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That’s Sotaquey

Sample videos I’ve been looking at for my listening practice to get some accent and voice diversity into my earholes before the B2 exam

Algarve

Algarve (actually. I don’t think the narrator is from the Algarve, but he definitely falls under the heading of challenging listens)

Porto and the North

Açoreano (Micaelense)

Alentejo #1

Alentejo #2

Alentejo #3

Madeira

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Dom João I (Projecto da História Portuguesa)

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Dom João I* foi aclamado rei depois dum interregno de dois anos, uma crise causada pelo facto da próxima pessoa na linha de sucessão, Dona Beatriz, ser casada com o rei de Castela. Os Castelhanos queriam aproveitar a situação para agarrar os laços de poder e absorver o país. João, (naquela altura chamado “Mestre de Avis”) foi um dos pretendentes ao trono e ele liderou o exército português com o seu Condestável, Dom Nuno Álvares Pereira na batalha dos Atoleiros e depois na Batalha de Aljubarrota. Este segundo segurou a independência de Portugal.

Depois de se tornar Rei, Dom João mandou construir o Mosteiro da Batalha. Também assinou o Tratado de Windsor, que confirmou um Tratado que já existia com Inglaterra (A sua esposa, Filipa de Lencastre, era também inglesa) e pôs de pé o império ao mandar Dom Nuno para Ceuta com 200 navios e montes de tripas**. Um dos marinheiros, O Infante Dom Henrique, quando voltou para casa, estabeleceu uma escola náutica, e pouco depois, começaram os descobrimentos: portugueses desembarcaram na Madeira e na Ilha de Santa Maria nos Açores.

Hoje em dia, o cognome de Dom Joao é “O de Boa Memória” e isso é apropriado porque ele deixou várias lembranças que permanecem atá agora: O mosteiro ainda existe, o Tratado de Windsor ainda está em vigor, e o país existe, que sem D. João podia-se tornar parte de Espanha.

*=”Dom João o Primeiro” não “Dom João Um”, precisamente tal como em inglês

**= O epíteto de “Tripeiros” que se refere aos Portuenses, tem a sua origem nesta viagem

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Exercício PT-PT Nível C1

“Quando está longe do seu país, costuma sentir Nostalgia? De quê?”
_________

Quando estou longe do Reino Unido, e quando a estadia demora muito tempo, sinto saudades* (se é permitido para nós estrangeiros utilizarmos esta palavra a referirmo-nos a nós próprios!) do pão do meu país.

Ainda que a maior parte das nações do mundo tenham pães óptimos (Portugal, França, os Estados Unid… Hum… Ora bem, disse “a maior parte” e nem “todos”), sentimos uma conexão ao pão que comemos quando éramos novos. Dá conforto. É o sabor da nossa terra de mãe, o sabor do nosso lar.

Um escritor inglês disse uma vez “É impossível não amar alguém que te faz uma torrada” e é mesmo verdade: pão e amor andam sempre de mãos dadas.

 

*=saudades & nostalgia aren’t really the same thing but I don’t think the question makes any sense unless you’re talking about homesickness rather than a longing for the past

 

Thanks to Jessica for finding my errors. Only one, apparently… 🙂

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Feliz Dia Internacional do Livro

This was yesterday, actually, but still…

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Exercício Português Europeu Nível B2

Explique o sentido de

Zona defensiva
A zona defensiva é a área dum campo desportivo onde fica o golo a baliza* (uma rede ou qualquer “alvo” do desporto específico). A equipa em cuja zona a bola se encontra tem de fazer operações ou estratégias defensivas. Por exemplo, em futebol, ao guarda-redes é permitido agarrar a bola com as mãos na sua própria zona defensiva.

Ficar esquecidas** no tempo
Esta frase explica-se bastante bem. Depois de muito tempo, uma coisa pode ficar esquecida. Talvez o seu dono tenha falecido, talvez alguém a tenha tenha-a perdido num lugar selvagem ermo, ao qual onde ninguém vai, e lá está, perdida, esquecida durante anos.

Pernoitar
Pernoitar significa “passar uma noite num outro sítio” tal como um hotel, ou a casa de um amigo

Implementação
Implementação é um nome relacionado com o verbo “implementar”. Implementar uma coisa significa “levar a coisa a cabo”. É usado principalmente em situações profissionais.

