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A Costa Dos Murmúrios – Opinião

Este texto era para ser uma opinião sobre um livro mas acabou por se tornar uma dupla-opinião, sobre um livro e um filme. A razão para esta decisão vai se revelar em breve.

17162622Comecei a ler “A Costa Dos Murmúrios” de Lídia Jorge no inicio de Outubro, mas custou-me muito entender o enredo. O livro desenrola-se em Moçambique, no principio dos anos setenta, durante a guerra colonial e tem que ver com o horror inerente a um sistema daquele género, baseado em violência e arrogância que envenena as vidas das pessoas assim como o álcool metílico envenenou as pessoas que beberam o vinho logo do início do livro.

Entendi cenas, sim, diálogos e parágrafos, mas é escrito num estilo muito literário que me faz lembrar os romances de Graham Greene e de Joseph Conrad. Por isso, não consegui entender o enredo inteiro.  Ainda por cima, Lídia Jorge utiliza muitas palavras desconhecidas. O meu dicionário ficou sempre perto de mim. Porém, às vezes,  até o dicionário não chegou. Por exemplo, havia uma palavra “mainata” que não conhecia. Não a encontrei no dicionário, e a minha mulher não sabia o significado. Hum, uma mulher deu nomes às mainatas e mainatos. Os nomes eram nomes de vinhos. Um deles, Mateus Rosé, morreu. Perguntei ao Google.

Exmo Google

O que é que é uma mainata por favor?

Obrigadissimo

Colin

O Google respondeu com imagens de pássaros pretos que se chamam “mynah” em inglês. Falam ainda melhor do que os papagaios. Boa. Durante o resto do livro, imaginei estes pássaros de estimação lá em casa.

Quando cheguei ao fim, decidi ver o filme para que pudesse ter certeza do que é que tinha acabado de ler. Imediatamente, vi o meu erro. Um(a) mainato/a não é um pássaro, mas sim um empregado doméstico. Talvez seja uma palavra especifica do ultramar, e só significa um empregado negro. Não sei. Senti-me ridículo por ter feito um erro tão estúpido!

Há outros aspectos do filme e do livro que me deixaram confuso. Por exemplo, ainda não entendo o relacionamento entre a escritora e a protagonista, Evita. A Autora escreveu o papel dela no primeiro capitulo mas não percebi exactamente o que é que ela queria dizer. Gostei do livro mas estou muito contente por ter visto o filme também porque ajudou-me muito a entender a história.


Queria agradecer a Fernanda pela ajuda com as correcções neste texto

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A Terrível Criatura Sanguinária – Nuno Markl (Opinião)

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Não há muitas coisas gratuitas nesta vida, mas este ebook é um delas, e deve ser um dos melhores. Gostei imenso. Foi uma leitura perfeita pelo dia de Halloween, e divertiu-me durante uma viagem de comboio.
O conto fez-me lembrar de contos antigos, especialmente os de Stephen Leacock. Leacock foi um canadiano que escreveu muitos livros humorísticos, incluindo o “Literary Lapses” e o “Nonsense Novels” – colecções de contos que fazem piadas sobre livros populares daquela época. Este do Markl é muito parecido com eles. Tem um tamanho comparável, e estilo, e até as personagens parecem típicas da época.

Link to the pdf version here

Link to a video version of this review here

Thanks Sofia and Caio for the help with the corrections

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A Estante Nova*

O nosso apartamento tem muitas estantes. Por quê? Porque temos muitos livros*. Infelizmente, moramos num apartamento pequeno com pouco espaço. Portanto temos que fazer bom uso de cada centímetro quadrado.

Há uma estante na entrada – Ou seja há um armário porque tem portas de vidro. De qualquer modo, esta peça do móvel é velha está partida. As duas prateleiras ambas têm caído sobre os livros que estão em baixo, e a traseira está a separar-se do corpo da estante.

Queremos substitui-la mas é difícil porque encaixa-se entre duas portas, ao lado dum interruptor e por baixo duma contador*** de aquecimento. O substituto precisa de encaixar-se no mesmo espaço, com o mínimo de espaço desperdiçado, mas sem obstruir as portas o as outras coisas. Procurámos um novo no Ikea, e em muitas outras lojas mas não tivemos sorte.

