Ando a ver esta palavra “Tancos” nos destaques de notícias portuguesas mas nunca sabia a historia completa. Por isso decidi fazer uma pesquisa. O seguinte é um resumo baseado numa cronologia compilada por Luciano Alvarez no jornal “Público”.
No dia 29 de Junho 2017, o exército informou ao governo que tinha havido um assalto no dia anterior na freguesia de Tancos. Uma grande quantidade de materiais de guerra foi roubado dos paióis nacionais, incluindo centenas de balas, granadas, explosivos plásticos e até granadas-foguete antitanque.
Em breve, foi lançado uma investigação, e vários políticos do governo nacional visitaram Tancos. Afinal foram descobertos, no dia 18 de Outubro do mesmo ano, quase todos as munições a cerca de 25 quilómetros da base. Como é que chegaram lá? Não faço ideia. Os processos disciplinares continuaram contra uns membros das forcas armadas que tinham falhado nos seus deveres.
No dia 25 de Setembro, 6 meses depois de ter recebido o relatório sobre os acontecimentos, o PJ detetou um suspeito civil e 6 membros da policia militar que foram suspeitos de ter tentado esconder os factos sobre o desaparecimento. Durante os próximas semanas, surgiram mais revelações sobre quem sabia o quê, e quando sabiam. Finalmente, no dia 12 de Outubro deste ano, o ministro de defesa, Azeredo Lopes demitiu-se.
Aqui termina a cronologia, mas o escândalo continua. Já existe uma comissão de Tancos. Um novo relator foi eleito recentemente. O seu nome é Ricardo Bexigo.
O meu amigo brasileiro* fez a seguinte pergunta: ‘O que é que se passa aí com o “brexit”‘? e para ser sincero, ando farto de falar nisto. Nós os que votámos contra a proposta do referendo queríamos apenas que as relações entre o nosso país e os nossos vizinhos continentais continuassem sem transtorno, e que continuássemos a ter direitos para viajar, trabalhar e fazer quaisquer coisas nos apetecessem, tal como os outros cidadãos da Europa, mas ao que parece, havia muitas pessoas que tínham uma opinião oposta, quer por motivos de racismo, quer por acreditarem que na união prejudica a democracia, quer por sentirem que o seu modo de vida tinha piorado até um ponto de ser insuportável e que qualquer mudança no sistema iria melhorar as coisas. Mas não é o caso. Comprámos uma mistura de patriotismo, optimismo, mentira e ódio, e agora encontramo-nos ao pé duma catástrofe épica. O único motivo para ser optimista é que finalmente podemos acabar com o nosso hábito de culpar a UE por qualquer problema na nossa vida. Mas cada vez que ligo a televisão, lá está mais um político que fala como se fosse precisamente por causa da UE que tudo isto aconteceu. É óbvio que a retórica vai continuar tóxica durante os próximos anos também.
*=sim, após de 3 anos a evitar brasileiros aleatórios que queriam mudar os meus estou-a-fazers para estou-fazendos, agora estou a fazer um intercâmbio linguístico com um brasileiro, mas mora lá em Portugal e por isso as aulas não são assim tão confusas!
Thanks to Fenrnanda for more rigorous corrections on this one. Previous version still full of undetected fuqueups.
No caso de viajar até Londres, é importante que os turistas da UE se familiarizem com as regras relacionadas a visitantes. As regras estão no processo de se transformarem por causa do Brexit. Apesar disso, vale a pena visitar a capital do Reino Unido, e é uma das cidades mais históricas e mais interessantes do mundo. Há tantas coisas para fazer. Durante o dia, há muitos museus, cujos tesouros estão disponíveis para visitação. A entrada grátis, a toda a gente. A população da cidade é muito diverso, portanto há sempre atividades culturais, festas religiosas, restaurantes de todos os países e pessoas diferentes para conhecer. À noite, visitantes conseguem desfrutar um programa noturno impressionante. Existem aqui centenas de salas de concerto, cinemas, clubes e teatros. Embora o tempo seja tipicamente horrível, para quem aguenta a chuva, esta cidade é cheia de surpresas.
