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Uma Dádiva de Células da Medula Óssea

This text was written about a news story. Actually I can see I got some details wrong but hey ho, I’m learning Portuguese, not writing a column in the Telegraph, so my fact checking department is limited. Dani Morgenstern corrected it (thanks!) and gave me some good tips which I have added as footnotes at the bottom

Escrevi uma anedota* ontem sobre a minha dádiva de sangue (uma operação fácil que praticamente não doi de todo) mas hoje ouvi uma notícia de alguém que fez um sacrifício heróico.

O Sam Astley é um adepto da seleção inglesa que se tinha registado no rol de voluntários que oferecem células da Medula Óssea para quem precise de tratamento contra a leucemia. No dia antes do jogo o serviço nacional de saúde contactou o senhor Astley para informá-lo de que havia alguém com o mesmo tipo de tecidos, portanto ele deveria ir ao hospital para doar células naquele mesmo dia e entrar em cirurgia porque senão o doente morreria.

Ficou ligeiramente chateado pela coincidência de datas, claro, mas não havia hipótese** de recusar. Aceitou sem hesitação.

O Sam e a sua namorada foram entrevistada na televisão. A namorada disse que ela o admirava e o considerava um herói por causa do seu sacrifício. O apresentador concordou e eu também. Mas o Sam não se quis vangloriar. Respondeu que “Não sou eu o herói. Eu fiz isto num dia só, mas a minha namorada é enfermeira. Ela salva vidas dia após dia.”

E eu pensei “OMG 😭” ou seja, como se diz em português “OMD 😭”

O casal recebeu*** dois**** bilhetes para a final da competição. Merecem.

We're no strangers to love
You know the rules and so do I
Need a bone marrow transplant? Nobody with this surname is going to give you up or let you down.

*=I’m stubbornly resisting correction on this one. It was s suggested I change it to “piada” (joke) but I feel like the text I wrote about the blood donation was more of an anecdote and the Portuguese word has roughly the same meaning in Portuguese (“Pequena narração ou dito que provoca ou pretende provocar o riso” – Priberam) although I notice that piada is given as a synonym for anedota so maybe the two concepts aren’t as distinct in PT… Hm… Maybe time for a follow-up question. Watch this space.

**=I put “não havia questão” but I don’t think that sense of question works in Portuguese. Não havia hipótese seems to be the right option

***=recebeu (received) sounds a bit off in English, but the English equivalent “they were given” (foi dados) doesn’t work in Portuguese, so recebeu it is.

****= I used “um par” (a pair) but this isn’t commonly used in place of English words like couple, pair. If you mean two, say two!

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Uma Dádiva de Sangue

This text about blood donation and the football has now been corrected by ThisCatIsConfused (thank you!)

Fui ontem a um centro de dádivas de sangue. Eu fiz o agendamento anteontem, e fiquei surpreendido porque normalmente não se pode agendar uma consulta sem 2 ou 3 semanas de antecedência. Hm.. Que estranho. Porque é que há tantas vagas no calendário do centro?
Ora bem, tornou-se óbvio depois do enfermeiro me ter furado o braço*

“Então… O senhor vai ver o jogo de Inglaterra hoje à noite?” disse ele
“Provavelmente” respondi.
“Boa. Mas não te esquece que não se pode beber álcool durante as próximas 24 horas”
Aaahhhh! É por isso que ninguém quer doar sangue hoje!

Acho que sou a primeira pessoa na história do mundo que disse a seguinte frase:
“Não se rale. Não vou beber. Sou escocês.”

*=i really stretched myself with the grammar of this sentence and although I didn’t get it all right, it was close enough.

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Rústica – Florbela Espanca.

I mentioned a few days ago that I was trying to memorise poems in both English and Portuguese. Well, today’s is a Portuguese one: Rústica by Florbela Espanca. As with so many of these poems, reading it through once a couple of years ago, I was my usual poetry-reading self: “Yes yes, very poetic. Next!” But now that I’m immersing myself in them, I’m starting to get the point of poetry. Here is the original:

Rústica

Ser a moça mais linda do povoado.
Pisar, sempre contente, o mesmo trilho,
Ver descer sobre o ninho aconchegado
A bênção do Senhor em cada filho.

