I’ve found myself getting a bit more feminist lately. I have tended to be a bit dismissive of some claims of 21st-century feminism, to the point of wondering whether the word had outlived its usefulness, but have been energised lately by… well, it’s a long story. Suffice to say that having a daughter makes you want to punch more misogynists in the balls. I am all about the punching. I’m a regular Jean-Claude Van Dad.
Anyway, representation in comedy is not one of my main avenues of interest, but I was struck by this tweet earlier today, by Safaa Dib, who I know nothing about but seems to be a publisher and a candidate in a sort of left-green party called Partido Livre. She posted about the Festival de Humor, FamousFest 18. You can see why she was annoyed from the picture below. Literally not one single woman in the line-up. I know 6 of the names and 2 of those are not even comedians. Miquel Esteves Cardoso is a columnist and writer, and Filipe Melo is a producer and a graphic novelist. She doesn’t seem wildly impressed with some of the others either, judging by the comments.
If you click through to the thread, Guilherme Duarte, a comedian who uses the name Por Falar Noutra Coisa chips in and says a couple of women were invited but declined. Hm… well, fair enough up to a point… but then goes on to say (and this is less fair enough) that he didn’t want to have a quota system at the expense of quality (gasp… but wait, it gets worse…) that work was needed in the background to encourage women to try and be funny instead of making makeup tutorials. He salvages this mess of a tweet to some extent but not much. I was left with the impression that the scene is even more of a boy’s club than here.
Update 25/9/18 https://capitalmag.pt/2018/09/24/festival-menina-nao-bebe-whisky/

I
Ora bem, para os fãs dos livros (e para racistas também, obviamente!) isto pode ser um problema. Leitores frequentemente se queixam que realizadores de filmes não usam fidelidade o suficiente quando adaptam livros para o cinema. Há excepções, claro: de vez em quando, um realizador escolhe um elenco muito diferente para sublinhar um aspecto do enredo (por exemplo, um Othello Branco numa cidade de mouros, ou um Hamlet feminino). Noutros casos, realizadores fazem filmes baseados em livros estrangeiros e adaptam-nos para usar actores da sua própria nacionalidade para evitar a necessidade de usar legendas. Nenhum destas situações descreve o situação com James Bond.
Uma das contas portuguesas que eu sigo no Instagram é a do Nuno Markl. Durante o ano passado começou a deixar indicações dum novo projecto – uma série de comédia que estava a escrever sobre as eleições de 1986 entre o socialista Mário Soares e o conservador Diogo Freitas do Amaral. O Markl é conhecido (entre outras coisas) pela sua nostalgia dos anos oitenta e o seu amor pela cultura daquela época. Fiz 17 anos em 1986 e por isso fiquei muito entusiasmado para ver o resultado. Não temos canais portugueses aqui em casa – ou seja, se existem, não faço ideia de como encontrá-los, porque há demasiados botões no comando. Mas não me importo porque o site da RTP está disponível para os coitados dos cidadãos do Brexitland, o site deixá-nos ver os programas culturais dos nossos amigos e vizinhos.
Havia muitos aspectos engraçados, tal como o sarcasmo da rapariga gótica e a raiva exagerada do pai do Tiago. Também gostei da nostalgia da cultura compartilhada pelos dois países – música, filmes, computadores, roupas e livros. Às vezes tornou-se ligeiramente auto-indulgente, mas gostei apesar disso.
O que mais me impressionou foi o palco. Porquê? Porque não havia só um palco estático. Após cada cena, empregados, vestidos de estilo militar, ou como agentes do serviço secreto entraram na multidão que rodeava o palco e gritaram “Afastem-se! Vamos!” para constranger os espectadores darem espaço, e então um novo palco surgiu, e a ação recomeçou mesmo ali. Por isso, esses bilhetes na área ao redor do palco são os mais baratos. Mas também são os melhores porque lá estávamos e sentimos como se fossemos cidadãos da “cidade eterna” a testemunhar o assassinato, a ouvir os discursos do Bruto e de Marco António, e a fazer parte da história verdadeira. Foi um dia maravilhoso.