Estou na biblioteca perto da sede do meu cliente. Tivemos que sair do prédio porque tocou o alarme de incêndio. Mas depois de sairmos, ouvi que não foi por causa dum incêndio mas sim um problema com a canalização do prédio. Um cano rebentou e água nojenta derramou pelo tecto dos dois primeiros andares. É frustrante porque não tenho o meu portátil e portanto não consigo fazer nada. Mas não faz mal, pelo menos há uma biblioteca onde posso ler e escrever.
Tradução – The Skin that’s on Me
I had a go at translating the song I mentioned the other day. It’s very hard to translate, even if you know the words because it’s written in quite a poetic, allusive way, so I hope it’s not too awful…
When the day was ending
And your body touched
A part of mine
A dance awakened
And the sun appeared,
became enormous
And in an instant wiped out
The calm of the sky
And the calm that was waiting inside me
The desire unaccounted following the end
Was in a look it gave you
And your singing changed
And your body on mine
A braid caught
And the blood cooled
And my foot touched the earth
My voice whispered
My dream died
Give me the sea, my river, my path.
Give me the empty bedroom of my house
I’ll leave you in the snare of your talk
About the skin that’s on me
You don’t know anything
When the love ended
And my body forgot
The road it was going on
In the depths of yours
And the moon went out
And the night fell silent
The cold depth of the sky
Came down and stayed.
But the pain no longer lives in me
It’s passed, I used it up
Beyond the end
It’s time to go
It’s the price of love
To go back to living
I dont feel the taste,
The sweat, the dread
Of the heat of your embrace
Of your blood blooming
I don’t want to know
Give me the sea, my river, my road
My empty boat in the morning
I’ll leave you in the cold of your speech
In the shock fall of the voice
When the talking finally stops
A Horta no Inverno
Não há muitas coisas para fazer nesta estação do ano. Há algumas flores a crescer perto da casinha; jacintos, narcisos e tulipas. Os primeiros botões estão a aparecer nos ramos das groselheiras e o ruibarbo está a acordar-se. Mas já comecei a preparar. Espalhei composto no solo, amarrei as amoreiras (grande frase, esta. Soa bonita!) e cortei os ramos duma árvore que lançava uma sombra através do lote e reciclei-os para fazer um canteiro elevado para os morangos.
Better P-Pop
Ooh, I like this:
Tente Outra Vez
Obsessed with deciphering all the words in this. At the moment I can only get about 50% and from what I can hear, he earned all those slaps.
https://www.instagram.com/p/BtbANsuBpgcotimGhep0fy3T-RCV9Obnng0rS00/
Moedas Comemorativas
Notes on commemorative editions of the 100 Escudo coin. My daughter recently received a beautiful parcel containing 18 of these, big, chunky things with designs on them spanning years.
Ano Internacional do Deficiente (1981)
Mostra-se uma imagem do Jacob Rodrigues Pereira (1715-1780), que nasceu em Espanha, duma família cripto-judaica portuguesa e tornou-se educador de surdos em França.
D. Nuno Alvares Pereira / Batalha De Aljubarrota (1985)
Comemora 600 anos desde esta batalha, uma das maiores batalhas defensivas contra o exercito castelhano que tentou conquistar Portugal. Dom Nuno Alvares é considerado um génio de estratégia e ainda por cima, foi beatificado e canonizado pelo papa XVI em 2009, mas confesso que não faço ideia por quê.
Fernando Pessoa (1985)
São retratados nesta moeda o poeta mais conhecido e mais amado no país, e mais três gajos que o semelham esquisitamente…
D. Afonso Henriques (1985)
Comemora 8 séculos desde a morte de D. Afonso I, o conquistador, e o primeiro rei da primeira dinastia portuguesa.
X Aniversário da Autonomia Regional (1986)
Logo depois da revolução dos Cravos, a república portuguesa começou a reconstruir a democracia e isso resultou numa nova constituição, que foi publicada em 1976. dando autonomia regional para as ilhas, com os seus próprios hinos e bandeiras.
XII Mundial de Futebol (1986)
Dois homens a saltar por cima duma esfera… Não faço ideia do que é que estão a fazer…
Amadeo de Souza-Cardoso (1987)
O centésimo aniversário do nascimento deste pintor modernista cuja morte com 30 anos acabou com uma carreira promissora.
Nuno Tristão (1987)
É um motivo de vergonha para países tal como Portugal e a Inglaterra que tantos de nossos heróis também foram vilões. Esta moeda celebra a vida de um explorador que descobriu muitas zonas de África até então desconhecidos (pelo menos a nós europeus), incluindo o Rio Gambia (1446) mas o explorador também foi um mercador de escravos. Hum…
Diogo Cão (1987)
Diogo Cão era um dos navegadores que concretizaram a reputação do país como terra de exploradores. A data na moeda é 1486, ano do seu falecimento que ocorreu durante a sua segunda viagem para África do Sul em busca de Preste João. Foi retratado no Padrão dos Descobrimentos a grande escultura a beira do Rio Tejo, e foi imortalizado pela caneta de Fernando Pessoa no seu poema “Padrão”
Bartolomeu Dias / Cabo de Boa Esperança (1988)
O quingentésimo aniversario do regresso a portugal do explorador Bartolomeu Dias após da sua expedição além do cabo de Boa Esperança (O ponto mais a sul do continente da África.
Arquipélago Dos Açores (1989)
Comemora várias viagens de descoberta ao arquipélago entre 1427 e 1432. Ao que parece, as ilhas já eram conhecidas e por isso não percebo porque é que as viagens tiveram tanto significado, mas… sei lá, deve de haver alguma coisa que perdi.