Um vestido de chita bem lavado,
Cheirando a alfazema e a tomilho…
– Com o luar matar a sede ao gado,
Dar às pombas o sol num grão de milho…

Ser pura como a água da cisterna,
Ter confiança numa vida eterna
Quando descer à “terra da verdade”…

Deus, dai-me esta calma, esta pobreza!
Dou por elas meu trono de Princesa,
E todos os meus Reinos de Ansiedade.

Rústica, Florbela Espanca, from Charneca Em Flor

Florbela Espanca

There are a few unfamiliar words in it so I’ll have a go at translating it:

Rustic

To be the prettiest girl in the village
To walk contentedly on the same trail
To see descending on the cosy home*
The blessings of the Lord on every child 

A calico** dress, well-washed
Smelling of lavender*** and thyme 
With the moonshine quenching the thirst of the cattle****
Giving the doves the sun in a grain of corn

To be pure as the water in the cistern
To believe in a life eternal 
When I go down to the land of truth*****

God, give me this calm, the poverty
I’ll give them my princess throne
And all my kingdoms of anxiety

*=The word used in the original is “ninho” which means nest, but I think in this context its just a folksy way of saying home.

**=my paper dictionary says chintz, but I think chintz is made of calico (?) and that calico goes more with the vibe of the poem. But I’m not an expert in cloth, so I could easily be wrong.

***=I’ve been saying “lavandas” for lavender but I think that might be a brazilism because according to the wiki this is the word used in Portugal.

****=matar a sede means kill the thirst, literally, but quench seems better. And it’s not “a sede do gado” (the thirst of the cattle) but ao gado (to the cattle) , another example of Portuguese speakers using prepositions in a way that are just a little different to what an english speaker would expect.

*****=Descer in this sentence is the future subjunctive, not the infinitive, and I believe its “when I go down” not “when he/she/it goes down” but I can only get that from context since there no way of telling grammatically! I’m not sure what the land of truth means here either. If it’s heaven, why is she descending and not ascending? I’ve read the bible and spent a lot of time in church but this makes no sense to me I’m afraid.

Here’s an analysis I wrote of the poem, in Portuguese, for today’s writing challenge (thanks to Dani Morgenstern for the help)

O Poema de hoje é Rústica de Florbela Espanca. O poema fala do anseio da poeta por uma vida mais bucólica, numa aldeia onde ela seja “a moça mais linda” e o ar seja perfumado de ervas e flores.
Este desejo, esta saudade duma vida sem ansiedade e sem problemas é, no entanto, pouco realista porque a vida numa aldeia tem as suas próprias ansiedades e nem todas as moças podem ser a mais linda. Mas isso não contraria a mensagem do poema nem a vontade que todos nós temos de afastar-nos da vida moderna.
O poema tem quatro versos: dois de quatro linhas e dois de três, e tanto quanto sei, este padrão é muito comum na obra desta poeta. Usa imagens da natureza (o que é pouco surpreendente neste caso!) e temas religiosos. Aliás, a religião não é apenas um tema: a saudade da religião faz parte da saudade da vida simples. É como se Deus não tivesse poder nenhum na cidade e só soubesse tocar o coração de quem vive nalguma quinta.

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O Que Raios se Passa com o Clima?

Thanks to Butt Roidholds for the corrections

Tenho amigos canadianos e americanos do noroeste que se queixam por causa do calor neste verão. Às vezes a temperatura atinge níveis acima de 45 graus. Só pensar naquela temperatura põe-me a cabeça a roda. Entretanto em Inglaterra tem estado frio com céu nublado e muito chuva nas últimas duas semanas. Em Julho.

Olhai, Deus, imploro-vos, mandai os vossos anjos mexer esta caldeirada para igualar os tempos dos vários países!

