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What Kind of Futlery Is This?

Today’s text in the Writestreak subreddit is a masochistic attempt to translate a single sentence from Judith Butler, who is extremely influential these days despite – or rather because of – the convoluted, opaque style in which she buries her ideas. The sentence (which I’ve screenshotted below) won an award for bad writing, so I’m going to suggest the correctors just not bother trying to correct my translation and turn it into good Portuguese. Nobody should do any work in the dead time between Christmas and New Year. I’m just doing this for a laugh, really.

A passagem desde uma conta estruturalista no qual o capital é compreendido a estruturar as relações sociais em modos relativamente homólogos para um uma vista de hegemonia na qual as relações de poder estão sujeitas à repetição, convergência, e rearticulação trouxe a questão de temporalidade dentro do pensamento sobre estrutura e marcou a mudança desde um tipo de teoria Althusseriano que toma totalidades estruturais como objetos teóricos até a um no qual as perspectivas sobre a possibilidade contingente de estrutura inauguram uma concepção renovada de hegemonia como estreitamente ligada com is sítios contingentes e estratégias da rearticulação de poder.

Genderbollocks source

UPDATE 1: there is a copy of the book available on Bertrand so some poor sod actually had to produce a rendition of this sentence for real.

UPDATE 2: the ever-helpful Dani Morgenstern decided to correct it anyway, despite my saying it wasn’t worth the effort. Here’s what she suggested:

A passagem de uma conta estruturalista no qual o capital é compreendido a estruturar as relações sociais em modos relativamente homólogos para um uma vista de hegemonia na qual as relações de poder estão sujeitas à repetição, convergência e rearticulação trouxe a questão da temporalidade para o pensamento sobre estrutura e marcou a mudança desde um tipo de teoria Althusseriano que toma totalidades estruturais como objetos teóricos até a um no qual as perspectivas sobre a possibilidade contingente de estrutura inauguram uma concepção renovada de hegemonia como estreitamente ligada com is sítios contingentes e estratégias da rearticulação de poder.

Well, that’s not so bad. I only added three additional mistakes to this train-wreck.

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Some Corrected Texts

A few recent texts with corrections below each. These are mostly pretty short since I didn’t want to give the correctors too much work over Christmas

Perder Um Streak.

A minha filha perdeu o seu Streak no Duolingo. Está a aprender francês. Usou o app todos os dias* durante 426 dias, mas esqueceu-se ontem. Eh pá.. Dói-me o coração….

*dammit, another one where I keep mistranslating. For “every day”, I keep writing “cada dia” (each day) when I should write “todos os dias” (all the days)

Feliz Natal.

Votos de um bom Natal** para todos. Espero que o Pai Natal traga tudo que vocês desejam.

**the capital letter is important.

Catolicismo.

Hoje de manhã, abri o Twitter, aquele sítio de opiniões equilibradas e cuidadosamente consideradas e deparei-me num tweet antigo. Uma mulher afirmava “não te podes considerar português não sendo católico”

O tweet é isca, claro, mas fez-me pensar um pouco sobre religião e identidade. O catolicismo constitui uma grande parte da cultura e da história do país (a isca é isca precisamente porque contém um grão de verdade) mas qualquer definição da nacionalidade que não inclua Viriato (de um lado da cronologia) nem Saramago (do outro) é evidentemente limitada de mais.

There was a little discussion in reddit about the influence of Catholicism on Portuguese culture, and how even those who consider themselves anti-catholics are to some extent influenced by it, which is all true, no doubt, but I think the original tweet I’m referring to isn’t saying that: I think she’s specifically trying to assert that any protestants or Muslims or Jews or atheists resident in the country will always be outsiders. In short, I think she was being a bit of an arsehole. To what extent that was pure trollage, or to what extent her tradwife persona is real, I don’t know, but taken on its face, it just seemed obnoxious.

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Diário Dos Dias da Peste

Diário Dos Dias da Peste

Estou a ler um livro chamado “Diário dos Dias da Peste“. Trata-se duma antologia de coisas interessantes, insólitas ou fora do comum. José Pacheco Pereira é curador duma biblioteca de tais curiosidades e durante o auge da pandemia, partilhou alguns exemplos com os membros. Partilha agora os mesmos exemplos connosco. Têm pouco a ver com a pandemia. O livro não esclarece nada sobre os dias de hoje. Se houver iluminação que conseguimos retirar deste livro, é só a seguinte: é incrivel ver a evidência de tantas tendências espantosas pelas quais a humanidade passou ao longo dos anos, e podemos imaginar que isto também há-de passar: venha o que vier, não há nada assim tão mau. Um dia, a crise actual também irá encher uma gaveta no arquivo do senhor Pereira e  os nossos bisnetos vão ver boquiaberto e mal acreditarão.

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Gló-ó-ó-ó-ó-ó-ria Hosanna in Excelsis

Whoop! Cheguei ao meu centésimo texto no subreddit Writestreakpt sem falhar* um dia!

