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Rins and Repeat

Deparei-me com esta chá enquanto procurava chá de hortelã, a qual estou desesperadamente viciado. Fiquei curioso sobre a origem do nome. Será que é uma planta que tem raízes fortes, capazes de rachar pedras sob o sol?

Nem por isso, a resposta é ainda mais improvável. A planta – Phyllanthus – tem a reputação de ser uma cura de cálculos renais (também conhecidos por “pedra nos rins”)

Como exemplo de como a Internet pode ser útil mas também enganosa, a página wiki (versão portuguesa) afirma que o subarbusto Phyllanthus acutifolius é “muito utilizado para prevenir a formação de cálculos dos rins e da bexiga.” e também Phyllanthus amarus “apresenta substâncias anti-cancerígenas e anti-inflamatórias, além de combater o vírus da hepatite B”

Entretento, na versão inglesa da mesma página, encontramos o seguinte:

A 2011 Cochrane review found that there is “no convincing evidence that phyllanthus, compared with placebo, benefits people with chronic hepatitis B virus infection.”

Extracts of the plant are common in herbal supplements marketed with the unproven claim of inhibiting the formation of kidney stones. The use of extracts from P. niruri for the treatment of kidney stones is not supported by scientific evidence.

Em Inglaterra, temos leis que exigem honestidade sobre os benefícios para a saúde do consumidor e adivinho que é por isso que a chá não se encontra no Waitrose.

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O Curso Está a Correr Bem

Recebi os. Resultados dos primeiros “e-fólios” nos dois cursos. Não há nada preocupante. Uns erros gramaticos, um aviso sobre o uso de números de páginas com citações e um o dois outros conselhos mas em geral não havia problemas com os ensaios. Os docentes não desmentiram os meus argumentos. Nada disso.

Quanto às notas, a cotação de cada um tem 4 valores possíveis e as minhas avaliações foram 3,2/4,0 e 3,5/4,0. Se não me engano, são equivalentes a 80% e 87.5% respetivamente. Quem me dera que tivesse atingido notas desta nível durante as duas licenciaturas que fiz no meu próprio idioma!

Sinto otimista sobre o meu progresso até agora.

O e-Fólio B começa daqui a 10 dias.

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Dom João II

Notes taken while listening to this video.

O movimento de descobrimento moldou a sua infância.

3 Março* 1455 Dom Afonso V e Dona Isabel

O narrador descreve um quadro no qual vemos várias notáveis, um clérigo e um multidão de pessoas de diversas classes sociais envolvidos na campanha de descobrimento. Sublinha-se as batalhas em Norte Africa que caracterizou esta época. Dom João participou numa expedição com 6 anos de idade!

Dom Afonso morreu 4 anos depois de regressar de uma viagem, tendo abdicado (temporariamente, ao que parece!) o trono antes de sair.

Os dois objetivos na sua policia externa era apoiar a igreja para consolidar o seu poder em África, e forjar uma nação unida entre Portugal e Castela. Este último foi assunto de várias conspirações, terminando com a morte de Afonso de Portugal…. ai, realmente tenho de saber mais sobre esta loucura. Encontrou resistência das grandes casas senhoriais ao seu projeto de centralização de poder.

A mapa mostra os limites do mundo deste rei.

Uma constante foi a tenção de dominar as rotas comerciais em certas produtos entre a Europa e a Asia. Construiu fortalezas e ergueu padrões nos territórios descobertos. Introduziu a obrigatoriedade de prestar serviço no exercito. Como resultado, o país alargar o seu alcance no palco mundial e quando o rei faleceu no Algarve estava a preparar para viajar para Índia, tendo já conquistado os cabos ao fundo da África e da America do sul

Por Domingos Sequeira – Cabral Moncada Leilões, Domínio público

*WIkipedia gives a different date, but that’s definitely what he says!

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Madeira Dia 5

A nossa estadia na Madeira já está concluída e estamos de volta no Kew de Judas. Estamos esgotados de tanta atividade e (no meu caso) de tanto terror de voar!

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Madeira Dia 4

Hoje é o nosso último dia em paraíso. Fomos de autocarro para o jardim botânico para conhecer as lagartixas.

Chonky lagartixa boi

Tendo almoçado sentámo-nos à beira mar e lemos durante algum tempo. Catarina teve uma reunião marcada com a madrinha dela, e enquanto elas falaram, eu comprei algumas coisinhas para a Olivia e a prima dela. Às 17 horas, logo antes do fechamento das lojas, comprámos 6 bolos de mel e umas broas porque a vida é melhor com broas na despensa, não achas?

Jantámos num restaurante perto do hotel e agora estamos prontos para o avião amanhã.

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Madeira Dia 3

Eu e a Catarina caminhámos daqui para a Câmara de Lobos para almoçar. A irmã dela tinha recomendado um restaurante chamado Vila de Carne, e concordo que o restaurante vale mesmo pena. Partilhámos uma espetada, um bolo de caco e uma garrafa de água com gás.

Depois, voltámos ao Funchal de autocarro e passámos algum tempo no centro comercial. Fiquei com um livro de contos e narrativas natalícios e a Catarina tem três novos livros de poesia. Descansámos no hotel com os nossos livros antes de jantar num restaurante ao pé do hotel. Foi um pouco caro mas moramos em Londres, portanto não nos assustámos.

