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Subjunctives

Random witterings based on the subjunctive exercises in the C1 course. Notes below. Thanks to Cataphract for correcting the original

Ainda que tenha tentado muitas vezes entender os tempos verbais mais… Profissionais, digamos assim, deste* idioma, continuo confuso. Já fiz um exercício** hoje de manhã, chumbei (quarenta e dois por cento, que desgraça!) e fiz novamente. Apesar de ter revisto as respostas todas, não conseguiria passar, nem que*** a nota das escolhas múltiplas tivesse aumentado, porque as respostas escritas permaneceram cem por cento erradas (o site não mostra exemplos correctos deste tipo de questão, o que não é muito prestável!).

Decidi deixar o exercício para amanhã. Entretanto, se revir**** as informações sobre os significados, e os graus de probabilidade das várias estruturas (“mesmo que”, “caso” e os outros marcadores que introduzem o modo conjuntivo), talvez fique mais capaz de lidar com este curso do caraças!

*=idioma is one of those Greek derived words that ends in a but is still masculine.

**=for some reason my spellchecker got it into its head that this word was spelled with an s so it kept changing it. Luckily in Android there’s a way of holding down your thumb on a predicted word and telling it never to predict that again, so I’ve done that now.

***=This pair of words, “nem que” comes up a fair bit in this exercise and I hadn’t really been conscious of it before. It means “even if” and its one of those constructions that needs a subjunctive verb.

****=review. I wrote “rever” which os the infinitive but this is a future subjunctive and it looks like the infinitive of a totally different verb!

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Everybody Must Get Sconed

Já alguma vez encontraste uma palavra invulgar que não costumas ouvir/ler e depois a mesma palavra surge numa conversa ou numa revista ou onde quer que seja durante os próximos dias?

Bunfight at the OK Tea Rooms

É só uma coincidência. Ou talvez a palavra seja mais comum do que pensamos mas ficamos mais sensíveis à sua presença por causa desse primeiro momento de atenção.

Recentemente mencionei a apresentação dum livro na embaixada de Portugal na qual a autora leu um parágrafo em voz alta. O parágrafo falava da família dela a comer scones. Isso captou a minha atenção porque não costumo ouvir portugueses a falar destes petiscos ingleses. No dia seguinte, um amigo português publicou uma imagem de scones no seu insta.

Ontem, estava a ler o meu livro (“Anjos” de Carlos Silva) e o capítulo 25 começa assim “Com alguma cerimónia e algum orgulho, o empregado pousou a travessa metálica no centro da mesa. Scones, croissãs, compotas, queijo, fiambre…” hum não quero escrever mais porque isto faz crescer água na boca. Mas ficas com uma ideia não é?
E hoje abri o Twitter e Deparei-me com um tweet de alguém a partilhar a um artigo num jornal que destaca, entre outros pontos turísticos, “o maior scone do mundo” que é servido num café em Sintra.

Há uma espécie de mania dos scones em andamento por lá ou quê?

(It’s referred to as the Baader Meinhof Phenomenon, or Frequency Illusion apparently. Learning lots of new stuff, not just Portuguese, from Dani today. Still though: 4 times in 4 days seems pretty frequent and I can’t believe it was purely illusory.)

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Grumpy Author

Comma

Um comentário num outro texto fez-me lembrar uma citação que achei muito marcante. Um escritor inglês chamado Martin Amis descreveu a experiência de ter submetido o seu livro a um redactor que sabia todas as regras da pontuação mas não entendeu (na opinião do Amis!) o ritmo do seu estilo literário. Espero conseguir traduzi-la fielmente:
“Ele inseriu vírgulas nos espaços onde pertenciam, cada uma um minúsculo corte de papel na minha alma”

My favourite bits of this are “espero conseguir traduzi-la” – I hope to be able to translate it – because it is less stuffy than the awful subjunctive construction I used to begin with, and “cada uma um” – because I originally wrote “each one was a tiny papercut on my soul” but the corrector said o cojld leave out the word “was” and just write it as “each one a tiny papercut on my soul” which is much, much better.