Bit boring, this, but it’s a textbook exercise. Thanks Daniela and Abner for the help
Quem me segue no Instagram já sabe que fiz um projecto de “ponto de cruz”, ou seja, bordei de acordo com um padrão, para criar um desenho. Neste caso, o escudo da escola Hogwarts. É a minha primeira tentativa de fazer algo deste tipo. Já sei costurar um pouco, claro, para consertar roupas danificadas, mas nunca me sentei para fazer algo deste género por motivos recreativos. Há uma empresa cá em inglaterra, chamada Geek Stitch, que vende conjuntos com vários padrões: o Tardis, o Meu Vizinho Totoro, Pokemon, entre outros. Sem dúvida, há de haver outras empresas, mas Geek Stitch é a única que já conheço. Comprei este conjunto durante um festival de ficção cientifica no verão passado. Continha um bocado de tecido, algumas linhas de cor, uma agulha e o modelo. Passei muitas horas a bordar e foi muito relaxante. Além disso, deu-me a oportunidade de ouvir uns audiolivros! Comecei com o contorno e depois seguiram-se o corvo de Ravenclaw, o leão de Gryffindor, o texugo de Hufflepuff e a cobra de Slytherin, a famosa casa de nazis que tem autorização para existir na escola por qualquer razão que eu nunca irei entender. Depois, desenhei o H logo no meio. Fiz alguns erros, claro, mas consegui corrigi-los por desfazendo alguns pontos e refazendo-os com mais cuidado. Enfim, o resultado é bonito. Fiquei muito orgulhoso!
Costumo evitar livros brasileiros, porque estou a aprender português europeu mas recentemente ouvi falar deste livro, escrito por um grande critico do fascista Bolsonaro. O chefe de ficção duma livraria famosa aqui em Londres recomendou a edição inglês que saiu neste ano. Fiquei interessado. Lamento que não gostei tanto quanto esperava. O autor dá um retrato da sua vida familiar e tenta desemaranhar o enigma do seu irmão adoptado. Este retrato estende-se ao longo de 47 capítulos, cada um de duas ou três páginas. É fácil ler estes episódios sem grande esforço apesar da dificuldade do vocabulário. mas não realmente senti que as partes fusionaram-se a uma historia completa. O enredo passa-se na Argentina e no Brasil, e há um plano de fundo de violência e ditadura mas isso não tem muito efeito na narrativa, com exceção duma vez em que o autor compara o seu irmão incognoscível ao neto de uma mulher argentina que foi desaparecido. Devo admitir que, como sempre, vejo “apenas um reflexo obscuro como num espelho” porque o nível de português é muito alto, e talvez eu cometa uma grande injustiça. O livro é bem premiado mas para mim, apesar de querer gostá-lo, senti pouco.
Ontem uma brasileira no metro fez-me uma pergunta. Por que é que há tantos ingleses a usar flores vermelhas de papel nas lapelas deles. Confesso que a minha resposta não foi muito nítida. Por isso, quero tentar novamente aqui. Se algum de vocês encontram-na (ela é baixa, de pele branca e cabelo curto e castanho. Conhecem-na, né?)
Durante a primeira guerra mundial, há cem anos, muitas pessoas faleceram. Foram baleados, esfaqueados, explodidos ou mortos de cólera ou qualquer outra causa. Depois, claro, todo o mundo queria lembrar o horror para evitar uma repetição. Portanto, designaram o Domingo mais próximo ao dia 11 de Novembro de cada ano (porque foi neste dia que a guerra terminou) como “Remembrance Sunday” (Domingo de Lembrança) e soldados feridos fizeram flores de papel, que assemelham-se às papoulas que cresceram nos campos de batalha na Bélgica e na França. Não tinham um preço mas o dinheiro que a gente doava ajudava os veteranos.
Desde aquela época, claro, o mundo esqueceu a lição muitas vezes e hoje em dia as papoulas são vendidas para apoiarem os veteranos das guerras mais recentes.