Glória, the first ever Portuguese series on Netflix
Glória

Terminei, dois ou três dias atrás, a série Glória, que é nada mais nada menos que a primeira série portuguesa na Netflix. É incrível. Não é perfeita (=não é o Breaking Bad) mas é uma série que vale mesmo a pena: bem escrita, com um elenco de bons atores, um realizador hábil e um enredo repleto de tensão.

A história decorre em Glória do Ribatejo, em 1968 em plena guerra fria. A CIA, em parceria com o governo da época, está a transmitir notícias, entretenimento e propaganda aos países comunistas, mas entretanto o PIDE e o KGB têm os seus próprios motivos para espiar nos membros da equipa. Ao mesmo tempo, claro está que a sociedade portuguesa tinha os seus próprios insatisfeitos naquela altura, principalmente os membros das forças armadas que, daí a 6 anos, (spoiler alert) derrubariam o Estado Novo.

Vemos, então, uma história centrada num lugar anormal, que não representa bem a sociedade dos anos sessenta, mas muitos fios importantes na situação política encontram-se aí representados no fundo da série.

É muito difícil para nós estudantes ouvir o diálogo e compreender tudo mas existem legendas em PT-PT que ajudam muito. No meu caso, depôs de rever o primeiro episódio (uma vez não foi suficiente para compreender quem era quem e quem torcia pelos comunistas e blablabla!), fiquei com entendimento o suficiente para entender o resto da série.

*=i keep using “pular” in situations like this. On Internet sites, “pular anúncio” means “skip advertisement” but it’s a Brasileirismo. Portuguese people don’t use Pular in that sense.

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A Casa No Bosque

A Casa No Bosque é parte* dum par de livros escrito por Susana Morais, dona do site “Portuguese Lab”. Este foi escrito para estudantes do nível B2 (intermédio) e o outro é mais básico, de nível A2. Ambos têm áudio e alguns exercícios para estimular a compreensão. É curto (o áudio é quase uma hora), portanto é um conto, não um romance.

A Casa No Bosque (B2)

Muitas histórias educativas acabam por ser aborrecidas, mas Susana Morais escreve muito bem e a história é engraçada. Contudo, confesso que não prestei atenção o suficiente aos nomes das personagens portanto perdi o fio da meada. Vou ouvir novamente e anotar a nome de cada pessoa à medida que é dita.**

*I tried to day it was “one of a pair” but that’s not a thing, apparently

**And I did and it made a lot more sense in the second pass when I understood why some of the other characters were there. It really is good. I definitely recommend it and the A2 equivalent. I mentioned them in a post a few days back.

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O Manifesto Sononista

Participei em mais uma aula de história ontem. Como sempre, os professores falaram dos eventos mais importantes da história de Portugal, como a reconquista da Península Ibérica por um exército sob a liderança de Karl Marx, a fundação do país por Dom Karl I, a vitória contra os espanhóis na batalha de Aljubarrota, durante a qual um jovem padeiro chamado Karl Marx matou sete castelhanos que se tinham escondido no seu forno, e a primeira viagem de circum-navegação do mundo por Karlão de Marxalhães.

De qualquer maneira, houve uma mulher que dormiu durante a aula inteira,desde o início ao final. Normalmente, os professores pedem aos alunos para silenciar os microfones mas esta senhora deixou o dela ligado. Portanto, de cada vez que ela roncou ou respirou profundamente, o Zoom, achando que ela disse alguma coisa, trocou a imagem do professor para a da senhora adormecida. Eu não conseguia parar de rir.

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O Problema do Mal

O Trabalho de Casa de hoje é sobre a religião e a ciência. O primeiro texto centra-se na figura de  William Lane Craig. Eu sempre pensei que Craig fosse Americano (Oriundo* dos EUA) mas pelos vistos nasceu na América do Sul, num país onde se fala português. Ouvi um discurso dele em que ele defende que é logicamente impossível Deus criar um mundo sem mal enquanto os seres humanos forem livres. Uma vez que as pessoas tenham a vontade própria, é inevitável a existência do mal. Guerra, assassinatos, pobreza… Mas também fenómenos naturais tais como depressão, cancro, morte de crianças, deficiências mentais. Este gajo não consegue imaginar um mundo sem estas coisas em que nós permanecemos independentes.

A Charada da Bicharada

Fiquei irritado com tal parvoíce. Para desanuviar**, assisti a um vídeo d’A Charada da Bicharada que é um livro infantil da Alice Vieira, com ilustrações bonitas e um modo de usar palavras que acho encantador. Assim, utilizei a minha vontade para escolher o bem. Espero que Deus tenha reparado nisso e, da próxima vez que ele crie um mundo, deixe os habitantes com os prazeres e sem os sofrimentos. Obrigado.

*I really like this word. It sounds like the name of a fairy queen or something but it just means something like “coming from”, “native to” or “originating in”

**Wow, I’d never come across this word before. The corrector suggested it as an alternative to some bad choice I’d made. It’s like diffuse tension, or unwind.

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Lisboetas

O meu trabalho de casa de hoje é assistir o documentário Lisboetas de Sérgio Trefaut. Conheces? Ai, que seca. Tem cem minutos de duração. Não há narração nem argumento, só gravações de conversas na rua, numa sala de espera e outros lugares quotidianos.

