde? Dado que a empresa funciona como uma agência, eu gostaria ficar com o seu email e, no futuro, entrar em contacto quando as coisas mudam. Adivinho que depois de mais um projeto aqui, a minha mulher vai ter um emprego também. Claro o futuro é incerto e ninguém sabe se o Brexit vai tornar tudo mais fácil ou (mais provável), difícil… suspiro… mas oxalá não seja impossível! Quem sabe, podemos até estar a viver la naquela altura!

Que acham? Vale a pena adiar a minha candidatura e entrarei em contacto numa certa altura em 2019?

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A Entrevista

Warm-up text, written on iTalki shortly before the interview with the tech company in Portugal to get my brain going…

Amigos Portugueses, algo esquisito e surpreendente aconteceu: uma empresa convidou-me a uma entrevista de emprego. Isso propriamente não é assim tão estranho, porque sou bastante competente na minha área de especialização, mas neste caso, a empresa fica no Porto. É uma empresa de tecnologia informática e ao que parece tem muitos empregados que falam inglês. Não vou ter de encarar clientes e por isso espero que a minha falta de conhecimento da língua portuguesa não seja uma grande desvantagem, mas apesar disso, fiquei muito surpreendido quando recebi o convite, e ainda mais surpreendido quando ela não se riu ou como terminou a telefonema quando ela me ligou para combinar o encontro, mas ainda bem, porque a entrevista começa daqui a uma hora!
Se eles aceitassem a minha candidatura, mudar-me-ia para Portugal, alugaria um apartamento lá e visitaria a família aos fins de semana. Soa horrível, mas… No curto prazo, o objectivo é ganhar dupla cidadania, praticar a língua portuguesa e estabelecer a família no país. No longo prazo, depende do resultado de Brexit, porque somos uma família anglo-portuguesa. Se tudo se torna mais difícil para cidadãos portugueses, vale a pena ter um pé em cada país, mas não é provável (ou seja não é provável que coisas sejam pior para nós do que para os outros desgraçados que partilham uma ilha com Boris Johnson).
Enfim, seja o resultado o que for, a entrevista vai ser uma experiência interessante. Desejem-me sorte!

Thanks Paulo, Evandro, Leonardo e “WoLvS” for the help

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From Beneath You, It Debaixo

I get mixed up over the variants of prepositions so I’m going to lay them out in a tabular format and see if that helps

Trás Baixo Cima Frente
* Preposition: after Adjective: low, short Not really used on its own Noun: front
A- Atrás de = behind Abaixo: below, underneath Acima: above Afrente: não existe
A[ ] A trás: não existe A baixo: não existe A cima: não existe A frente: at the head of (and à frente: onward, ahead (of))
De Detrás: behind (specifically right behind) Debaixo: under, underneath Decima: não existe Defrente: não existe
De[ ] De trás: from  the back (movement) De baixo: from below De cima: Upper, from high up De frente: head on
Por Por trás: behind – at some place behind (less specific than “detrás”) Por baixo: below Por cima: On top, above, overhead Por frente: from the front
Para Para trás: to the back Para baixo: down, downward Para cima: Up, upwards Para frente: forwards
Por de… Por detrás: behind Por debaixo: beneath Por decima: não existe Por defrente: não existe
Em Em trás: não existe em baixo: down below (used a lot on youtube when inviting comments!) Em cima: On, above, up there Em frente: in front of (opposite – as opposed to )
And also… Anos atrás = years ago Abaixo also used for “down with…” as in “Abaixo o governo!” Ainda por cima = And on top of that (something else bad happened!) Daqui para a frente= henceforth
And also… De baixo can also mean bottom – “a gaveta de baixo”=bottom drawer De trás para a frente: backwards

Sources:

Linguee

Lusografias

Ciberdúvicas [por detrás] [Atrás] [a frente vs em frente]

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The Talking Dead

Trigger warning: may contain rudity.

Two weird pieces of slang grammar in the Walking Dead book I’m reading (Vol 12, which is called “Viver Entre Eles” in portuguese), during a scene in which Abraham finds out Eugene has been lying all along and that Washington is not, in fact, a safe haven.

  • Seu filho de puta
  • Porque, c’um caraças?

