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Book Review

Europe In or Out: Everything You Need to Know by David Charter

Original (and more detailed) review in English here

22388483Estou a escrever este comentário três dias antes do referendo, por isso, se pensa em lê-lo, venha logo!
David Charter é um jornalista do “The Times” em Londres com um impressionante conhecimento do funcionamento interno do UE. É cético sobre o assunto, mas com uma certa forma de ceticismo: Quer investigá-lo e descobrir o que acontece lá, ao contrário da outra definição de ceticismo, que significa odiar a UE e todas as suas obras para as razões viscerais.
O livro é dividido em duas partes. A primeira parte trata de argumentos a favor e contra o “brexit” que se referem às maiores áreas do mundo político: a segurança, a prosperidade, a paz, a cooperação com os nossos vizinhos no continente, a democracia e algumas coisas assim. Não é surpresa que as maiores dúvidas (a economia, a influência mundial) apoiam a ideia de ficar na UE. Por outro lado, o assunto da democracia é mais difícil de resolver, e depende de como acha do com promisso entre a cooperação, a falta da democracia em Bruxelas e as problemas de segurança por causa das fronteiras porosas. A segunda parte concentra-se nos maiores sectores económicos como o financiamento, a agricultura e a pesca. Claro que o sector dos serviços financeiros será confuso sem as ligações à UE, e é mesmo para a agricultura. Além disso, a pesca, apenas tem muitas regras más, não conseguirá ganhar muito por causa do “brexit”.
O leitor pode fazer as suas próprias conclusões, e os prós e os contras são resumidos para ajudar a avaliá-los.
Uma coisinha que não concordo com o autor é o assunto de dúvidas sobre a situação após o “Brexit”. Ele afirma que esta incerteza vai assustar-nos e por isso vamos ter medo de mudar, mas parece que a verdade é o oposto: a incerteza ajuda a campanha de brexit. Acho que cada “brexiteer” tem uma diferente visão individual da vida no futuro. Algumas esperam que o Reino Unido vá estar na Área Económica Europea (EEA), outros na Área Europeia de Comércio Livre (EFTA) e mais algumas creem que apenas devemos ter um acordo de livre comércio com o continente.
Estas opiniões têm um certo apelo para vários grupos dentro do campo de Brexit, mas não pode acontecer a todos, e por isso, muitas pessoas vão ficar desapontados. Votarão para as suas próprias utopias, mas receberão um governo escolhido por uma pequena minoria.
Esta é a razão pela qual os britânicos devem de ter medo.

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Edimburgo

[Este caderno é o meu primeiro escrito em Português desde o exame. Desculpem os meus erros!]

Eu e a minha família passamos uma semana em Edimburgo. Precisámos de algumas férias após da semana anterior: Eu tinha feito o exame “DEPLE” (Português B1), a minha esposa tinha feito a prova final da universidade aberta e a herdeira da minha grande fortuna tinha ido à costa do sul com a sua escola, fazer aventuras ao ar livre e nunca dormiu.
Edimburgo é a capital da Escócia. Fica a quinhentos quilómetros do norte de Londres e por isso o tempo normalmente é terrível, mas durante as ferias, o sol brilhava todos os dias. Entretanto em Londres, foi pior, frio, cinzento… Quando voltamos a casa, estavamos bronzeados.
Durante as férias, ficamos num apartamento acima dum restaurante italiano. Visitamos alguns castelos e um museu, demos um passeio de barco para vermos focas e papagaios-do-mar e fomos a uma festa com alguns amigos. A minha filha fez anos (ela tem onze agora!)
Infelizmente, amanhã tenho de voltar ao trabalho.
:^(

Imagem: A vista do topo da montanha “Arthur’s Seat”

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A Tentativa, O Balde e Eu

Uma descrição da situação no que estou a falar com um amigo e preciso duma palavra. Tenho certeza que sei esta palavra mas neste momento não posso lembra-la.

“Eu baixo o meu balde para ao fundo do poço de vocabulário mas quando vem para cima o balde está vazio”

Totes planning to use this often in the future. It’s strangely easy to remember, pleasing on the ear and has two new (to me) words in it.

