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The Porto Reporto – Part 1

16463940_769003953276170_6681174413246726144_nCom rosto pálido e unhas roídas, desci do avião e dei o meu primeiro passo na terra de Portugal do Norte. Era o aniversário da minha esposa, e estávamos a fazer um fim de semana longo para celebrar. Tínhamos saído de casa às 5:00 da manhã e chegámos no Porto ao meio-dia. Após de recolher as nossas malas, fomos de táxi para o hotel. Meus deuses! Não fiquei nunca num hotel tão elegante! Cada detalhe era perfeito: os edredons estava fofos, os lençóis suaves, o café de boa qualidade e tudo limpo e a com um cheiro doce.
Almoçámos num restaurante perto do hotel. A comida estava deliciosa.

16229047_1909816642582100_135199317005697024_n1Então, a minha esposa e filha regressaram ao hotel para descansar e eu fiz uma peregrinação à Livraria Lello.
Essa loja é bonita, sem dúvida. tive que pagar para entrar, mas o preço do bilhete foi deduzido do preço das compras. O Porto tem livrarias em todo o lado. Os habitantes deve de ser muito bem educados, inteligentes e cultos.

 

16229298_1850207495202344_4844600746269736960_nÀ noite, fomos a um restaurante e comemos delicias locais: polvo grelhado (o polvo quase nunca é servido aqui em Inglaterra) e uma sobremesa que consistiu em queijo, nozes e chocolate com mel servido num prato de madeira. Sendo ingleses*, chegamos às 19:00 e o restaurante estava vazio. porque os portugueses jantam mais tarde do que nós. Quando saímos, todas as mesas estavam ocupadas.
Afinal, deitamo-nos muito cedo e dormimos até às nove da manhã.

 Day 2 – >

*=ora, dois ingleses e uma portuguesa que tem vivido aqui há muitos anos….

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Era Uma Vez Um Cravo

notebook_image_767045“Era Uma Vez Um Cravo” é um livro escrito por José Jorge Letria sob a forma de um poema. Conta a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974. Uma florista ofereceu-o a um militar que passou pela frente da loja dela. Pô-lo na sua espingarda. Há muitos desenhos da vida lisboeta na madrugada da revolução: as praças, as pessoas com penteados e roupas típicas dos anos setenta… Mas até para mim, um cidadão de um outro país, o poema deu-me um sentido de emoções do povo: a alegria, o orgulho, o alívio de serem libertados enfim.

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A Double Century and a New Podcast

Apparently that last post was the 200th on this blog. I can hardly believe it! My other blog only has about 5 posts on it!

sbroing-e-legendaOK, so news: I came across a podcast recently called sbroing which has – among other things – an audio recording of O Principezinho, one of the books I read during last year’s maratona de leitura. When I first found it, I was disappointed to find that the first couple of episodes had expired from iTunes and were no longer available but more recently I have found their website,  where the complete set of chapters is preserved in the archive. Excitement! So I have downloaded the whole thing to listen to later, plus a few of their other episodes. If you like audiobooks too, you should definitely check it out!

I have no idea how “sbroing” is pronounced in portuguese. It’s one of those words – like “wook” that don’t seem like arrangements of letters that would happen in Portuguese but there they are anyway.

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Adventures in Booktube

I recently changed my Portuguese book tuber of choice. My new favourite is called Cat in the Net. She makes shortish videos (5-7 minutes or so) about books she has read, and that’s perfect for me. She talks at a frenetic pace but I find I can follow her accent well enough, and she is very funny, so I don’t tune out. Her latest video is about a Christmas reading challenge she’s doing with some other youtubers. There are 5 hosts and about 40 people involved on Facebook.

I don’t think I want to join the group itself, partly because I don’t want to get into Facebook (Twitter is addictive enough, thanks) but mostly because they are all in their twenties and I am easily old enough to be their dad. Well, you know, if I’d been a bit of a slag in about 1994. That’s the thing about youtube: the people who make the videos tend to be young and have young person tastes, so as much as I enjoy it as a way of honing my listening skills, I often feel a bit out of place, bordering on creepy. Hi ho.

So anyway, although I won’t be signing up, I might just follow along with the challenge and read five books – two English, three Portuguese – and make my own video (for this blog, not wider consumption) in which I talk about them in Portuguese for the practice. It’ll give me a fun structure for my language learning over the Christmas break.