Apparently that c’um is short for “com um”, and the “seu” can mean “you are” although why the heck that should be, I have absolutely no idea! To me it just looks like he’s saying “your son of a whore” which is baffling.

–update–

Paulo on iTalki offers an extra bit of wisdom, saying that “seu filho de puta” is ironically following the very formal way of addressing a member of the aristocracy – e.g. Sua Alteza Real o princípe-herdeiro, equivalent to “his royal highness….”. My mind is still grappling with this new information. Can it be right? It seems like a lot of baroque irony to apply to – basically – a physical assault…

–update to the update–

OK, Paulo’s explanation checks out. Although the person probably isn’t going out of their way to be wittily ironic, the format “seu…” is derived from that way of speaking and indicates a higher degree of specificity – you specific son of a whore!

20180930_182332.jpg

Thanks Ariene for helping me with these.

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When They Start the Beguine

Race Start
Race Start (Patrick via FLICKR Licensed Under Creative Commons Attribution (CC BY) 2.0 License)

This is a reply to a query about the difference between the english words “begin” and “start”. I’ve written it in portuguese and english, with the english starting about half way down, and obviously all the examples are in english, even in the portuguese text.

[Portuguese Version] 🇵🇹 #UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Pensei muito nisso e discuti com uns outros faladores de inglês, incluindo uma americana, mas acho que não há grande diferença entra os dois países neste assunto. Continuo a acreditar que “start” e “begin”, têm o mesmo significado em 95 por cento das situações. Quando não são sinónimos, parece que o padrão é, de forme geral, que “begin” encaixa a ideia duma transição mais gradual, e “start” é uma mudança que acontece de repente. Isso não é uma regra muiiiiito forte. É o que chamamos um “rule of thumb” ou seja uma regra que é só uma guia mas não se aplica em todos os casos.

Por exemplo:

Situações em que “begin” é preferível ou é a única palavra que cabe na frase

  • I began running when I was in high school [verbo]
  • I have been running for three weeks but I am still a beginner [nome = novato/iniciante]
  • A book should have a beginning, a middle and an end [nome=início]

Situações em que “start” é a única palavra que cabe na frase

  • I started running when the PE teacher blew the whistle [verbo]
  • I started the engine [verbo]
  • The car won’t start [verbo]
  • Press the start button on your laptop [nome]

Situações em que a escolha de verbos depende do movimento, e pode influenciar a imagem mental do escritor

  • He was walking slowly but as the rain got heavier he began to run
  • He was walking slowly but when he heard footsteps behind him he started to run

Escolhi “start” aqui porque queria dá para entender que a pessoa mudou a taxa dos seus passos de repente, talvez num pânico. Na primeira frase, usa-se “begin” porque na minha imaginação andava cada vez mais rápido enquanto que a chuva tornava cada vez mais pesado, até começou a correr.

Vi alguns websites que dizem que “begin” é mais formal. Não acho que isso seja correcto. As vezes pode ser mais elegante mas isso é porque o ar abrupto de “start” pode diminuir a elegância. Por exemplo

  • If you’re all sitting comfortably, I will begin my 3 hour long poetry recital [verbo]

É melhor do que “start” porque poesia é algo que começa suavemente. “start” não era errado, mas “begin” soa melhor. Portanto, acho que isso de velocidade de transição é uma regra melhor até que tens um melhor conhecimento das subtilezas (absurdidades) da língua!

Espero que isso te ajude!

Notas de rodapé

  1. Há mais um significado de “start” que é o saltinho que uma pessoa faz quando leva um susto. É mais relacionado com um outro verbo semelhante: “startle” mas transmite a mesma impressão dum movimento súbito. Se tudo fosse calma na casa e, de repente, eu estourei um balão, a minha mulher diria ou
  • “Agh! You startled me” ou
  • “Agh! You gave me a start”

2. Aliás, também existe mais um verbo “commence” que é obviamente um cognato da palavra portuguesa “começar” mas é muito mais formal e quase nunca usado na dia-a-dia.


[English version] 🇬🇧

I’ve thought about this a lot and discussed it with some other english speakers including an american, although there isn’t much difference between the american and british usage. I still think “start” and “begin”, are synonymous 95% of the time. When they’re not synonymous, the pattern seems to be that “begin” conveys a more gradual transition and “start” is more sudden. The rule isn’t veerrry strong, but it’s a good rule of thumb when in doubt.

