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A Incontornável Vírgula de Oxford

Virgula

This text is in defence of the Oxford Comma, which is actually called Vírgula de Oxford or in Brazil, Vírgula de Oxónia. I’ve put notes at the bottom containing some of the more interesting corrections.

Geralmente prefiro evitar erros de pontuação se for possível. Não sou muito picuinhas mas se vir um erro, corrijo. Mas há excepções. Se uma regra resulta numa frase ambígua ou pouco clara, antes quebrar a regra que deixar o leitor com dúvidas. É por isto, na minha opinião, que devemos exigir of uso da temível Vírgula de Oxford.

Quando se usa? Normalmente escrevemos listas assim: o primeiro item, o segundo item e o último. Não precisamos de usar uma vírgula entre o segundo e o último porque há um “e” mas considere-se a seguinte conversa:

Que* tipos de sandes** tens?

Queijo e fiambre, queijo e cebola e doce de framboesa e manteiga de amendoim.

Há uma certa ambiguidade: provavelmente há três opções: “queijo e fiambre”, “queijo e cebola” e “doce de framboesa e manteiga de amendoim” mas também pode ser “queijo e fiambre”, “queijo e cebola e doce de framboesa e manteiga de amendoim” ou “queijo e fiambre”, “queijo” e “cebola e doce de framboesa e manteiga de amendoim” ou várias outras combinações.

É provável que a maioria de nós já saibamos mas não é cem por cento óbvio, portanto o escritor tem a oportunidade de colocar uma vírgula antes do último item na lista, e antes do “e”.

Igualmente, ao escrever listas que contenham*** títulos ou qualquer coisa mais complicada do que uma única palavra, vale a pena inserir uma vírgula. Ainda que não seja certinha, qualquer coisa que ajude o leitor ou que faça com que o texto se leia melhor o texto é útil e ser claro é mais importante do que ser certinho.

* I used qual. I generally think of qual as meaning whic (which one is it?), as opposed to que, meanining what (what is it?) so I guess I was thinking which kind of sandwiches but in reflection that doesn’t really sound right does it, and maybe I was influenced by the fact that I was taking about sandw(h)iches. More about Qual vs Que here, on Ciberdúvidas.

**Side-note about sandes and sanduíches: bother are fine but sandes is more normal. It is a reduction of sanduíche, the latter being obviously an “estrangeirismo” based on an English word and therefore not very Portuguese-sounding but of course its tempting for us to use the more familiar word. Just to complicate matters further, technically sandes should be plural and sande the singular form, but “uma sandes” seems to be the default. In case you need more incentive to avoid saying sanduíche, consider this: sanduíche has the incredibly irritating characteristic of changing its gender across the Atlantic. It’s feminine in European Portuguese and masculine in Brazilian Portuguese. Whaaaaaaat? Sandes, people, don’t forget.

***Here and in the rest of the paragraph I completely failed to get I to subjunctive mode and blew all the grammar. It’s a good example of expressing an idea that has a lot of reliance on subjunctive tenses.

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Expressões da Natureza

Doing homework from the new book. Here we go with idiomatic expressions that have to do with nature. I’ll skip all the obvious ones. Tirar o cavalo da chuva is in there for example. It’s an old favourite but I’ve mentioned it about a hundred times already.

  • Frio de rachar – splitting cold. Very, very cold.
  • Arranjar lenha para se queimar – to gather wood to burn oneself. Basically to create difficulties for yourself
  • Chamar-lhe um figo – To call something a fig. To eat /serve something you really like. Can also mean that you covet something.
  • Mandar à fava – to send someone to the bean. To send someone away or make it obvious you want them to get lost
  • Com a cabeça na lua – with one s head in the moon. Equivalent to “with one’s head in the clouds” in English
  • Mandar às urtigas to send someone to the nettles. To treat something as unimportant
  • Sol de pouca dura – Sun that doesn’t last long. Something good but transitory
  • Ter névoa nos olhos – To have fog in one’s eyes. To have blurred vision. This can be used both for the literal blurry vision but also figuratively when you don’t understand something
  • Aos quatro ventos – To the four winds. In all directions – just like in English, if you scatter something to the four winds.
  • Estar com um grão na asa – To have a grain in the wing. A state of mild euphoria or tipsiness

