Londres 18 de Novembro de 2016
Donald Trump
Trump Tower
New Trumptown
United States of Trumpica
Excelentíssimo Senhor
Ora, ouvi nas notícias que o senhor será o próximo presidente dos Estados Unidos da America. Suponho que devo de lhe dar os parabéns, apesar de ter reservas fortes sobre a sua adequação para ser presidente ou até mesmo utilizar uma caneta. Infelizmente, esta folha não é suficientemente grande. Peço imensa desculpa.
Em vez de parabéns, deixe-me pedir-lhe que me dê um cargo no seu gabinete. Em contraste com o seu chefe de protecção do ambiente, eu entendo o aquecimento global. Em contraste com o seu secretário para a educação, tenho uma educação, e em contraste com o seu estratega, não sou um grande racista*.
Mas apesar destes impedimentos, acredito que seria um membro da sua equipa. Tenho sido eleito como deputado inglês tantas vezes como o Nigel Farage e isto facto deve de contar para qualquer coisa, não é?
Prometo que não sou um espião, mandado pela Rainha do Reino Unido para assassiná-lo e restabelecer os Estados Unidos como membro do Império Britânico porque a experiência com a democracia falhou. Quem? Eu? Não, não.
Espero receber a sua resposta rapidamente.
Os melhores trumprimentos
Colin
PS como pode ver, eu tenho todas as melhores palavras.
*=escrevi “gigante maligno racista” tradução de “huge evil racist” (racista=nome, gigante e maligno = adjectivos) mas infelizmente the need for Good Portuguese outweighed my love of Fine Phrases, and my marker didn’t like the double adjectives hovering around a noun that is – let’s face it – another adjective with ideas above its station.

No meu lado oposto há uma mesa com três homens sentados. Um deles tem óculos e um camisa roxa, o segundo tem barba e uma camisola roxa (será que hoje é o dia nacional de usar roxo? Não sei?) o terceiro homem parece um homem de negócios. Está a usar um fato cinzento mas sem gravata. Suponho que ele seja um rebelde. Está a ler um jornal.
Para mim, os livros electrónicos não chegam. Apenas o papel, solido e confiável é suficiente para uma experiência óptima da leitura. Quero cheirar a polpa da madeira, às vezes o pó dos anos longo na estante. Quero sentir a capa debaixo do polegar. Quero encher a estante com tesouros da livraria. Além disso, não quero que acontece uma situação como bateria fraca durante um capítulo divertido. Mas gostos não se discutem. Eu sei que existem pessoas que verdadeiramente preferem os livros electrónicos. Nunca compreenderei essas pessoas mas devo de reconhecer que têm muitas boas razões para as suas preferências esquisitas. Um “kindle” deixa o seu dono carregar uma biblioteca inteira na mala ou na bolsa. Não necessita que uma floresta seja cortada para fazer mais livros. Também, suponho que poupam muito dinheiro por não terem de comprar mais estantes para casa mas na minha opinião é uma casa desgraçada por não ser cheia de livros bonitos.
Acabo de comprar bilhetes para um concerto da Deolinda no Coliseu do Porto. O concerto está marcado para um sábado, dia quatro de Fevereiro e pretendemos fazer umas mini-férias de fim-de-semana antes de voltar ao trabalho, à escola e à realidade. Infelizmente penso que vai ser difícil ver todas as vistas da cidade em dois dias! Serão um presente para a minha esposa que terá feito anos na sexta anterior, mas confesso que estou a puxar a brasa para a minha sardinha porque sou eu que gosto dos Deolinda. A minha esposa não os conhece bem.
Durante a aula de hoje, havia um texto sobre painéis publicitários. Lembrei-me do poema “