Well, first of all, it can be used as a sort of “we” pronoun as discussed a little while ago. But putting that aside, Gente usually means “the people” and it’s a bit confusing because unlike in English, it’s singular. In English youd say “The people don’t know anything” but in portuguese, “A gente não sabe nada”.
This can get a bit weird though. How long do you carry on this crazy charade that yiure taking about one person when really you might be talking about dozens?
I had an exchange with someone the other day in which I expressed disapproval of people who denounce books without reading them.
“Há gente que não LIU (…) mas DIZ (…)” **and then in the following sentence, I just had to switch it up. I couldn’t maintain singular verb forms. “DEVEM ler mais e falar menos.”
I asked around and thank goodness u had done the right thing.
“There is (people) that hasn’t read… but says…” Is OK as far as it goes, but when you pull into the following sentence it’s perfectly fine to treat them as a multitude again and say “They should read more and talk less”.
Here’s a recipe I made the other day. I’m told what I made was not a soup but “um crime”. Well, everyone’s a critic… But the trouble is, I’ve seen so many pictures of it, each different from the other, that it was inevitable I was going to fall foul of someone’s judgement. I think maybe it should have been more bread-sauce like but that’s not what my recipe said. Anyway, after some back and forth, it turns out it wasn’t even a proper portuguese recipe because the site I ended up using was an American site, interpreting it their own way, and translated back into portuguese, probably using gtranslate or something. And the title of the recipe was “portuguese bread soup”, not even the fancier name. It was all a bit of a mess really. Oh well, with that caveat, here we go. Thanks to Dani as usual for the corrections and for not reporting me to the PSP for crimes against cooking.
Fiz uma sopa portuguesa ontem. O nome do prato é Açorda à Alentejana. Tínhamos pão com fartura* em casa e não queria desperdiçá-lo. A receita é fácil mas há variações. O método que usei é basicamente o seguinte: pisar(1) uns dentes de alho, uns ramos de coentros e um pouco de sal grosso num almofariz até está tudo amassado
Entretanto, cozer um ovo.
Colocar as papas de coentros e alho numa tigela. Depois, regar com caldo de frango (a maior parte das receitas usam água de bacalhau ou simplesmente água a ferver mas o caldo parece-me mais saboroso) Adicionar as fatias de pão e finalmente o ovo.
O meu verdicto? 3/10, mas irei experimentar novamente em breve quando tivermos pão mais duro, como pão caseiro. E planeio usar mais sal. Adicionei com moderação para ser mais saudável e ainda acho que “uma colher de sopa bem cheia” como diz a receita é muito mas há de haver uma posição intermédia!
Mas não digam à Alentejana que inventou esta receita.
(1) já conhecia este verbo mas nunca vi antes neste contexto!
*I originally wrote “pão farto” following the recipe, but as I said, it’s a translation so that’s probably not a real expression.
Hoje, lembramo-nos dos membros das forças armadas que derrubaram o governo salazarista, devolvendo a Portugal a sua liberdade. Logo depois, as guerras em África terminaram*. Foi um processo penoso mas durante os anos que se seguiram, aquele ato de coragem por parte dos militares melhorou as vidas de milhões de pessoas e foi realizado quase sem derramamento de sangue – apesar de elementos da DGS terem aberto fogo sobre a população a porta da sede da PIDE. Quem me dera que mais revoluções fossem assim tão pacíficas e eficazes.
A propósito, durante os meses iniciais de aprender português, ouvi esta frase num podcast mas percebi “A Revolução de Escravos” que faz sentido até certo ponto. Já sei que “de escravos” não seria gramaticalmente correto mas para mim, um jovem de quarenta-e-tal anos, sem experiência neste mundo confuso de gramática portuguesa, nem sabia melhor.
*i wrote “foram levadas ao fim”, trying for “brought to an end” but I think it has more a sense of “carried to their end”, which is pretty much the opposite of what I was aiming for!