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A Lusofonia

A lusofonia

A Lusofonia é o nome dado aos territórios mundiais onde se fala português. Mas para além disso, existe uma ideia de uma comunidade de povos unidos por uma história e um idioma partilhada*, mesmo que muitas pessoas vivem noutros países. Talvez o melhor encapsulamento desta ideia deja uma citação de Fernando Pessoa “Minha Pátria é a Língua Portuguesa”. Eu também sou cidadão dessa pátria, apesar dos erros que faço!

O autor e poeta Angolano conhecido como “Ondjaki” deu a sua opinião sobre a lusofonia no festival internacional de literatura em 2014. Para o escritor, a lusofonia é uma comunidade de pessoas lusófonas de qualquer país, sejam de onde forem**, mas às vezes, ouve pessoas a falar como se a lusofonia fosse apenas os cinco países africanos. Perguntou porque é que se fala dele e dos outros escritores africanos como membros da “lusofonia”*** mas Saramago nem por isso. Tanto quanto eu entendo, o seu ponto de vista não é uma acusação de racismo ou de colonialismo. Afirma, isso sim, que somos todos iguais perante a língua.

Identifico-me muito com esta visão, como cidadão dum outro país expansionista: os países onde se fala inglês são os países que antigamente “pertenciam” ao nosso império e embora o passado seja o passado e o presente seja o presente, a comunidade linguística deve servir como um lembrete da nossa história partilhada, e é isso que é a chave para a cooperação no futuro.

CPLP

Lado ao lado com a ideia intangível da lusofonia, existe uma entidade política que representa a zona lusófona. O título dela é Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) e foi fundada em 1996. Tem o propósito de aprofundar a amizade e a cooperação entre os países lusófonos. Para além dos objectivos económicos (desenvolvimento, crescimento, negócios internacionais), esta amizade consiste em ligações culturais e desportivas. E sem dúvida a saúde da língua em si é importante, portanto a difusão do conhecimento de português faz parte da sua missão.

A organização é regida por um secretariado executivo cujos planos são concretizados por ação a outros níveis da estrutura governativa: o Conselho dos Chefes de Estado,**** e os conselhos dos ministros dos negócios estrangeiros e relações exteriores. Por seu turno, estes conselhos devolvem responsabilidade aos encontros mensais do comité de concertação permanente.

A CPLP tem uma presidência rotativa com um mandato que dura dois anos, para não ser dominada por um único país. Mas apesar disso, há quem afirmem que a organização é dominada pelo país mãis desenvolvido (Portugal) e o maior, e mais rico (Brasil). Da mesma maneira, a Comunidade de Nações (“Commonwealth”) que é a estrutura equivalente da “Anglosphere” (basicamente, a anglofonia) é alvo de críticas de quem veja todas as uniões intergovernamentais como símbolos do passado colonialista. Para mim, tais desequilíbrios são quase inevitáveis, mas não é motivo de desespero. Deve funcionar, isso sim, como um estímulo a trabalhar juntos para eliminar desigualdades e erguer os mais fracos ao patamar dos países desenvolvidos. É esse o sonho.

*I wrote “Compartilhado” in a couple of places but that’s a Brazilian thing and “partilhado” is more usual in PT-PT

** I wrote “sejam onde forem” thinking it meant “wherever they happen to be” but it was changed to “wherever they happen to be from”. I guess the reason for this was my poor verb choice. Sejam and Forem are both from ser, so you can use it in phrases havubg to do with where you are from since that’s a question of your identity. I probably should have written “estejam onde estiverem” since estar is the verb that deals with where you happen to be right now.

*** Talures kindly reminded me that there is another expression – PALOPs – which stands for Países Africanos de Língua Oficial Português, which covers this same group of countries. That’s definitely not what Ondjaki is talking about in the clip but it might be the origin of the confusion, I guess…?

