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A Febre dos Fenos

An account of recent afflictions with thanks to o_pragmatico for the correction. O Jacinto means hyacinth, by the way.

Hyacinth Bucket
The Other Hyacinth

A febre dos fenos é uma espécie de rinite provocada por pólen. Basicamente, é uma alergia. Antigamente não tinha tais problemas, até durante a Primavera,* mas recentemente fico cada vez mais um mártir… OK, estou a exagerar mas sinto uma coça no meu nariz de vez em quando, se o ar estiver cheia de pólen. Há 4 dias que estou com uma constipação**. Achava que era por causa dum vírus qualquer mas apercebi-me que os sintomas desaparecem quando estou na cama ou fora da casa e entendi que a origem da doença era o jacinto no vaso perto da televisão!

(two days later)

Ainda não deitei fora aquele jacinto. Gosto mais de flores do que respirar.

*I’m a bit slapdash in my use of commas, even in English, but I often get picked up on them in my Portuguese texts and I suspect this is something you’d be judged for in written portuguese, much more more than you would in English.

**This will never not be confusing to me but in case you don’t already know, constipação usually means a blocked nose in Portuguese. It can mean the other kind of constipation too of course but not usually.

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“Leiria”

Ouvi falar duma terra mítica, tipo Atlântida ou Tir Nan Og*, chamada “Leiria”. Assim como a Atlântida, esta localidade ficcional faz parte, segundo as lendas, de Portugal. Há quem acredite que a ilha de Atlântida ficava no meio do oceano Atlântico (daí o nome!) e que quando afundou, as montanhas mais altas do território permaneceram acima das ondas, formando os atuais Açores** (ou por outro lado, Madeira) mas no caso de Leiria, os adeptos da “Nova Idade” defendem que o território existia na atual Baía de Santarém. Infelizmente não existem provas nenhumas que dêem sustentação a esta hipótese, portanto ninguém acredita nela exceto uns teoristas de conspiração e uma mão cheia de cripto-geógrafos.

Leiria Não Existe
If you believe in Leiria then how do you explain this?

This is just a silly joke of course. There’s a meme that Leiria (a town and a region north of Lisbon) doesn’t exist. You can find plenty of examples if you Google “Leiria Não Existe”. Tbh, I haven’t the foggiest idea why this joke came about or why Leiria and not some other random town, but it just do happens that I’m reading a comic about Atlantis at the moment, in which the heroes find the lost continent while staying in the island of São Miguel, so it seemed fun to merge the two ideas like this.

Thanks to o_pragmatico for the correvtioms.

*WTF? I just looked this up and it’s being spelled Tir Na nÓg now. When did that happen? Must be a Scots Gaelic vs Irish Gaelic thing, I assume. I’d never seen it written that way before though. Meh, Van Morrison spells it my way so the rest of you are just wrong!

**Os Açores – the archipelago not As Açores (I was thinking ‘as ilhas’)

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The Mad(eira) Hatter

Thanks to Dani for the corrections on this short post about Barretes de Vilão

Barrete de Vilão
Barrete de Super-Vilão

Acabo de falar com a minha cunhada que voltou ontem da Madeira onde esteve durante alguns dias enquanto renovava o passaporte. Durante a sua estadia, disse ela, comprou um “barrete de vilão”. Já tinha ouvido falar de um chapéu madeirense chamado carapuça, mas isto era uma nova informação*. Pesquisei o nome e encontrei algumas fotos de uma espécie de gorro cinzento de lã grossa com dois apêndices que cobrem as orelhas (por isso são também conhecidos por ‘barretes de orelhas’) e uma borla no topo. A minha esposa riu-se “Boa sorte em traduzir ‘vilão’!” Mas não é assim tão difícil. A palavra quer dizer um pobre do campo. É cognata com uma antiga palavra inglesa – “villein” que também se refere a um camponês. Ao longo dos séculos, villein passou a ser ‘villain’ e adquiriu um significado mais ignóbil, como um criminoso** e daí falamos de super-villains. Tanto quanto sei, o Thanos não possui um barrete de vilão com jóias do infinito, tricotadas na borda.

*I wrote “uma nova peça de informação” but this is redundant,

**Not “criminal”. I wrote that but that’s basically an adjective… OK, it can be a noun but it doesn’t mean what criminal means in English.

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Texts

Here are a few corrected texts. Thanks very much to Dani Morgenstern and Chamador Tricolor for the corrections. There were lots but I’ve only highlighted the interesting ones and not just the ones where I was being an idiot.

Language Exchange

Entrei no subreddit “language exchange” e perguntei se havia alguém que quisesse fazer um intercâmbio linguístico. E havia! Já tivemos duas conversas. Estou muito entusiasmado com a oportunidade de falar português. Apesar de ser muito introvertido, é tudo muito descontraído* e espero que continuemos durante algum tempo.

*Informal. I used relaxado for relaxed but I think maybe that’s a different sort of relaxation.

Arrumação

Quando era estudante e os meus pais, ou os pais dos meus amigos faziam uma visita, costumava arrumar a casa para que eles não pensassem que eu era um javardola.

