Londres 22 de Novembro de 2017
O Dono
Milliways
O Fim Do Universo
1200-212 Espaço
Excelentíssimo Senhor,
Queria apresentar uma queixa.
Jantei ontem com uns amigos no seu restaurante.
Por acaso, chegámos na hora certa antes do fim do universo. O céu estava flamejante com relâmpagos em toda parte enquanto as estrelas foram arrancados por forças incalculáveis, tudo o qual era satisfatório mesmo.
Dito isso, havia uma problema com a nossa encomenda. Pedi bife da casa. Fiquei à espera durante cinco minutos até o empregado voltou com algum espécie de criatura qualquer e convidou-me “conhecer o carne”. O bicho era muito gordo com muitas pernas mas não pôde andar. Ainda por cima, descobri que podia falar fluentemente!

Começou dar conselhos por volta do seu corpo, e quais partes seriam mais saborosas. Eu disse-lhe que não queria comer algo que queria ser comido, mas o bicho respondeu que isso modo da vida não era muito simpático. não quero ser leccionado por um animal!
Queria pedir um reembolso duma metade do preço da refeição. O que mais dava jeito era se o senhor pudesse meter esta quantidade de dinheiro no banco hoje. Então, quando visitar o restaurante mais uma vez ao fim do universo, irei recolhê-lo, e espero que o juro ganhado pela quantia deva me tornar milionário!
Os Melhores Cumprimentos
Arthur Dent

Hoje, fui até ao Barbican Centre para ver um concerto de música lusófona de Portugal e do Brasil. A fadista Carminho está quase ao fim dum série de concertos nos quais ela canta as obras de Tom Jobim. Lamento que não tenho um grande conhecimento de musica brasileira, mas conheço o nome de Jobim, e dois membros da banda tinham o mesmo nome porque são os netos dele (ou.. Um neto e um filho…? Não sei…) além duma baterista e do violoncelista Jaques Morelenbaum.
Também cantou dois fados dedicados ao Jobim e um outro escrito por uma poeta brasileiro, Vinicius de Moraes.
A mulher era uma brasileira, a viajar sozinha. Tinha chegado o momento de voltar para casa mas tinha algumas dúvidas sobre a rede de transportes porque tinha de chegar ao aeroporto antes das oito. Normalmente sou mais do que inútil em situações deste tipo mas, por acaso, consegui ajudá-la. Então falámos durante uns minutos em português. Estávamos sentados num comboio o que era uma problema porque ela usou a palavra “trem”, e havia outras diferenças tal como “hora de rush” em vez de “hora de ponta”, mas conseguimos comunicar sem problemas e ela contou-me o que acha engraçado no sotaque inglês. A única coisa que me fez ficar ligeiramente envergonhado foi o momento em que saí da carruagem. “boa sorte e boas viagens” disse eu. Ela respondeu com alguma coisa que não percebi de todo.