**** The Oxford Comma is as much a pet peeve in Portugal as they are in the English-speaking world but I like them.

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This Blows

Encontro de negócios com o inventor do soprador de folhagem:

“É tipo… Uma vassoura que emite gases com efeito de estufa…”

“Então… Não queremos investir nisso”

“E faz muito barulho. Soa como uma* moto”

“PORQUE É QUE NÃO DISSESTE ISSO ANTES? CALA-TE E LEVA O NOSSO DINHEIRO TODO!”

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Esperto, Manhoso, What?

This is a text from a couple of days ago, based on the video I mentioned at the time. Most of the mistakes I made were pretty pedestrian: typos and such. But what piqued my interest was the attempt to find the right word to describe a response that was “a sick burn” or “a clever come-back” or something like that. In other words, not clever in the sense that it was informative, wise and well-considered but it was something sharp to completely undermine the opponent’s argument and turn the tables.

Vi um vídeo no tuitere hoje enquanto estava a comer o meu pequeno almoço. Um jornalista foi acusado por um deputado de Chega de ter feito afirmações falsas. O jornalista respondeu “Não sou eu que vou ser julgado amanhã por difusão de fake news e informações falsas. É o doutor, não sou eu”.

Não estava a entender porque é que a pessoa que partilhou o clipe achou que foi uma resposta demolidora. Pensei que o jornalista queria dizer “o povo vai ver este vídeo e formar a sua opinião”. Mas estava a falar mais literalmente. O deputado realmente estava num processo por ter difamado um ex líder dum outro partido. Sabendo isso, o vídeo (e a resposta das redes sociais) fez mais sentido!

Demolidora! That’s the word I went for in the end. How do you describe a really good zinger, an answer that sends your opponent away with their tail between their legs. Inteligente? Well, it probably is intelligent, but that’s not enough. Manhoso (cunning) seems wrong. Likewise sagaz, certeira, astuto: all in the right area but they don’t seem to fit. I opted for “esperto” but that’s more like something you’d say about a clever animal. You can use it about a human, but you have to be careful to make sure the context and intonation are clear because it’s easy to sound like you’re being ironic and putting the person down. I think I’ve mentioned “Chico Esperto” before, but that’s really used to describe someone who is either a selfish, untrustworthy piss-taker or someone who thinks they’re clever but isn’t.

Anyway, after knocking it back and forth, I settled on Dani’s suggestion of Demolidora – ie a demolishing response, which puts an end to the other side’s argument. That works for me!

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Ciberataques

Here’s a text I wrote in Writestreakpt a couple of days ago about the hack of the Portuguese Vodafone network. I’ve put some notes at the bottom based on the corrections kindly supplied by leao_louro

Segundo as notícias, a perda de serviços móveis de Vodafone Portugal ontem foi resultado de um ataque criminoso.

Este problema piora todos os anos. Criminosos e terroristas são capazes de roubar os dados de empresas e até de governos regionais para pedir resgates. Além de perder milhões de dólares, a reputação da empresa (ou da sua marca) está em jogo e caso a vítima do ataque seja uma organização que faz parte da rede de apoio a* pessoas vulneráveis, pode haver perda de vida, mesmo que a empresa pague.

Para não se tornarem alvo de ataque, as empresas do mundo têm de treinar os seus empregados para perceber os riscos que correm no dia-a-dia. Para além disso**, muitas estão no processo de transferir os seus dados para plataformas como Amazon Web Services, onde há mais segurança, embora se perca alguma conveniência porque os funcionários têm de esperar enquanto os aplicativos se conectam à “nuvem”. O Jeff Bezos gosta muito disto mas para nós é um chatice.

Uma vez que os ciberataques são possibilitados pela anonimidade das criptomoedas, o preço desta vigilância e os danos causados quando os criminais são bem sucededidos*** é um tipo de imposto que todos nós pagamos pela Bitcoin.

*Another one of those stray prepositions. I wanted to write “para” but switched to “de”, but no, I should have picked “a”.

**I used “ainda por cima” instead of “para além disso” but that was a wrong choice since its more often used when you’re emphasising something bad. “My wife left me and on top of that, she took my favourite mug” would be a good case to use ainda por cima

***I wrote “quando os criminosos sucedem” but succeed in the sense of “do well” isn’t really a thing. The definitions of suceder on Priberam all have to do with happening afterwards, taking the place of, or inheriting. So “bem sucedido” is where it’s at, baby.

