Com rosto pálido e unhas roídas, desci do avião e dei o meu primeiro passo na terra de Portugal do Norte. Era o aniversário da minha esposa, e estávamos a fazer um fim de semana longo para celebrar. Tínhamos saído de casa às 5:00 da manhã e chegámos no Porto ao meio-dia. Após de recolher as nossas malas, fomos de táxi para o hotel. Meus deuses! Não fiquei nunca num hotel tão elegante! Cada detalhe era perfeito: os edredons estava fofos, os lençóis suaves, o café de boa qualidade e tudo limpo e a com um cheiro doce.
Almoçámos num restaurante perto do hotel. A comida estava deliciosa.
Então, a minha esposa e filha regressaram ao hotel para descansar e eu fiz uma peregrinação à Livraria Lello.
Essa loja é bonita, sem dúvida. tive que pagar para entrar, mas o preço do bilhete foi deduzido do preço das compras. O Porto tem livrarias em todo o lado. Os habitantes deve de ser muito bem educados, inteligentes e cultos.
À noite, fomos a um restaurante e comemos delicias locais: polvo grelhado (o polvo quase nunca é servido aqui em Inglaterra) e uma sobremesa que consistiu em queijo, nozes e chocolate com mel servido num prato de madeira. Sendo ingleses*, chegamos às 19:00 e o restaurante estava vazio. porque os portugueses jantam mais tarde do que nós. Quando saímos, todas as mesas estavam ocupadas.
Afinal, deitamo-nos muito cedo e dormimos até às nove da manhã.
*=ora, dois ingleses e uma portuguesa que tem vivido aqui há muitos anos….
“Era Uma Vez Um Cravo” é um livro escrito por José Jorge Letria sob a forma de um poema. Conta a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974. Uma florista ofereceu-o a um militar que passou pela frente da loja dela. Pô-lo na sua espingarda. Há muitos desenhos da vida lisboeta na madrugada da revolução: as praças, as pessoas com penteados e roupas típicas dos anos setenta… Mas até para mim, um cidadão de um outro país, o poema deu-me um sentido de emoções do povo: a alegria, o orgulho, o alívio de serem libertados enfim.
Para praticar a gramática de B2 PT-PT (tempos verbais conjuntivos e situações que são *quase* conjuntivas com asterisco)
Para mim, os livros electrónicos não chegam. Apenas o papel, solido e confiável é suficiente para uma experiência óptima da leitura. Quero cheirar a polpa da madeira, às vezes o pó dos anos longo na estante. Quero sentir a capa debaixo do polegar. Quero encher a estante com tesouros da livraria. Além disso, não quero que acontece uma situação como bateria fraca durante um capítulo divertido. Mas gostos não se discutem. Eu sei que existem pessoas que verdadeiramente preferem os livros electrónicos. Nunca compreenderei essas pessoas mas devo de reconhecer que têm muitas boas razões para as suas preferências esquisitas. Um “kindle” deixa o seu dono carregar uma biblioteca inteira na mala ou na bolsa. Não necessita que uma floresta seja cortada para fazer mais livros. Também, suponho que poupam muito dinheiro por não terem de comprar mais estantes para casa mas na minha opinião é uma casa desgraçada por não ser cheia de livros bonitos.
“Wanya – Escala em Orongo” de Augusto Mota