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BRK – Filipe Pina e Filipe Andrade

BRK
BRK… SMH

Por que raios comprei este livro? Já sabia antes de comprar o primeiro tomo (lançado em 2007) que aina não existe a segunda parte, portanto eu provavelmente nunca saberia como se desenrola a história, mas ouvi falar do livro numa lista do “Top 15” de BD* portuguesas (https://vinheta2020.blogspot.com/2020/10/top-15-as-melhores-bds-portuguesas-de.html?m=1) o BRK vinha em segundo lugar, antes das aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy e depois d’A Balada para Sophie. Então, vale a pena? Não vale. Os desenhos têm graça mas não são consistentes**. A história não faz sentido. Há buracos no enredo do tamanho do Poço Iniciático. Precisa de mais esforço para concretizar a história como deve ser e depois, desenhar o resto da saga!

* Acronyms don’t get pluralised. One BD, Two BD

** This correction surprised me, I suppose because i think of two things being consistent together as a single system, if you see what i mean, so I didn’t see the adjective as needing to be pluralised. Anglophone thinking.

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Sísifo – Gregório Duvivier e Vinicius Calderoni

Sísifo – Ensaios obre A Repetição em Sessenta Saltos By Gregório Duvivier and Vinicius Calderoni

#BRAZILIANPORTUGUESEKLAXON

Oi galera, estou escrevendo um comentário sobre um livro brasileiro embora eu aprenda português europeu. Blz!

Eu já conheci a obra de um dos autores, Gregório Duvivier por causa de uma conversa pública com Ricardo Araújo Pereira e ouvi falar dos seus programas televisivos. A cara é legal!

Neste livrinho, os dois rescrevem o mito de Sísifo, mesclado com outros fios culturais: Hamlet, a crise ambiental, memes, o teatro do absurdo. Nas palavras do Duvivier “‘A história se repete’ dizia Marx, ‘a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa’. Acrescentamos ‘a terceira vez como um gif'”. Para mim, esta explicação vale o preço do livro em si. Fez-me rir “kkk” disse eu. uh-oh, vem aí o cancelamento. “kkkkkk”, acrescentei, porque três cás* só não dá para ganhar amigos no mundo anglófono.

Apparently in Brazil K is written “cá”, not “capa” which makes sense because cácácá sounds like laughter whereas capacapacapa just sounds like a bunch of rooks fighting over a bag of chips.

Sísifo
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A Morte do Papa – Nuno Nepomuceno

A Morte do Papa (Nuno Nepomuceno)
A Morte do Papa

O dramaturgo russo Anton Chekov disse uma vez “Se no primeiro ato colocares uma pistola na parede, no seguinte ela deve ser disparada” , mas os escritores de thrillers portugueses modificaram este princípio: “Se no primeiro ato colocares uma pistola na parede” dizem eles, “no seguinte ela deve ser disparada contra o Papa”.

Ou talvez seja só impressão minha depois de ler este livro e o Vaticanum de José Rodrigues Dos Santos.

Disponibilidade: Bertrand / Kobo ebook / Kobo audiobook

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Portuguese Graphic Novels

I had been putting together a list of Portuguese Graphic Novels for a while and it’s not quite finished yet but someone just asked a question about it so I’ve gone ahead and published it in draft form along with the other resources. If you’re looking at this on a computer it’ll probably be over on the right, and if you’re on a phone screen, you’ll probably need to scroll down a bit. Or just click here.

The plot thickens though because after I published it I saw a reply from another Redditor (is that what you call them?) with this link to a list of the supposed fifteen best. Some are on my list too, and some I don’t know. I’ve no idea why they have Caos e Ordem on there. I liked the look of that too but it’s a huge disappointment.

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O Vício Dos Livros – Afonso Cruz

O Vício dos livros de Afonso Cruz

Antes de mais, vamos falar deste livro como objecto em si: é muito agradável. As cores da sobrecapa, o formato, o tamanho, o peso do livro nas mãos. Todos estes aspectos, combinados, dão para satisfazer o leitor.

Quanto os conteúdos, o livro trata-se dum coligação de vários pensamentos, curiosidades e factos sobre a leitura. Para nós que gostamos de ler livros sobre livros, é muito interessante. Mimamo-nos com mais um capítulo curto e mais uma anecdota. É divertido, sem dúvida, mas fiquei aliviado quando cheguei ao fim. Mais que cem-e-tal páginas seria uma indulgência. Já chega. De volta aos romances.