Agora que sou adulto, quando as amigas da minha filha vêm de visita, ainda arrumo a casa para que elas não achem que sou um javardola.

Mais Sopa

A adolescente que mora neste apartamento anda** obcecada com a culinária. Ontem, fez sopa de tomate*** para a amiga dela. Hoje está a fazer uma sopa com favas, batatas-doces e leite de coco. Estou muito contente porque não tenho de fazer o almoço. Finalmente este trabalho de ser pai está a dar frutos!

** for some reason I wrote “anda a ser obcecada”, but I was translating too literally from “continues to be obsessed”. Bad.

*** singular, not plural

Sotaque Madeirense

Quando falei com a minha cunhada no fim de semana passada, fiquei muito confuso porque ela andava a repetir que tinha saudades da sua juventude no patamar. Fiquei muito tempo a observá-la como um cãozinho a ver um truque de mágica. Finalmente percebi que foi só por causa do seu sotaque de madeirense. Tinha saudades de estar “perto do mar”

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Apresentação Profissional

LinkedIn allows you to make profiles in other languages now, so I wrote a brief description of what I do as a header for a portuguese version. It might take a whole to get together enough motivation to do the same for my entire carer history though!

I haven’t actually included this gif in the LinkedIn version. Maybe I should…

Sou um consultador informático, especialista em migração de dados. Possuo um conjunto de conhecimentos técnicos através dos quais ajudo os meus clientes a transferirem as suas informações para uma nova infraestrutura. Moro em Londres e trabalho principalmente com câmaras municipais inglesas mas gostaria de trabalhar com clientes portugueses. Adoro Portugal e sou apaixonado pela língua portuguesa.

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A Vingança da Raposa

No picture with this one. When you read it, you’ll be glad I didn’t take a picture. Thanks to Dani for the corrections.

Durante três anos e tal, o meu lote na horta comunitária esteve protegido por um dispositivo que espanta raposas, gatos e ratos mas principalmente raposas. Isto porque houve uma vez uma raposa que deixou o seu cocó nas folhas dum morangueiro. Que nojo!

Mas recentemente, esse assustador de animais ficou avariado e deixou de fazer barulho quando uma criatura se aproximava. Ora bem, a Mãe Natureza mostrou o seu desprezo face às travessuras dos seres humanos: hoje, quando cheguei, vi que uma raposa derrubara a máquina, deitara-a no chão e cagara logo no centro do alto-falante!

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O Dia Em Que Deixei de Falar Com A Minha Avó

O dia em que deixei de falar com a minha avó de Cláudia Oliveira

Este livrinho é um conto que descreve o afastamento da avó paterna duma família depois da morte do seu filho (o pai do narrador). É breve, claro, mas a autora Cláudia Oliveira, consegue retratar o percurso da tragédia de modo simples para que entendamos a tristeza da situação.

“O Dia em que Deixei de Falar com a Minha Avó” is available from kobo and kindle. It’s a short read. The vocabulary is a little difficult for newer readers, so keep a dictionary handy but it’s short so it’s not going to feel like a slog or anything.

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Bravo

Catching up in the texts I’ve written over the last few days. Here’s the portuguese version of the question about the word Bravo

Vi este meme…

… no Twitter e fiquei* surpreendido porque achava que “bravo” não significava corajoso (=Brave em inglês). É um falso amigo.

Porém, a conta é brasileira. Será que a palavra tem outro significado no outro lado do Atlântico? Ou… O quê?

*I wrote “estava” which means I was already in that state. Fiquei is more like becoming surprised. Its a clearer distinction in portuguese.

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Árvore De Natal

Obviously this one was written a few days ago. Thanks to Dani for the corrections.

Aproxima-se o décimo segundo dia após o Natal e estou a pensar em como lidar com a árvore de Natal. O ano passado, a árvore deixou cair tantas agulhas que passámos mais de uma hora a limpar e a arrumar a sala de estar, o corredor do apartamento e o corredor do prédio. Não me apetecer repetir essa experiência! Penso abanar e bater os ramos da árvore antes de a levar. Se sacudirmos as agulhas para que caiam num único sítio será mais fácil eliminá-las todas.

(it worked… Partially… The hallway looked like a forest floor on the way back)

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O Retordo de João Torno

Uns dias atrás, escrevi sobre O Ano Sabático. Depois de carregar a opinião no Goodreads, vi alguns vídeos sobre o mesmo livro no YouTube. Fiquei surpreendido quando ouvi a apresentação do livro pelo autor. A história foi inspirada por factos verídicos: ele próprio, quando nasceu, tinha um gémeo idêntico que morreu após poucas horas.

Os outros vídeos eram opiniões do Booktube Português, ambos por mulheres: a primeira apresentadora disse mais ou menos o que eu penso, embora haja pontos de desacordo: ela percebeu algo de redentor na história, contudo eu achei-a mais pessimista. Mas não importa, estava cheio de curiosidade para ouvir as opiniões de outros e não quero negar o que ela disse: é óbvio que ela entende português melhor do que eu!