As personagens falam de escudos e também de euros, portanto acho que as conversas têm lugar na segunda metade dos anos noventa do século passado. Pois bem, mas a situação hoje em dia é muito diferente e não acho que consiga aprender assim tanto destas conversas aborrecidas.

Aguentei durante 15 minutos e depois desisti porque perdi a vontade de viver.

I’m not wrong, am I?
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“Aceitacionistas Acéfalos”

Acabei de ler uma opinião do Gustavo Carona que é uma resposta a um artigo do João Miguel Tavares.

O Senhor Carona defende que a confiança na autoridade da ciência está cada vez mais sob ameaça porque quando ouvimos factos desconfortáveis é tentador acreditar em mentiras calmantes. Vemos pessoas que não querem acreditar no aquecimento global, portanto não acreditam. É assim tão fácil. De mesma forma com covid há negacionistas que não querem usar máscara e zangam-se quando outros lhes pedem para a usar em público.

Na opinião dele, o JMT está a apoiar esse tendência por tratar os dois “pontos de vista” – o da ciência e o do negacionismo – como se fossem iguais, ou pelo menos como se fossem concorrentes num debate.

Infelizmente, a opinião do JMT não está disponível a quem não seja assinante do Público, portanto não sei se esta crítica é justa no caso dele, especificamente, mas de forma geral, acho que tem razão. O respeito pela ciência e a “fé cega” nela são muitos vezes visto como sinónimos nas bocas de populistas e chalupas em geral e é isso que a frase “aceitacionista acéfalo” implica. Mas acreditamos na ciência porque é um processo que tem mais sucesso do que a religião ou a adivinhação. Não é uma questão de fé mas sim de respeitar quem saiba mais do que nós próprios.

A maior diferença de opinião que tenho neste assunto é que ele afirma que “A verdade fica para segundo plano, quando a mentira nos conforta” mas na minha humilde opinião, não se trata de conforto. Muitas vezes, as teorias da conspiração são ainda mais perturbadoras do que a realidade. Os governos do mundo, dirigidos por pedófilos e aldrabões, querem silenciar o povo com máscaras e envenenar as nossas crianças com químicos tóxicos? Que pode ser mais assustador do que isso? A psicologia da chalupice é mais complicada do que um desejo de estar confortável.

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Some corrections

Here are some short texts with footnotes pointing out some of the gotchas.

Aprendizagem de Uma Croma*

Estou a ensinar a minha filha a escrever código python. Leva sempre** três vezes mais tempo do que é necessário porque lhe falta a confiança*** e de cada vez que experimentamos uma coisa nova ela começa com “Ó pai, não consiiiigo, não é posííível” e por aí a diante até que ela olha novamente e repara na solução.

Hoje, programámos o “jogo da velha****” e durante os férias*****, vamos fazer um jogo antigo tipo arcade, chamado Snake (“Cobra”). Valha-me Deus! Irei precisar de tanta paciência.

Monty Python
Not that kind of python

*=Cromo/a means nerd

**=Leva sempre not sempre leva. “It takes always…” not “It always takes…”

***=I always find the construction of this kind of sentence difficult because it’s so far from English. We’d say “she lacks confidence” but in Portuguese it’s more like “confidence is lacking to her”

****=noughts and crosses /tic tac toe

*****=There are different words for holiday and they have different meanings so it’s worth taking time to pick the right one. Férias =time off work, so it’s the correct word here because I’m talking about the couple of weeks off school. There’s also “Feriado” which is a statutory holiday such as Christmas day itself, New Year etc. And finally there’s “Festas” which is more like a party ora celebration but “Boas Festas” os the nearest Portuguese equivalent to the American “Happy Holidays”

Um Caminho Longo

Ontem, dei uma voltinha daqui ao outro lado da cidade. O meu percurso seguiu as curvas do Rio Tamisa desde Richmond (ao oeste) até à* barreira contra inundações (ao leste) o meu plano era fazer a viagem de ida e volta que teria sido 50 milhas, mas depois de chegar à meta, estava com bolhas nos pés e as minhas pernas estavam rígidas e sem vida. Manquei mais cinco milhas mas não me senti capaz de regressar, portanto virei para a estação e fui de comboio para casa.

*=The “from” and “to” is interesting since the words used are “desde” (which is also used to mean “since”) and até (which usually means “until”). On top of that, it’s not just “até” but “até a/à” – until to (the) barrier.

I also learned a new word “entrevado” which describes the state I was in when my legs had ceased working: crippled.

The Coliniad

A Festa de Natal

Eu e o meu irmão falámos com o nosso pai ontem. Ele disse que não culpa o governo pelas festas de natal do ano passado, uma das quais teve lugar no apartamento do primeiro ministro e outras nos escritórios dos funcionários quando o mundo estava em plena crise.

Nós ficámos espantados. Posso perdoar muito na resposta à pandemia que apanhou muitos países de surpresa, mas isso vai alem* do que é aceitável na minha opinião. Traíram a nossa confiança.

*This was suggested as an improvement to my “é fora” – it’s outside of what’s acceptable. Instead, it says it goes beyond what’s acceptable.