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Óculos

I used this text to ask a question about a book I’m reading. It’s about the difference between “seu” and “dele” – which are both ways of expressing possession but they’re used slightly differently. Thanks to Butt Roidholds for the correction and to the assembled Reddit multitudes for the answers.

Será que alguém me* pode ajudar? Estou a ler um livro, no qual o protagonista fica obcecado com um músico que se chama Luís Stockman. Na página 91, vai a uma sala de concertos à espera de falar com o Stockman e tem no seu bolso os óculos dele (que foram perdidos num outro concerto e que o protagonista conseguira obter).

Descrevendo a aparência do Stockman o autor diz: “Reparou que tinha uns óculos novos, de armação mais grossa do que a dos seus (ou, no fundo, dos dele), e um cachecol preto em volta do pescoço.”

Custa-me compreender esta frase. Entendo todas as palavras, sem problema, mas o qual é o significado dos parênteses? A diferença entes “dos seus” e “dos dele” neste contexto?

*”que” is attractive so the pronoun has to go first

So I get the general point of “seu” (meaning his, her or its) and dele being a way of saying “of him”. The first one changes with the gender of the owned object (becoming sua for feminine objects), whereas the second changes with the gender of the owner, (becoming dela if it relates to a woman or a girl, say) so it can be useful for making an ambiguous sentence clearer. If a man and a womam go somewhere to get her in “seu carro”, whose car is it, but if its OK “o carro dela” Then you know its the woman’s car.

This one is a little weirder because there no gender problem to untangle but nonetheless the author is trying to be emphatic. He’s saying “He noticed he was wearing new glasses, the frames of which were thicker than his (or rather, of him) and a scarf around his neck.”

Opinion seems to be that it was just underlining the fact that he was referring to the original subject of the sentence – ie, Stockman, not the protagonist.

More about seu and dele on Ciberduvidas

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Bandeiras e Mapas

The Flag of Bahrain in Portuguese
Here Comes Bahrain Again, Falling I’m My Head Like A Memory

Ando a jogar “Quiz de Geografia” porque quero saber mais sobre as bandeiras do mundo, mas a língua padrão do meu telemóvel é PT-PT, portanto os nomes dos países têm de ser escritos em português também. É um ótimo método para aprender os nomes portugueses de vários países pequenos que ainda não sei porque raramente penso neles, tal como “Quirguistão”, “Camboja” e “França”.

The name of the app is “Quiz de Geografia” in my phone but I have all its settings in portuguese (as discussed here) so it might present as something else if you haven’t taken this gung-ho approach. As with many things, names of countries and capitals are subject to orthographic reform

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O Mistério do Coelho Pensante

O Mistério do Coelho Pensante

Este livro é um conto infantil escrito pela autora brasileira Clarice Lispector para divertir os seus filhos. Explica a forma de como os coelhos pensam: franzem e desfranzem os narizes rapidamente para “cheirar” uma ideia e assim conseguem imaginar um plano para se safarem da sua gaiola*.

*The word used in the original book is Casinhola but that seems to be a brasileirismo

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More Introvert Whining

Vegan Ice Cream
It’s Milk and Eggs, Bitch… Except when it isn’t.

Texts from a couple of days ago. Thanks as usual to Dani for the corrections.

(15/12) “Valha-me Deus”

Estou a caminho de um almoço de peru vegan com os meus colegas. Rezem por mim!

(16/2) “Não Foi Assim Tão Mau”

O almoço de ontem correu bem. Os meus colegas são simpáticos. Ainda que eu seja introvertido, consegui curtir a refeição. E o restaurante era excelente. Quem teria acreditado que um gelado sem leite seria tão bom?

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Ansiedade de Fim de Ano

Estamos perto do final do ano* e fico sempre com ansiedade para levar ao fim os meus projetos antes da passagem de ano. Todos os dias durante o pequeno almoço, revejo a minha lista de tarefas e escolho 4 ou 5 para completar. “Será que consigo cumprir estas obrinhas?” pergunto… E faço que sim, mas no meu coração sei que estou a sonhar porque não há 65 horas num dia.

*Bit of a treasure trove of article-related mishaps, this. I originally wrote the title as “Ansiedade do fim do ano” – Anxiety of THE end of THE year but it’s more correct to leave out the articles and write it this way which I guess is more like “year end anxiety”. Notice in the body of the text, in the first sentence, we have a couple of “do”s: “we are close to THE end of THE year” because we’re talking about this specific year, but later it’s back to de when we talk about “(a) passagem de ano”. Um… Why though? According to priberam, Passagem do ano is correct.

