O Capítulo sete trata de supostos erros gramaticais e daquelas pessoas chatas que acreditam que existem regras contra várias frases e palavras comuns e ficam inchadas com orgulho pelo seu conhecimento secreto.
Entre outros exemplos, há pessoas que acreditam que “obrigada” não existe, e que devemos dizer “desfazer a barba” em vez de “fazer a barba”. Este tipo de pessoa existe na Inglaterra também e não há dúvida que em qualquer outro país há pessoas que chateiam toda a gente com as suas opiniões sem pés nem cabeça. Às vezes, uma editora dá-lhes oportunidade e publicam as suas obras para irritar ainda mais pessoas.
Entre outros exemplos, há pessoas que acreditam que “obrigada” não existe, e que devemos dizer “desfazer a barba” em vez de “fazer a barba”. Este tipo de pessoa existe em Inglaterra também e não há dúvida que em qualquer outro país há pessoas que chateiam toda a gente com as suas opiniões sem pés nem cabeça. Às vezes, uma editora dá-lhes oportunidade publicaram-nas para irritar ainda mais pessoas.
É interessante ler um desabafo assim em português porque, geralmente, leio livros do mesmo género na minha própria língua com uma mistura de alegria e horror. Em inglês há sempre uma divisão entre os “prescriptivists” (pessoas que querem prescrever as regras e insistem que toda a gente deve segui-los até quando o resultado é feio ou absurdo), e os “descriptivists” (pessoas que preferem descrever a língua e acham que – por exemplo – Literalmente (“Literally”) agora significar “muito” ou ainda pior “figurativamente” porque há burros que o usam assim). Prefiro o conselho de A.P. Herbert que escrevi que novidades linguísticas devem ser apoiadas quando fazem a língua mais flexível e mais poderosa, mas temos de lutar contra neologismos que fazem tudo mais confuso. Noutras palavras: pessoas que abusam “literally” devem ser presos numa masmorra onde podem ser roídos pelos ratos.
Mas por outro lado, o A.P. Herbert odiou a nova (naquela época) palavra “televisão” e talvez estas batalhas não valha a pena de lutar…
Adoro este livro, embora seja infantil. É o segundo livro desta autora que já li, mas não acho que será o último!
Demorei tanto a pensar como escrever este comentário. O livro é tão esquisito que não é fácil dar um resumo apropriado. A minha expectativa era uma narrativa simples com começo, meio e fim, e um elenco de personagens que fazem parte duma banda. E até certo ponto, isso é isso mesmo: há uma banda, um gajo que toca bateria, um outro que toca guitarra, pois claro… mas os membros vivem num mundo muito esquisito. Andam nos seus próprios percursos num cidade insólito cheia de pessoas estranhas e cenas surreais. Longe de ser uma narrativa linear, cada página tem o seu próprio retrato duma situação ou uma pessoa, muitas das quais pode dar conteúdo por um livro inteiro. Às vezes é mesmo engraçada, às vezes filosófico, mas nunca torna-se previsível.
Gostei muito deste livro infantil. O rei tenta manter a ordem no seu pequeno reino, com leis antigas que guiam a sociedade, mas a chegada dum dragão de cinco cabeças que se zanga por causa dum decreto que exige a sua morte provoca uma reacção em cadeia que dá em vários episódios com o seu conselheiro, a bruxa de estimação do país, uma fada, e no fim das contas, centenas de filhos.