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A Luta Contra A Gordura

Tenho 47 (quarenta e sete) anos. Nesta idade é muito fácil engordar. Quando era jovem, não me importava com o que fazia. Ficava dentro da casa a ler livros e a comer qualquer coisa que me apetecesse. Também bebia de mais e fumava, mas não engordei porque não tinha carro, e então, quando ia às lojas, ao escritório, a qualquer lugar, sempre ia de bicicleta ou caminhava e nunca engordei, nunca tive problemas de saúde.

Hoje em dia ainda não tenho carro, mas preciso de ter mais cuidado de estar saudável e manter a forma. Não fumo (ninguém fuma agora, claro!) e tento fazer exercício físico toados os dias (faço remo, corrida, halterofilismo) mas sou velho e com família, trabalho e uma língua para estudar. Há apenas 24 (vinte e quatro) horas por dia, pois é tão fácil de ficar preguiçoso, comer muito pão, beber um copo de vinho a mais e, dai a pouco, fico com a barriga a abaular sobre as calças.

Muito bom, acabo de fazer o trabalho de casa. Mereço um pastel de nata, não?

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As Minhas Viagens no Espaço

tombaker
Não escutes as pessoas novas: isto é o verdadeiro Doutor

Alguém pediu-me para lhe contar uma história sobre uma viagem que querias de fazer”. Mas os fãs dos meus textos (sem dúvida há muitos!) sabem que tenho medo de voar e por isso não me apetece* fazer uma viagem de avião. Preferia fazer uma viagem para uma outro planeta de TARDIS com o meu herói “O Doutor”, do programa “Doctor Who”, protagonizado por Tom Baker.
-Mas o Senhor Colin – ouso-vos perguntar – isso é uma coisa estranha. Porque é que estais assustado em voar num avião mas não num TARDIS?
A resposta é siples. O TARDIS é o meio de transporte mais seguro no mundo. Ninguém nunca morreu num acidente de TARDIS. Isso _nunca_ aconteceu! Tenho de reconhecer que a minha viagem não seria 100% segura. Por exemplo, tendo chegado a uma planeta, teria um risco elevado de ser exterminado por alienígenas hostis, mas não me importo**. Ao menos evitaria os aviões.

*=I had apetecer mentally tagged as meaning “to feel like” as in “I don’t feel like going on a plane” but it’s reflexive so I guess cognate with “appeal” or “appetite”. “Não me apetece” (It doesn’t appeal to me) rather than “não apeteço” (I don’t appeal it)

**=Another surprising reflexive. I used this in the third person. thinking Não me importa=”It doesn’t matter to me” but it has to be in the first person: “Não me importo” = “I don’t find it important” or “I don’t care”

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Hallowe’en

Hallowe’en (ou simplesmente “Halloween”) é uma celebração feita em vários países, principalmente anglófonos, no dia 31, que tem origem nos dias antes da chegada do cristianismo na Europa. Acontece antes da festa ocidental cristã do Dia De Todos os Santos. O nome significa “o ia antes do Dia de Todos os Santos”). Acho que é designado “o Dia das Bruxas” em alguns países (incluindo Portugal).
Nos anos 70 e 80, quando eu era novo, o Hallowe’en consistia numa festa pequena com uma lanterna feita duma couve-nabo e um vela. As crianças jogavam com jogos tradicionais: por exemplo, um maçã suspensa no tecto, e o primeiro miúdo que conseguisse mordê-la ganhava. O que é que ele ganhava? Ganhava uma maçã, claro! Ah, era uma época mais simples. Mais secante mas mais simples. O Hallowe’en era um festival menor, cinco dias antes do dia de Guy Fawkes, onde celebramos a tortura, a guerra religiosa e a punição capital. Como disse: uma época mais simples.

Hoje em dia, a influencia da nossa colónia outrora através do Oceano Atlântico mudou o festival a ponto de não a reconhecer mais. Agora, as lanternas são feito de abóboras, e o “Trick or Treat” (“doçura ou travessura”) é uma grande parte do dia e os jovens, adolescentes até adultos fazem parte das festas de fantasia, vestidos como bruxas, fantasmas ou simplesmente personagens dos filmes, televisão ou cultura popular.

Confesso que tenho saudades do dia das bruxas simples da minha juventude mas sem dúvida a festa de hoje em dia é mais divertida, e se alguém não gostasse dela, ainda havia a festa da tortura, da guerra religiosa e da punição capital daqui a cinco dias.

