Category: Portuguese
Pulp Ficção
Well, all I can say is I am never going to the Açores because I have no idea what’s going on here.
Opinião: Caim (José Saramago)
Acabo de ler o “Caim” de José Saramago. Custou-me muito ler, não apenas porque há tantas palavras desconhecidas mas também porque este escritor é famoso por ter escrito num estilo experimental. Portanto, neste livro há parágrafos que se esticam através de 5 páginas com pouca pontuação, nomes de pessoas sem letras maiúsculas, e tudo isso torna a leitura numa montanha-russa de confusão para um estudante como eu. Felizmente, já li a Bíblia, que me ajudou muito.
Toda a gente conhece a historia de Caim, filho de Adão e Eva, que matou o seu próprio irmão. Nas mãos de Saramago, este assassino original torna-se um rebelde contra o Senhor. Depois da sua expulsão do jardim, Caim percorre o mundo e viaja involuntariamente no tempo, entre épocas e locais, onde se encontram as personagens dos contos mais infames do testamento antigo. Assiste a queda das muralhas de Jericó, agarra a mão de Abraão quando está ao ponto de sacrificar o seu filho, e foge com Job do fogo e enxofre que engolem Sodoma.
A sua conclusão é que Deus é rematadamente maluco, e por isso, este próprio Caim tenta fazer alguma coisa muito ambiciosa: nada mais nada menos do que frustrar a vontade do Senhor, mas não quero explicar precisamente como, ou com que nível de sucesso, porque não quero dar spoilers!
Saramago ganhou o Prémio Nobel nos anos noventa, e mereceu: este livro é impressionante. O protagonista é um ser humano, mais realista, e melhor realizado que o da Bíblia. Trata-se principalmente de uma crítica de religião, mas já temos tantas daquelas! Também é uma história divertida. Por exemplo, na cena com Abraão, Caim amaldiçoa o patriarca pela sua falta de humanidade e sentimentos dignos de um pai. Isso serve como acusação poderosa contra Deus, mas na página seguinte, quando chega o anjo, há um momento de comédia que me fez rir em voz alta. Além disso, o livro foi escrito num modo brincalhão e ligeiro, apesar dos seus parágrafos gigantescos. Cá para mim, o livro foi um desafio mas não foi trabalho.
Uma Revista
Durante a minha estadia no Porto, fui assistir a uma “revista” no Teatro Sá de Bandeira. Foi a um espectáculo longe fora da minha experiência, consistiu numa série de canções, juntadas por uma peça de teatro. Os protagonistas chegaram um a um: os músicos logo no início, depois o José Raposo, depois a Vera Mónica e finalmente a Sara Barradas (que estava grávida e quase a dar à luz a sua bebé*!).

O enredo da peça deixou os dois actores mais velhos falarem com a Sara sobre as suas viagens pelo mundo, e então, cantaram músicas de vários países. Havia canções em espanhol, francês, italiano e até uma dos The Beatles**. Os actores mudaram de roupas muitas vezes, ou pelo menos colocaram um chapéu ou qualquer outro acessório entre as canções. Também havia alguns “sketches”, tal como “A História da Minha Ida à Guerra de 1908″de Raul Solnado. Isto e duas canções (duas!) foram as únicas coisas que já conhecia.
A maioria da audiência era sénior mas havia algumas pessoas mais jovens e crianças, e acho que foi um evento adequado a toda a família. Enfim, gostei muito da experiência.
* = isn’t that lovely? I’d never noticed how the articles and prepositions work together until Sofia corrected my grammar. “Estava grávida e quase a dar à luz a sua bebé”. She was pregnant and “almost ready to give her baby to the light”
** = On the other hand, “os The Beatles” os not so pretty.
Marialva
Acabo de ver uma apresentação dum novo livro escrito por uma autora portuguesa, chamado “A Inglesa e o Marialva”. É baseado em factos verídicos, sobre uma inglesa que chegou em Portugal nos anos sessenta. Tem um bom aspecto.
Alguém fez uma pergunta que muitos devem ter-se se perguntado: o que é que é um “marialva”. Foi explicado que esta palavra tem dois significados: pode ser um bom cavaleiro ou um homem que se traja como o Marques de Marialva, e tem o comportamento daquele fidalgo; forte, bem vestido, tipo Dom João. Mais recentemente, o nome tornou-se mais negativo, portanto muitas vezes significa um bêbado, ou um homem que corre atrás de mulheres.
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Gooble Gobble
Está muito frio aqui em Aylesbury, e sinto o tempo ainda mais porque ontem estive no Porto. Fui para pedir a cidadania portuguesa. Como alguns de vocês já sabem, a nossa família é anglo-portuguesa (ou seja luso-britânica). Não votámos para aquela tolice do Brexit mas quer queiramos quer não, parece cada vez mais inevitável que vai acontecer portanto todos nós ingleses casados com estrangeiros temos de pensar no futuro. Ninguém sabe precisamente o que vai acontecer, nem sequer a Primeira Ministra.
Eu e a minha mulher decidimos que o melhor plano de acção era obter dupla cidadania para todos nós. Portanto, ela está a pedir atribuição de “settled status” (estatuto de residente permanente) e eu e a nossa filha vamos tornarmo-nos portugueses. Depois, venha o que vier, ficaremos juntos e se Deus e o partido conservador quiserem, teremos mais opções do que teriam tido senão.
Pôr o processo em andamento foi um desafio. Foi muito acidentado, e encontrei alguns funcionários pouco simpáticos mas afinal, o Porto é uma cidade lindíssima, e adorei o meu pesadelo burocrático no paraíso. Acabei por ficar lá mais um dia. Um homem muito prestativo ajudou-me. Ainda não marquei golo, mas a bola passou por cima do guarda-redes e está quase através da linha do golo*
Tenho sentimentos mistos sobre isto da dupla cidadania. Não é algo que consideraria antes do Brexit, mas sinto-me confortável com a decisão, apesar disso. É a terra da minha esposa. Falo a língua (mais ou menos). Gosto da música, a comida, adoro a literatura. Claro não sou literalmente português, mas espero que cada dia que passe, merecerei a honra de dizer “eu sou português”

*There y’go, a futebol analogy – I’m half way there already!
Chama os Bombeiros… Não, espera… Os canalizadores.
Estou na biblioteca perto da sede do meu cliente. Tivemos que sair do prédio porque tocou o alarme de incêndio. Mas depois de sairmos, ouvi que não foi por causa dum incêndio mas sim um problema com a canalização do prédio. Um cano rebentou e água nojenta derramou pelo tecto dos dois primeiros andares. É frustrante porque não tenho o meu portátil e portanto não consigo fazer nada. Mas não faz mal, pelo menos há uma biblioteca onde posso ler e escrever.
A Horta no Inverno
Não há muitas coisas para fazer nesta estação do ano. Há algumas flores a crescer perto da casinha; jacintos, narcisos e tulipas. Os primeiros botões estão a aparecer nos ramos das groselheiras e o ruibarbo está a acordar-se. Mas já comecei a preparar. Espalhei composto no solo, amarrei as amoreiras (grande frase, esta. Soa bonita!) e cortei os ramos duma árvore que lançava uma sombra através do lote e reciclei-os para fazer um canteiro elevado para os morangos.
Better P-Pop
Ooh, I like this:
Tente Outra Vez
Obsessed with deciphering all the words in this. At the moment I can only get about 50% and from what I can hear, he earned all those slaps.
https://www.instagram.com/p/BtbANsuBpgcotimGhep0fy3T-RCV9Obnng0rS00/