Finalmente, encontrámos uma loja no Etsy.com. O dono cria estantes, mesas e outros móveis de madeira reciclada. Cada um é feito à mão****, e personalizado pelo cliente. Gostamos desta ideia porque isso salva árvores e ajuda o ambiente. Mandei ao homem um desenho da estante dos nossos sonhos. Irá chegar amanhã. Estamos muito entusiasmados

* I originally wrote “O Novo Estante” because I am a big idiot. My response when I was corrected on this was: Acho que fiquei confuso porque “o/a estante novo/a” parece “o estado novo”. Se o Salazar limitasse-se a fazer mobilaria, nunca teria acontecido a revolução dos cravos, acho eu.

** Somos fãs de Marie Kondo mas neste assunto, não concordamos:livros são bonitos e um apartamento precisa dum monte deles. Estás errado, Marie Kondo! Pára! Larga a tesoura!

*** This one’s a bit iffy. Contador seems to be used for all sorts of counting devices including scales, electric meters. I’m trying to say “Thermostat”. Possibly “caixa do termostato” although, again, if you put that into google what you get is a lot of what looks liek specialised technical equipment

**** I originally wrote “Feito de mau” (“Made of bad”) Did I mention I was an idiot? How long have I been doing this and I can’t even get simple stuff like that right…?

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Old and Busted / New Hotness

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Muito Obrigado a Joaquim, Amanda, Sofia e Luísa pela ajuda com as correcções.

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Lincoln No Bardo Ganhou o Prémio Man Booker

I made a video about this too because I was so excited about being ahead of the curve for the first time in my life. It should be popping up on my Youtube channel in an hour or so…

Tenho de felicitar George Saunders por ter vencido o prémio Man Booker com o seu livro “Lincoln in the Bardo”. 22636867_521046004900329_2202454311651246080_n

Tento recordar outra vez em que já tivesse lido o vencedor do Man Booker Prize antes do resultado ter sido anunciado mas penso que esta é a única. E que livro maravilhoso que é! O seu estilo é único e as emoções transmitidas encheram-me de assombro, espanto e tristeza. Mereceu mesmo o prémio.

Quando o* recebeu, o autor deu um discurso que tinha a ver com as políticas americanas e o significado da cultura. O discurso foi curto mas poderoso. Não o* posso elogiar o suficiente. Parabéns ao Senhor Saunders!

 

*=Apparently when the direct object pronoun moves in front of the verb like this it’s called “próclise”. Live and learn!

 

This was written off the cuff and ended up being stuffed full of mistakes, subsequently corrected on iTalki. Thanks to Nina and Claudiano for their help with correcting this text

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O Pior Filme Baseado Num Livro

notebook_image_842261É uma verdade universalmente reconhecida que um filme baseado num livro não é nunca tão bom como o próprio livro. Um bom exemplo é “Watership Down”.
Vi-o nos anos setenta com a minha família (fomos lá num Tricerataxi) e gostei bastante, mas era novo e estúpido e ainda por cima ainda não tinha lido o livro. Mais recentemente li o livro com a minha filha. Vivemos dentro deste livro. Amámos as personagens. Estávamos assustados, entusiasmados, divertidos… Todos os particípios passados: estávamos. Quando terminámos a minha filha queria voltar ao início mas eu estava esgotado. Decidimos ver o filme. Mas foi um grande desapontamento e uma traição. Será que estou a reagir de forma exagerada? Pensem o que pensarem, não me importa – este filme foi realizado pelo diabo para destruir toda a alegria do mundo.

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#Youtubing

#uncorrectedPortugueseKlaxon

Ainda continuo gravar videos sobre livros que já li, no Youtube. A minha esposa – e a minha professora – zombam-me.

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– Como corre a sua vida como Youtuber? perguntam eles, e eu rio ligeiramente e acrescento-os à lista de pessoas com que não falo quando o canal estiver patrocinado por Fnac.pt e eu for rico e famoso.

Não, quando jantar com a Zoella e o Pewdie Pie e o Owen Jones, não vou convidar-los acompanhar-me.

Não pretendo publicar todos os vídeos aqui, mas o canal tem um novo nome:

28 Days Leitor

Vem visitar se quiseres! O exercício é muito útil, e ando a aprender muito.

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Comentário: Europe in Autumn

I finally got around to the actual review of this book instead of just waving it around while talking about other books. I think I made fewer mistakes this time, and fewer pauses too. I’m not quite ready to participate in the Portuguese version of “Just a Minute”, but I think the process is helping my speaking ability somewhat at least… Although, an hour after I made it I had a lesson and was an incoherent mess, so on the other hand, maybe not…

I’ve put a written version (not a transcript but it hits the same points in the same order so it’s pretty close) down below, which has been scrubbed clean of errors (thanks Rubens and Sophia for the help) and there’s a fuller, english version on Goodreads.

