My daughter is currently obsessed with the new Disney Film, Encanto, so she’s listening to different language versions of the song “We Don’t Talk About Bruno”. There are a couple of Portuguese versions of it, but of course Brazilian Portuguese is usually more common. This is the European version (lyrics only, from the official accounts so as not to risk them dropping of YouTube before you see this)
And the Brazilian
You can have fun spotting the differences between them. Just a quick warning though, in case you haven’t seem the film, it’s about a Colombian family and even the English version has Spanish words in it. They probably blend in better in Portuguese, but “Mi Vida” is Spanish for example. The noun sounds like Portuguese but the possessive pronoun gives it away; and Abuela isn’t a name, it’s Spanish for Avó. Those are the only ones I can remember off the top of my head but I might be missing one of two, so keep your wits about you.
No it isn’t a Massive Attack song, or a river in Cleveland, it’s a follow-up to my last post about yoga/ioga (both spellings seem to be used). Big thanks to Paul who replied directly. I asked some folks on reddit too and these seem to be the available options:
RTP Play’s #fitemcasa was Paul’s suggestion and I don’t know why I didn’t think of looking at this sooner, honestly! The sound quality isn’t as good as you’d expect from a national broadcaster, but I guess it was made in the early days of the acovolypse so it’s probably not that surprising that they hadn’t got their act together yet.
LiDL (yes, remember them?) have a few yoga workouts in their lockdown workout section, led by Filippa Barros, who I believe is a basketball player.
But those seem to be about the only free ones. Of course, a lot of instructors who used to do only in-person gym classes are now doing online classes, so if you don’t mind paying you could also try
I keep seeing people write this on twitter. The context is usually a bit iffy, but I can tell its not just a random collection of words thrown together, despite the slightly confusing use of “é” after “eu”.
Apparently, it comes from an old sketch, done by veteran comedian Herman José in which he plays José Severino, a pastry chef who has accidentally been invited onto a talk show to discuss radiography. When it came out – exactly thirty years ago – it was immediately successful and people started saying it to each other, and even now, in 2022, it lives on on social media.
Whoop! Cheguei ao meu centésimo texto no subreddit Writestreakpt sem falhar* um dia!
Glória
Terminei, dois ou três dias atrás, a série Glória, que é nada mais nada menos que a primeira série portuguesa na Netflix. É incrível. Não é perfeita (=não é o Breaking Bad) mas é uma série que vale mesmo a pena: bem escrita, com um elenco de bons atores, um realizador hábil e um enredo repleto de tensão.
A história decorre em Glória do Ribatejo, em 1968 em plena guerra fria. A CIA, em parceria com o governo da época, está a transmitir notícias, entretenimento e propaganda aos países comunistas, mas entretanto o PIDE e o KGB têm os seus próprios motivos para espiar nos membros da equipa. Ao mesmo tempo, claro está que a sociedade portuguesa tinha os seus próprios insatisfeitos naquela altura, principalmente os membros das forças armadas que, daí a 6 anos, (spoiler alert) derrubariam o Estado Novo.
Vemos, então, uma história centrada num lugar anormal, que não representa bem a sociedade dos anos sessenta, mas muitos fios importantes na situação política encontram-se aí representados no fundo da série.
É muito difícil para nós estudantes ouvir o diálogo e compreender tudo mas existem legendas em PT-PT que ajudam muito. No meu caso, depôs de rever o primeiro episódio (uma vez não foi suficiente para compreender quem era quem e quem torcia pelos comunistas e blablabla!), fiquei com entendimento o suficiente para entender o resto da série.
*=i keep using “pular” in situations like this. On Internet sites, “pular anúncio” means “skip advertisement” but it’s a Brasileirismo. Portuguese people don’t use Pular in that sense.
O Trabalho de Casa de hoje é sobre a religião e a ciência. O primeiro texto centra-se na figura de William Lane Craig. Eu sempre pensei que Craig fosse Americano (Oriundo* dos EUA) mas pelos vistos nasceu na América do Sul, num país onde se fala português. Ouvi um discurso dele em que ele defende que é logicamente impossível Deus criar um mundo sem mal enquanto os seres humanos forem livres. Uma vez que as pessoas tenham a vontade própria, é inevitável a existência do mal. Guerra, assassinatos, pobreza… Mas também fenómenos naturais tais como depressão, cancro, morte de crianças, deficiências mentais. Este gajo não consegue imaginar um mundo sem estas coisas em que nós permanecemos independentes.
Fiquei irritado com tal parvoíce. Para desanuviar**, assisti a um vídeo d’A Charada da Bicharada que é um livro infantil da Alice Vieira, com ilustrações bonitas e um modo de usar palavras que acho encantador. Assim, utilizei a minha vontade para escolher o bem. Espero que Deus tenha reparado nisso e, da próxima vez que ele crie um mundo, deixe os habitantes com os prazeres e sem os sofrimentos. Obrigado.
*I really like this word. It sounds like the name of a fairy queen or something but it just means something like “coming from”, “native to” or “originating in”
**Wow, I’d never come across this word before. The corrector suggested it as an alternative to some bad choice I’d made. It’s like diffuse tension, or unwind.
O meu trabalho de casa de hoje é assistir o documentário Lisboetas de Sérgio Trefaut. Conheces? Ai, que seca. Tem cem minutos de duração. Não há narração nem argumento, só gravações de conversas na rua, numa sala de espera e outros lugares quotidianos.
As personagens falam de escudos e também de euros, portanto acho que as conversas têm lugar na segunda metade dos anos noventa do século passado. Pois bem, mas a situação hoje em dia é muito diferente e não acho que consiga aprender assim tanto destas conversas aborrecidas.