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Interlude 3: Gentrificação e Turismo

É sempre fácil de esquecer que as forças que conduzem o crescimento e a mudança da nossa própria cidade agem em outras cidades porem toda parte. Por exemplo, notei ontem as diferenças entre as áreas de Lisboa onde há muitos turistas e onde não há nenhuns.
Algumas diferenças são positivas, claro: apartamentos, hotéis, lojas, tudo tinham sido renovados, mas outros aspectos na mudança são mais problemáticos. Por exemplo, sinais escritos em inglês*, lojas cheias de produtos horríveis, e há áreas da cidade onde o ambiente turístico fica tão chato que adivinho que um lisboeta não queira ir.
Os académicos que têm feito estudos da gentrificação dizem-nos que o processo dá benefícios a uma cidade, mas acho que, quando for acompanhado pelos turismos pode prejudicar o carácter da cidade. Neste caso a responsabilidade para evitar danos é com o governo local e com os turistas.

 

*=este frase foi disputada em italki. A minha resposta foi assim: Pode ser não queria dizer “sinais”. Estava a pensar em nomes da varias lojas, texto nas ementas e coisas deste tipo. Por exemplo, no meu blogue, mencionei este mercado, designado “Time Out Market” em vez de “Mercado da Ribeira” ou “Mercado do tempo a fora” ou qualquer nome portuguese.

time-out Alguns Lisboetas jantam lá, pois claro, mas parece um “tourist trap” e confesso que tomámos um almoço e um pequeno-almoço ali durante as nossas férias. Uma empregada disse me que uns clientes zangaram consigo porque não falou bem inglês. É normal que espaços deste tipo vai crescer numa cidade com muitas turistas, mas é saudável…? Hum….

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Interlude 2: A Lavandaria

Muitas pessoas têm-me pedido* “Estimado Senhor Colin, conte-nos mais sobre a sua vida em Lisboa hoje em dia”
Então, eis a história da lavandaria.
Ora, não trouxemos muita roupa connosco no avião. Por isso, depois de três dias, as minhas calças tinham começado a cheirar mal. Não gosto de estar sujo, então fui à lavandaria perto do apartamento em Alcântra. Não tinha usado uma lavandaria desde que era estudante. Custou uma libra lavar as calças, cuecas e quaisquer outras coisas. Duas moedas de vinte “pence” fizeram ficar a roupa quase seca e depois voltei a casa para colocá-las nas costas da cadeira para terminar. Hoje em dia é mais complicado. Na lavandaria “Speed Queen” existe um ecrã para governar o movimento das máquinas lava-roupas, e o pagamento mínimo é de 3,50€ para lavar e o mesmo para secar. Coloquei um euro para o detergente e o processo inteiro custou 8€!

Se a lavandaria fosse tão caro quando era jovem eu teria comprado uma máquina de lavar roupa.

 

 

*uma mentira.

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Interlude 1: Algures em Lisboa…

Enquanto ficamos em Lisboa, arrendamos um pequeno apartamento em Alcântara perto da ponte 25 de Abril. Tem apenas um quarto mas há também uma cama na sala de estar, debaixo do sofá (muito obrigado Ikea!)
As paredes são decoradas com colagens e decalques, e há muitos livros antigos nas prateleiras que dão um ar sofisticado ao espaço. Encontrámos uma cafeteira, um secador do cabelo, e um microondas mas, em contraste com um hotel, não há sabonete e quase não há papel higiénico. Não faz mal, existe um supermercado (o “pingo doce”) perto daqui.
A nossa senhoria parece simpática. Os seus prévios clientes deixaram notas de agradecimento afixadas no frigorífico.

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Férias Dia 5: Adeus Lisboa

Finalmente chegou o quinta e último dia de férias. Tem sido um período curto mas feliz, as nossas primeiras férias fora do país desde que a Olivia era pequenina.

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A bandeira #portugal #lisboa #Portuguese #flags

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Começamos com o pequeno-almoço num café, onde encontramos um empregado que acabou por trabalhar em Inglaterra. Depois, fomos ao terminal do “Transtejo” – um barco através do rio. Havia um rapaz em frente de mim na fila, que zangou-se com o funcionário que vendia os bilhetes mas enfim comprei três e embarcamos.

No outro lado do rio, andámos à beira até um elevador e depois andamos mais até chegarmos à estátua do Cristo Rei (acho que é alcunha para “Cristiano Ronaldo”) no caminho, passámos em frente de vários grafites.

A vista do topo da colina era impressionante. Conseguimos ver a cidade toda, o rio e a ponte 25 de Abril

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São golfinhos verdadeiros?