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Madeira Dia 2

Acordámos tarde, e comemos pequeno almoço enquanto dez mil pombos tentaram devorar a comida dos nossos pratos.

O primeiro destino do dia foi o Cemitério de Nossa Senhora das Angústias. Não encontrámos o jazigo do que estávamos à procura, ainda que os funcionários tentaram. Saímos com um endereço de mais um escritório onde existe o registo central.

Depois, fizemos as compras no Decathlon (uma lanterna, um fato de banho e mais algumas coisinhas), mas quase fui preso, porque depois de pagar a conta, fui à casa de banho e, ao lavar as mãos, vi que tinha um boné na cabeça que tinha experimentado mas ainda não paguei. Se não tivesse ido fazer xixi teria o roubado. Perto do Decathlon, existe mais uma casa na qual Catarina vivia na juventude. Fomos dar uma espreitadela e ela falou com o dono, que esteve no jardim.

Subimos 147 montanhas até o marido não aguentou mais e depois voltamos para a cidade para comer gelado. Tendo silenciado as queixas do homem, fomos visitar a loja Madeirense Puro, onde falámos com a senhora que faz aqueles vídeos divertidos.

Voltámos para o hotel, nadámos na piscina de água salgado até os nossos dedos tornaram azuis e finalmente fomos jantar num restaurante, onde comi espada com molho de maracujá e banana. Eu nem sequer gosto de peixe assim tanto mas apeteceu-me provar algo novo, e não me arrependi a decisão!

Ainda estamos cheia de sono e provavelmente iremos dormir em breve.

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Madeira Dia 1

Não dormimos muito antes do voo por causa dos nervos. O táxi chegou às 04h15 (quase uma meia hora atrasado!) mas não houve problema e acabamos por ser a quarta e quinta pessoa no avião.

Sinto sempre um terror quando o avião está a descolar, mas estou cada vez melhor em controlar o medo, deixando os meus músculos relaxar, e focando a minha atenção toda em alguma coisa divertida, como por exemplo o desenho animado Rick and Mort que não tem pausas nas quais estarei capaz de pensar em asas a quebrar ou terroristas com bombas escondidas nos sapatos.

E o voo passou sem incidente. Deixamos as malas no hotel e pomo-nos a explorar. A Catarina tem vários lugares da sua juventude que ela quer visitar e hoje visitamos uma escola e uma casa. A escola ainda existe mas passou para um novo edifício, sendo o original uma empresa de imobiliária. A casa, por outro lado, é completamente dilapidada. Foi propriedade do exército e hoje em dia anda abandonada e trancada com folhas de uma planta qualquer a crescer pelas janelas, entre as lâminas das portadas.

A janela do quarto antigo.

Tomámos uma bebida à beira mar mas estamos exaustos e a Catarina ainda está adormecida. Estou a escrever isto às 20h45 mas ela fechou os olhos às 19h e eu irei fechar os meus em breve!

Daylight at 6.15PM. You won’t get that in  England in late November! The sky was blue for most of the time too, just clouding over in the evening.
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O Castelo de Chucherumelo

Almeida Garrett fala da história de Portugal como um “Castelo de Chucherumelo”. Segundo Professor Google o Castelo é melhor conhecido por Chuchurumel, (suponho que há dezenas de versões!) mas é uma lengalenga que descreve uma série de acontecimentos em fio. Noutras palavras é muito parecido (por falar na estrutura) com o nosso “The Old Woman and her Pig“. Mas a velha com o porquinho é um conto infantil, portanto mais vale comparecer com “The Old Lady Who Swallowed a Fly*” ou “For want of a nail the shoe was lost”. Começa com a chave do castelo, e depois a corda que prenda a chave, acrescentando mais um elo à cadeia de cada versículo.

* It’s always the old ladies isn’t it? Something needs to be done about them, causing all this mischief.

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What Comes Next? (Spoiler Alert: It’s Pelicans!)

Então que está a vir nos meus cursos, agora que terminamos as unidades do “Viagens na Minha Terra” e a Padeira de Aljubarrota?

No curso “Temas de Literatura Portuguesa 2025” a próxima leitura será o “Trio em Lá Menor” de Machado de Assis. Entretanto, no curso “Literatura e Cultura Portuguesas – Época Moderna 2025”, o próximo tema é “D. João II – O Princípe Perfeito?”

Existe uma estátua do D. João II no parque das nações, de 7 metros de altura, mas é tão abstrato que há quem duvide que a obra não tem nada a ver com o rei. O docente do curso afirma que o escultor provavelmente queria referenciar o emblema* do rei. O emblema de um pelicano a bicar o seu próprio peito para alimentar os filhos. É algo que fazem. Quem sabia? Mas a imagem não é de origem monarquista; foi originalmente uma imagem católica, simbolizadora do sacrifício de Jesus e de como, durante a missa, o padre dá aos fiéis um peça de pão que simboliza o carne do senhor, e um copo de vinha que representa o sangue dele.

Eu como ateu – mas ateu protestante! – nunca imaginei o messias como uma ave gulosa, mas talvez tenha perdido alguns pormenores durante a minha leitura da Bíblia quando tinha vinte e tal anos. Mas segundo a Wikipédia, a ave aparece nos brasões universitárias neste país, em na maçonaria e em vários outros lugares, e segundo o docente, também foi adotado como logótipo de um banco. Aprendi tantos factos novos num só vídeo de 5 minutos!

*Oooh! Emblema! That’s a word I haven’t used before!