With thanks to Cataphract for the corrections

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Organizar o Discurso

Neste texto, tento usar algumas expressões do curso C1 que ajudam o escritor organizar um discurso. A história (da apresentação) é verdade mas confesso que ainda não li o livro que foi apresentado, portanto é provável que o meu resumo dos conteúdos é errado.

_No que se refere à_ história dos nossos tempos transtornados, já há vários livros editados que descrevem os efeitos da crise, mesmo que estamos ainda em plena pandemia. É interessante ler os opiniões does escritores mas _é de salientar_ a dificuldade de entender, numa maneira nítida, um evento histórico quando estiver a acontecer.

_Pode-se citar a título do exemplo_, um livro chamado “O Diário da Bela Vista” de Clara Mecedo Cabral, que foi apresentado ontem no consulado português em Londres. _Eis um exemplo_ do género, _exemplificando_ alguns dos melhores aspectos dum diário da vida contemporânea _bem como_ a contraste entre a sua vida em Londres e em Lisboa.

O livro foi resumido por um responsável da Junta da Freguesia da Estrela que editou o livro. _Sintetizando_ os seus pensamentos, _conclui-se que_ a freguesia tinha muito orgulho de apresentar este livro que dá tanto luz na história e na geografia daquele território.

Depois, _deu a palavra_ à autora, que falou mais uns minutos. Em breve ela convidou-nos experimentar uma espécie de conhaque regional chamado “Old Nosey” por causa do Duque de Wellington que passou por lá durante a guerra peninsular mas alguém chamou “_se me permites interromper_, posso pedir uma leitura de um ou dois parágrafos?” Na verdade, a apresentação tinha sido tão breve, suponho que ela quisesse ouvir mais. O parágrafo falou de scones (um tipo de petisco inglês) com manteiga portuguesa. Uma conjugação muito adequada à harmonia entre os nossos países!

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Insónia

Na esmagadora maioria das noites, durmo muito bem. Leio durante 20 minutos* e tal até ficar cheio de sono e as minhas pálpebras ficarem pesadíssimas. Nessa altura, fecho a capa e coloco o livro na mesa de cabeceira na expectativa de sonhos bonitos.

I don’t even understand this one but I get the gist, I think.

Mas ontem à noite, o sono nunca veio. Esperei umas horas. A minha esposa chegou, deitou-se, adormeceu. As raposas ladraram. Olhei o despertador. Duas horas. Esperei mais. Senti me sonolento mas não consegui dormir. Três horas e meia. Fechei os olhos à espera de um pouco descanso.
Tocou o despertador.

Que chatice. Estava nos meus planos ir à piscina mas decidi ficar em casa. Vem mesmo a calhar que o concerto (Dulce Pontes) foi cancelado. Se assistisse um concerto neste estado eu adormeceria e a Dulce ficaria zangada por causa dos roncos.

*ainda bem que reli o texto. Tinha escrito “leio durante 20 anos”. Quem me dera!

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Vontade, Desejo

This is a short text trying to fit in as many expressions of will, intention or desire as possible. The expressions are from the Camões Institute’s C1 course. Thanks to Dani for the corrections.

Está nos meus planos fazer uma corrida daqui a três semanas. Tenho ideias de melhorar o meu desempenho da última corrida. Morro de vontade de manter uma velocidade alta durante a corrida inteira. Não suporto (a idea de) que* os meus tempos possam voltar a ser de mais do que uma hora como nas corridas do verão passado. Fiquei eufórico quando corri dez quilómetros em 55 minutos em outubro. Claro que preferia correr ainda mais rápido! Tenho ganas de ganhar a corrida mas não é provável e no fim das contas, deliro com cada corrida na qual ultrapasso os meus limites. Um dia claro cairia muito bem, e viria mesmo a calhar** se houvesse um vento forte nas minhas costas. Queira Deus que o clima*** esteja bom porque morro de aborrecimento quando corro em condições cinzentas e ventosas.