Apparently the answer is that I’m talking about the concept in general, because i have switched to talking about what happens every year. “Passagem de ano” is a set phrase like “Fim de semana”, and you only use the article if you’re talking about one specific new year. Got it? OK, so do I, I think. Oof. Complicated!

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Ninfas e Adamastors

Ninfas e Adamastores

Ninfas e Adamastores é um conto escrito por Raquel Ochoa que fala sobre uma família judia* cujo pai emigra para a ilha de S Miguel nos Açores deixando a sua mulher grávida para trás no Magrebe.

A história faz parte duma série lançada pelo jornal Diário de Notícias sob a rubrica de “Contos Digitais”. Já li alguns contos da mesma coleção e ainda que este não seja o meu favorito, vale a pena. Não o odeiei!

*Feminine of judeu – which apparently is a very irregular adjective!

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Ser Português: Resumo

Here’s the summary of the book I’ve been reading and discussing in my texts lately. Thanks as usual to Dani for the corrections. TL;DR – it’s weird and you could probably find a better book in the same subject.

Ser Português de António Lameira (Frei António)

Já acabei de ler este livro, mas fiquei com várias dúvidas. Houve muitas coisas que me deixaram boquiaberto (por exemplo isso dos bens do analfabetismo)

Li-o com muita atenção porque quero entender mais sobre a cultura portuguesa e este livro pareceu prometer iluminação mas… Sei lá… Nem sempre tenho certeza de que compreendi perfeitamente o que ele queria dizer. Entendi mal algumas palavras? Levei-o a sério de mais? Perdi um tom irónico? E ainda por cima, mesmo que tenha compreendido perfeitamente, quão típicas são as opiniões dele? Claro está que é um homem religioso e conservador. Então é só ele que acredita nesta ou naquela afirmação ou será que a maioria dos portugueses concordam.

Mas é sempre interessante ler as opiniões de pessoas com outras perspetivas, portanto vou ver este livro como um ponto de partida, em vez duma chave que desvendará os segredos da alma dum povo!

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Insucesso Glorioso

This is the last of my texts summarising individual chapters in the book Ser Português by António Lameira, aka Frei António. I’ve been a bit sloppy with the credits lately but as ever, huge thanks to Dani on the writestreakpt subreddit for her invaluable help correcting texts.

No final do livro, o autor fala de vários exemplos de insucesso na história do país que resultaram em benefícios apesar de tudo. Nesta rubrica, fala da vida do Prior do Crato em tentar pôr fim* à crise mencionada no último capítulo, e atiçar** o país contra os espanhóis, e também de Humberto Delgado, outrora simpatizante do fascismo que se tornou crítico do regime Salazarista e foi assassinado em resultado disso.

Além disso, fala das Tripas à Moda do Porto como mais um exemplo glorioso da manha do povo, e também das reformas após o terramoto de 1755 como exemplo de triunfo face ao desastre. Mas o último e mais insólito exemplo prende-se com o isolamento do país: apesar*** do analfabetismo e da pobreza que resultaram dos vários transtornos ao longo dos anos, o povo conseguiu manter as suas tradições, a religião e a individualidade que se teriam perdido se tivesse havido mais contacto com outras culturas e outros mercados.

* I messed this up by trying to apply the phrase “levar até ao fim” but that means something like “bring it to completion”. It’s been corrected to “pôr fim a” meaning “put an end to”

** I used “suscitar” for stir up but that’s not really le mot juste when we’re talking about riling people up against an enemy.

*** Hm, interesting one. I originally write “além” instead of apesar because apesar seems to imply they maintained their tradition in spite of their illiteracy, but that’s not actually what he’s saying: he’s implying that their isolation resulted in many detrimental effects, including illiteracy but that at least it meant they got to maintain their faith and their way of life. I guess a charitable reading of this is that he’s finding a silver lining, but there’s a definite whiff of religious conservatism here that makes me purse my atheistic lips. Anyway, I had made up my mind to ignore that correction, but she’s also given a rewritten version of the paragraph that correctly states what i was trying to say. So… The only conclusion I can come to is that “apesar” has a slightly different weight or sense to it than the equivalent “in spite of”

You can see the rewritten paragraph in the comments here if you’re interested.