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Uma Nova Língua

Well, my Arabic lesson was interesting, and here’s a report (in corrected portuguese) of my daughter’s Japanese lesson:

Estou a fazer o “iTalki Olympic Language Challenge” (o desafio Olímpico de línguas). Quando estava a falar com a minha filha sobre este assunto, ela disse que queria estudar uma língua também.
– Que bom! Filho de peixe peixinho é! E qual é a língua é que queres aprender, fofinha? Português?
– Não, Japonês!
Fiquei surpreso mas ela disse que tem um grande interesse pela língua e a cultura japonesa. Por isso, hoje de manhã, teve a sua primeira aula com uma professora japonesa. Ela gostou muito dela e aprendeu muitas palavras. Marcamos cinco aulas para as semanas seguintes.
É possível que ela se farte de japonês após* cinco aulas. Não sei, mas estou muito contente de vê-la encontrar novos interesses.

 

*=I keep writing “após de” and it keeps getting corrected but I keep doing it.

Thanks to Sophia, Lilian and Bruna for their corrections

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Comentários Sobre Um Filme: Os Imortais

No sábado*, vi um filme de António-Pedro Vasconcelos que se chama “Os Imortais”. Gostei muito dele. O argumento concerne quatro soldados da guerra em Moçambique. Após a guerra, voltaram a Portugal mas acharam difícil voltar à vida quotidiana. Para lutar contra o aborrecimento,  eles discutem, jogam a poker e passam o tempo com mulheres que maltratam. Afinal, tornaram-se ladrões. Roubaram um banco usando armas militares e um deles matou um segurança.

A protagonista é um “chui” – um policia velho protagonizado*** por Nicolau Breyner, um gordo, velho, e que sempre fuma um cigarro como um detective clássico! Não se importa pelo roubo, ou até mesmo dos assassinatos (de um soldado e uma mulher francesa) que seguem. Apenas quer resolver a mistério antes da sua aposentadoria, e antes do seu colega – um polícia jovem, que tem muitos certificados, e usa computadores em vez do trabalho tradicional da policia.

*=according to Rita, who kindly corrected this, “Segundo o Novo Acordo Ortográfico, os dias da semana deverão ser escritos com letra minúscula”. Good God! No wonder the Portuguese are so cross about it!

**=lit. “A security”. I originally wrote “um guarda de segurança” because that’s what wee would say in English but… nope.

***=I wrote “jogado” which was stupid because “playing” a game isn’t necessarily the same as “playing” a part in a film in every language. A Brazilian user corrected it to “interpretado” which looks more natural to me but Rita is Portuguese so I’m trusting that the weird-looking “protagonizado” is right.

 

 

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Portanhol

Hoje de manhã, ethcutei uma gravathão de “Jothé e Pilar” para praticar Portuguêth. Infelithmente, ethquethi-me que a Pilar del Rio, a ethpotha de Jothé Tharamago era ethpanhol e por itho, agora falo Portuguêth athim.

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Key Learnings 3 -A Pair of Ears and a Stray à

Today’s top two new things were:

Orelha and Ouvida: I have known for a while that there were two words for the ear but I had lazily assumed they were synonyms. But in fact, Ouvido is the bit you hear with and Orelha is just the flappy bit on the outside.

This sentence:

Em casa da família de acolhimento é melhor que o estudante tenha a idade aproximada à das crianças da família.

was baffling to me because the à [a+a], immediately followed by das [de+as] seems to mean “to the of the children” until I finally wrapped my head around what it was doing. The à is actually “to it” not “to the” because an a can be a pronoun as well as an article, so the sentence means

In the house of the host family it’s better that the student be of the same age as it (i.e “as the age”) of the children in the family.

As for the actual statement itself, OK, I know, I’m not sure why that would be true, but when I had the initial conversation about this I thought “família de acolhimento” meant a foster family, so it made a sort of sense. I think it’s more like a host family in some sort of school exchange program though.

