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Christmas in Lazytown

My epic quest for advanced certification rumbles on, with over. A hundred days behind me, doing daily exercises, writing texts and tweeting. I’ve given myself a break on the reading aspect of this over the difficult few days between Christmas And New Year though because it’s a weird period and I feel like I need a rest and some nonsense so between now and New Year I’ll allow myself some indulgent English language reading.

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Diário Dos Dias da Peste

Diário Dos Dias da Peste

Estou a ler um livro chamado “Diário dos Dias da Peste“. Trata-se duma antologia de coisas interessantes, insólitas ou fora do comum. José Pacheco Pereira é curador duma biblioteca de tais curiosidades e durante o auge da pandemia, partilhou alguns exemplos com os membros. Partilha agora os mesmos exemplos connosco. Têm pouco a ver com a pandemia. O livro não esclarece nada sobre os dias de hoje. Se houver iluminação que conseguimos retirar deste livro, é só a seguinte: é incrivel ver a evidência de tantas tendências espantosas pelas quais a humanidade passou ao longo dos anos, e podemos imaginar que isto também há-de passar: venha o que vier, não há nada assim tão mau. Um dia, a crise actual também irá encher uma gaveta no arquivo do senhor Pereira e  os nossos bisnetos vão ver boquiaberto e mal acreditarão.

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A Casa No Bosque

A Casa No Bosque é parte* dum par de livros escrito por Susana Morais, dona do site “Portuguese Lab”. Este foi escrito para estudantes do nível B2 (intermédio) e o outro é mais básico, de nível A2. Ambos têm áudio e alguns exercícios para estimular a compreensão. É curto (o áudio é quase uma hora), portanto é um conto, não um romance.

A Casa No Bosque (B2)

Muitas histórias educativas acabam por ser aborrecidas, mas Susana Morais escreve muito bem e a história é engraçada. Contudo, confesso que não prestei atenção o suficiente aos nomes das personagens portanto perdi o fio da meada. Vou ouvir novamente e anotar a nome de cada pessoa à medida que é dita.**

*I tried to day it was “one of a pair” but that’s not a thing, apparently

**And I did and it made a lot more sense in the second pass when I understood why some of the other characters were there. It really is good. I definitely recommend it and the A2 equivalent. I mentioned them in a post a few days back.

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Anjos – Carlos Silva

Anjos de Carlos Silva

Anjos é um romance de ficção científica, editado pela Editora Divergência. A história tem lugar numa Lisboa futurista, após um segundo terramoto ter derrubado a cidade atual, deixando os planeadores construir uma nova cidade nas ruínas, ainda maior e ainda mais magnífica.

Os protagonistas são os Anjos, guardiões da cidade e donos de um computador incrível chamado YHVH. A história é fixe apesar de ter um enredo desses sobre o qual não se deve questionar demais. Há um sabor de cyberpunk, sobretudo no desenlace mas acho que o autor está o seu melhor nas cenas mais humanas: interações entre personagens, batalhas, caças e tal.

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Storyglot

I’ve just updated the Textbook page of the blog with a new set of books I’ve heard about.

Susana Morais is the creator of the Portuguese Lab Podcast and Academy and she’s written a couple of story books aimed at portuguese learners: A Casa Na Bosque for intermediate learners (B2) and A Baú das Coisas Perdidas for beginners (A2). They each come with an audio version read by the author and some questions at the end to test your comprehension. I have the B2 version and have listened to the first few minutes. It looks like a really useful addition to the ever-growing list of resources for learners.

Looking out at the landscape today, compared to when I started, when it was pretty much just the Practice Portuguese podcast – and even that was pretty shonky in the early days – there’s really quite a lot of good stuff out there for anyone wanting to ;earn european portuguese.

Anyway, the links above go to the Kobo versions, which is what I’m using, since it allows me to listen to the audio and read all on one device, but you can get a printed version or several other ebook options via her website Storyglot.