 

 

*Uncorrected Portuguese Klaxon*

 

 

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Comentários Sobre Um Filme: Passport to Pimlico

passport-to-pimlico-149-001-stanley-holloway-on-tube-00m-fgqO meu filme favorito é um filme a preto e branco do Estúdio Ealing que se chama “Passport to Pimlico”.
Os eventos do filme acontecem em Pimlico, um bairro de Londres nos anos imediatamente a seguir da Segunda Guerra Mundial. Na abertura, uma velha bomba, enterrada debaixo duma igreja explode e nas ruínas, encontra-se uma caixa com papeis antigas que diziam que Pimlico foi dada* ao duque de Borgonha na idade média. Borgonha ainda não existe, mas os papeis diziam que viva neste pequena área de Londres.
No início, esta informação parece uma piada, mas passado pouco tempo, toda a gente de Pimlico decidiu que eram cidadãos de Borgonha. Não têm de obedecer as leis do Reino Unido, não têm de pagar impostos, e podem vender e comprar à vontade. Em breve, a situação cresce até ao ponto em que o governo construí uma parede em redor do bairro e não deixa ninguém entrar nem sair. Ninguém pode obter comida e os moradores pensam que estão vencidos mas um rapaz fora do muro lança um bombom** por cima do muro para dentro de Borgonha. Os adultos fazem o mesmo. Batatas, frutas, pão, latas, todos voam para dentro e (como se diz “spoiler alert***”?) a Borgonha permanece viva.
É muito engraçado. Também, gosto muito de ver o espírito da cidade a acordar depois de tanta destruição, tanto dificuldade.

*=I think this is right. Some of the corrections seem to be assuming that the box was given to the Duke of Burgundy, but no, Pimlico – or at least that part of it – was.

**=It was a sweet or a lollipop or something, IIRC, and not – as one of the corrections seemed to assume – a balloon.

***=”Alerta spoiler”

 

Thanks as ever to the iTalkians who helped me with corrections: Sophia, João and Lorena.

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As Cartas

Letters are right at the end of the textbook I’m using but they come up in some of the mock exams I’ve looked at so I thought I’d better get familiar with them

1 – Formal

Londres 20 de Maio de 2016

João Imaginário
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa
Portugal

Excelentíssimo Senhor
Desculpa de não ter escrito mais cedo. Tive dores nos dedos por causa de tocar demasiado o violão e por isso não pude usar o teclado.
Fiquei espantado e encantado ao receber a sua oferta de tornar-me Professor de Português. Depois de muita consideração, acho que devo recusá-la neste momento porque preciso de mais pratica. Pode ser no próximo ano?

Obrigado outra vez
Os melhores cumprimentos
18ck

2 – Informal

Londres 20 de Maio de 2016

Caro Jose

Obrigado pelo livro que enviou-me para o meu aniversário. Não tenho lido livros de China Mievile, mas gosto muito de ficção científica e ouvi que é um escritor interessante. Estou contente por saber que a sua equipa ganhou o tri campeonato, seja lá o que isso for.

Um abraço
18ck

So it looks like Caro is the rule for starting letters in informal situations and Excelentíssimo (or “Exmo”) for formal. I have also seen “Prezado” (“esteemed”) but I believe that’s more of a Brazilian thing.

The sender’s address only seems to be the town and date in the format shown. Recipient addresses have the format:n5anuxqrjqjijncdkitgf03dee2

[Recipient Name]
[Housename] (optional)                
[Streetname] [Streetnumber] 
[Locality]
[7 digits] [TOWN]        
[PORTUGAL] (if posting internationally)

Endings seem to be “os melhores cumprimentos”, “Atentamente”, or further down the scale of formality, “um abraço” (seems to be common between men) or something with beijo or beijinho.

Formal letters also seem to use v/ for Vosso and n/ for Nosso. I haven’t seen these anywhere except on the formal letter sample in Lathrop and Dias, which is sort of weird.

 

 

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As Redes Sociais (Tradução)

As redes sociais fazem as pessoas que estão distantes parecerem perto e aqueles que estão perto parecerem longe.

Isto quer dizer que as pessoas que vivem em Brasil, por exemplo, parecem perto porque é fácil falar com eles através do Skype ou Facebook ou mesmo iTalki! Mas os amigos ou membros da família sentados frente a frente são distraídos por os seus telemóveis e por isso não falam em nada.

smart-phones

 

Thanks to Rubens, Fábio and Rejane for help with the translation. The original quote is something I have heard from the mouth of Stephen Metcalf, although I don’t remember if he was quoting someone else at the time. It’s something like “Social networks make people who are far away seem close and those who are close seem far away”

The translation of “at all” turns out to be more complicated than I assumed because (duh!) you can’t just translate it literally

Estou a revisitar este “notebook”. Muito obrigado para isto resposta. Hm. Acho que o erro que faço é em tentar traduzir literalmente a frase inglês “at all”. Em inglês, se deseje aumentar um negativo, pode usar “at all”. Por exemplo “He didn’t say nothing at all” significa “disse absolutamente nada”. Talvez devo dizer “mesmo” em vez de “de tu/odo”. “Disse nada mesmo”, “não falam mesmo”. Hum… Faz sentido?