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O Superman – Augusto Cid

António Ramalho Eanes (Eones, Superman) and Ernesto Melo Antunes (Melro). The image is, of course, aligned left

Ouvi falar deste livro no instagram. A Ana Luiz li-o há umas semanas. Naquela altura, eu estava a ler A Construção da Democracia em Portugal. “Epá!” pensei (mas confesso que pensei em inglês) “este livro tem bom aspeto e pode ser uma boa sobremesa depois de todo este espinafre não ficção” Comprei um exemplar duma loja de segunda mão porque é antigo e não é disponível nas livrarias online. Vale mesmo a pena. De súbito, todas as personagens da história que tinha lido anteriormente animaram se cá diante dos meus olhos. Eanes (EONES) no papel de Superman, nasceu no planeta CROPCON (baseado em Copcon que realmente na época pós-revolução) e viaja para Portugal onde tenta cumprir a sua missão histórica apesar dos esforços dos seus inimigos e concorrentes tal como Solares (Soares) e Fiasco (Vasco) Lourenço. Augusto Cid é, claro, um artista talentoso. O livro foi lançado em 1978, na época de instabilidade depois da revolução (Abril 1974) e a contrarrevolução (Novembro 1975), mas a sua carreira continuo até o seu falecimento recente. Dá para entender muito sobre o espírito do época, mas é óbvio que o autor tem desgosto do Eanes. A história não tem nada de simpatia pelo seu cargo. Portanto não é justo (mas quem disse que livros satíricos devem ser justos?) Recomendo a opinião de Ana Luiz neste site porque ela sabe mais do que eu e menciona algo da história do livro em si, e a resposta polémica do governo.

I usually put a link to the books I review on here but I don’t think you can get this easily. Augusto Cid has some more recent books though and you can buy those here.

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A Construção da Democracia em Portugal

A construção da democracia (Kenneth Maxwell)

Uff… Levei muito tempo nesta leitura mas valeu a pena. O escritor fez uma obra muito complete. O foco da história é a transição da ditadura para democracia, mas há um capítulo sobre a história mais longínqua do país. Dado este pano de fundo, ele explica os argumentos do General Spínola e os oponentes do regime Salazarista. É daí fora, mergulhamos dentro das águas turbulentos dos anos setenta: a guerra colonial, a revolução, a contrarrevolução, independência de Angola, despolitização das forças armadas, implantação de uma democracia viva, e o novo cargo do país dentro da CE e da NATO. A história mundial é sempre lá, lado a lado com os acontecimentos domésticos porque nada acontece num vácuo.

O que mais me chamou a atenção é a carácter esquerdista de tantas protagonistas nesta história. Claro está que a reação contra a extrema direita haveria de absorver uma influência da ala oposta, mas nunca apreciei antes disto, que o país aproximou-se tanto ao modelo soviético. Ao fim das contas, (nas palavras de autor, a lembrar-nos de uma profecia falhada de Kissinger) “Foi Karensky quem sobreviveu não Lenine. Foi o socialista moderado Mário Soares quem, no final, tornou presidente da República e o militar radical populista Otelo Saraiva de Carvalho quem foi, primeiro para a prisão e, depois, para a obscuridade”

Ups! Spoilers!

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Praça de Londres – Lídia Jorge

Esta leitura fiz parte dum desafio online “Abril Contos Mil”. Já li um livro de Lídia Jorge que me custou muito. Quatro (?) anos e tal depois, com mais experiência, achei este livro mais fácil mas ainda houve muuuuiiito vocabulário desconhecido. A taxa de agarramentos do dicionário foi muito elevada, comparado com Contos do Gin-Tonic (o livro PT anterior) por exemplo.
Mas gostei? Quase esqueci-me de dar a minha opinião. Sim, bastante. Ela escreve bem. Então… Isto chega? Boa.

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The Greatest Stories Ever Heard

As regular readers (hey, stop laughing – I have regular readers! I do!) will know, I am obsessed with audiobooks, so I have been trying for a while now to compile a definitive list of all the european portuguese audiobooks available, so I have been through every single audiobook in Audible and listened to the accent and I’ve wrestled with Kobo’s completely useless search function to bring a few golden nuggets from among the grit. You can find them all here. I’ll add to the list as new ones become available. If you know of any I’ve missed, please let me know. I feel like I’ve been pretty thorough but I’m just one person and it’s a big internet.

There are affiliate links on the page, by the way: I’m hoping my obsession will pay for itself one day.

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Z – Manuel Alves

Um conto de ficção científica que demonstra uma axioma do livro “Superintelligence” de Nick Bostrom: logo que alguém crie uma entidade de  inteligência superior à de seres humanos, é o fim de jogo para a humanidade.
Neste história, um rapaz de alta inteligência está preso num laboratório controlado por cientistas. O método de medir está inteligência não me persuadiu: “Quantos sonhos cabem na palma da mão?” pá, essa pergunta não faz sentido nenhum. A resposta mais inteligente seria “O quê? Deixa de dizer disparates!”
Mas apesar disso, gostei do conto e comprei mais dois pelo mesmo autor.