*=golo is what you score, not what you score it in

** why “-as” and not “-o”? You’ll need to ask whoever wrote the book…

Thanks to Fernanda for the help with these

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Bananas Vermelhas

Como é que é, malta?
Sabiam que existem bananas? Sim? Boa. Mas sabiam que, ainda por cima, existem bananas vermelhas? OK, eu sei que muitos de vocês moram num país chamado “Brasil” e por isso talvez estejam fartos de ver bananas vermelhas nos supermercados, na mesinha do pequeno almoço e nos chapéus das vossas cantoras. Eu vivo na Europa e, ainda que me arme em orgulhoso por ser um homem de bom gosto e experiência vasta do nosso mundo por causa do meu conhecimento de bananas, até hoje, nunca encontrei uma vermelha.
Não são doces como a típica banana. Fritei-as e mergulhei os pedaços em molho picante.

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A Mochila Mágica

Acabo de enfiar a mão dentro da minha mochila, e logo que os dedos tocaram o fundo, fui transportado para outro lugar e outro tempo, mais especificamente para o Algarve em Julho de 2018. Por quê? Ora bem, a resposta não tem nada a ver, sinceramente, com mágica. Senti pedrinhas de areia, e isso fez-me lembrar os dias de sol e diversão. Podia sacudir a mochila para tirar a areia mas não quero perder aqueles momentinhos agridoces que surgem de vez em quando.

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A Guerra de 1908

I put up this video with the transcript from Planta Carnivóra the other day, with the idea that I could go back over it and tune into what he was saying with the aid of the text, because his accent is very different from what I’m used to and it seemed like a good exercise as part of my exam plan. However, it quickly became obvious that the transcipt doesn’t match. There’s no reason why that should be surprising of course; it’s an old sketch and I’m sure it’s been performed hundreds of times in many different variants. So, for the challenge, I’ve set about trying to change it to what I think he’s really saying. The altered bits are in red. There are probably a few errors because I don’t really understand the sentence structure in a few places, but hopefully it’s an improvement at least… Interested to note that the aunt and the mum seem to have swapped places…

Update 20/4/19 – yes, there were plenty of errors still and I have had help from Sophia. Mainly, they were mistakes in the original that I had missed rather than new errors I’d introduced. Like “Meu tio Gustavo”, which should have read “Meu tio que estava…” for example. Embarrassing.

 

Eu vou-lhes contar a história da minha ida à Guerra de 1908.

Eu trabalhava numa fábrica de produtos farmacêuticos. Um dia sem querer, deixei cair um comprimido e despediram-me. Fui lá para casa sentar-me numa cadeira que nós temos lá em casa para quando somos despedidos. Estava-me a balançar, entrou o meu tio que estava com o jornal que trazia o anúncio da guerra, que rezava assim

“Precisa-se Soldado que mate depressa!”

E disse a minha mãe,

Olha, tu é que podias responder a esse anúncio.”

E disse a minha tia,

Pois, mas é preciso levar cavalo!”

E disse a minha mãe,

“Mas eles na guerra dão cavalos.”

E disse a tia,

“Pois, e o meu sobrinho vai agora montar na guerra num cavalo que os outros já montaram. Sei lá quem é que já montou naqueles cavalos!”

Fomos à feira de gado para comprar o cavalo, mas vendiam uns cavalos com as carroças e com as moscas, e a minha mãe disse,

“O meu filho não vai agora para a guerra encher a guerra de moscas… O meu filho, vai a pé mas vai limpo.”

Então fomos para casa. A minha mãe preparou me umas papas de sarrabulho, tomei um táxi e fui para a guerra. Cheguei à guerra eram sete horas da manhã, estava a guerra ainda fechada. E estava uma senhora que vendia castanhas à porta da guerra e eu perguntei,

“Minha senhora, faz favor, aqui é que é a guerra de 1908?”

E ela disse,

“Não senhor! Aqui é a guerra de 1906, a guerra de 1908 é mais acima.

“Muito obrigado”

E subi dois anos. Cheguei lá cima, e  estavam a abrir as portas da guerra, que eram nove e tal e ‘tava o sentinela que me perguntou,

“Vens ao anúncio?”

“Sim, venho.”

E ele disse,

“E matas depressa?”

E eu disse,

“Por enquanto ainda mato assim-assim… preciso de treinos.”

