I came across this quotation by Adília Lopes in a video discussion between Bruno Nogueira, Miguel Esteves Cardoso And Rita Blanco (respectively, a comedian, a journalist/writer and an actress). It’s from a book called Bandolim and I’m not sure but I think it might be a whole poem. “Os ricos são foleiros”. I didn’t recognise the word “foleiro”, which is why I started looking at it more closely. A foleiro is someone who makes or sells “foles”. What is a fole? A leather bag, a device for squeezing air into an organ, a bellows, the bag part of a bagpipe (“gaita-de-foles”) or the interior of an accordion… You get the idea. It’s windy. But foleiro, informally, can also mean ordinary, bad quality, shabby, corny… that kind of thing. It’s the fourth definition in priberam.

So the general gist of the ‘poem’ is that the rich are corny, uninteresting and not really worthy of admiration; they just know about money. Well, I can’t argue. Like all extremely true things, it isn’t true, or at least not always but it feels like a good, satisfying, sweeping generalisation and if you’ve ever spent any time reading the twitter feeds of certain silicon valley gazillionaires you’ll know what she’s driving at.


Mais uma tentativa de apreciar a poesia portuguesa… Gosto muito de José Jorge Letria desde ouvi um poema dele num podcast. Foi a primeira vez (e continua a ser quase a única vez!) que gostei de um poema português. Lamento que ainda falte paciência para ler poesia em qualquer língua, e o problema fica ainda pior quando tenho de alcançar o dicionário a cada 4 linhas! Mas de vez em quando uma luz penetra a escuridão da minha ignorância e consigo ver a beleza da escrita. Às vezes reli os poemas mais de uma vez para aumentar a experiência.

“Era Uma Vez Um Cravo” é um livro escrito por José Jorge Letria sob a forma de um poema. Conta a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974. Uma florista ofereceu-o a um militar que passou pela frente da loja dela. Pô-lo na sua espingarda. Há muitos desenhos da vida lisboeta na madrugada da revolução: as praças, as pessoas com penteados e roupas típicas dos anos setenta… Mas até para mim, um cidadão de um outro país, o poema deu-me um sentido de emoções do povo: a alegria, o orgulho, o alívio de serem libertados enfim.