Or possibly “em nada” . Não falam em nada”. In English I would say “they don’t talk at all”

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Vêm Os Brasileiros

2a696675cb838a66889464a5cdef3e36[Warning – Uncorrected Text = Likely to be a total disaster]

Na semana passada, faço um exame modelo de Português Nível B1. Havia um exercício de gramática e… que horror!  Tive quinze por cento! Pedi a minha professora ajudá-me compreender as regras. Ela explicou que este modelo era um “CELPE-Bras” (Português de Brasil) e por isso muitas regras não aplicavam a Português de Portugal. Depois de fazer correcções, a minha nota nova foi… sessenta e cinco por cento! Isto não é tanto mal!

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Os Relógios

big-brother-is-watching-youBoa tarde e Força Benfica!*

O meu livro preferido é “1984” de George Orwell. A protagonista chama-se Winston Smith, e vive em Inglaterra no futuro. O livro foi escrito em mil novecentos e quarenta e oito. Naquele ano, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro parecia o futuro, apesar de que só tinha quinze anos! É uma “utopia negra” que trata a manipulação da história e do idioma para controlar os cidadãos. Nas páginas dele há muitas frases bem conhecidos por exemplo “Big Brother is Watching You” (“O filho mais velho esta a olhar-te”)
Mas por quê digo-lhe isto? Boa questão.
Hoje, quando estava a falar com a minha professora, ela lembrou-me que os Portugueses usam o relógio de vinte e quatro horas. Por outras palavras, se forem três da tarde, é comum dizer “as quinze”. Agora, em Inglês, isso seria muito estranho. Além disso, é tão estranho que o Orwell utilizou a estranheza como um bom efeito. O livro começa assim:

“It was a bright cold day in April and the clocks were striking thirteen” (quer isto dizer “Estava um dia claro e frio em Abril, e os relógios estavam a tocar as treze”)

Quando um leitor inglês lê isto, os seus pensamentos correm como seguinte:
– Estava um dia claro e frio… [Mm-hm, O clima… bom. É normal. Que mais?]
– em Abril… [a primavera. Que bom. E o que mais?]
– e os relógios estavam [o tempo. O que pode ser mais normal do que o tempo?]
– a tocar as treze [O QUÊ????? Não é possível! Só há doze números num relógio. O que se passou?]

Neste ponto, o leitor deve pegar numa chávena de chá para acalmar-se.
Mas acho que em Portugal, esta frase não parece nada estranha…?
Mais tarde, o leitor descobre que no futuro, muito terá mudado, e uma destas coisas será a medida do tempo.

———————————————————

*=Para ser honesto, não me importa mas estou a tentar parecer como um português autêntico. Por outro lado, se fosse português estaria a ver o jogo, né? Hum.

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Uma Tradução Nova

Tentei de traduzir um outro canção de Deolinda. Olhe o video debaixo (O vestido dela é impressionante, né? A voz também, mas o vestido… diacho!)

Parece muito mais difícil do que o ultimo. As palavras são bastante simples mas há algumas frases que no pude entender no inteiro. Ainda o título é um osso duro a roer. Espero que o resultado não é tão longe do verdade!

Song at the Side

Forgive me, learned men, aesthetes,
Poetic spirits, gentle souls,
For the falsity of my genius and
My words
What is the scholarship that I sing,
What is life, wonder,
What is beauty, grace,
But I just aspire to the art
Of planting potatoes.
Forgive me for every little thing,
but there is nobody here who sings fado.
If you came to hear Deolinda,
You came to the wrong place.
We are in a house next door.
We all went to a house next door to us.
I know well that there are writerly trowels,
Literary plasterers and hard-working poets
And poets who are true masons
Of letters,
And they sing in genuine art, the humble fisherman
The modest seller of fish
And so the singer should devote herself to fishing.
Forgive me for every little thing,
But there is nobody here who sings fado.
If you came to hear Deolinda,
You came to the wrong place.
We are in a house next door.
We all went to a house next door to us.
Why not do what I like.
I sing with disgust the fact that
I am here
And somewhere I know someone unsuitable
Takes my place.
No one is happy with what he has
And there is always someone coming and they
Are as good as us;
But that someone is usually not
Who they should be.
Forgive me for every little thing,
but there is nobody here who sings fado.
If you came to hear Deolinda,
You came to the wrong place.
We are in a house next door.
We all went to a house next door to us.
And it is the change I propose;
It is not a fearful step
In dark utopias,
It is as simple as changing
a radio station…
I propose that they change with you and
Put their lives right.
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Expressão Oral

Sample files working up phrases for use in the exam…

  1. Fale sobre o que gosta de fazer nos tempos livros

2. Fale sobre o seu trabalho

3. Fale sobre as vantagens e desvantagens de ter animais de estimação em casa