Desperdicei o dia a jogar um videojogo. Mas porque é que digo “desperdicei”? Será que é porque não fiz nada de importante? Mas precisamos de dias desses. É preciso divertir-se. Talvez sejam os dias cheios de coisas importantes que são desperdiçados.
2
Há uma semana um colega que não conhecia pessoalmente (só através do MS Teams) enviou-me uma mensagem. “Estiveste no Richmond Park anteontem? Acho que te vi”.
Mas em inglês, ‘tás a ver?
Eu respondi, também em inglês que estive, sim, e falámos sobre as nossas corridas. Ele corre mais rapidamente do que eu.
No fim de semana passado, vi-o a correr na direção oposta à minha*. Dois fins de semanas seguidos** … Acho que está a espiar-me em nome dos recursos humanos.
* I really struggled with this. There’s a word, “contramão” Which I tried to use but it’s no good here. It’s more about going the other way in traffic – a contraflow.
**masculine because the “fins” are masculine even though semana isn’t. And they’re “seguidos” not “a fio”. When I first write it I gave the impression that I’d net him every day for two weeks not just in two successive weekends.
Fui à horta esta tarde para regar as sementes e as plantinhas, mas fiquei chocado por ver um rato morto na terra entre os alhos. Nojento!
Levei-o numa pá, escavando a terra abaixo. Carreguei-o para a cerca e atirei-o fora. Espero que me esqueça disso antes da colheita porque não quero lembrar-me desta cena enquanto estou a comer o alho.
Corrected text about going to a book launch. Now I know what you’re going to ask, so let me answer you in advance: (1) No, I don’t know how I got from. “I went to an event in February and felt a bit nervous” to this title based on the name of an album by Panic! At the Disco and (2) Yes, the picture is probably a cry for help.
The app lacks a function for making everyone’s head the same size
Estava a falar com a Talures hoje a manhã e lembrei-me dum evento a que assisti há três anos. O título era “Difficult Women – The Defining Fights of Feminism”. Fazia, parte do lançamento dum livro de Helen Lewis, mas juntou-se a Caroline Criado Perez que também tinha lançado um livro com um título semelhante no ano anterior. As duas foram entrevistadas por Samira Ahmed, uma jornalista que, naquela altura, se tinha ela própria estreado nas manchetes*, por ter processado o seu empregador (a BBC) por lhe dar um salário menor do que um jornalista** que apresentava o mesmo programa. E venceu.
A maior parte da conversa girou em torno dos conteúdos do livro da HL, porque era o mais recente, mas a CCP (a Caroline, não o Chinese Communist Party) também falou sobre a sua interpretação do feminismo e vários pontos interessantes no livro dela.
Quando chegou a hora de fazer perguntas***, o primeiro interlocutor era um homem que queria denunciar a entrevistadora, o que provocou uma grande risada por parte de toda a gente. Eu estava a pensar em fazer uma pergunta mas mesmo que não fosse demasiado tímido (sou muito introvertido), não quereria seguir tal parvoíce!
Mas do que me lembro, acima de tudo, é da sensação de nervosismo e de constrangimento na sala de audiências. O discurso decorreu no dia 25 de fevereiro de 2020, uma mês antes do início do “lockdown” em Inglaterra, mas até naquela época, já tinha começado a usar máscara nos transportes públicos. Deitei a máscara fora quando cheguei ao centro da cidade para não ser ridicularizado**** mas não deixei de sentir paranoia e de me perguntar se haveria alguém na sala que tinha visitado a China. E se não me engano havia outros lá que sentiam um pouco o mesmo nervosismo.
*Nice construction this: she had been in the headlines in her own right.
**I wrote “um jornalista masculino” But You don’t really need the adjective because the article tells you he’s male!
***I just write “a hora de perguntas”. Nope. Not the time for questions but the time to ask questions.
Nothing makes you realise quite how little you know about your own language like explaining it to someone else. This one wasn’t too bad since I’d at least thought about it before. This is me explaining the difference between the words “may” and “might”. Thanks to Dani for correcting me.