Ilhas Canárias (1989)
Comemora a ocupação dos portugueses das ilhas desde 1336 até 1479. Depois, o Tratado das Alcáçovas-Toledo afirmou o controlo das ilhas pelos castelhanos enquanto Portugal ficou com as ilhas dos Açores e da Madeira.
Navegação Astronómica (1990)
Parece que esta moeda é apenas a celebração da Ciência. Não acho que celebre um aniversário ou a pessoa que a inventou, mas claro sem a navegação astronómica, os portugueses nunca teriam sido capazes de explorar o mundo antes do época do Sistema de Posicionamento Global e por isso é um tipo de especialidade nacional.
Camilo Castelo Branco (1990)
Celebra a vida do autor de “Amor de Perdição” e “Maria Moisés” entre outros.
Restauração da Independência (1990)
Comemora 350 anos desde a saída de Portugal da União Ibérica, que é um lembrete amargo para nós ingleses que há países no mundo capazes de saírem duma união política sem fazer-se uma desgraça. A União tinha permanecido durante 60 anos desde a guerra da sucessão portuguesa que resultou num espécie de governo imperial sob a coroa espanhol.
Antero de Quental (1991)
O senhor Antero foi um poeta do século XIX que fez parte (com Eça de Queiroz e Oliveira Martins) num movimento literário, Geração de 70, que pretendia revolucionar a cultura pela introdução de realismo. Confesso que não tinha ouvido do senhor anteriormente mas é um dos escritores mais importantes da literatura portuguesa**. Fernando Pessoa escrevi o elogio seguinte
Properly speaking there has been no Portuguese literature before Antero de Quental; before that there has been either a preparation for a future literature, or foreign literature written in the Portuguese language.
D. António, Prior do Crato (1995)
Marca 400 anos desde a morte deste rei (ou seja pretendente ao trono). D. António teve uma vida cheia de histórias. Acompanhou D. Sebastião na campanha em Marrocos e foi preso na batalha onde o rei morreu. Depois do seu regresso a Portugal, António reclamou o trono mas foi negada porque varias pessoas tinha dúvidas que fosse o filho legitimo do seu “pai”, D. Luís. continuou a afirmar o seu direito de ser rei durante a crise da sucessão portuguesa, quando o país perdeu a sua independência e ficou sujeito ao Rei Felipe I (Felipe II de Espanha) e acabou por ser exílio na Inglaterra com o inimigo do seu inimigo, a rainha Isabel I.
Centenário da Autonomia Dos Açores (1995)
As Ilhas ganharam a sua independência administrativa em 1895, até o estado novo reestabeleceu controlo sobre as ilhas em 1928.
* PADRÃO (Fernando Pessoa – Mensagem)
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
** Let’s have a look:
Deixai-os vir a mim, os que lidaram;
Deixai-os vir a mim, os que padecem;
E os que cheios de mágoa e tédio encaram
As próprias obras vãs, de que escarnecem…
Em mim, os Sofrimentos que não saram,
Paixão, Dúvida e Mal, se desvanecem.
As torrentes da Dor, que nunca param,
Como num mar, em mim desaparecem. –
Assim a Morte diz. Verbo velado,
Silencioso intérprete sagrado
Das cousas invisíveis, muda e fria,
É, na sua mudez, mais retumbante
Que o clamoroso mar; mais rutilante,
Na sua noite, do que a luz do dia.
Agora e Na Hora da Nossa Morte – Susana Moreira Marques

Diz-se que não se pode avaliar um livro pela capa, mas confesso que comprei este livro por esse motivo só. Os livros da editora Tinta da China são sempre bonitos. Este tem capa mole cor de lavanda com cantos arredondados. O assunto é igualmente bonito, apesar de ser menos alegre. O assunto é a morte. A escritora viajou com profissionais da saúde e de cuidados paliativos para visitar pessoas com pouco tempo de vida e familiares dos recém-falecidos, numa paisagem fora das grandes cidades, onde parece que um modo de vida está a morrer também. Ali, ela ouviu as histórias das pessoas, e escreveu os pensamentos delas sobre a morte, a vida e o que é importante no fim de contas.
Violino
From the Facebook page of the Anglo-Portuguese Society:
Setúbal
Fui ontem para a residência do embaixador português em Inglaterra, para ouvir um discurso sobre o Festival de música de Setúbal. O director contou a história da origem do festival, o motivo pelo qual foi estabelecido, e descreveu os efeitos benéficos para a cidade. Foi muito um discurso interessante. As escolas participam no festival, o que traz oportunidades para estudantes de música, ainda que alguns tenham deficiências físicas ou mentais. As comunidades imigrantes também fazem parte do projecto, e isso aumentou o seu sentimento de pertencimento. Trouxe benefícios nas áreas de economia, de infraestrutura e de saúde e bem estar.
Uma estudante nativa de Setúbal tocou violino, e depois havia uma recepção com petiscos e vinho. 
Home Not Alone
Last night I went to a meeting of the Anglo-Portuguese Society at the residence of the Portuguese ambassador. There were no Ferrero Rochers but apart from that it was pretty good. I’ll to a texto about it later.
One of the things that interested me was that the guy talked about translating the word “Home” into Portuguese, which they had done, he said, using 7 different words. So – someone asked – what were the words? He couldn’t remember. The obvious ones are casa (house) lar (the word used in the equivalent of home sweet home – “lar doce lar”. Terra de mãe (the town or village you call home) seems like a string contender too. I felt like I’d heard the phrase “no colo da família” (something like ‘in the lap of the family’) too. Then there are more prosaic words like “domicílio”, “residência”, “habitação”.
Hm.
Oh wait, I just had the idea of er… You know… Googling it!
Here’s the site. Judging by the names of the events, it looks like I missed “ninho” (nest) and they mention “palácio” as well, which I suppose could be your home if you were posh…