Tenho uma lista de tarefas diárias porque a minha memória está feito num farrapo. Adicionei uma nova tarefa há uns dias mas andava a ignorá-la dia após dia. Senti-me faltoso e inquieto durante este tempo todo porque sabia quão importante era realizar o objetivo. Finalmente, ontem, sentei-me à escrivaninha e fi-lo. E foi fácil. E depois foi como se um peso tivesse sido levantado dos meus ombros. Não faço ideia de porque demorei tanto. Podia ter evitado os dias de má consciência se tivesse dedicado cinco minutos a cumprir o meu dever quando percebi que era necessário.
I was told I used “sua” and “seu” too much when “dela” and “dele” might be better. Dela and dele tell you about the gender if the owner, so it can be useful when you want to emphasise that it’s her sandwich you’re talking about, not his sandwich. If you just say “sua sandes” you can’t tell. Anyway, I wrote a text on which I did it in every case. But… Well, I might have gone too far…
Vamos hoje ao centro comercial fazer as compras. A minha filha vai para universidade daqui a 17 dias…
(pausa para hiperventilação)
…e precisamos de abastacê-la de frigideiras e colheres de chá e blablabla. A sua amiga dela quer ir connosco quando formos à universidade, para ajudar no processo de nidificação mas a sua universidade dela* fica longe daqui e o carro alugado é pequeno. A sua amiga dela é simpática mas não cabe no porta-luvas. Haverá muitas caixas e malas pesadas. Quando as levarmos do carro para o seu apartamento dela, ficaremos completamente suados dela** se usarmos dela** roupas de tecido grosso
O gif lá em cima pode representar eu a pensar na perda da filha, ou o Flip a tentar corrigir esta merda.
*Well, no, because I mentioned the friend most recently, so it sounds like I’m saying the friend’s university.
**obviously replacing sua from suados and se u from se usarmos with dela is just a joke.
Thanks to Cataphract for bravely stepping in to correct this car crash!
Someone used this word in an email to me “Na segunda quinzena de setembro” And I was interested because it’s not something I’d come across before. A quinzena is like a fortnight but it’s 15 days, not 14, so she’s talking about the second half of the month, basically. Nice! I love a shiny new word, me!
Este verão tem sido húmido e frio em Inglaterra. Isso não é assim tão estranho, e até chega a ser conveniente: durante a nossa estadia na Madeira, as plantas não morreram. Mas desde o nosso regresso, houve apenas… Sei lá… 3 dias de sol fraco. Os meus tomateiros andam carregados de tomates verdes e precisam de calor para se tornarem vermelhos mas estou prestes a desesperar.
Mais uma vez, encontro-me cheio de otimismo por causa do futebol. Como provavelmente já disse muitas vezes, estou-me nas tintas para o futebol, mas gosto muito do sentimento de alegria que se espalha por todo o lado quando uma equipa nacional ganha uma competição desportiva, portanto apoio sempre os ingleses quando percebo que estão perto de ganhar alguma taça , mesmo que eu seja escocês. Neste momento a seleção feminina inglesa está a preparar-se para enfrentar Espanha no final do mundial. Estou a vacilar entre “Não me importa” e “Força Leoas!”
(Added Next Day)
A equipa inglesa perdeu o jogo contra as espanholas. É uma desilusão, mas, por outro lado, consegui correr no parque com ele quase vazio porque toda a gente estava em casa a ver futebol.
Rabo de Peixe é uma série da Netflix cujo enredo se desenrola nos Açores. Os protagonistas são açorianos jovens, pescadores e empregados dum videoclube. Todos têm os seus próprios desafios na vida: por exemplo, o pai do protagonista é cego, o da amiga dele é um bandido. Sonham com* melhorarem a vida ou escaparem-se da ilha.
Rabo de Peixe (aka “Turn of the Tide”)
As vidas deles mudam por completo quando um barco se afunda perto da ilha, espalhando caixas de cocaína, embrulhadas em plástico, ao longo das praias. Em breve, toda a gente tem a sua parte da carga. Padres, médicos, velhas, todos andam com pó em volta das narinas. Os protagonistas que sabem navegar põem-se a recolher as caixas restantes de vários esconderijos inacessíveis entre as rochas a beira-mar.
Nos dias seguintes, um grupo de polícias chega de Lisboa para trabalhar lado a lado com as forças da região autónoma, mas também chega um membro da máfia italiana, dono da droga, que quer recuperar a cocaína perdida.
É uma das séries mais bem realizadas que já vi em português. A cinematografia é incrível e os atores, incluindo o comediante Salvador Martinha, protagonizam os seus papéis muito bem. Existem vários buracos no enredo, mas não há nada perfeito.
*I’ll never get used to the fact that you dream with something, not of something.
Há uns dias uma jornalista feminista chamada Julie Bindel escreveu um artigo sobre o seu desdém com um tipo de pão: o sourdough, ou seja pão de massa ácida. A escritora é famosa no Reino Unido pelas suas opiniões fora de moda sobre um leque de questões polémicas, mas pela primeira vez foi alvo de “cancelamento” porque estava farta de comer pão grosseiro.
Pessoalmente, concordo com ela, mas apenas a noventa e nove por cento: numa entrevista ela disse que responsabiliza os homens machistas por terem infligido esta desilusão ao mundo. O quê? Tanto quanto sei, é mil vezes mais apreciado por mulheres. A minha esposa prefere, as minhas amigas online também gostam. Até existem mulheres aleatórias no Twitter que ameaçam retirar o meu direito de beber ginginha quando desprezo este pão desanimador. Elas sabem quem são(1).
Então porque é que Julie Bindel nos quer censurar a nós homens inocentes?
Deixem-nos em paz, feministas, estamos a comer pão normal. Com manteiga, caralho! Vocês devem é culpar a padeiriarquia(2)
The Pimping of Crustitution
(1) Bad form to make in-jokes, i know, but one of the correctors on the reddit group commented under something I’d said about sour things not being as good as sweet things, saying that I had lost the right to enjoy booze flavoured with sour cherries. So, I was just incorporating that into my rant, really.
(2) o trocadilho é desajeitado porque “patriarquia” não existe, segundo o priberam mas vi a palavra online e acho que o propósito é mais nítido do que seria se tivesse escrito ‘padeiriarcado’.
Ufa, que alívio! A minha filha recebeu os resultados dos seus exames. Foi aceite* na universidade da sua primeira escolha. Vai estudar programação de videojogos na Universidade Abertay em Dundee, na Escócia. Estou tão feliz. Durante as últimas semanas, ela andava a dizer “chumbei, pai, eu sei que chumbei!” mas não, o seu trabalho deu em sucesso. Pena que não saberá a alegria de migrar bases de dados como o seu pai, mas ser um criador de videojogos, por mais banal que seja, é trabalho honesto e não há vergonha nenhuma nisso.
Falei com a anfitriã do Podcast sobre o qual escrevi há uns dias. Parece-me uma professora simpática, e o Podcast é uma ideia interessante. Éramos três: uma búlgara, uma espanhola e eu. O plano da professora é recrutar 15 pessoas de várias nacionalidades. Sendo fora de casa, no jardim do arquivo nacional, havia muito barulho de aviões a sobrevoar o bairro, rumo ao aeroporto Heathrow e de gansos à minha volta à procura de migalhas de pão. Quando ela marcar uma data para gravar o episódio, escolherei um lugar mais sossegado!