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Frol With It

In English, as you know, FROL stands for Farting Raucously Out Loud, but I came across the same word in the title of a book I’m trying to read (God the vocabulary though – I don’t know how much more of this I can take!)

The book is Ronda Das Mil Belas em Frol by Mario de Carvalho. Here it is ony my Insta, but obviously the caption is just a silly joke.

Apparently Frol can refer to the foam on a wave: sea-spume, something like that. But it’s also an archaic spelling of “flor”, apparently. So they’re beautiful women in bloom. Makes sense. I find it really odd that the old spelling is so much like a joke, as if someone has deliberately swapped two consonants for a laugh and it caught on.

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O Festival

A minha filha vai a um festival amanhã com uma amiga. Ela tem estado a ler um livro – “A Cúpula” de Stephen King, cujos protagonistas masculinos têm todos a mesma personalidade: misoginia. As femininas também têm uma: mamas. Como provavelmente já adivinharam, ela não é uma grande fã do autor! É um calhamaço de 900 e tal páginas e ela não queria o levar com ela, portanto tem passado os últimos três dias a ler e mais naaadaaa para que possa passar para algo mais portátil.

(uns dias depois)

A nossa filha está no festival com a amiga dela tal como falei há uns dias. Nós, os pais, estamos em casa sem a nossa querida. Ela envia mensagens de texto de vez em quando. Estamos a acostumar-nos a este sentimento. Daqui a um ano, ela vai para universidade e depois será adulta e capaz de começar a sua própria família. 😭

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Triple Threat

Hm, I see today’s scheduled post went out three times again sorry about that. I hope WordPress fix the bug soon because that’s really annoying.

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Cadernos da Água – João Reis

Este livro é meu terceiro do João Reis. Geralmente, acho o seu estilo um pouco difícil: a frequência com que estico o braço para agarrar o dicionário é cem vezes maior do que quando estou a ler um thriller como Segredo Mortal, por exemplo. Mas esta vez, consegui ler o livro inteiro sem sentir que estava a perder alguma coisa por falta de domínio da língua. Pois bem, qualquer evidência de progresso é muito bem-vinda!

Cadernos da Água - João Reis
Cadernos da Água

O género do livro é completamente diferente do último. Trata-se duma história distópica que se passa num futuro próximo mas não é ficção científica ou futurista como Admirável Mundo Novo, por exemplo. É um romance quase profético que conta a história de um possível futuro que pode acontecer daqui a poucos anos. As alterações climáticas dão em escassez de água e de comida (porque o crescimento das plantas também depende da disponibilidade de água). Segue-se uma sucessão de eventos catastróficos incluindo uma nova pandemia e uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Se não me engano, o livro foi escrito antes da guerra atual mas ainda assim… O enredo às vezes é indistinguível das notícias!

No meio deste transtorno, uma guerra surge entre os países do sul da Europa e do norte de África. A Península Ibérica torna-se um campo de guerra; a República portuguesa dissolve-se e portugueses e espanhóis (entre outros) fogem para a Escandinávia e Alemanha. O meu país não é mencionado. Quem sabe? Talvez as ilhas tenham afundado sob as ondas do Atlântico durante “o primeiro evento” ou talvez o primeiro-ministro seja a Priti Patel. Mas seja como for, durante este exílio, os sul-europeus vivem em “centros de acolhimento” e é aí que a protagonista do livro começa a escrever no seu caderno.

O futuro, segundo este romance, é sombrio, até desolador, mas será esse o futuro se não fizermos mudanças na nossa vida. Não há motivo para ser otimista.

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Odisseia

I can’t quite believe I haven’t written this one up yet. It must be about a week old by now. Anyway, thanks to Dani for the corrections.

Odisseia

Parte 1 de 17

Vi ontem o último episódio da série Odisseia que mencionei há uns dias. Gostei mas confesso que não entendi tudo. A grande tragédia da minha vida é ser fã de comédia. Infelizmente, mais do que em todos os outros géneros de arte, os praticantes falam rápido, usam calão e falam numa maneira fora do padrão. Entendi muito, claro, mas houve cenas nas quais me senti como um boi a olhar para um palácio*. Talvez deva escolher um programa sobre a gastronomia a seguir. Há de ser mais fácil.