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Um Auto À República

Opinião d'”Um Auto À República” de Cidália Fernandes

Este livrinho é um texto dramático – um guião duma peça de teatro que podia ser apresentado numa escola enquanto parte de… Suponho… um programa educativo sobre a cidadania e o crescimento da democracia em Portugal.

Um auto à República

Mas há uma peça dentro da peça. Ou seja as personagens são alunos e a sua professora pede-lhes apresentar uma peça de teatro. Então, eles assumem papéis de pessoas históricas tal como o Rei D. Carlos e o poeta Guerra Junqueiro, e representam a história daquela época, explicando o Mapa Cor-De-Rosa, o ultimato da Grã-Bretanha, e a perda de confiança no papel da monarquia.

O livro foi escrito há 12 anos. O que mais me chamou a atenção foi o seu modo como fala de África. Não só os protagonistas da peça-dentro-da-peça mas até os alunos e a sua professora (que vivia no tempo presente) falam do território disputado como se pertencesse ou a Portugal ou à Grã Bretanha e ninguém perguntou “Hum…e os africanos?”. Não há dúvida que nós ingleses sofremos da mesma cegueira de vez em quando… Acho que hoje em dia um professor de qualquer destes países seria mais cauteloso e lembraria que há mais de um lado – e até mais de dois – em cada história!

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A Metrópole Feérica

Opinião sobre um livro de José Carlos Fernandes e Luís Henriques

Quanto mais livros de José Carlos Fernandes leio, mais gosto do seu modo de criar mundos surrealistas. Nesta banda desenhada, introduzem-se seis cidades imaginárias, cada uma com a sua própria história. Embora seja BD, não é um exemplo típico do género. Os desenhos são arrepiantes e escuros, e existem poucos balões de diálogo, so de narração. É quase uma colecção de contos absurdos, cada um ilustrado com um estilo adequado ao seu assunto.

Para mim, o capítulo mais bem sucedido é o último que reconta a história da torre de babel. Adoro ficção que usa, como base, temas religiosos e este, como o Caim de José Saramago e o último capítulo do Bichos de Miquel Torga é um exemplo excelente, cheio de humor contundente.

A Metrópole Feérica de José Carlos Fernandes
A Metrópole Feérica
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Idiotas Úteis e Inúteis

Idiotas Úteis e Inúteis de Ricardo Araújo Pereira
Idiotas Úteis e Inúteis

Este é o quarto alivro do Ricardo Araújo Pereira que já li. O autor é, sem dúvida, um dos meus autores portugueses preferidos. Ri em voz alta muitas vezes. O livro é composto por vários artigos publicados num jornal brasileiro chamado “Folha de S Paulo”. Fala da nossa história recente: a vida sob a sombra do Trump e do Bolsonaro e o surgimento da pandemia que continua a estragar tudo já mais de um ano depois do lançamento do livro.
Os melhores artigos alimentam o pensamento também, porque o escritor tem um ponto de vista interessante mas, quer tenha algo importante a dizer, quer não, os artigos divertem-me sempre. Li o livro na cama mas não me trouxe um sono tranquilo porque estava a gargalhar tanto.

Idiotas Úteis e Inúteis is available from Bertrand. I don’t see any British shops selling it I’m afraid.

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Maremoto – Djamilia Pereira de Almeida

Maremoto de Djaimilia Pereira de Almeida
Maremoto

Este livro conta a história de Boa Morte da Silva, nativo de Bissau, residente em Lisboa e as suas amizades, principalmente com uma mulher sem abrigo que se chama Fatinha. Há capítulos narrados na terceira pessoa mas a maioria na primeira, como se o protagonista estivesse a falar à sua filha que ainda mora em Bissau e que mal conhece (nem sequer sabe se ou não ela está viva)

É muito bem escrito, até eu sou capaz de apreciar a confiança com a qual ela esboça as personagens e as cenas nas quais eles se encontram. Como muitos livros portugueses, custou-me julgar o “tom” da história. Na maior parte, havia um sentido de ternura em relação às personagens, sobretudo na amizade entre Boa Morte e a Fatinha mas também há momentos de humor.