Este capitulo lida com a família de línguas que inclui o português. O autor desenvolve ainda mais o tema das línguas regionais iniciado no capítulo 4. Infelizmente, não tenho conhecimento o suficiente da geografia e as línguas da Península Ibérica para entender tudo. Por exemplo, confesso que nunca tinha ouvido falar do Couto Misto, um micro-estado que existia na fronteira entre Portugal e Espanha até ao século XIX, e embora seja sempre interessante aprender coisas novas, não consegui compreender todas as informações sobre as subtilezas do sotaque, ortografia e cultura da região que, ao que parece, seria interessante ou até desafiante para os lusófonos. Ora bem, é falta minha, e talvez um dia se torne mais nítido mas nesta altura, houve grandes partes que não penetraram na minha ignorância!
Cá para mim, a coisa mais interessante é a história alternativa que começa na página 99, em que o autor tenta fornecer uma resposta à pergunta “Como é que a língua portuguesa teria sido diferente se Portugal não tivesse ganho a sua independência da Espanha em 1640?”) Claro isto é muito especulativo, mas apesar disso é muito interessante e ilumina os acidentes de história que separam as línguas umas das outras e eleva algumas ao estado de “língua nacional” enquanto que outras se tornam dialectos.
Thanks Fernanda for the corrections

Adoro este livro, embora seja infantil. É o segundo livro desta autora que já li, mas não acho que será o último!
Demorei tanto a pensar como escrever este comentário. O livro é tão esquisito que não é fácil dar um resumo apropriado. A minha expectativa era uma narrativa simples com começo, meio e fim, e um elenco de personagens que fazem parte duma banda. E até certo ponto, isso é isso mesmo: há uma banda, um gajo que toca bateria, um outro que toca guitarra, pois claro… mas os membros vivem num mundo muito esquisito. Andam nos seus próprios percursos num cidade insólito cheia de pessoas estranhas e cenas surreais. Longe de ser uma narrativa linear, cada página tem o seu próprio retrato duma situação ou uma pessoa, muitas das quais pode dar conteúdo por um livro inteiro. Às vezes é mesmo engraçada, às vezes filosófico, mas nunca torna-se previsível.
Gostei muito deste livro infantil. O rei tenta manter a ordem no seu pequeno reino, com leis antigas que guiam a sociedade, mas a chegada dum dragão de cinco cabeças que se zanga por causa dum decreto que exige a sua morte provoca uma reacção em cadeia que dá em vários episódios com o seu conselheiro, a bruxa de estimação do país, uma fada, e no fim das contas, centenas de filhos.
#uncorrectedportugueseklaxon
Lusófonos, desculpem-me. Cometi um crime muito grave. Li um livro de Clarice Lispector…. traduzido em inglês! Ai que vergonha! Eu sei, eu sei, não mereço misericórdia.
Gostei imenso* deste livrinho que faz parte da coleção “DN Contos Digitais”. É o segundo conto da coleção que já li (o primeiro foi “A Terrível Criatura Sanguinária” de Nuno Markl). É um conto infantil e muito divertido. Contém todos os elementos que constituem uma boa história infantil: há monstros, há bruxas, há mágico que torna tudo possível dentro do mundo pequeno da história, e há um slogan repetitivo: “acho que posso ajudar” que se diz ao início de cada novo episódio no crescimento e espalhamento de caos delicioso! Afinal, o herói da história consegue restabelecer a ordem no mundo, que é uma parte essencial num bom conto infantil porque sem este ingrediente, os filhos nunca ficam calmos o suficiente para adormecer!