Durante o verão, fiz parte da maratona Book Bingo Leituras ao Sol. Durante a maratona, gravei 3 vídeos mas infelizmente apenas lancei dois porque nunca tive tempo para editar o terceiro. Este é um resumo da maratona inteira. Obrigado à Tita e a Isa por terem lançado o tag. Eu sei que todo o mundo gravou vídeos há semanas – a Mafalda, Bea de Beabooks, Dora, Hugo, Várias outras pessoas, mas…. mais vale tarde do que nunca.
Escolhi 16 livros, um de cada categoria mas acabei por ler 14. Os dois restantes são “A Brevíssima Historia de Portugal” e “O Verão Selvagem dos teus Olhos. Durante o mesmo tempo, também li vários outros livros tal como “12 Segredos da Língua Portuguesa” e “The Growing Pains of Adrian Mole”.
Não vou descrever todos os livros porque este livro durava 6 horas. Para quem quiser saber mais, vou deixar um link a minha lista do Goodreads lá em baixo. Contudo, eis os meus 3 melhores e 3 piores:
Melhores
O Banqueiro Anarquista – Este livro é o meu primeiro de Fernando Pessoa – ou seja o meu primeiro na língua portuguesa, porque já li uma coleção de poemas traduzidos para inglês. E muito mais engraçado do que esperava. O banqueiro conta a história da sua vida e os raciocínios que resultaram no seu modo de viver actual que é igualzinho como a vida dum burguês. O contraste entre os seus objectivos supostamente radicais e os resultado deste processo de auto-justificação é mesmo divertido. Nao é um livro deles que faz o leitor soltar 5 gargalhadas por página, mas a ironia cresce de página para página.
Reaccionário com Dois Cês – Eu tinha lido um outro livro de Ricardo Araújo Pereira e gostei. Parece um homem inteligente e engraçado. O livro é uma coleção de textos publicados inicialmente na revista “Visão”.
O Retorno – Reaccionário com Dois Cês e O Retorno foram publicados pela mesma editora “Tinta de China”, que sempre faz livros de muito alta qualidade, mas como podem ver, este coitadinho veio comigo de ferias, na praia, na mochila, no bolso dos meus calções… e por isso é estragado com folhas soltas e uma capa danificada tudo. Mas a historia é óptimo. Ouvi a autora num podcast. Foi um episódio de “Pessoal e Transmissível” de Janeiro 2010. Naquela altura ela estava a escrever este livro, e falou sobre a sua própria experiência como menina no final da época colonial e como uma retornada. A minha esposa pertence à mesma geração de portugueses do ultramar.
Piores
Asteroid Fighters – Já falei sobre este livro num outro video. É uma banda desenhada mas fiquei desiludido pela baixa qualidade da arte e a falta de personagens desenvolvidas. Também achei que o escritor não conseguia decidir se o livro seria uma comédia ou se seria um historia de super-heróis. O único factor que me salvou foi o facto que o livro é misericordiosamente fino.
Contos – Isso não é propriamente uma queixa, porque a culpa é minha, mas não entendi este audiolivro. Quando leio um livro, se não conheço uma palavra, ou se demoro um pouco para entender algo, posso retornar a frase, reler, pegar no dicionário, mas um oiço audiolivros enquanto estou a regar as plantas, ou a fazer costura, ou a correr. Nestas situações, não há oportunidade de pausar. Portanto, perco o enredo, e em breve torno-me aborrecido que faca tudo ainda pior. Enfim, se bem que tenha ouvido cada conto duas ou três vezes, não entendi o suficiente para dar uma opinião. Se calhar, no futuro, experimento novamente e espero que tenha mais sorte!
Mais Nada – O poço de reclamações já está esgotado. Os outros livros foram todos
Busy Busy World 21st Century (by Tom the Dancing Bug here)
The portuguese outsourcing company got back in touch about a gig they wanted me for. I’d decided it wasn’t going to be possible currently. As I think I mentioned, the salary for the job is very low indeed. It wouldn’t even cover the mortgage and service charge on the flat we’re in. I actually wouldn’t mind working for a lower wage provided we could still make ends meet. but at the moment, unfortunately, we can’t. As a result, I’ve suggested they keep my details on file and maybe after my next project, with a bit of money in the bank, maybe my wife back in work, it might be possible to do a gig with them for a few months and make some contacts, learn some things.