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Apresentação de Billy Pilgrim

Today’s exercise was to write about a literary character so I chose Billy Pilgrim from Slaughterhouse 5 which is one of my favourite books. I seem to have got a bit distracted and ended up talking about the book itself and it’s various controversies though. Why am I like this? Thanks to ThisCatIsConfused for taking time to correct such a long, rambling text. Only 3 mistakes apparently. Woo-hoo!

Billy Pilgrim é o protagonista dum livro chamado Matadouro Cinco de Kurt Vonnegut. O livro é um dos meus favoritos apesar de ter alguns hum… defeitos…
Após o primeiro capítulo, que serve como introdução, a história própriamente dita* comece com a seguinte frase:

Olha: Billy Pilgrim ficou descolado no tempo**

A vida de Billy não se desenrola linearmente assim como as nossas. A sequência fica interrompida por cortes na linha de tempo. Num momento está sentado numa cadeira em casa; no próximo, encontra-se no planeta Tralfamadore e, logo depois em Dresden em 1945 ao ver a devastação na qual 25,000 seres humanos perderam a vida.

O livro é uma mistura incrível de ficção científica e filosofia e factos verídicos. É engraçado mas é importante tambem. Sobretudo, é muito polémico. Havia muitas tentativas de proibi-lo de várias  bibliotecas americanas por causa da “obscenidade” dos conteúdos.
Mas há um problema mesmo muito pior. Já mencionei a figura de 25,000 mortos. É muito, não é? Mas o autor citou um número ainda mais alto: 135,000. Donde vem tal número? Vem dum livro de David Irving que é bem conhecido por minimizar o holocausto. É isso, o maior defeito do livro: O Vonnegut repetiu este número (e outros “factos” dados por Irving) sem intenção prejudicial, mas é irónico que um livro contra a guerra tornou-se um conduto poderoso de propaganda nazista. Há muitas pessoas que acreditam por resultado.

*=this is one of those expressions that I recognise when I see it but I never think to use in my own speech and writing. I’m trying to say “the story itself” (as opposed to the introduction) so I used própria but this is better. Propriamente dito/a.

**=isto a tradição minha da frase “Listen: Billy Pilgrim has come unstuck in time”. Acabo de ver a tradução profissional da Rosa Amorim que diz “Escutem: Billy Pilgrim tornou-se volúvel no tempo”.
Escutem é mais literal do que olha, claro. Mas acho que volúvel é menos literal… Pois. Estou a encolher os ombros… Espero que seja mais-ou-menos compreensível apesar disso…?

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Morte às Lesmas

Today’s text is back in the garden. Thanks to ThisCatIsConfused for the help with this one. Notes at the bottom.

Estou a pensar em comprar algo para acabar com as lesmas da minha horta porque andam a comer tudo. O tempo aqui em Londres permanece húmido, abafado* e nublado. Perfeito para os moluscos. E assim falecem as abóbaras e os feijões todos.
Mas existem produtos químicos nalgumas pelotas de lesma que podem prejudicar a saúde de outros animais no quintal, tal como ouriços e sapos. Portanto hoje de manhã passei uma meia hora a pesquisar outros métodos de controlar caracóis e lesmas sem assassinar os meus amigos de quatro patas.
Produtos baseados em Sulfato de Alumínio (tal como Fertosan) parecem eficientes** e existem um tipo de fita cola que provavelmente protegeria a estufa. Os outros métodos não me convenceram. Dúvido que um rasto de cascas de ovos moídas teria êxito***.

*=I originally wrote “morno” instead of abafado but morno is mainly used for food, not weather

**= I wrote efetivo which does exist and is in the right ballpark but the boundary between the meanings of effective and efficient is slightly different in Portuguese.