Este livro foi escrito por um homem que já conheci através do Twitter. Por isso, fiquei preocupado, caso descobrisse que era um LRTT*. Mas, por acaso não era nada disso: felizmente, o senhor Hutchinson escreve muito bem. Que alívio! Não precisei de me preocupar: os comentários nos jornais são maioritariamente positivos. Foi escrito uns anos, atrás antes do brexit. Este facto será importante como vamos ver daqui a pouco. É um thriller com elementos fortes de ficção especulativa ou seja ficção científica, e de espionagem e com muito humor – algo incomum no género de thrillers. Para resumir: há algo coisa para todos!

O enredo do romance passa-se na Europa do futuro próximo. A União Europeia tem-se desmoronado, com poucos países restantes. Ironicamente, a Inglaterra (mas não a Escócia) é um deles. É quase o oposto da verdade.Isso significa que, nesta realidade alternativa, Nigel Farage, Michael Gove e Boris Johnson seriam muito tristes, ou melhor, seriam prisioneiros na Torre de Londres que é nada mais do que eles merecem.
notebook_image_836312Os restantes da união têm-se desenvolvido a um caos. Regiões, cidades ou até parques nacionais, tornaram-se pequenos estados, que se chamam “polities”, com os seus próprios governos, leis, passaportes e exércitos. O continente é entrelaçado por redes de espiões e criminosos implacáveis. O herói é um daqueles espiões, membro duma empresa privada que faz varias espécies de coisas sombreadas. Não vou dar spoilers mas é muito entusiasmante e perto do fim, durante as últimas quarenta ou cinquenta páginas, ele e os seus companheiros descobrem uma nova conspiração mais profunda, que prepara o resto da trilogia. Mas tive sentimentos mistos sobre isto, porque mudou a atmosfera do livro. A torção do enredo tem a ver com algo quase sobrenatural, que se encaixa melhor no género de fantasia fiquei ligeiramente chateado mas é provável que faça mais sentido no contexto da trilogia. Vou ver porque vou encomendar os outros livros.

*=Livro Realmente Terrível do Twitter.

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Tag | Divertida – Brace For More Videos!

Well, my campaign to be a famous youtuber with the multi-million euro sponsorship deal with Bertrand Livros is going pretty well. I had a go at a tag questionnaire the other day, and it was really good fun, and passed a boring afternoon in the hotel. Since I didn’t have any of the books I was slagging off in the room with me, I held up the one book I did have: “Europe in Autumn” by Dave Hutchinson and just acted as if it was a different book each time.

The thing I like about it is that it makes me prepare. In a normal conversation, I can speak with varying degrees of fluency, depending on how warmed-up I am, but I only say each thing once, and any mistakes I make hang there in the air like helium-filled turds. But in this setting, I prepare in advance, jot down some useful phrases and can take a couple of practice runs; I don’t read the notes out to camera, but I do have a rough roadmap in my head of where I’m going and what backalleys I’ll need to take to get there, so it’s a different kind of speaking, if you see what I mean. The fact that I seem now to have a small cluster of friends who are all very nice and share my interests in books is a huge bonus too, of course!

Observations:

As usual, it takes me a while to get warmed up. The first couple of minutes are pretty painful but it gets better.

At one point I use the english word “Now” instead of “Agora”, which is unfortunate because it sounds like “não” and it completely reverses the meaning of the sentence.

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Jonas O Copramanta #SeptemberThrills

Here’s the first book review. It’s not as bad as I remember it being while I was recording it. There are some real howlers though: “He didn’t die anyone” is a particular cringemaker for me but there are others just as bad. I’ll put a tidied version of the text (of the review only, not that intro) below.

Esta semana, li “Jonas o Copromanta”, um romance Brasileiro de Patrícia Melo. Quando comecei acreditava – ou seja esperava – que fosse um policial mas enganei-me, porque não é nada disso, sim uma espécie de romance literário, bem diferente de algo que já li anteriormente.