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A Bicicleta

[Uncorrected Portuguese Klaxon]

Percebi que o website Cycling Fallacies (“As Falácias Sobre A Bicicleta”) tem sido traduzido ao Português e tinha a motivação a fazer alguma coisa que estava a planear desde o mês passado: classificar e rotular as peças de uma bicicleta para ensinar-me algum vocabulário útil.

bicicleta

Nesta imagem, utilizei o vocabulário especifico a Portugal da Pagina Wikipedia Português, acrescentado pelas palavras da Loja Das Bicicletas. A imagem está diminuída por o blogue mas espero que possa lê-lo.

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Aconselhamentos

Caro Rui*,
Estou muito feliz de ouvir que pensas visitar-me aqui em Londres. Ainda que não tenhas muito dinheiro, vem**! A libra está muito baixa hoje em dia por causa dos “Brexiteers” e por isso tudo é muito barato.
Eis as minhas regras para uma viagem a Londres:
É necessário que tragas um guarda-chuva porque chove muito aqui.
É possível que compres um “Oyster Card” na estação de comboios. Com isto, é possível fazeres viagens todos os dias sem pagar.
É viável andares de comboio (a rede de comboios subterrâneos de Londres chamar-se “The Tube”) porque convém evitar o tráfego*** nas ruas.
Não é provável que encontres o Stephen Fry no supermercado mas se é que o encontras, deves levantar o seu chapéu, quer queiras quer não. Por isso, é aconselhável que tragas um chapéu. Embora tenhas dores de cabeça, usa-o todos os dias que fiques no país.

*=Just to explain why the phraseology in this is so weird, here is the note I attached to it in iTalki

Este exercício destina-se a ajudar-me a praticar três tempos: presente do conjuntivo, infinitivo pessoal e imperativo. Por isso, algumas frases não são muito idiomáticas, mas não faz mal. Acho que a gramática é pouco especifica a Portugal. Pode ser que a gramática do Brasil seja diferente. Eu ficaria muito contente em receber correcções do Português de Portugal. Muito obrigado

**=I can’t believe this is the 2nd person imperative form of “vir”!

***=I originally wrote “tráfico” but that means traffic in the sense of “drug trafficking”

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Book Review

Europe In or Out: Everything You Need to Know by David Charter

Original (and more detailed) review in English here

22388483Estou a escrever este comentário três dias antes do referendo, por isso, se pensa em lê-lo, venha logo!
David Charter é um jornalista do “The Times” em Londres com um impressionante conhecimento do funcionamento interno do UE. É cético sobre o assunto, mas com uma certa forma de ceticismo: Quer investigá-lo e descobrir o que acontece lá, ao contrário da outra definição de ceticismo, que significa odiar a UE e todas as suas obras para as razões viscerais.
O livro é dividido em duas partes. A primeira parte trata de argumentos a favor e contra o “brexit” que se referem às maiores áreas do mundo político: a segurança, a prosperidade, a paz, a cooperação com os nossos vizinhos no continente, a democracia e algumas coisas assim. Não é surpresa que as maiores dúvidas (a economia, a influência mundial) apoiam a ideia de ficar na UE. Por outro lado, o assunto da democracia é mais difícil de resolver, e depende de como acha do com promisso entre a cooperação, a falta da democracia em Bruxelas e as problemas de segurança por causa das fronteiras porosas. A segunda parte concentra-se nos maiores sectores económicos como o financiamento, a agricultura e a pesca. Claro que o sector dos serviços financeiros será confuso sem as ligações à UE, e é mesmo para a agricultura. Além disso, a pesca, apenas tem muitas regras más, não conseguirá ganhar muito por causa do “brexit”.
O leitor pode fazer as suas próprias conclusões, e os prós e os contras são resumidos para ajudar a avaliá-los.
Uma coisinha que não concordo com o autor é o assunto de dúvidas sobre a situação após o “Brexit”. Ele afirma que esta incerteza vai assustar-nos e por isso vamos ter medo de mudar, mas parece que a verdade é o oposto: a incerteza ajuda a campanha de brexit. Acho que cada “brexiteer” tem uma diferente visão individual da vida no futuro. Algumas esperam que o Reino Unido vá estar na Área Económica Europea (EEA), outros na Área Europeia de Comércio Livre (EFTA) e mais algumas creem que apenas devemos ter um acordo de livre comércio com o continente.
Estas opiniões têm um certo apelo para vários grupos dentro do campo de Brexit, mas não pode acontecer a todos, e por isso, muitas pessoas vão ficar desapontados. Votarão para as suas próprias utopias, mas receberão um governo escolhido por uma pequena minoria.
Esta é a razão pela qual os britânicos devem de ter medo.

