Tag: Brasil
Transatlantic Witterings

I’m going to use this post as a notepad for brazilian language notes.
Abbreviations
I’ve been having skype language exchanges with a brazilian PE teacher who lives in Portugal, and that’s not too bad because he knows the euopean dialect, but I’ve also joined a sort of online gaming board made up of some brazilian dudes who talk in abbreviations, and that’s like being buffeted about inside a washing-machine full of abbreviations.
vdd=verdade
tva=estava
cmg=comigo
vlw=valeu (“thanks”)
ñ=não
One that flummoxed me was “blz” which, from the context I thought was a borrowed “please” (they use borrowed americanisms like “man” a lot so this is not as mad as it sounds) but it’s actually “beleza” which is a regional way of saying “ok” or “understand?” You reply with “beleza” if you get it and “não entendi” if not.
Galera
Galera seems to be used in more or less the same way as the portuguese “malta” in my group but I think it’s more like “team”
PQP
Means “Puta que pariu” literally ‘bitch that gave birth’ but less literally just a general all-purpose swear. Linguee translates it as “fucking hell”
Opinião – “A Hora Da Estrela” de Clarice Lispector
Não costumo ler livros brasileiros por causa das diferenças da gramática e vocabulário, mas tenho ouvido apenas boas coisas sobre essa escritora, e estamos no mês do dia internacional da mulher (os meus amigos do booktube chamam-no “Marco Feminino”) e por isso, pensei, “porque não ler alguma coisa diferente?”
O livro é fininho mas muito denso. A historia é contada por um narrador, ou um falso autor, que se chama “Rodrigo S M” e que se apresenta como um personagem no conto. O vocabulário não é difícil, mas há muita subtileza e filosofia, até ao ponto em que, as vezes, a historia parece menos importante do que os pensamentos do narrador sobre a problema de escrever livros. Enfim, o livro é um bom exemplo dum livro no qual “entendo as frases mas não compreendo os capítulos”, mesmo que não tenha nenhum capítulo!
Random Lyrics Post: Emo De Janeiro
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
which means
Sadness doesn’t end
Happiness does
Great eh? It’s from “A Felicidade” by Tom Jobim and it’s got more angst packed into 6 words than the whole MCR back catalogue (but don’t tell my daughter I said so!)
Fado, Bossa Nova e a Minha Nova Professora
Hoje, fui até ao Barbican Centre para ver um concerto de música lusófona de Portugal e do Brasil. A fadista Carminho está quase ao fim dum série de concertos nos quais ela canta as obras de Tom Jobim. Lamento que não tenho um grande conhecimento de musica brasileira, mas conheço o nome de Jobim, e dois membros da banda tinham o mesmo nome porque são os netos dele (ou.. Um neto e um filho…? Não sei…) além duma baterista e do violoncelista Jaques Morelenbaum.
A maneira como ela cantou era muito interessante. Não tenho certeza de todo, mas acho que ela tinha escolhido um estilo muito parecido com o estilo nativo de portugal. Ou seja, cantou os poemas num sotaque português, numa maneira típica da tradição do fado, mas com um fundo de música brasileira. Até pediu ao Chico Buarque para mudar umas palavras duma canção que escreveu com Jobim porque a Carminho não teve vontade de cantar um canção de amor com “você” em vez de “tu”.
Também cantou dois fados dedicados ao Jobim e um outro escrito por uma poeta brasileiro, Vinicius de Moraes.
Depois do concerto, comprei um CD e levei-o à mesa onde a Carminho autografou as compras das fãs dela. Falei um pouco com ela em Português e pedi-lhe para escrever “boa sorte no exame” no CD mas ela mudou a frase a “… Para o exame”.
Sabes o que é que isso significa? Sim. Carminho corrigiu a minha gramática. Carminho é a minha professora agora. Adeus italki, a minha nova professora irá ensinar-me tudo!
Obrigado JArmando
Uma Conversa Com Uma Brasileira