***=Seems better than my original wording “daria em êxito”

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Scarecrow

Text with corrections from Dani Morgenstern. Notes at the bottom

Isto é uma tradução duma explicação ao lado de um quadro da exposição da qual eu falei ontem

O Espantalho
Litografia

Paula Rego tomou inspiração do dramaturgo Martin MacDonald. Na perspectiva dela “[…] a peça de teatro mexe* com religião… E a menina que queria ser Jesus… Que tinha muito a ver com o tema português também.” Esta litografia pode também representar a natureza paradoxal das consequências das nossas acções dentro dos nossos assuntos infelizes.
O Espantalho não é uma representação directa duma das cenas mais macabras da peça mas, com a sua imagem central dominadora dum espantalho crucificado, refere-se àquela parte da peça na qual a menina certinha, que faz sempre boas acções como se quisesse ser Jesus, perde os pais por causa dum acidente pelo qual, em** última análise, ela é que é culpada.
Ela é transferida para uns pais adoptivos sádicos*** que a tormentam com uma coroa de espinhos, uma chicotada e um cruz de madeira que ela tem de carregar (ela tem apenas 6 anos). Eles a perguntam se ou não ela quer ser Jesus e quando ela responde que sim, pregam-na ao cruz e voltam a perguntar se ou não ainda quer ser Jesus. A esta questão ela responda “Não, não *quero* ser Jesus, sou Jesus mesmo, caralho!” portanto, enfiam uma lança nas costas dela e o resto da história da crucificação desenrola-se no palco como antes.

*=hum… Na minha opinião “meddles with religion” não está bem traduzido porque ninguém fala assim em inglês. Julgo que é tradução de “mexer com” e não “interferir em”, e deve ser “touches on” em inglês, mas não faço ideia propriamente porque não li/ouvi as palavras originais da artista.

** =”em” not “na”. I was literally translating “in the final analysis” but it doesn’t need the article.

***=not “sadisticos”

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Paua Rego and her Contemporaries

Here’s a text describing my visit to this exhibition in London. Butt_roidholds gave me some really detailed corrections and I’ve written the most instructive ones in footnotes at the bottom.

Fui ontem ao* Europe House (um prédio em Londres que pertence ao parlamento europeu) para ver uma exibição de arte chamada “Paula Rego and her Contemporaries”. Consiste numa coleção de obras de três artistas portugueses que moram/moraram no Reino Unido.

Ana Palma

Ana Palma faz arte sobre a temática** da feminilidade*** e do corpo feminino. O estilo dela lembra-me de… Sei lá… De ilustrações num livro sobre a natureza: corpos e rostos com tons de aguarela e lápis**** coloridos, sobreposições de diagramas biológicos (esqueletos, órgãos) e outros animais (principalmente besouros).

Um Desenho de Ana Palma

Cliff Andrade

O que mais me agarrou na secção de Cliff Andrade foi “A Tale of Two Madeira Cakes”. A obra consiste numa mesa com um bolo de mel (um bolo madeirense) e uma peça de Madeira Cake (um bolo inglês que antigamente foi bebido com vinho daquela ilha) e várias coisas quotidianas do dia a dia em Inglaterra e em Portugal. Fez-me rir porque algumas coisas (uma caneca do casamento real, uma outra dos “flopsy bunnies” , e hum… Uma garrafa de uísque escondida sob a cadeira por algum motivo!) existiam na minha casa quando era jovem em Preston mas hoje em dia estou casado com uma madeirense. É mesmo um crossover episode das nossas vidas nos anos 80!

A Mesa de Cliff Andrade

Paula Rego

E finalmente… Fico sem palavras para descrever os desenhos da terceira artista, Paula Rego. É incrível. Ela é a mais conhecida dos três artistas e quando vi os quadros, soube instantaneamente porquê!

Scarecrow by Paula Rego

Que pena que o sítio onde foram expostos era pouco acolhedor. Um visitante de cada vez, muito barulho, segurança rigorosa na entrada… Mas vale a pena apesar de tudo isto. Haverá uma exibição de obras da PR daqui a pouco na Galeria Tate mas sou hipster e não quero ir com os turistas onde está tudo fácil e conveniente!

*=As so often, I made the mistake of using “para”. Ir+para is used for permanent or long term moves. As this is just a quick visit it’s ir+a.

**=temática is better than tema because tema is one of those annoying words that’s masculine even though it ends in an a.

***=I’d expect this to be “femininidade” because -dade endings até usually cognate with the same word in English with a -ty ending like “eternidade” and “liberdade” but in this case its slightly different.