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Edimburgo

[Este caderno é o meu primeiro escrito em Português desde o exame. Desculpem os meus erros!]

Eu e a minha família passamos uma semana em Edimburgo. Precisámos de algumas férias após da semana anterior: Eu tinha feito o exame “DEPLE” (Português B1), a minha esposa tinha feito a prova final da universidade aberta e a herdeira da minha grande fortuna tinha ido à costa do sul com a sua escola, fazer aventuras ao ar livre e nunca dormiu.
Edimburgo é a capital da Escócia. Fica a quinhentos quilómetros do norte de Londres e por isso o tempo normalmente é terrível, mas durante as ferias, o sol brilhava todos os dias. Entretanto em Londres, foi pior, frio, cinzento… Quando voltamos a casa, estavamos bronzeados.
Durante as férias, ficamos num apartamento acima dum restaurante italiano. Visitamos alguns castelos e um museu, demos um passeio de barco para vermos focas e papagaios-do-mar e fomos a uma festa com alguns amigos. A minha filha fez anos (ela tem onze agora!)
Infelizmente, amanhã tenho de voltar ao trabalho.
:^(

Imagem: A vista do topo da montanha “Arthur’s Seat”

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A Tentativa, O Balde e Eu

Uma descrição da situação no que estou a falar com um amigo e preciso duma palavra. Tenho certeza que sei esta palavra mas neste momento não posso lembra-la.

“Eu baixo o meu balde para ao fundo do poço de vocabulário mas quando vem para cima o balde está vazio”

Totes planning to use this often in the future. It’s strangely easy to remember, pleasing on the ear and has two new (to me) words in it.

 

 

*Uncorrected Portuguese Klaxon*

 

 

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Comentários Sobre Um Filme: Passport to Pimlico

passport-to-pimlico-149-001-stanley-holloway-on-tube-00m-fgqO meu filme favorito é um filme a preto e branco do Estúdio Ealing que se chama “Passport to Pimlico”.
Os eventos do filme acontecem em Pimlico, um bairro de Londres nos anos imediatamente a seguir da Segunda Guerra Mundial. Na abertura, uma velha bomba, enterrada debaixo duma igreja explode e nas ruínas, encontra-se uma caixa com papeis antigas que diziam que Pimlico foi dada* ao duque de Borgonha na idade média. Borgonha ainda não existe, mas os papeis diziam que viva neste pequena área de Londres.
No início, esta informação parece uma piada, mas passado pouco tempo, toda a gente de Pimlico decidiu que eram cidadãos de Borgonha. Não têm de obedecer as leis do Reino Unido, não têm de pagar impostos, e podem vender e comprar à vontade. Em breve, a situação cresce até ao ponto em que o governo construí uma parede em redor do bairro e não deixa ninguém entrar nem sair. Ninguém pode obter comida e os moradores pensam que estão vencidos mas um rapaz fora do muro lança um bombom** por cima do muro para dentro de Borgonha. Os adultos fazem o mesmo. Batatas, frutas, pão, latas, todos voam para dentro e (como se diz “spoiler alert***”?) a Borgonha permanece viva.
É muito engraçado. Também, gosto muito de ver o espírito da cidade a acordar depois de tanta destruição, tanto dificuldade.

*=I think this is right. Some of the corrections seem to be assuming that the box was given to the Duke of Burgundy, but no, Pimlico – or at least that part of it – was.

**=It was a sweet or a lollipop or something, IIRC, and not – as one of the corrections seemed to assume – a balloon.

***=”Alerta spoiler”

 

Thanks as ever to the iTalkians who helped me with corrections: Sophia, João and Lorena.