For example:

Situations where “begin” is the best or the only option

  • I began running when I was in high school [verb]
  • I have been running for three weeks but I am still a beginner [noun = novato/iniciante]
  • A book should have a beginning, a middle and an end [noun=início]

Situations in which “start” is the best or the only option

  • I started running when the PE teacher blew the whistle [verb]
  • I started the engine [verb]
  • The car won’t start [verb]
  • Press the start button on your laptop [noun]

Situations where the choice of words might depend on the style

  • He was walking slowly but as the rain got heavier he began to run
  • He was walking slowly but when he heard footsteps behind him he started to run

I chose “start” in the second example because I imagine the person suddenly changing pace when they hear someone following them, maybe out of fear. In the first, I chose “begin” because I think they might have gradually walked faster and faster as the rain got heavier and heavieer, until finally they start running.

I’ve seen websites that suggest “begin” is more formal. I don’t really agree with this, but sometimes the suddenness implied by “start” can puncture the elegance of a formal situation. For example, an announcement in a theatre

  • If you’re all sitting comfortably, I will begin my 3 hour long poetry recital [verbo]

Here, “begin” is better because it fits better with the gentle nature of a poetry reading. “Start” would not be wrong, but “begin” sounds right. That’s why I think this idea of gradual change vs sudden changes is a better guide than formal vs informal

I hope that helps!

Footnotes

  1. There’s another meaning of “start”, which is the little jump someone makes when they get frightened suddenly. It’s related to a similar verb “startle”, so if I were to suddenly burst a balloon in the house when everything was calm and peaceful, my wife might say either
  • “Agh! You startled me” or
  • “Agh! You gave me a start”

2.There’s another verb “commence” that’s obviously cognate with the portuguese word “começar” but it’s much more formal and tends not to be used much in day-to-day conversation.

 

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Lisboa – A Cidade Mais “Cool”

(This is old, old news, which I’ve had on my “stuff to write about” for over a year)

Lisboa permanece na lista de “18 melhores sítios para visitar em 2018” de CNN mas já não vi o anúncio de “cidade mais fixe” deste ano. Em 2014 e novamente em 2017, Lisboa ganhou essa honra. Havia 7 razões pela decisão:

  1. Os bares e restaurantes ficam abertos ainda mais tarde do que os de Madrid, e a vida nocturna é bastante gira
  2. Há tantos restaurantes e tascas onde se servem cozinhas interessantes*
  3. Há um grande sentido de ironia e melancolia. Citaram um dito de Fernando Pessoa “Tinha-me levantado cedo e tardava em preparar–me para existir”.
  4. Existem muitos sítios históricos tais como castelos, palácios e a Torre de Belém, mas além disso, também existem praias bonitas.
  5. Desde os pormenores dum rótulo duma garrafa de vinho até os edifícios mais altos, quase tudo em Lisboa mostra um estilo muito elegante.
  6. Há um património rico de arte, e museus em toda parte.
  7. Até as ruelas têm um ar fascinante. Dar um passeio através da cidade a ver as portas, as paredes e os azulejos é mesmo divertido

*=interesting cookings not interesting cooking

lisboa

 

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From Sei to Shining Çei

Here’s an interesting snippet: in “Reaccionario Com Dois Cês“, Ricardo Araújo Pererira has someone mocking a football player online after he is the victim of a mugging:  “xupa, é bem feita por çeres um ignorante que ço çabe dar pontapés na bola”

I wondered what all the mistakes were all about – was it imitating a regional accent or something? Was the person writing just not very clever? Because the stray Çs didn’t seem like the kinds of typos one would make normally.

Apparently it’s a way of mocking someone’s lack of intelligence. If someone answers a question but you think their point is nonsense, instead of saying “sei” (I know) you reply “çei” , implying that’s the sort of thing only an idiot who can’t even spell “sei” would believe. Or if they write a tweet with lots of errors in it you can say “você çabe falar muito bem português” just as in english you might say “You’re grammer is exelent” or something.

Thanks Renato for helping answer this conundrum.