Raízes – The Lisbon Studio Series Vol. 4 Hm… Este livro é uma misturada de BDs diversas. O livro tem bom aspecto mas cheira a plástico. Ao final de contas deixou me desiludido. Há talvez duas histórias interessantes, duas com arte fascinante mas sem enredo, mas o resto… *encolho os obros* … Se calhar a vantagem de conjuntos deste tipo é que dão oportunidade de descobrir novas artistas que – quem sabe – podem criar algo mais completo. Infelizmente, não há nada aqui que inspirou-me procurar mais obras de qualquer um. |
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O Atelier de Noite – Ana Teresa Pereira
O Atelier de Noite é o meu segundo romance de Ana Teresa Pereira. Encontrei o mesmo sentimento onírico do outro (O Verão Selvagem Dos Teus Olhos). Os dois livros partilham também um origem em literatura inglês. Neste caso, o primeiro conto é baseado na vida de Agatha Christie, que desapareceu durante 11 dias nos anos vinte do século passado. ATP usa este evento como matérias-primas de uma obra contada numa série de esboços (não há capítulo que ultrapassa 2 páginas, e alguns têm tamanho mesmo menor) de uma escritora a viver às escondidas num hotel, a fugir da vida, talvez num estado de fuga. Mas o ponto de vista muda de um capítulo para outro, e nós leitores, com visão turva, nem sempre sabemos quem é a protagonista: quer Ana quer Agatha, ou até Poirot. Os cargos de autora e protagonista ficam embaçados.
Embora o segundo conto tenha uma outra história, não é cem por cento distinto. Tem a mesma estrutura, e várias frases e temas repetem-se nos dois. Confesso que o meu português não é o suficiente para entender a ligação entre os dois. É provável que perdi algumas coisas, mas gostei de viver durante um dia (sim, um dia. É pequeno. Devorei-o) neste sonho literário.
Manual do Bom Fascista – Rui Zink
Um livro divertido mas cheio de vocabulário desconhecido (mais do que normal… Não costumo de usar o dicionário tanto com livros humorísticos!)
O autor defende que o fascismo é uma tendência que existe em cada um mas, tal como o espírito de mal no livro The Shining, “é fraco e, para prejudicar a sério, precisa de contaminar seres de carne e osso, igualmente fracos, ou apanhá-los num momento de fraqueza” (este cotação vem do capítulo “Ministério da Fraqueza”, página 61 nesta edição). Isso, para mim, é a chave do humor do livro, porque fascistas verdadeiras são uma grande ameaça mas os emoções que um demagogo pode abusar para ganhar seguidores vivem em toda a gente. Provavelmente cada um de nós reconhece algum comportamento nestes capítulos que mora nos nossos próprios corações. Por isso, não estamos a rir só do nosso tio que lê o Daily Mail (ou quer que seja a equivalente português) mas também rimos da nossa própria predisposição para agir numa maneira reaccionária quando temos medo ou sentimo-nos fora da zona de conforto. Por isso, embora haja assuntos sérios (racismo, homofobia) os capítulos mais engraçados são os que tratam de frustrações do dia a dia (tal como impostos, opiniões com qual não concordamos, novidades linguísticas ou seja o que for) que dão surgir os nossos preconceitos e acordam o nosso facho interior. E assim, rimos e compreendemos melhor de nos próprios.
Treze Más Histórias Para Adormecer – Ana Cláudia Dâmaso
O título deste livro conta tudo o que a leitor precisa de saber: eis alguns contos. Quantos? 13. Para quando? Para a hora de dormir. Pois. E então… ajudam o leitor adormecer? Hum… Não… Provavelmente não irão ajudar ninguém.
Umas histórias são arrepiantes, outros assustadores, mas quase todas são divertidas (quase todas? Sim, a décima primeira pareceu mais… Desagradável). A autora escreve com fluidez. Não me custou ler as histórias. A única queixa que tenho é isto: o sexto conto seria mil vezes mais arrepiante se as últimas duas palavras fossem “és tu”. Porque é que não termina assim?
Sonetos – Gregório Duvivier

Este livro é fininho mas cheio de humor. Cada página contém um poema de 14 linhas. Alguns são rudes e fizeram-me corar mas quase todos induziu gargalhadas também.
Desvio – Opinião

Não sei porquê eu gostei tanto deste livro. Conta a história de um adolescente que fica em casa enquanto os seus pais vão de férias. Durante a semana, este rapaz fuma muito, joga videojogos, olha filmes com a tia dele, e pensa. Como a maioria de adolescente sensíveis, anda “à espera de qualquer coisa que eu não sei o que é” e confesso que eu achava a sua narrativa estranhamente tocante apesar da arte de baixa qualidade e apesar da falta de enredo. Dou-lhe quatro estrelas por qualquer razão que eu não sei o que é.
https://m.facebook.com/planetatangerina/videos/568374000498332/
Balada para Sophie – Filipe Melo, Juan Cavia
Incrível! Sem dúvida, Balada para Sophie é a BD mais perfeita destes autores. Mais abrangente que “Beber, Comer” melhor realizada que “Os Vampiros” e menos parvo que “Dog Mendonça”(mas não leva este errado: gosto de todas essa obras). Os desenhos são perfeitos, as personagens são acreditáveis, e a história é bonita. |

Serei Sempre o Teu Abrigo – Valter Hugo Mãe
Este livro é lindo e (se não me engano) ilustrado pelo autor mas confesso que não me encantou. Faltou de alguma coisa “mágica”.

Leandro, Rei da Helíria – Alice Vieira

Comprei este livro sem perceber que não era uma história original de Alice Vieira. Já li 3 livros dela e esperava de algo mais ou menos semelhante. Mas logo que comecei a ler, fiquei com um a impressão de ter lido esta história anteriormente: um rei que quer abdicar ao trono, e que decide ceder o reino às suas três filhas. Antes de fazer a decisão, ele pede declarações de amor de cada uma. Duas filhas oferecem elogios muito floridos mas a terceira…
Espera lá! Conheço esta história! Li a descrição na contracapa e, como já adivinhei, a história é baseada numa peça de teatro de Shakespeare. A autora fez algumas mudanças. O Rei Leandro é uma história mais leve, até engraçada, e apropriada para leitores juvenis mas tem um enredo que muitos leitores adultos provavelmente conhecem.
Margarida Espantada – Rodrigo Guedes de Carvalho
Ouvi falar deste livro através de alguns canais de booktube. Confesso que, logo no início, mal consegui lembrar quem era quem, mas por acaso, vi um vídeo do canal “A Mulher que Ama Livros” que explicou tudo, e depois não tinha mais problemas! O livro lê-se bem, com capítulos curtos, e sem frases compridas nem gramática tortas (por esse razão, recomendei o livro para um estudante da língua portuguesa no CaraLivro). Trata de uma família com os seus segredos, as suas trevas. Deste mistura de personagens pouco simpáticas, surge um tipo de thriller psicológico com muitos desvios para vários tópicos interessantes. Li o livro e ouvi o Audiolivro em paralelo e gostei muito.