*=”I can’t bear (the idea) that…” This construction needs a noun immediately after it and when the verb does come, it’s subjunctive.

**=”vir a calhar” is a weird one and I think I got it wrong in the original text. Calha is a gutter so I took “vir a calhar” as something negative but it’s more like “being channelled in the right direction” so, like “cair muito bem” it has a sense of things turning out well by good luck. There’s a ciberdúvidas article about the expression if you want to know more. Anyway, the long and the short of it is, I made such a mess of this sentence that the marker didn’t really get what I was driving at at all 😔

***=I wanted to write “o tempo” but since that means “time” as well as “weather” it seems like it would be super-confusing here! Clima is more like “climate” than weather of course, so it sounds a little bit off.

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A Beleza da Simplicidade

O exercício de anteontem no meu curso de português avançado explicou um pequeno escândalo que ocorreu em 2012. Um filme intitulado “A Beleza de Simplicidade” foi premiado com a medalha de ouro num festival de turismo ecológico e logo depois uma sucessão de medalhas e troféus em concorrências publicitárias. Já vi o vídeo e é mesmo lindo.

Mas depois do filme ter ganhado os prémios, alguns espectadores com olhos de lince viram algo estranho. Há uma cena na qual a cidade de Lisboa é vista duma grande altura, mas havia uma avenida desconhecida com árvores de cada lado, visível de forma muito óbvia. Descobriu-se que uma secção da Rua Braancamp foi editada e repetida e várias outras pequenas edições foram juntadas à imagem para construir uma paisagem urbana mais atrativa do que a Lisboa verdadeira.

Tanto quanto eu sei, os prémios não foram hum… Despremiados??? Retirados? Revogados, digamos. Não foram revogados, mas há quem pergunte porque é que quiseram mudar a imagem da cidade? Lisboa não é assim tão feia.

Thanks to Dani Morgenstern for the corrections

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Alcina Lameiras

Tarot

Alcina Lameiras era uma personalidade televisiva durante os anos noventa. Há poucas informações sobre a carreira dela na Internet e ainda menos vídeos mas tanto quanto eu consegui constatar, ela… Dava notícias sobre o futuro através de… um telefonema…? O único vídeo que encontrei foi um anúncio promovendo uma linha telefónica que “funciona todos os dias a qualquer hora”. Não tenho certeza mas não acho que ela fosse uma apresentadora com o seu próprio programa mas apesar disso, a gente do Twitter lembra-se dela e uma pesquisa dá luz a posts de Guilherme Duarte e entrevistas com Fernando Alvim nos quais ela é mencionada. Como perguntou o Senhor Duarte, “O que é feito dela?”

Na mesma altura, cá na Inglaterra, havia um crescimento de tais charlatães devido ao decreto lei de 1993 que pôs fim à antiga tradição de queimar os bruxos. Tínhamos a nossa Mystic Meg mas acho que Alcina é lembrada com mais afeto.

Dani, who kindly marked this, tells me there’s was another tarot reader at the same time called Maya who was a bit more showy. Alcina was less self-aggrandizing so people look back on her as more genuine… insofar (and this is me editorialising now) as someone whose job is saying nonsense can ever be regarded as genuine.

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Bird, Baby, Bird, Pisco Inferno

Lembras-te do pisco-de-peito-ruivo?
Depois de eu ter escrito o texto de ontem, o pássaro ficou ainda mais valente. Esvoaçou do topo da janela até ao candeeiro e daí de volta à cortina e pela janela fora. Que lata!

Robin
I mean, how heavy must he be to tip the lampshade like that?

Após algum tempo, levantei os olhos do portátil e lá estava o pássaro na estante a espreitar os livros. Até me engasguei. Bati as palmas para afastar o meu novo “inamigo”. Mas pelo menos somos ambos fãs de leitura. Talvez tivesse sido um bibliotecário numa vida passada. Há quem não acredite na reencarnação mas não negue à partida uma ciência que não conhece*.

* This is a reference to a TV psychic from the 90s called Alcina Lameiras. I’ll probably do a text about it in a day or two.