Hoje, expliquei a uma portuguesa como usar estas duas palavras inglesas. Ela pediu-me; não sou um desses homens didáticos que desabafam sobre a gramática por qualquer motivo. Antigamente, achava que compreendia a minha língua toda, mas cada vez que explico os aspetos básicos da língua, percebo que há montes de coisas que não obedecem regra nenhuma. Mas felizmente já tinha explicado may e might a mais alguém, portanto não era assim tão difícil: já tinha um esboço da explicação em mente.
Propriamente, “might” é um indicador de possibilidade e “may” tem a ver com permissão. Porém, no nosso dia-a-dia, usamos os dois de modo errado tantas vezes que esta regra não se aplica. Tenho exemplos mas não vale a pena escrever inglês neste subreddit.
Gostei de ter a oportunidade de falar em português.
A minha filha fez o nosso jantar. Ela pediu-me para descascar as batatas, o que eu fiz mas por qualquer razão ela achava que eu também as tinha cozido.
Como resultado*, quando chegou a hora de esmagar as batatas para fazer o puré, apercebemo-nos de que devíamos fazer outros planos.
Acabámos por comer macarrão com molho de azeitonas porque era mais rápido.
*I would have sworn blind that “As a result” was “por resultado” but no, no it isn’t.
Reviews of films we’ve been watching lately. Well, not really reviews so much as witterings. Gratitude as always to Dani for the corrections.
The Evil Dead 2
Ando a prosseguir a minha estratégia de educar a minha filha sobre os filmes do passado para que ela entenda as referências nos filmes mais modernos. Agora que está obcecada com A Liga dos Cavalheiros, filmes mencionados pelos membros do elenco tornaram-se instrumentos de pedagogia. Hoje vamos ver o Evil Dead 2. Contém uma cena na qual a mão do protagonista fica possuída por forças maléficas e ele tem de lutar contra o seu próprio braço. Esta ideia foi roubada pelos escritores da Liga.
(and later)
Gostámos muito do filme que vimos ontem. É muito engraçado e muito chocante. Sangue a jorrar de buracos na parede, mãos más a rastejar no chão como um mouse ratinho, demónios, motosserras… De que mais precisam?
Hoje é último dia das férias da Páscoa, portanto a minha tarefa do dia é motivar a adolescente a estudar o máximo possível. É deprimente, e geralmente não faria nada disto mas a época dos exames está à porta e estes exames são os mais importantes da sua vida até agora: os exames que determinam se ela vai para a universidade da sua escolha.
An American Werewolf in London
Da série “Idosos educam adolescentes sobre os filmes dos anos oitenta”, o nosso filme do dia foi “Um Lobisomem American em Londres”.
Tinha expectativas baixas. Gostei do filme quando o vi pela primeira vez, mas geralmente os filmes.do passado acabam por ser uma desilusão. Mas adorámos este filme. Até os efeitos especiais pareceram modernos. Melhores do que os modernos. Rimo-nos muito, e ela deu-lhe cinco estrelas no Letterbox.
Capitães de Abril
Estávamos a falar sobre o Dia da Liberdade ontem e eu sugeri que procurássemos uma versão do filme Capitães de Abril com legendas para ver depois do jantar. Encontramos uma versão de alta qualidade no YouTube e começámos.
Infelizmente já era tarde, portanto não conseguimos ver o filme até ao fim. A minha filha estava a resmungar “estou cansada”, pousando a cabeça sobre a mesa de olhos fechados. Como resultado, fez o que faz quando não lhe apetece ver um filme: queixa-se dos protagonistas: “os soldados só querem fazer guerras e as mulheres é que sofrem” e assim por diante. Decidimos deixar o filme para um outro dia no qual ela não estaria de trombas. Espero que esteja mais recetiva à história noutro dia.