Não conhecia esta palavra da Quina de ontem. Após um pesquisa, acabei por entender que é um bioma que consiste numa floresta boreal em zonas frias. Mas a palavra inglesa é igualizinha porque tem origem no russo e os ingleses e os portugueses ambos pediram-na emprestada pois este tipo de floresta não existe nos nossos países relativamente calorosos.
Apesar de ter corrido 42.2 quilómetros anteontem, acordei esta manhã sem dores nas pernas. Aluguei uma bicicleta e pus-me a pedalar em direção a Sintra. Escolhi a rua à beira do mar mas esta acabou por atravessar as colinas do parque. Enfim, 4 horas depois, cheguei à Quinta das Regaleiras, suado mas feliz. Houve vezes durante a viagem nas quais me arrependi de não ter ido de autocarro, mas se tivesse optado pelo transporte público, não teria visto as nêsperas selvagens, as borboletas gigantes, a ave de rapina e todas as flores e plantas desconhecidas.
Estou a escrever este texto na fila onde estou há quase uma hora. Planeei em visitar o Palácio Nacional da Pena depois disto mas sinceramente não acho que tenho paciência para mais sítios turísticos, e ainda por cima não me apetece voltar para Cascais na escuridão. O filósofo Eduardo Lourenço disse uma vez “Mais importante que o destino é a viagem” e acho que tinha razão, mas o destino não é irrelevante. Fico contente por ter um dia fantástico na rua e (em breve) uma vista do Poço Iniciático.
Confesso que não sabia que havia tantas tantas estruturas incríveis nesta cidade. Há cenas espantosas por todo o lado. A entrada deste parque custa €12 euros que é menos do que os jardins botânicos de Kew, e… Peço desculpa, Kew, mas não há nada aí que chegue aos calcanhares do Poço Iniciático.
Esta placa indica o nome da rua “Largo Amália Rodrigues” mas acrescenta “(fadista)”. Há quem não saiba quem é Amália Rodrigues? Ou há mais Amálias? Uma Amália Rodrigues (contabilista)?
Grande parte do trabalho de apoio ao corredor foi feito por jovens vestidos na farda da associação que nos chamamos “The Scouts”. Distribuíram água, géis isotónicos e outras coisas necessárias ao longo do percurso. Para distrair-me do incêndio nos meus joelhos, perguntei-me como se chama o mesmo grupo em Portugal.
Tendo terminado a prova, vi um grupo deles a oferecer bananas da Madeira às vítimas… Hum… aos participantes da maratona. Pedi mais informação a* um adulto fardado.
-O nome da organização é CNA, respondeu o tipo.
-Hum… E CNA significa o quê? Perguntei a seguir.
-Corpo Nacional de Escutas
E isto devia ter sido o fim da conversa mas por acaso não ouvi a última palavra
-Corpo Nacional do quê? Interroguei eu.
-Escutas!
Que achei muito engraçado porque não ouvi, e o senhor respondeu com uma palavra que também significa oiças.
Quem me dera ter tido inteligência suficiente naquela altura de confusão para responder de maneira mais humorística
-Ó senhor, peço imensa desculpa por não ter ouvido, mas deve usar o imperativo em vez do indicativo do presente.
How i imagine that would have turned out.
*mental hang-up of mine regarding prepositions: my brain wants to use “de” here, because the information I’m asking for is coming from him, but using de would mean I was asking for information about him. Instead using “a” as the preposition, I’m directing the request to him… That’s probably the best way to think about this, I think.
Estou no comboio para Cascais depois da Maratona de Lisboa e estou extremamente malcheiroso.
Infelizmente, não consegui o meu objetivo de correr o percurso todo. Caminhei uns 6 ou 7 dos 42 quilómetros mas não faz mal, gostei muito da prova.