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Adolescentes e Doenças Mentais

More Than a Woman

Today’s text is a bit grim I’m afraid. Sorry. Obviously feeling a bit fragile when I wrote it yesterday, so be warned! The book I’m describing is “More Than a Woman” by Caitlin Moran, if you’re interested. It’s very mixed, the full laughter-and-tears experience.

O livro que estou a ler é muito bom. Se tivesse de escolher uma só palavra para o descrever, a palavra seria “engraçado” porque faz me rir em voz alta muitas vezes mas há partes muito sérias, principalmente sobre a doença mental da filha da autora. O pesadelo começou com um distúrbio alimentar mas piorou até a coitadinha ficar* muito doente e ter de ir para o hospital várias vezes depois das suas tentativas de se suicidar.

Acabou por recuperar, graças a Deus, e conseguiu salvar-se depois de anos de sofrimento.

O que mais me marcou foi uma referência ao filme favorito dela: High School Musical. Durante um período mais difícil nonpercurso da sua doença a mãe dela sugere que elas se aconcheguem no sofá para verem o filme, que é também o favorito da minha filha. Senti um nó na garganta porque me lembrou que isto é algo que pode calhar a qualquer um de nós e as raparigas são ainda mais vulneráveis.

*= até + infinitive caught me off guard here! I wrote até… ficou… teve

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Richtaldi

Here’s a series of three Portuguese Writestreak texts about m’wife’s birthday treat, with notes at the bottom. (thanks to eqdif, gws-lthrowaway and Dani. Morgenstern for the tips)

Part 1 (Wednesday)

Victoria sponge cake with strawberries and cream
The Cake

A minha esposa faz anos hoje. Ela nasceu umas semanas antes de mim, por isso tenho uma oportunidade de brincar com ela por causa da sua grande idade a cada ano que passe, durante o intervalo entre o aniversário dela e o meu.

A nossa filha fez um bolo com morangos e recheio que foi mil vezes melhor do que qualquer bolo que eu já tenha feito. Amanhã, planeamos assistir a um concerto no centro da cidade.

Part 2 (Thursday)

Hoje à noite vamos assistir um concerto que vai ter lugar numa igreja. Numa igreja? Sim, a igreja de St Martin in the Fields fica na praça Trafalgar no centro de Londres e além de ser uma igreja tradicional, foi bem conhecida nos anos oitenta e noventa pelo seu apoio a pessoas sem abrigo que havia naquela zona e naquela altura.

Hoje em dia é mais famosa pelo programa de concertos apresentados no edifício e os seus arredores. A minha esposa quer ouvir As Quatro Estações de Vivaldi, recompostas por Max Richter. Confesso que não faço a mínima ideia como uma música composta por um italiano em meados do século XVIII* pode ser recomposta por um alemão qualquer no  século atual. Ou é as Quatro Estações de Vivaldi ou é uma obra nova… Mas o que sei eu? Sou um gajo inculto que não sabe nada.

Part 3 (Friday)

Como já disse ontem, fomos juntos à igreja de St Martin in the Fields (cujo nome significa São Martinho nos Campos… Hum… Aqui vem uma digressão: a igreja é dedicada ao São Martinho de Tours na França. Quando a Igreja original foi construído naquele sítio na idade média, ficava fora do muro, e fora do que naquela altura era Londres, num campo, e ainda hoje retém o “in the fields” por causa disso, apesar de Londres ter crescido de tal modo que a igreja fica no centro da cidade atual, ao pé da coluna de Nelson e perto do palácio e do parlamento)

Hum… Onde é que eu estava? Pois, enfim** chegámos a horas e sentámo-nos na primeira fila ao pé (ou seja “ao cotovelo”) dos músicos. Estava tão perto dos violinistas que os podia ter lambido se me apetecesse, mas não os lambi porque teria sido uma asneira. A música era bonita e, lá dentro da igreja, o ambiente combinou-se com o som para produzir efeito mesmo arrebatador.