Anonymised text of the email below (#uncorrectedportugueseklaxon)
Obrigado por terem respondido. Pensei muito nisso depois da nossa conversa. Embora fico mesmo muito entusiasmado da hipótese de trabalhar com o Acme Widgets, acho que seria difícil nesta altura mesma por causa da nossa situação familiar: estando ainda cá em Londres e sem um segundo salário para aumentar o meu, pode ser difícil sustentar o custo dum apartamento em Londres. Peço imenso desculpa por não ter apercebido mais cedo que isso seria um problema.
Já que têm os meus informações, importam-se se suspendêssemos este processo até mais tarde? Dado que a empresa funciona como uma agência, eu gostaria ficar com o seu email e, no futuro, entrar em contacto quando as coisas mudam. Adivinho que depois de mais um projeto aqui, a minha mulher vai ter um emprego também. Claro o futuro é incerto e ninguém sabe se o Brexit vai tornar tudo mais fácil ou (mais provável), difícil… suspiro… mas oxalá não seja impossível! Quem sabe, podemos até estar a viver la naquela altura!
Que acham? Vale a pena adiar a minha candidatura e entrarei em contacto numa certa altura em 2019?
Warm-up text, written on iTalki shortly before the interview with the tech company in Portugal to get my brain going…
Amigos Portugueses, algo esquisito e surpreendente aconteceu: uma empresa convidou-me a uma entrevista de emprego. Isso propriamente não é assim tão estranho, porque sou bastante competente na minha área de especialização, mas neste caso, a empresa fica no Porto. É uma empresa de tecnologia informática e ao que parece tem muitos empregados que falam inglês. Não vou ter de encarar clientes e por isso espero que a minha falta de conhecimento da língua portuguesa não seja uma grande desvantagem, mas apesar disso, fiquei muito surpreendido quando recebi o convite, e ainda mais surpreendido quando ela não se riu ou como terminou a telefonema quando ela me ligou para combinar o encontro, mas ainda bem, porque a entrevista começa daqui a uma hora!
Se eles aceitassem a minha candidatura, mudar-me-ia para Portugal, alugaria um apartamento lá e visitaria a família aos fins de semana. Soa horrível, mas… No curto prazo, o objectivo é ganhar dupla cidadania, praticar a língua portuguesa e estabelecer a família no país. No longo prazo, depende do resultado de Brexit, porque somos uma família anglo-portuguesa. Se tudo se torna mais difícil para cidadãos portugueses, vale a pena ter um pé em cada país, mas não é provável (ou seja não é provável que coisas sejam pior para nós do que para os outros desgraçados que partilham uma ilha com Boris Johnson).
Enfim, seja o resultado o que for, a entrevista vai ser uma experiência interessante. Desejem-me sorte!
Thanks Paulo, Evandro, Leonardo e “WoLvS” for the help
Race Start (Patrick via FLICKR Licensed Under Creative Commons Attribution (CC BY) 2.0 License)
This is a reply to a query about the difference between the english words “begin” and “start”. I’ve written it in portuguese and english, with the english starting about half way down, and obviously all the examples are in english, even in the portuguese text.
Pensei muito nisso e discuti com uns outros faladores de inglês, incluindo uma americana, mas acho que não há grande diferença entra os dois países neste assunto. Continuo a acreditar que “start” e “begin”, têm o mesmo significado em 95 por cento das situações. Quando não são sinónimos, parece que o padrão é, de forme geral, que “begin” encaixa a ideia duma transição mais gradual, e “start” é uma mudança que acontece de repente. Isso não é uma regra muiiiiito forte. É o que chamamos um “rule of thumb” ou seja uma regra que é só uma guia mas não se aplica em todos os casos.