Havia muitas pessoas a apoiar os corredores. Alguém me disse “está quase” quando faltávamos 23 quilómetros para a meta 😩. Mais alguém gritou “Ed Sheeran! Ed Sheeran! Bom!” Dei uma olhada na minha volta e não havia ninguém por perto. Ou ela é cega ou ela queria informar-me de que é fã da música folclórica da minha terra. Sabe-se lá.
Ou os directores deste centro comercial escrevem instruções às seguranças ao lado da escada rolante ou a palavra “atacador” tem mais de um significado.
Someone or other once said that poetry isn’t a puzzle to be solved, but it annoys me to see someone clearly doing something clever and I don’t understand it so I thought I’d dig into this one and see what was going on. It’s from Atirar Para o Torto.
OK, let’s do this….
Most of the lines are in the form Antes ……….. (do) que ……. Which in english would be something like “Better a ………. than a ……..” or “I’d rather …………. than ………..” or “I’d prefer ……. to ……”.
Some lines use “do que” and some just “que” on it own, so i have one eye on this page which I usually use as a reference when I’m not sure which to use, and I’m curious to see how closely the poem follows the strict rules. Not very, I expect. Actually, not at all. If you look at the pattern, the presence or absence of the “do” depends on the number of syllables. Que sounds better with longer words, Do Que with shorter
Quite a lot of the words have multiple meanings so part of the game is working out which meaning the writer intends. In some cases the resulting sentence sounds ridiculous and I am pretty sure I have the wrong end of a few sticks, but for what it’s worth, here’s my best shot….
A ESCADA DO MAL antes perversa que íntegra – better perverse than entire antes malícia que perfídia – better malice than perfidy antes volúvel que solúvel – better voluble than soluble antes manchar que estancar – better to stain than to staunch antes dobrar que pregar – better to fold than to pin antes prega do que treva – better a fold than darkness antes treva do que cega – better darkness than blind antes trôpega que chita – better immobile than linen (um…. don’t get this one!) antes chita do que hiena – better cheetah than hyena (second meaning of chita!) antes gárgula que helena – better gargoyle than a hellenic antes arqueira que argueiro – better a bowmaker than a speck antes cravo do que trave – better a nail than a crossbar (assuming cravo is nail here, not a carnation) antes cruz que cruzeiro – better a cross than a cruise antes turista que anfíbia – better tourist than amphibian antes anfíbia que estática – better amphibian than static antes esquiva do que mansa – better a loner than domesticated antes autista que sápida – better autistic than tasty antes esquina do que esconso – better corner than garret antes saloia que sonsa – better yokel than poser antes chá do que veneno – better tea than poison antes copo do que sopa – better a glass than soup antes sopa que arsénico – better soup than arsenic antes verbena que urtiga – better verbena than nettle antes agreste que azeda – better bitter than sour antes daninha que medrosa – better harmful than fearful antes medrosa que maninha – better fearful than a little sister antes maninha que rasteira – better a little sister than servile antes gatas que de rojo – better on hands and knees than dragging antes larva que dengosa – better maggot than brown-noser (dengoso has a lot of meanings – it could be a person with dengue fever!) antes Malinche que Cleópatra – better Malinche than Cleopatra antes Pompeia que esposa de César – better Pompey than Caesar’s wife antes cadela que dono – better bitch than master antes pega do que proba – better thief than honest person antes rata do que esperta – better eccentric than astute antes carcaça que bútio – better skeleton than lazybones antes vício que agarrada – better addicted than hooked a chave fiel – the faithful key dourada – golden antes pintada que certa – better painted than true antes poseuse que anel – better poser than ring (than married?) antes pobre que promessa – better poor than promise antes tudo do que essa – better anything than that sobrestimada mentecapta – overestimated brainless palavra – word de honra – of honour antes arsénico – better arsenic.