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Tendo voltado ao lado de Lisboa, comprámos o almoço no mercado da ribeira. Tive comi um prego e a Catarina e a Olivia comeram bolos de bacalhau. O empregado insistiu em falar inglês,  apesar do facto que eu respondi em português. Eu queria dizer “Olha, meu, estamos em Lisboa, não em Hemel Hempstead!” Então visitámos uma outra estátua: a do Marques de Pombal, o fidalgo louco que reconstruiu Lisboa após do terramoto de 1755. Na estátua há um leão ao seu lado, tipo de Vladimir Putin.

Regressámos ao apartamento por volta das cinco horas para arrumar as malas e as mochilas. Vamos adormecer muito cedo com despertadores a marcar as três da manhã. Vai ser uma pena…

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Férias Dia 4: Lisboa Menina E Moça 

Começamos o dia tarde mais uma vez. A Olivia teve uma aula de Japonês através do Skype. Correu bem. Entretanto, vou à lavandaria onde gastei 8€.

8€!!!

Após do pequeno-almoço fomos à Livraria. Era bué fixe. O tecto era muito alto e havia máquinas de impressão abaixo. Entretanto, o ar da loja era tipo “hipster” mas gostámos.

Depois, demos um passeio pelo centro comercial, a Mouraria (onde um jovem numa bicicleta tentou vender-me hashish, mas não me interessa). Subimos uma colina grande, e vimos a condução dos lisboetas. Utilizam buzinas em vez dos travões.

Afinal, depois do Castelo, das fotografias, dos empregados teimosos dos restaurantes turísticos, de tudo, chegámos ao restaurante Arco da Velha. Acho que aquele restaurante é um dos mais lindo que visitei na minha vida. O seu bacalhau com creme é óptimo, mas infelizmente, conforme com a Olivia o seu esparguete é uma merda. Mas não faz mal. Tivemos uma noite agradável.

https://www.instagram.com/p/BMCklHglNuO/

Hoje será o último dia de férias. Pretendemos ir ao Belém mais uma vez e atravessar o Tejo. O tempo vai estar quente e as raparigas têm vestidos de verão . Vai ser o melhor dia até já!

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Férias Dia 3: Lisboa Antiga 

Mais uma dia a começar atrasado. Decidimos tomar o pequeno-almoço no Mercado da Ribeira

Bebemos “smoothies” e cafés, e comemos vários tipos de bolos. Uma empregada que falou em Português comigo disse que às vezes, os clientes ingleses zangaram-se consigo porque ela não entendeu o que disseram. Infelizmente, isto é muito fácil acreditar.

Depois, andámos de metro até ao centro comercial e, para resumir uma longa história, passámos o dia inteiro a fazer actividades turísticas.

Comecei na livraria Bertrand. Enquanto que a Olivia e a Catarina a exploraram as farmácias, enchi a mochila  de livros portugueses de qualquer tipo: de banda desenhada, escolares , de culinária… Mas achei difícil de encontrar livros semelhantes de “a bicicleta que tinha bigodes”. Então perguntei à funcionária:

“Por favor… Estou a procurar livros para jovens adultos”

“Jovens adultos de qual idade?”

“err…. Quarenta e sete”

Infelizmente, chegou a minha esposa, ainda entusiasmada por falar português, e começou a falar com “a minha” empregada! Precisei de correr atrás dela.

“Há milhões de lisboetas”, disse eu, “vá procurar o seu!”

Depois, com  uma mochila mais pesada, fomos ao café A Brasileira para tirar uma fotografia com a estátua do Fernando Pessoa. Não comemos nada, porque não somos feitos de dinheiro.

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Como adivinhou que sou um Turista…?

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Andámos pelo elevador da Glória e experimentámos os pastéis e cervejas de vários cafés.

https://www.instagram.com/p/BMAF8NfF7rR/

O tempo mudou de nuvens ao sol, para voltar à chuva. Afinal, tínhamos experimentado tudo que a área turística pode oferecer. Por isso, começamos numa expedição pelo coração escuro de Lisboa, onde fica uma restaurante pequeno. A minha esposa (uma génia) sabia de um sítio desconhecido pelos turistas.

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A Olivia na praça. #lisboa #lisbon

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Andámos vinte minutos mas… Bolas! Estava fechado! Tentamos uma outro perto dali mas não havia espaços abertos. Finalmente, encontrámos um novo restaurante que se chama “Latitude 38

Foi ótimo. Cada prato foi perfeito. O dono era francês, e por isso a Olivia falou francês com ele, enquanto que a Catarina e eu falámos português. Afinal, voltámos para casa e todos escovamos os dentes, e eu dei beijinhos aos meus livros novos. Ah, são tão bonitos…