Então ele levou-me ao meu capitão, e o capitão perguntou-me se eu trazia a espingarda e eu disse que Não trazia, que até pensava que a ferramenta davam lá eles. E disse

Eu trago é uma bala, que um vizinho meu guardou de recordação da guerra dos cem anos”

E diz o capitão,

“Como é que tu vais matar só com uma bala?”

E eu disse então,

Eu disparo a espingarda, e depois, vou lá buscar a bala”,

Aí disse o tenente,

Pois e a guerra pois vai parar de dois em dois minutos por sua causa!?”

Até o sargento disse

“Olha, a gente podia era atar uma guita à bala e depois puxava-se a bala!”

E disse o capitão,

“Pois, depois parte-se a guita, perde-se a guita, perde-se a bala. É tudo prejuízo não é?”

Então eles fizeram uma conferência e deram-me seis balas e mandaram-me matar. Estava eu, a matar, muito contente, chego ao pé do meu capitão e mandou-me ir de espia. Vestiram-me um vestido de organdi com uns laços cor-de-rosa, e fui para a guerra do inimigo, cheguei lá, bati à porta e o sentinela abriu frincha e disse,

“Quem é?”

E eu disse

“Sou a Maria Albertina”, malandrice!

E ele perguntou-me,

Tu já trabalhas de espia há muito tempo?”

E eu disse,

“Não, só trabalho desde as 11!”

E que é que tu queres?”

“Eu venho cá buscar os planos da pólvora”

E ele disse

“Não te dou os planos da pólvora, não te dou os planos da pólvora, não te dou os planos da pólvora”

E fui fazer queixa ao capitão dele. E eu disse-lhe,

Capitão, mas ele é um burro

Deixa lá, almoça cá com a gente!”

Então, almocei na guerra do inimigo. Comemos uma cabeça de pescada muita grande e depois fui para a minha guerra. E quando eu cheguei lá ia estava a contar ao meu capitão, entra um soldado a correr, a correr

Meu capitão, meu capitão, fizemos um prisioneiro!

Diz

“Sim, onde é que ele está?”

“Não quis vir.”

Porque cá há prisioneiros que são teimosos, a gente puxa, puxa e eles não vêm. Feitios.

Então o meu capitão disse,

Então, se eles não dão os planos da pólvora vai lá buscar o avião, pronto

Porque como a gente se dava muito bem com o inimigo, nós tínhamos um avião que dava para todos. Eles bombardeavam às Segundas, Quartas e Sextas, e a gente bombardeava às Terças, Quintas e Sábados, e lá íamos morrendo.

Mas o capitão disse que não podia dar o avião, porque estavam a adaptar uma torneira para andar a jacto”

Fui-me embora para a minha guerra e quando cheguei estava o meu capitão à porta da guerra e disse-me,

“Olha, podes-te ir embora porque a guerra acabou-se!”

Disse

“Acabou-se??”

“Acabou-se. Veio cá o fiscal, a gente não tinha licença de porte de arma. Levaram as metralhadoras, as pistolas, as bazucas”

E foi assim que… ai ai ai ai ai

 

Here are the vocabulary words I didn’t already know:

Carroça = Cart

Sarrabulho = Coagulated pigs blood. Er… yum?

Guita = Wire

Organdi = Organdy

Frincha = A small opening – I’m picturing the little window the guard looks through at the gates of the Emerald City when Dorothy arrives.

Pescada = Hake

Pólvora = gunpowder

Jacto = jet… and I assume “torneira” can mean “propeller” too, although I only know it as “tap” and that’s the only definition give in my dictionary too…

Feitios = shapes (which I knew) but seems to mean “it takes all sorts” here.

Feira de gado = livestock market

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Rosa, Minha Irmã Rosa(Alice Vieira) – Opinião

notebook_image_989044Já li dois livros da mesma autora e este terceiro também é muito divertido. A protagonista é uma menina que tem 9 anos. Mora com a família e tem uma nova irmã. Apesar do título, uma grande parte da história trata das suas duas avós (das quais apenas uma ainda está viva), e as vidas duras delas quando eram novas. Um homem que mora lá na rua ficou preso antes da revolução (o livro foi escrito em. 1980). A história da família espelha a história recente do país. E a bebé? A narradora não se dá com ela no início mas ao longo dos meses, ela aprende, pouco a pouco, aceitar e amar a sua irmã.
É um livro juvenil, claro, mas Alice Vieira escreve tão bem que um adulto pode gostar também.