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Sete Boas Histórias Para Dar A Volta À Cabeça

Sete Boas Histórias Para Dar A Volta À Cabeça
Sete Boas Histórias

Sete Boas Histórias Para Dar A Volta À Cabeça de Ana Cláudia Damaso

Neste segundo volume da coleção, a autora apresenta mais sete “contos interligados” (ou se prefires, capítulos dum romance). Ela sabe contar uma história, e os seus contos lêem-se bem.

A trama que os une é muito interessante, com elementos religiosos e sobrenaturais que me intrigaram. Mas senti como se a história estivesse a perder a sua força perto do final. Esticou a última cena durante muitas páginas, focando a atenção do leitor nos aspectos mais românticos e rebuscados do enredo, em lugar dos acontecimentos apocalípticos desencadeados nos capítulos anteriores que, para mim, parecem mais interessantes. Mas quem sabe, talvez queira ficar com algumas surpresas na manga para o terceiro livro. Estou em pulgas para saber!

Em suma, o livro é muito bem conseguido mas estou à espera de mais sobre… Não, não vou dar spoilers mas basta dizer que há muitas pontas soltas!

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O Mistério da Estrada de Sintra

This is a text I wrote about an audiobook I’ve been listening to. The link to the Audible version is on the audiobooks page (here) but Bertrand also have an audio and a printed copy. There’s even an English translation on amazon called The Mystery of the Sintra Road but it looks like a print on-demand job, probably very low quality, so I wouldn’t bother tbh. As usual, thanks are due to the lovely correctors on WritestreakPT for their help with the corrections.

Estou quase a terminar este Audiolivro (update: finished now!). Não é nada fácil. Custa-me muito ler livros do século XIX em inglês, ainda pior quando tenho de pensar muito para entender o português. Comecei o livro durante a minha “peregrinação” pela a barreira do rio Tamisa há 3 semanas mas perdi o fio à meada.

O Mistério da Estrada de Sintra

A “história da história” é muito interessante: os autores, Eça de Queirós e Ramalho Ortigão escreveram uma série de notícias e artigos anónimos no jornal Diário de Notícias sobre um crime cometido nos arredores de Sintra à noite. Um grupo de mascarados tinham raptado dois homens e levado-os a uma casa onde foi encontrado o cadáver dum inglês. O povo da cidade ficou chocado e aterrorizado: será que estamos em perigo? Quem são esses bandidos? Logo depois, umas personagens da história escreveram cartas à redatora do jornal para explicar as suas acções e motivos. Cada um reagiu às cartas do dia anterior e ninguém deu pelo estilo de escrita muito polido destes cidadãos aleatórios, até ao fim da narrativa, quando os autores revelaram a verdade: os subscritores do jornal tinham estado a ler uma obra de ficção!

Adoro. Todos nós conhecemos a história da “Guerra dos Mundos” de Orson Welles mas Eça de Queirós conseguiu o mesmo engano* sete** décadas antes em meados do século XIX.

*I originally wrote “decepção” forgetting that that’s a false friend, meaning disappointment, not deception.

**Style guides say numbers up to 12 should be written as words and after that, digits kick in.

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A Invenção do Dia Claro

Li este livrinho inteiro, da capa até à contracapa num só dia mas não é assim tão impressionante porque tem menos de 40 páginas.

A Invenção Do Dia Claro

O escritor é José de Almada Negreiros (geralmente conhecido simplesmente por “Almada” se não me engano). Almada fazia parte do movimento modernista nas primeiras décadas do século passado e do grupo ao redor da Revista Orpheu, mas este livro é mais brando do que os anteriores. O editor da sua página de Wikipedia atribui esta mudança de estilo a uma atitude mais construtiva depois da Grande Guerra. Em resultado disso, quando o autor leu o primeiro texto da terceira parte (“a flor”) em palco, houve* quem risse em voz alta, achando que era algo satírico o humorístico, mas não era, era sincero.

O estilo da escrita é muito bonito e não me custou entender apesar da ortografia desconhecida, oriunda duma época antes do que nós pensamos como “velha ortografia” a(c)tualmente.

*Haver is one of those verbs that almost doesn’t seem to make sense in the perfect tense. The perfect tense is usually used for things that happen and then they’re over, as opposed to the imperfect which describes things that happen continuously over time. Haver usually means something like “to exist” or “to be present” and how can something exist as a one-off? Surely if you exist you exist continuously. In this sentence I’m describing this scene of someone reading something on the stage and the audience is there at the start of the performance and they remain in place throughout the performance. If that isn’t the criteria for imperfect tense I don’t know what is. But the translator suggests I describe the scene one of two ways

quando o autor leu (o texto) em palco, houve quem risse

Or

quando o autor lia (o texto) em palco, havia quem risse

So in the first example, he read it once (leu) and the audience were there on that one occasion (houve), and in the second example, he used to read it (lia) and they were there (havia).

What I don’t seem to be able to say is that he read it (leu) for an audience that was just there (havia).

OK useful exercise since it helps me. Understand when to use havia vs houve. I think I’m stuck in thinking about imperfect and perfect in a way that’s more like my o’level French and I need to just rid myself of that way of thinking.

