
Here are a few thoughts about the jokes in this popular joke book, and a few things I have learned from reading it. I won’t trot out every new word, of course, but I noticed a few patterns and formats that came up again and again, and I thought it was worth noting them down. Being able to tell a good joke in another language is real jedi-level language skill, so I think it’s useful to know what the “rules” are.
Piadas Secas and “Dry Humour”
First of all, “Piadas Secas” doesn’t seem to be the same as what we would call “Dry Humour” (jokes told with a straight face, often with a slightly dark theme), it seems more to be “stale jokes” or perhaps just “old jokes”. Not quite Christmas-cracker level but close. If you’ve ever read a rag mag you’ll know the sort of thing. However, whereas university students tend to be very careful to avoid offence (even in the late eighties when I was at UEA) these are really in Bernard Manning territory, full of fat girl jokes, leper jokes, dumb blonde jokes, knob gags, and a little light racism. I’m not the sort of person who hurls a book across the room for that sort of thing but like… dude, it’s 2018.
Anyway, let’s look at a few examples of the jokes (don’t worry, I’ll stick to the less icky ones because the icky ones are less interesting from a language perspective):
Playground Classics
There were a lot of jokes that were so similar to old chestnuts from my youth that I’d be pretty sure they were translated from english rather than having sprung up independently
-Sabes qual é a diferença entre um rolo de papel higiénico e um cortinado de banheira?-Não, diz-Ah, então foste tu, javardo!
-Quantos Psicólogos são precisos para mudar uma lâmpada-Uma, mas a lâmpada tem de querer mudar
Estou? Quem fala?NoéNoé quê?Noé da sua conta
And here’s one that’s basically a recycled “Yo mamma so fat” joke,
Era uma vez uma mulher tão gorda, mas tão gorda que um dia que um dia vestiu-se numa camisola com um “H” e um helicóptero aterrou-lhe em cima
Note the “Era uma vez” at the start, which is equivalent to “There was…”. You can also use “Havia…” to start the joke and introduce your characters. And the “tão gorda, mas tão gorda” (or “tão preguiçoso” or “tão pequeno” or whatever it might be) seems to be a pretty common stand-by in this kind of joke too. Here’s another. Same format but with “Havia” at the front and a different adjective
Havia um homem tão pequeno, tão pequeno que não andava de metro. Andava de centímetro
OK, I’m getting away from playground standards a little bit here, so let’s try some spicy foreign stuff.
Portuguese Wordplay
For me, the most interesting ones were the ones that relied on a specific portuguese puns that required me to work out how the joke worked. I assume these are old chestnuts too, in their own country.
– Boa tarde, tenho uma consulta Duarte Matos– Ai, você deve ser mesmo altruísta vir aqui doar tomates
Uma freira tinha de por supositórios em três bebés. Meteu no primeiro, depois foi atender o telefone e esqueceu-se em qual tinha posto. Qual o nome da freira-Madre Teresa de Cal-cu-tá
I think “Cal-cu-tá” = “Qual cu ‘tá” (“which bum is it?”). This seems to be a reasonably common joke format: describe a person or a film, or something and then ask the person to guess what it is. Here’s another
Um homem entra num bar, pede uma imperial e leva-a para casa. Qual é o filme?
– Roub-ó-copo
Then there’s:
Vira-se o computador grande para o pequeno:– Olha para ti, tao pequeno e já computas
The next one relies on you being able to turn the phonetic sounds of numbers into words.
Quem 60 ao teu lado e 70 por ti, vai certamente rezar 1/3 para arranjar 1/2 de te levar para 1/4 e te dizer-20 comer
Era uma vez uma mulher que partiu a perna ao filho
Não tinha canela para pôr no bolo.
is another I needed iTalki’s help for. I knew “canela” means “cinnamon” but I didn’t know it was also the equivalent of the english word “shin” – a colloquial name for the tibia.
And this one:
-Artur, estás tão diferente!-Eu não sou Artur
Qual é o cúmulo de preguicaCasar-se com uma mulher grávida de outro
The Cream of the Crop
O que é invisível e cheira a cenoura?O peido do coelho
Entra uma mosca num restaurant:
-Qual é o prato do dia?
-Arroz com cocó
-Xiiiii, que nojo, todos os dias arroz!
Eu li este livrinho em 24 horas, entre a hora de jantar de segunda-feira e a hora de jantar de terça. É realmente fininho, com apenas 50 páginas, mas o conteúdo é muito intenso. Trata da perda do pai do narrador, a tristeza dele, as memórias, e o vazio que permanece depois da morte.
Este rapazinho mora no Canadá com a sua avó e o seu irmão. O irmão, que se chama Andrei, é adolescente e passa os seus dias a fumar canábis, ou algo do género (não é nomeado no texto). Antigamente a avó vivia na Ucrânia, na União Soviética, perto de Chernobyl onde o seu marido morrera. Ela tem dores de pulmões por causa de radiação – tem cancro e talvez mais problemas por cima. Também acho que tem uma espécie de demência. O rapaz deixa-lhe recados para ela fazer as coisas do dia-a-dia.
A vida inglesa é, no maior parte, sem aventura e sem variedade. Noventa por cento dos autores ingleses vêm da classe média; as experiências de qual ambos sexos podem levar inspiração limitam-se ao três ou quatro – uma juventude quieta, uma educação numa escola privada, uma universidade, alguns anos em Londres ou as províncias para ganhar uma profissão uma esposa, uma casa e umas crianças: matéria para um livro, talvez, que as editoras, e a precisa de se manter si mesmo, esticam até ao três ou quatro. Um sistema rigoroso de classe lança uma manta por cima de qualquer tentativa para aumentar estes limites. Um inglês típico da classe média simplesmente não consegue compreender bóxeres, gângsteres. tascas, negros, e até se puder, achá-lo-ia completamente sem a força e sem o cor do equivalente americano
Acabo de transferir o meu Sloe Gin para garrafas. Para quem não sabe, Sloe Gin faz-se da fruta do abrunheiro, que é encharcado em gin durante dois meses com um bocadinho de açúcar. A parte mais desafiadora é encontrar uma árvore com frutos em Outubro, (dois meses antes do natal e antes dum outro fã de Sloe Gin os apanhar todos!). Eu conheço apenas dois abrunheiros ao alcance dum homem de meia idade numa bicla, que ficam em Wimbledon Common onde vivem os Wombles. Depois, cada fruto tem de ser perfurado com um pino. Isto dá muito trabalho. Uma opção mais fácil é colocá-los todos dentro do congelador até o gelo rebentar a casca da fruta.