O enredo descreve a vida dum funcionário da biblioteca nacional do Rio de Janeiro. Tem uma obsessão incomum. Crê que pode adivinhar o futuro, e receber mensagens do Deus por “ler” (entre aspas) as suas fezes, que ele pensa têm forma de algum alfabeto antigo. No início do livro, acabou de ler um livro escrito por um autor bem conhecido, que se chama Rubem Fonseca. O livro é sobre o assunto da “copromancia”, e ele fiquei convencido que o escritor plagiou-o por método de espiando nele e roubando as suas ideias. Conforme o enredo desenvolve, a monomania dele aumenta, e começa a perseguir o escritor. Como disse, este livro não é semelhante aos outros livros que já li. Tentei pensar num outro romance que tenha um estilo, ou um ambiente semelhante. Um livro americano de John Kennedy Toole, chamado “A Confederacy of Dunces” tem tanto loucura quanto este, e “American Psycho” compartilha com ele um sentido duma protagonista que parece normal às suas colegas mas tem um mundo inteiramente diferente dentro da sua mente. Claro que não é um semelhança forte. O Jonas não assassinou ninguém é não tinha uma cabeça no frigorífico. Mesmo assim, acho que podemos traçar certos paralelos entre os dois. Mais uma coisa que me interessa foi o nome da protagonista: Jonas é um nome dum profeta do testamento antigo que foi engolido por uma baleia. Foi mencionado em “Moby Dick”, um dos meus 3 ou 4 livros preferidos de sempre.

Confesso que não entendo cada detalhe mas gostei da história em geral. Achei-a imprevisível, esquisita e bem engraçada. Vou dá-lo quatro estrelas no Goodreads. Até agora, a média das notas* é duas e meia, e o único comentário simplesmente diz “Um monte de estrume com o perdão do chiste”. É claro que pessoas que falam português melhor de eu têm uma opinião mais baixo. Vocês têm sido avisados**!

 

*=According to Ruben, who kindly corrected this for me, “The average mark” isn’t a thing (at least in Brazil), but “The average of the marks” is OK.

**=”You have been warned”. It’s a literal transation and I don’t think it’s really an expression used in PT, so probably not something I’ll repeat.

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Livros Contra Cigarros (ou qualquer coisa)

Tive uma conversa com uma boa amiga ontem. Ela disse que os portugueses, apesar de serem leitores ávidos, lêem poucos livros. Preferem revistas e jornais. Fiquei surpreendido porque quando visitámos Portugal, sempre apercebemos livrarias em toda a parte. Há ainda mais do que aqui em Londres. Ora bem, é verdade dizer uma grande parte da diferença é por causa da influência do Amazon (o site, não o rio, amigos brasileiros) aqui em Inglaterra, mais mesmo assim, tinha a impressão que os portugueses são um povo bem literato que amam livros e têm poesia nas suas almas.

Books Vs Cigarettes by George Orwell Isso lembrou-me de uma dissertação pelo autor inglês George Orwell, nomeada “Books vs Cigarettes” (Livros Contra Cigarros). Escreveu-o nos anos quarenta, logo depois a segunda guerra mundial, e dois anos antes de publicar a sua obra mais conhecida, “1984”.

Nesta dissertação, o Orwell fez conta de todos os seus livros e os preços de cada um (incluindo livros emprestados e livros oferecidos) e ao outro lado, fez conta de quanto dinheiro gastou para cigarros e para cerveja. Não queria persuadir alguém não fumar (teria sido loucura naquela altura!) mas sim provar aos seus leitores que livros não são para os ricos somente. Nesta altura, toda a gente fumava. Idosos fumavam, adolescentes, homens, mulheres, até mulheres grávidas, bebés neonatos, padres na igreja, médicos na sala de operações… Tooooodaaaa a gente. Portanto, um bom método de provar a sua tese foi comparar os preços relativos de livros e cigarros durante um ano. Podes adivinhar o resultado: concluiu que os livros foram menos caros, e deram melhor valor do que os cigarros ou até uma bilhete de cinema!

É claro que hoje em dia menos pessoas fumam. Apenas os mais idosos (que não podem deixar) ou os mais novos (que não podem imaginar as suas mortes) permanecem com o hábito. Pessoas da minha geração deixamos de fumar há anos! Mas para fumadores, o argumento é ainda mais forte no século XXI. Os livros são mais caros do que antigamente, é verdade, mas cada vez mais, os impostos que são acrescentados ao preço do álcool é do tabaco deixam ambos muito, muito mais caro. Aqui na Inglaterra, um livro tem a preço de dois pacotes de cigarros. Acho que em Portugal é diferente. Mas mesmo assim, não há dúvida que são relativamente mais caros do que na época de Orwell.

E para não fumadores? Revistas são mais baratas, claro, mas demoram menos tempo para ler. Podem ser lidas grátis no café, sim, mas livros pode ser lidos grátis também, graças às bibliotecas.