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Christmas in Lazytown

My epic quest for advanced certification rumbles on, with over. A hundred days behind me, doing daily exercises, writing texts and tweeting. I’ve given myself a break on the reading aspect of this over the difficult few days between Christmas And New Year though because it’s a weird period and I feel like I need a rest and some nonsense so between now and New Year I’ll allow myself some indulgent English language reading.

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Diário Dos Dias da Peste

Diário Dos Dias da Peste

Estou a ler um livro chamado “Diário dos Dias da Peste“. Trata-se duma antologia de coisas interessantes, insólitas ou fora do comum. José Pacheco Pereira é curador duma biblioteca de tais curiosidades e durante o auge da pandemia, partilhou alguns exemplos com os membros. Partilha agora os mesmos exemplos connosco. Têm pouco a ver com a pandemia. O livro não esclarece nada sobre os dias de hoje. Se houver iluminação que conseguimos retirar deste livro, é só a seguinte: é incrivel ver a evidência de tantas tendências espantosas pelas quais a humanidade passou ao longo dos anos, e podemos imaginar que isto também há-de passar: venha o que vier, não há nada assim tão mau. Um dia, a crise actual também irá encher uma gaveta no arquivo do senhor Pereira e  os nossos bisnetos vão ver boquiaberto e mal acreditarão.

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A Casa No Bosque

A Casa No Bosque é parte* dum par de livros escrito por Susana Morais, dona do site “Portuguese Lab”. Este foi escrito para estudantes do nível B2 (intermédio) e o outro é mais básico, de nível A2. Ambos têm áudio e alguns exercícios para estimular a compreensão. É curto (o áudio é quase uma hora), portanto é um conto, não um romance.

A Casa No Bosque (B2)

Muitas histórias educativas acabam por ser aborrecidas, mas Susana Morais escreve muito bem e a história é engraçada. Contudo, confesso que não prestei atenção o suficiente aos nomes das personagens portanto perdi o fio da meada. Vou ouvir novamente e anotar a nome de cada pessoa à medida que é dita.**

*I tried to day it was “one of a pair” but that’s not a thing, apparently

**And I did and it made a lot more sense in the second pass when I understood why some of the other characters were there. It really is good. I definitely recommend it and the A2 equivalent. I mentioned them in a post a few days back.

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Anjos – Carlos Silva

Anjos de Carlos Silva

Anjos é um romance de ficção científica, editado pela Editora Divergência. A história tem lugar numa Lisboa futurista, após um segundo terramoto ter derrubado a cidade atual, deixando os planeadores construir uma nova cidade nas ruínas, ainda maior e ainda mais magnífica.

Os protagonistas são os Anjos, guardiões da cidade e donos de um computador incrível chamado YHVH. A história é fixe apesar de ter um enredo desses sobre o qual não se deve questionar demais. Há um sabor de cyberpunk, sobretudo no desenlace mas acho que o autor está o seu melhor nas cenas mais humanas: interações entre personagens, batalhas, caças e tal.

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Storyglot

I’ve just updated the Textbook page of the blog with a new set of books I’ve heard about.

Susana Morais is the creator of the Portuguese Lab Podcast and Academy and she’s written a couple of story books aimed at portuguese learners: A Casa Na Bosque for intermediate learners (B2) and A Baú das Coisas Perdidas for beginners (A2). They each come with an audio version read by the author and some questions at the end to test your comprehension. I have the B2 version and have listened to the first few minutes. It looks like a really useful addition to the ever-growing list of resources for learners.

Looking out at the landscape today, compared to when I started, when it was pretty much just the Practice Portuguese podcast – and even that was pretty shonky in the early days – there’s really quite a lot of good stuff out there for anyone wanting to ;earn european portuguese.

Anyway, the links above go to the Kobo versions, which is what I’m using, since it allows me to listen to the audio and read all on one device, but you can get a printed version or several other ebook options via her website Storyglot.

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Um Auto À República

Opinião d'”Um Auto À República” de Cidália Fernandes

Este livrinho é um texto dramático – um guião duma peça de teatro que podia ser apresentado numa escola enquanto parte de… Suponho… um programa educativo sobre a cidadania e o crescimento da democracia em Portugal.

Um auto à República

Mas há uma peça dentro da peça. Ou seja as personagens são alunos e a sua professora pede-lhes apresentar uma peça de teatro. Então, eles assumem papéis de pessoas históricas tal como o Rei D. Carlos e o poeta Guerra Junqueiro, e representam a história daquela época, explicando o Mapa Cor-De-Rosa, o ultimato da Grã-Bretanha, e a perda de confiança no papel da monarquia.

O livro foi escrito há 12 anos. O que mais me chamou a atenção foi o seu modo como fala de África. Não só os protagonistas da peça-dentro-da-peça mas até os alunos e a sua professora (que vivia no tempo presente) falam do território disputado como se pertencesse ou a Portugal ou à Grã Bretanha e ninguém perguntou “Hum…e os africanos?”. Não há dúvida que nós ingleses sofremos da mesma cegueira de vez em quando… Acho que hoje em dia um professor de qualquer destes países seria mais cauteloso e lembraria que há mais de um lado – e até mais de dois – em cada história!