****=the plural of lápis is lápis

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O Fim do Mês do Orgulho LGBTetc

Another daily writing challenge. The theme was set by someone else and as usual I’m going along thinking of what I know how to say, and what would stretch my grammar, and at the end of the “drunkard’s walk” of linguistic progress, what I’ve ended up with is a bit questionable. A bit negative and a bit simplistic. I don’t think I’d stand by it in an argument, so if you want to read the notes at the bottom and use it as a learning exercise, do, but don’t @ me about the content. I’m sure whatever you have to say is probably right. Thank you Dani_morgenstern for the corrections.

Me after too long on LinkedIn this month

Hoje em dia, o mês de orgulho LGBT em Inglaterra tem mais a ver com publicidade empresarial* do que propriamente com orgulho em si. Uma espreitadela no LinkedIn pode acabar em cegueira por causa de tantos logótipos com cores do arco íris.

O significado do evento mantém-se**, claro, porque o homofobia ainda existe, mas o efeito é menor: limita-se a homófobos individuais. As leis já mudaram e não existem obstáculos para quem quiser casar-se com alguém do mesmo sexo ou ser eleito ao parlamento tendo*** um parceiro do mesmo sexo. Ainda bem. Tudo isto é óptimo!

Acho que o próximo passo deve estar mais “internacionalização” do movimento porque há leis noutros países contra o sexo gay. No Irão, por exemplo, se dois homens quiserem namorar, um deve passar por uma cirurgia de redesignão sexual ou os dois serão executados. E o Irão não é o único país a desprezar os direitos da comunidade gay assim. Nem sequer perto de ser o único!

Em vez da internacionalização, o movimento anda a acrescentar mais letras ao seu nome. As pessoas com defeitos genéticos (o “I” em LGBTQIA+) e as que não querem fazer sexo (o “A” em LGBTQIA+ e as “freiras” na igreja católica****) já fazem parte do arco íris, por exemplo. É por isso que o comediante Dave Chapelle lhes chama “as pessoas do alfabeto”. E… Isto pode parecer pouco simpático mas acho que ele não tem falta de respeito nem de simpatia para as individuais gay em si, mas só quer ridiculizar determinados aspectos da narrativa em redor deste assunto.

*=seems to be better than “corporativo” which was my first choice.

**=I put “continua”. It continues relevant but “mantém-se” is better. It maintains itself relevant.

***=rare sighting of the lesser spotted European Portuguese present participle

****=strictly speaking, this should be capitalised but I’m feeling very atheist today so sod them.

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A Poesia

Today’s text was corrected by the very kind Pistaxia. Notes at the bottom as usual

Por motivo nenhum* decidi há duas semanas que queria aprender algo novo. Além dos assuntos técnicos que ando a estudar para o meu desenvolvimento profissional, e além do português que ando a aprender (e que provavelmente continuarei até eu ser enterrado!) apetecia-me aprender um poema. Aliás mais do que um. Uma por semana até… Até ficar sem vontade de ler.

Na semana passada, passei umas horas a memorizar “Weathers” (“Tempos”) do poeta inglês Thomas Hardy, que fala das chuvas da Primavera e do Outono (Spoiler alert: ele prefere as da Primavera).

Filme colorizada do poeta Tom Hardy a ler o seu poema Weathers

Consegui, e já sou capaz de recitar o poema inteiro. Ora bem, isso não é assim tão impressionante. Só tem 18 linhas. Esta semana estou a aprender um mais comprido: “The Subaltern’s Love Song” (a Canção do Amor do… Hum… Oh! Do Subalterno. Devia ter adivinhado!). Depois penso em experimentar alguns portugueses, tal como “Mar Português” de Fernando Pessoa.

Porque é que decidi encher a minha cabeça com  rimas? Porque os poemas fazem parte dos nossos “móveis mentais” e eu conheço poucos.

*=oof, straight out of the gate with my first error. I wrote “sem motivo qualquer” (literally “without any reason”) but its better as “por motivo nenhum” (“through no reason at all”)

The rest of it wasn’t so bad or so interesting. Just errors of carelessness really.