Por exemplo:
Situações em que “begin” é preferível ou é a única palavra que cabe na frase
I began running when I was in high school [verbo]
I have been running for three weeks but I am still a beginner [nome = novato/iniciante]
A book should have a beginning, a middle and an end [nome=início]
Situações em que “start” é a única palavra que cabe na frase
I started running when the PE teacher blew the whistle [verbo]
I started the engine [verbo]
The car won’t start [verbo]
Press the start button on your laptop [nome]
Situações em que a escolha de verbos depende do movimento, e pode influenciar a imagem mental do escritor
He was walking slowly but as the rain got heavier he began to run
He was walking slowly but when he heard footsteps behind him he started to run
Escolhi “start” aqui porque queria dá para entender que a pessoa mudou a taxa dos seus passos de repente, talvez num pânico. Na primeira frase, usa-se “begin” porque na minha imaginação andava cada vez mais rápido enquanto que a chuva tornava cada vez mais pesado, até começou a correr.
Vi alguns websites que dizem que “begin” é mais formal. Não acho que isso seja correcto. As vezes pode ser mais elegante mas isso é porque o ar abrupto de “start” pode diminuir a elegância. Por exemplo
If you’re all sitting comfortably, I will begin my 3 hour long poetry recital [verbo]
É melhor do que “start” porque poesia é algo que começa suavemente. “start” não era errado, mas “begin” soa melhor. Portanto, acho que isso de velocidade de transição é uma regra melhor até que tens um melhor conhecimento das subtilezas (absurdidades) da língua!
Espero que isso te ajude!
Notas de rodapé
Há mais um significado de “start” que é o saltinho que uma pessoa faz quando leva um susto. É mais relacionado com um outro verbo semelhante: “startle” mas transmite a mesma impressão dum movimento súbito. Se tudo fosse calma na casa e, de repente, eu estourei um balão, a minha mulher diria ou
“Agh! You startled me” ou
“Agh! You gave me a start”
2. Aliás, também existe mais um verbo “commence” que é obviamente um cognato da palavra portuguesa “começar” mas é muito mais formal e quase nunca usado na dia-a-dia.
[English version] 🇬🇧
I’ve thought about this a lot and discussed it with some other english speakers including an american, although there isn’t much difference between the american and british usage. I still think “start” and “begin”, are synonymous 95% of the time. When they’re not synonymous, the pattern seems to be that “begin” conveys a more gradual transition and “start” is more sudden. The rule isn’t veerrry strong, but it’s a good rule of thumb when in doubt.
For example:
Situations where “begin” is the best or the only option
I began running when I was in high school [verb]
I have been running for three weeks but I am still a beginner [noun = novato/iniciante]
A book should have a beginning, a middle and an end [noun=início]
Situations in which “start” is the best or the only option
I started running when the PE teacher blew the whistle [verb]
I started the engine [verb]
The car won’t start [verb]
Press the start button on your laptop [noun]
Situations where the choice of words might depend on the style
He was walking slowly but as the rain got heavier he began to run
He was walking slowly but when he heard footsteps behind him he started to run
I chose “start” in the second example because I imagine the person suddenly changing pace when they hear someone following them, maybe out of fear. In the first, I chose “begin” because I think they might have gradually walked faster and faster as the rain got heavier and heavieer, until finally they start running.
I’ve seen websites that suggest “begin” is more formal. I don’t really agree with this, but sometimes the suddenness implied by “start” can puncture the elegance of a formal situation. For example, an announcement in a theatre
If you’re all sitting comfortably, I will begin my 3 hour long poetry recital [verbo]
Here, “begin” is better because it fits better with the gentle nature of a poetry reading. “Start” would not be wrong, but “begin” sounds right. That’s why I think this idea of gradual change vs sudden changes is a better guide than formal vs informal
I hope that helps!
Footnotes
There’s another meaning of “start”, which is the little jump someone makes when they get frightened suddenly. It’s related to a similar verb “startle”, so if I were to suddenly burst a balloon in the house when everything was calm and peaceful, my wife might say either
“Agh! You startled me” or
“Agh! You gave me a start”
2.There’s another verb “commence” that’s obviously cognate with the portuguese word “começar” but it’s much more formal and tends not to be used much in day-to-day conversation.