Hoje de manhã, madruguei às 4 e fui para estação de comboios (o “tube” ou metro de Londres). Estava a ler o “Bichos” de Miguel Torga. É um livro português (um clássico, acho eu) escrito em língua bonita, mas com vocabulário incomum das áreas rurais, e ligeiramente antiquado mas gosto dele, e a capa é tão bonita, e tão simples que não pude resistir!
Ora bem, depois das primeiras duas páginas, uma mulher no banco à minha frente disse “desculpe” (mas disse-o em inglês) “você fala português?”
A pergunta parece um pouco parva uma vez que estava a ler este clássico da língua portuguesa e a franzir a testa com tanta concentração.
A mulher era uma brasileira, a viajar sozinha. Tinha chegado o momento de voltar para casa mas tinha algumas dúvidas sobre a rede de transportes porque tinha de chegar ao aeroporto antes das oito. Normalmente sou mais do que inútil em situações deste tipo mas, por acaso, consegui ajudá-la. Então falámos durante uns minutos em português. Estávamos sentados num comboio o que era uma problema porque ela usou a palavra “trem”, e havia outras diferenças tal como “hora de rush” em vez de “hora de ponta”, mas conseguimos comunicar sem problemas e ela contou-me o que acha engraçado no sotaque inglês. A única coisa que me fez ficar ligeiramente envergonhado foi o momento em que saí da carruagem. “boa sorte e boas viagens” disse eu. Ela respondeu com alguma coisa que não percebi de todo.
Hum… “o-o quê?” gaguejei.
Repetiu, e acrescentou “Good morning!” e apercebi-me de que não tinha entendido a frase mais simples de sempre “Bom Dia” porque a maneira de pronunciar o D brasileiro me é tão desconhecida!
Obrigado a Fernanda e Vanessa pela ajuda
O Acordo Ortográfica
I’ve been meaning to write an article about the 1990 Acordo Ortográfica da Língua Portuguesafor a while now but never really felt up to it. There’s a really good video on YouTube though, of Portuguese humorist Ricardo Araújo Pereira, author of Reaccionário Com Dois Cês in conversation with Brazilian Renaissance man Gregório Duvivier, that makes a pretty good introduction to what it is, why it’s needed and why it falls miserably short. It’s a little hard to follow in places but not as bad as I expected. Both speak pretty clearly and I found I could laugh at the jokes as well as simply learning, which was a nice bonus.
Homework Latest
This should be a lot of fun. I don’t know her work at all but I guess it won’t make much difference since she’ll be singing Brazilian choons.

Crase and Burn
I had a follow-up from my question about the Ferreira Gullar quote. There’s some more context to it apparently, here: Aforismas sobre a crase
Transatlantic Reading
As you’ll know if you were crazy enough to watch the video I posted the other day, I am currently reading a Brazilian book called ‘Jonas o Copromanta’ (Jonas the Copromancer) about a bloke who reckons he can read the future in his toilet bowl. I’m not following the grammar or vocabulary as closely as I normally would, because I don’t want to confuse myself – I’m mainly just trying to practise pronouncing the words and following the gist of the story.
I’ve become obsessed with one line though:
O que achava da afirmação “Deus dá crases a quem não tem frases” de Ferreira Gullar’

I wondered what “crases” meant só I plugged it into gtranslate and the first thing it came up with was “quotations”. God gives quotations to people who don’t have sentences. Considering he’s actually quoting someone at the time, that’s a funny line! But then it changed to ‘sentences’. Well, God gives sentences to people who don’t have sentences is just rubbish, so I looked on the online dictionary, Priberam. Priberam gives four other meanings, none of which make any sense (to me, anyway) when I drop them into the wider sentence.
So now I don’t know what the sentence means and feel vaguely like I’m missing out on something important. If anyone reading this knows, I’d love to hear about it.