Parte 2 de 17

Lamento que os próximos 15 episódios da minha opinião sobre esta série tenham sido cancelados** pelos realizadores de Reddit mas eu e os meus amigos juntámos mil euros e eu apostei o dinheiro todo num casino para ganhar o suficiente para continuar. Com os meus lucros (37 cêntimos), apresento-vos o texto que se segue.

Apreciei o surrealismo da série: os encontros absurdos e as cenas que se passam “fora” do mundo imaginário, quando o realizador, o elenco e a tripulação falam uns com os outros sobre o enredo e o orçamento. E adorei as referências a vários filmes americanos (pelo menos os que reconheci eram americanos mas talvez houvesse outros dos quais não me percebi***). Mesmo que não tenha entendido o diálogo todo, nunca me senti aborrecido.

*I wrote something else entirely here but the corrector suggested this expression and I live it so it’s a yes.

** This is an in joke which you’ll only get if you’ve seen the series

*** Yeah, there were a couple I missed, including “Talk to Her” by Spanish director Pedro Almodôvar, according to this summary.

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RAPLGBTQIA+

O humorista Ricardo Araújo Pereira tornou-se alvo de críticas anteontem por ter escrito sobre uma série de outdoors lançada pela Fox Life através da sua marca ABCLGBTQIA+. Ele sublinhou o excesso de pudor dos desenhadores que definiu palavras como “homossexual” em termos de atração “romântica” e “afetiva” sem mencionar o sexo. Afirmou que esta definição não indisporia o seu “Tio Alfredo” (cuja existência tenho alguma dúvida mas na escrita do humorista é representativa de homens homofóbicos em geral) mas omite algo indispensável do significado desta palavra.

Ainda por cima, a Fox Life suporta uma definição de “bissexual” que consiste em “atração […] por dois _ou mais_ géneros.” que implica que a bissexualidade não tem nada a ver com sexo nem com “bi”.

Pois, não sou gay nem trans portanto provavelmente não me diz respeito mas é evidente que há um problema aqui: as definições destas palavras tão importantes nas lutas de direitos civis da geração passada estão diametralmente opostas à ortodoxia desta geração de ativistas que afirma que o género é mais importante do que o sexo e há um leque de géneros, não apenas dois.

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Do You Like Pinar / Colar? Duh!

Pinar

In the world of social media you’ll occasionally come across the idea of a pinned message or pinned tweet. That’s a message that stays at the top of the page even while new messages are posted.

In Portuguese, this is sometimes described using the word “pinar” which is unfortunate because pinar also means “shag“. I have just made an idiot of myself by suggesting someone shag their message in reddit.

So what’s the right word? Colar? (to glue something) Pregar? (to nail something) no, it’s Afixar (ao topo) apparently. This according to Microsoft’s list of tech terms translated into Portuguese which seems worth bookmarking for later.

The verb Pinar in its natural habitat
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How The Pros Do It

So my previous post was me making a joke about an advert that appeared in Portugal and that seemed to have a fairly terrible definition of the word “bissexual” (sic: it has two esses in Portuguese). Ricardo Araújo Pereira, who is the country’s leading humorist, or one of them anyway, had a pop at the exact same thing in his column in the expresso and now I feel like I might have been outdone in the piss-taking stakes. I think I’m going to make today s text about this on Writestreakpt and then follow up with a book review for Cadernos da Água tomorrow.

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Ouvidos de Mercador

I never remember to use idiomatic expressions in the real world but I pulled out “Fazer Ouvidos de Mercador” the other day, while simultaneously making a pun, and I felt like a black belt

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Bombeiros

Desde o texto de ontem, ando a ver vídeos no meu feed, com incêndios a devorar árvores e casas. São assustadores. Os bombeiros estão a fazer um trabalho indispensável nesta altura, a resgatar animais e pessoas, e a combater as chamas. Que esta situação acabe depressa e que o povo seja poupado mais uma tragédia dessas que se passaram nos últimos anos.

Incidentally, not gay, but the shirtless-and-using-a-lamb-as-a-scarf look that has been all over the Portuguese papers lately is making me reconsider my life choices. That shit is hawt.