The challenge is

  • Ler um livro que te transmita um sensacao de conforto [I thought I’d read The Small Bachelor by PG Wodehouse in English because Wodehouse is totally in my comfort zone]
  • Ler um livro do teu género favorito [Walking Dead book 6 in Portuguese]
  • Ler um livro que te faça de alguma forma lembrar o natal [A Child’s Christmas in Wales, by Dylan Thomas, in English]
  • Ler um livro que te faça lembrar a infancia [Histórias da Terra e do Mar by Sophia de Mello Breyner Andresen]
  • Ler um livro que te tenha* sido oferecido [Romance da Raposa by Aquilino Ribeiro]

    *I’m interested in the use of the present subjunctive here. I wonder why they’ve written it this way. I guess it’s a slightly fancy way of saying it: “read a book that you might have been offered” rather than “read a book that you have been offered” 

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    Declarações Aleatórias Sobre o Livro “Matadouro Cinco” de Kurt Vonnegut

    tralfamadoreanPara praticar a gramática de B2 PT-PT (tempos verbais conjuntivos e situações que são *quase* conjuntivas com asterisco)

    Acho que este livro é o melhor do Kurt Vonnegut *
    Não acho que exista um livro melhor dele.
    Há quem digam que “Bluebeard” é melhor mas são loucos.
    Quer concordes quer não, é um dos melhores livros americanos desde sempre.
    É possível que seja considerado um clássico
    É curto e portanto é possível lê-lo num dia. *
    Oxalá que não o escritor não morresse.
    Os Tralfamadoreans levaram o Billy a uma jardim zoológico que fica no seu planeta.
    O Billy tinha visitado o jardim zoológico de Ilium que fica no seu próprio planeta. *
    Colocaram o Billy numa gaiola com a Montana e disseram-lhes “façam o que fizerem, não não conseguirão fugir”
    “Vocês são prisioneiros mas aqui na gaiola podem fazer o que quiserem”
    Trataram o Billy e a Montana como se fossem animais de estimação.
    Se pudessem fugir, teriam fugido.
    Uma guarda avisou-os: “sugiro que não se preocupem porque podemos ver o passado e o futuro, e sabemos que nunca termina. Este momento é, foi, e será para a eternidade”

    Billy pensou “Logo que volte à minha terra, vou buscar a minha mulher. Mas tenho dúvidas que veja a minha terra mais uma vez”
    “Estou desligado no tempo” disse Billy “Faço viagens ao passado e ao futuro. E sempre que regressar à destruição do Dresden vou ouvir as canções dos pássaros”
    O Billy está a fazer o seu discurso, ao fim de que seja atirado por o seu inimigo.
    Sabe que isto acontecerá mas também sabem que não é possível evitá-lo *

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    Que Valor Tem Um Livro Electrónico? (DIPLE, B2, Português Europeu)

    “Quanto vale um livro electrónico?” parece um pergunta simples até o momento em que se começa a pensar nela. Po um lado, o livro não tem valor porque não existe; Quando é vendido, a empresa não perde nada e não tem menos livros do que antes. Ao outro lado, sem dúvidas, os que compram os ebooks gostam deles e por isso, não se importam de pagar preços quase altos do que os livros físicos. Isto é um milagre de alguma forma: Amazon e as outras empresas que fazem negócios no mundo dos livros os livros conseguem vender o mesmo livro, sem fim e sem custos de fabricação mas os clientes ainda entregam o dinheiro sem queixas.
    unnamedPara mim, os livros electrónicos não chegam. Apenas o papel, solido e confiável é suficiente para uma experiência óptima da leitura. Quero cheirar a polpa da madeira, às vezes o pó dos anos longo na estante. Quero sentir a capa debaixo do polegar. Quero encher a estante com tesouros da livraria. Além disso, não quero que acontece uma situação como bateria fraca durante um capítulo divertido. Mas gostos não se discutem. Eu sei que existem pessoas que verdadeiramente preferem os livros electrónicos. Nunca compreenderei essas pessoas mas devo de reconhecer que têm muitas boas razões para as suas preferências esquisitas. Um “kindle” deixa o seu dono carregar uma biblioteca inteira na mala ou na bolsa. Não necessita que uma floresta seja cortada para fazer mais livros. Também, suponho que poupam muito dinheiro por não terem de comprar mais estantes para casa mas na minha opinião é uma casa desgraçada por não ser cheia de livros bonitos.
    Enquanto que eu não me gosto, é claro que hoje em dia há muitas pessoas que gostam dos ebooks e afinal, neste ponto descobrimos a resposta verdadeira: o valor de um livro electrónico é o que alguém concorda pagar.

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    Review: Learn ANY Language by Janina Klimas

    ​Full disclosure:I got a free copy of this book in exchange for an honest review. This is that review. 