O homem na fila atrás da minha ficou entusiasmado e perdeu controlo da língua. Andava a dizer “Vibes” repetidamente. Não vou tentar traduzir, mas basta dizer que era um hipster chato***. Eu não liguei mas as senhoras estavam perto de o estrangular com uma máscara anti-covid.

Infelizmente eu e a minha filha estávamos cheios de sono mas não importou muito. Às vezes, estar com sono num espectáculo é agonia, mas a hora voou e em breve estávamos na rua e a caminho para casa.

Inside St Martin in the Fields after the performance of The Four Seasons by Vivaldi, recomposed by Max Richter
Inside St Martin’s

* I think it was quite early in the century, actually, I just like “em meados de…” for some reason.

** This possibly isn’t a great choice. The corrector remarked that it sounded negative since ” ‘enfim’ está muito associado a suspiros” but it’s not grammatically incorrect so I’m leavin’ it!

*** I originally wrote “um hipster sem senso” intending to convey that he is utterly senseless, but when I did my usual thing of copying my Portuguese into gtranslate, it translated it as “a no-nonsense hipster”. Say what now? I usually use gtranslate as a way of checking my first drafts. If it comes up with a really surprising translation that’s a good indicator that I’ve picked the wrong word, or made a typo, or that predictive text has changed an “e” to an “é” yet a-bloody-gain, but it has its limits of course and I think this is just a flat-out mistake. These things are usually built by analysing real translations by real translators. If you look up “sem senso” in linguee, it only has one example of “sem senso” on its own (as opposed to something like “sem senso comum”), and I can’t see the wider context but I think the translator has made a poor choice.

This is probably what’s led to gtranslate translating it that way. But that’s OK, because I’ve learned something: the fact that there are so few examples tells me is that “sem senso” is obviously not used in Portuguese. What could I have said instead? Sem senso comum? Nah. Sem sentido? Maybe but it makes me think he has no sense of taste smell touch etc, rather than that he is just a moron, so I decided to describe him as “chato” (annoying) instead.

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As Legislativas

Referring back to the video I shared a few days ago…

No ano passado, prestei muita atenção às notícias sobre as autárquicas mas, desta vez, a eleição passou me quase despercebida no meu sofá*. Estava desperto** para os acontecimentos, claro, mas só de modo ténue. Ouvi uns podcasts, vi uns tuites. Hoje, há um vídeo na Internet – provavelmente já viste – no qual um jornalista fala das legislativas e finge pedir uma explicação sobre o leque de partidos que fizeram parte.

É óbvio que os termos políticos, como “Liberal” e “socialista” têm significados (ou seja valores?) diferentes em países diferentes, e isso é bem ilustrado pelo contraste entre Portugal e os EUA.

* One of the problems of trying to reproduce my own writing style in Portuguese is that its not always easy to distinguish jokes or deliberately odd expressions from actual mistakes. I am really trying to say “It went almost unnoticed on my sofa” but of course that sounds weird in English so in Portuguese, I had suggestions like “passou quase despercebido enquanto estava no meu sofá” which is probably a more normal way of expressing it.

** I originally wrote that I was conscious (“consciente”) of the goings-on but that seems not to be the way Portuguese speakers use that word. Instead they are awake to it.

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Viciado em Jogos e Bolachas

Oscar Wilde
I have nothing to declare but this biccie

Oscar Wilde disse uma vez “Consigo resistir a tudo menos à tentação” e eu concordo. Não como porcarias* desde que não existem em casa, mas hoje a minha esposa fez montes de bolachas para a macaquinha e a amiga dela mas quando voltei para casa, ainda restavam montes e eu é que as comi.

Entretanto, instalei um novo jogo neste telemóvel e agora não consigo desistir de abrir a janela por cada dez minutos. Eu cá preciso de mais vontade para perder peso e ficar mais produtivo.

*=The word I originally used here was “petiscos”, which I usually think of as meaning snacks, but they’re only savoury snacks. The suggestions I was given, in addition to “porcarias” (actually means something like “filth” but can refer to any sort of junk food) were “guloseimas” (sweets) or “gordices” (fattening things)