Aguentei durante 15 minutos e depois desisti porque perdi a vontade de viver.
Seguindo o conselho da praptipanda e da dani_morgenstern, já vi a nova edição do Relatório DB com Diogo Batalhadealjubarrota. É muito engraçado.
“Fuck off, pá!”
Parece que toda a gente está a falar da rubrica “Tema Mais Grande Do Mês” no qual o apresentador, Diogo Batguano responde ao menosprezo do Trevor Noah. O Trevor tinha feito algumas piadas sobre Portugal, dizendo que o país não produz nada de* interessante além de cães de água. O Senhor Batmimton explicou as vantagens de viver num país com um serviço nacional de saúde e sem metralhadoras por todo o lado. Falou também dos bens exportados pelo país, tais** como cortiça, vinho, cortiça, golos marcado pelo Ronaldo e hum… Já mencionei cortiça?
E fez tudo isso em inglês com legendas portuguesas. Às vezes a divergência entre as legendas e o diálogo tem muita graça. Perto do final, enquanto ele está a explicar o uso da palavra “pá”, as legendas dizem “Vai pentear macacos pá” para traduzir as palavras de uma atriz*** que exclama “Fuck off, pá!”
Os fãs do programa estão a apoiar o seu pedido de “Just Say Pá, Trevor”. Ou seja, se disser “pá” no seu programa, o país absolvê-lo-á
It’s starts at about 12:45 #justsaypátrevor
*=Nada de interessante (“nothing of interesting”) seems a but surprising but there it is!
**=I usually use “tal como” but of course the tal (“such”) is an adjective so needs to change with plurals
***=apparently she’s a comedian and youtuber called Luana do Bem
The Utopia Portuguese Film Festival usually takes place on the UK but this year, owing to travel restrictions, I guess, it’s only available on the web. Its free though, and that’s my favourite price so I’m definitely in!
It takes place this coming week: the 12th to the 19th and you can sign up for the films here. I feel like the first one is probably going to be the most useful for my studies but I’ll be out all day so I’ve no chance. The offerings on the following Sunday look good too though, especially the very last presengation: Cinzas & Rasgança.
No texto de ontem falei do vídeo do Diogo Bataguas/Batuta/Batman/QualquerCoisa*. Mas não mencionei a maior estrela do vídeo, o Toy. Para ser sincero, nunca antes tinha ouvido falar desse senhor, mas andei à procura de vídeos das músicas dele. Parece que é boa música de festa mas não senti me uma grande pulsão* em comprar os seus álbuns.
Mas percebo o génio de contratar um cantor famoso daquele estilo de música para gravar o tema duma rubrica dum programa televisivo.
*=in the original version of yesterday’s text, I got Diogo Bataguas’s name wrong and called him Diogo Batuta.
**=not really the right word. I’m reading a book that has Sigmund Freud as one of its characters and he uses this word – it means an urge, in the psychological sense. It would have been better to say something like “não me senti compelido a comprar…”
Toy: Bataguas not included
Thanks to Dani for the grammar corrections. She’s also given me some factual corrections which I’ll pass along so as not to give the wrong idea:
The video is a web series, not a TV show. Diogo Bataguas is “um moço singelo” (a simple, innocent lad) who asks for contributions from his fans in order to be able to pay his team – namely, Sandro, who is always hungry
Toy doesn’t just sing party songs as I’ve described here, he also does emotional ballads and TV soap opera theme songs but he’s also known for being an interesting personality. He gave away tickets to his wedding to random fans and he… Invented a style of driving with his knees…? Speaking as a cyclist, this doesn’t exactly endear me to the bloke, to be honest, but apart from that he seems OK. One fellow learner told me (s)he had met him in a seafood restaurant in Azeitão and he had spoken warmly and at great length of his love for Canadian audiences. Telling this story later, (s)he found out that virtually everyone who has ever been to any restaurant in Azeitão has had a similar experience because he is “um senhor bastante gregário”.
Tentei ver um vídeo de Diogo Bataguas há anos mas não entendi patavina. Hoje de manhã experimentei mais uma vez, com o link sugerido pela Dani.
Consegui entender muito mas continuo a não achar engraçado porque ele fala tão rapidamente que os meus ouvidos mal conseguem decifrar as palavras antes de ele começar a a próxima frase e daí a diante, ando atrás da piada à espera de perceber o humor. Mas temos um ditado em inglês “O segredo da grande comédia é…. Hm… Como se diz ‘timing’*? Tempo? (Hm… Piadas tem mais graça quando o sol está a brilhar?) Sincronização? Acho que não. ‘temporização’? ‘cronometragem’? Pois… O meu problema é que, ainda que entenda as palavras, chego ao entendimento um meio segundo depois, e o humor fica estragado pelo atraso.
Tenho o mesmo problema com outros comediantes: Joana Marques (que aparece inesperadamente no vídeo), Salvador Martinha (estrela do primeiro programa português do Netflix, antes do Glória!), Bruno Nogueira e Mariana Cabral, entre outros. É frustrante.
Mas tenho ganas (ah ah, ainda estou a utilizar as frases de anteontem!) de rir com a comédia portuguesa, por isso continuo a experimentar vídeos de vez em quando. Um dia, vou conseguir!
*=There’s a very boring answer to this: they say “timing”. A couple of people pointed me to this Gato Fedorento sketch where a “javardola” (disgusting slob) seems elegant when he uses French words, but part way through he slips into using English words instead and doesn’t realise it. Timing is one of the words he uses.