    Guides to how to acquire languages seem to be quite in vogue at the moment, and I daresay if you’ve read one you’ll probably not want to spend time reading another. I must admit to only having filleted this one for tips rather than read it cover to cover. It’s short and dense with information so that wasn’t hard. Like most books of its type it starts by reassuring you that learning a language – while it takes time and effort – is not out of the reach of the average mortal; that nobody is “bad” at languages (although we all have days where we bloody well feel like it!) and that acquiring one doesn’t necessarily mean going back to reciting verb tables by rote. All standard stuff. 

    So why pick it over – say – Benny Lewis’s book, or Gabriel Wyner’s or… (insert polyglot guru of choice)? I think a large part of your reason for choosing a text is likely to be governed by the personality of the writer and whether you feel like you can spend a few hours in their company. Some are blokish, some self-absorbed, some cerebral. This one seems to be very practical in its focus and aimed at conveying tips rather than bigging up the author. Obviously she tells her own story at the start (a vital part of the formula of a polyglot book: I’m an ordinary person like you) but I didn’t get the sense of this being a vanity project or anything – she just gets on with it. 

    OK, so to come back to those practical examples I mentioned: there are a lot of pictures in the book showing lists and diagrams. This is really useful if you want to be able to bootstrap your way into a language without having to make it all up yourself or jumping in at the deep end with a language exchange on day 1. Many polyglot guides will be careful to avoid references to specific languages as a way of showing how universally-applicable the ideas are, but I think most newbies will appreciate something more concrete. This book has that in spades. I guess the only drawback is that the examples, of necessity, are of a specific language. If you happen to be studying one of the languages chosen (Korean, Spanish and French all feature heavily) that’ll be a blessing but I can imagine if not you might feel they weren’t speaking to you in quite the same way. At the end, there are tons of links and books mentioned but again only for specific languages. One of those languages is “Brazilian Portuguese”. Boo hiss. 

    So, getting right down to it, this is a good, practical guide for the new learner, more user-friendly than most, not flashy, and maybe not as “windswept and interesting” as some of the more fashionable ones either but well worth a look if you just want to get started quickly and with as little fuss as possible. 

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    Férias Dia 3: Lisboa Antiga 

    Mais uma dia a começar atrasado. Decidimos tomar o pequeno-almoço no Mercado da Ribeira

    Bebemos “smoothies” e cafés, e comemos vários tipos de bolos. Uma empregada que falou em Português comigo disse que às vezes, os clientes ingleses zangaram-se consigo porque ela não entendeu o que disseram. Infelizmente, isto é muito fácil acreditar.

    Depois, andámos de metro até ao centro comercial e, para resumir uma longa história, passámos o dia inteiro a fazer actividades turísticas.

    Comecei na livraria Bertrand. Enquanto que a Olivia e a Catarina a exploraram as farmácias, enchi a mochila  de livros portugueses de qualquer tipo: de banda desenhada, escolares , de culinária… Mas achei difícil de encontrar livros semelhantes de “a bicicleta que tinha bigodes”. Então perguntei à funcionária:

    “Por favor… Estou a procurar livros para jovens adultos”

    “Jovens adultos de qual idade?”

    “err…. Quarenta e sete”

    Infelizmente, chegou a minha esposa, ainda entusiasmada por falar português, e começou a falar com “a minha” empregada! Precisei de correr atrás dela.

    “Há milhões de lisboetas”, disse eu, “vá procurar o seu!”

    Depois, com  uma mochila mais pesada, fomos ao café A Brasileira para tirar uma fotografia com a estátua do Fernando Pessoa. Não comemos nada, porque não somos feitos de dinheiro.

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    Como adivinhou que sou um Turista…?

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    Andámos pelo elevador da Glória e experimentámos os pastéis e cervejas de vários cafés.

    https://www.instagram.com/p/BMAF8NfF7rR/

    O tempo mudou de nuvens ao sol, para voltar à chuva. Afinal, tínhamos experimentado tudo que a área turística pode oferecer. Por isso, começamos numa expedição pelo coração escuro de Lisboa, onde fica uma restaurante pequeno. A minha esposa (uma génia) sabia de um sítio desconhecido pelos turistas.

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    A Olivia na praça. #lisboa #lisbon

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    Andámos vinte minutos mas… Bolas! Estava fechado! Tentamos uma outro perto dali mas não havia espaços abertos. Finalmente, encontrámos um novo restaurante que se chama “Latitude 38

    Foi ótimo. Cada prato foi perfeito. O dono era francês, e por isso a Olivia falou francês com ele, enquanto que a Catarina e eu falámos português. Afinal, voltámos para casa e todos escovamos os dentes, e eu dei beijinhos aos meus livros novos. Ah, são tão bonitos…