And if you’re interested, here’s what Deepl has to say about it
rather perverse than upright rather malice than perfidy rather fickle than soluble rather stain than stop rather bend than preach rather preach than darkness rather darkness than blindness rather stumble than cheetah rather cheetah than hyena before gargoyle than helena before an archer better carnation than beam rather cross than cruise before tourist than amphibian rather amphibian than static rather dodgy than meek
Cheguei em Lisboa (quase) sem stresse. Estou a passar a primeira noite num barco no Tejo. O barco é um canal boat, construído em Liverpool. O nome do “hotel” é Tagus Marina e eu achava que Tagus era uma concessão às turistas anglófonas (nós também o chamamos Tagus) , mas (como devia ter adivinhado) foram os Romanos que deram a Olisipo o nome do seu rio.
Note-Taking again. This time in a Madeiran accent so strong it could cut glass. This isn’t a recent video – it came out in spring, so I’m really posting this at the wrong time of year. Look out the window and pretend that autumnal chill is the last departing wind of March and that those Michaelmas daisies are really hyacinths.
By the way, can we just take a moment to appreciate the cinematography on a Biqueira’s videos? Especially where fire is concerned. Whoever is behind the camera is doing a great job!
Quaresma tradição serrada de velha de origem antiga
vem do norte do pais de quaresma a maio
ritual de paisagem, a velha simboliza o inverno
dar boas vindas à primavera
fazer barulho com….???
3 semanas depois da quarta de cinzas*
antigamente foram homens que participaram no ritual mas hoje há mais mulheres e homens mais liberais e rebeldes. os conservadores não gostam
Pessoas a falar sobrea sua juventude e as diferenças
candeeiros de petróleo fazem parte da tradição ancestral – começou antes da luz elétrica
Nêsperas, bola de mel
mala de viagem…???
Tradições são boas para ajudar as pessoas lidar com as problemas,
um homem diz que nasceu lá, e tem orgulho em participar
A Biqueira diz que viu a alegria e a satisfação de das pessoas numa tradição neste cantinho … ela sentiu se “uma pedacinho, parte do povo da primeira lombada”
Ugh… there’s a real skill to note-taking. I find I start writing but then i tune out what’s being said so i can concentrate (especially if I need to do an accent or if, gawdelpus, I make a typo. And then when I tune back in again, they’re saying something else and it takes me a few seconds to get back to where i can see a through-line in the conversation. But I feel like this is an essential skill for the aural comprehension part of the exam, so I need to keep going, trying to relax about the typos and the good orthography, and just get down the pith of what’s being said, and do it word-for-word so I don’t lose time thinking about how to paraphrase it.
AKA Corelone é um artista português que cria quadros, murais e esculturas. A sua carreira começou como grafiteiro mas evoluiu para ser mais formal.
Tentei ler o seu site para resumir o que ele diz sobre si próprio mas a biografia (em inglês) usa palavras e frases que põem-me os cabelos em pé* portanto, tenho de explicar nas minhas próprias palavras: o artista sabe desenhar: não é um artista abstrato daqueles que só criam coisas feias ou sem semelhança com algo no mundo real. Em algumas obras, vejo um eco de Keith Haring. Outras parecem mais os desenhos gráficos do mundo das revistas ou da publicidade. Até trabalha com metal e com plástico para construir uma escultura ou um baixo-relevo.
Gostei de ver o seu site. Há uma larga variação de formas de arte em exibição. É evidente que o artista quer experimentar todos os meios da expressão artística!
*I was sure you can’t say “sets your teeth on edge” in portuguese, which is what I wanted to say, but I think this is a near equivalent. Other suggestions from Reddit** include “faz-me pele de galinha” which I knew already (Goosebumps, basically), “arrepia-me todo” (fair enough but not an expression) and “faz-me impressão” (boring)
**To try and explain what I was asking I asked about “o som de alguém a arrastar as unhas num quadro negro“, and I was ready for people to point out that interactive whiteboards are more common now and that anyway we say quadro de giz now and so on, but i was surprised that some of the young whipper-snapper didn’t know what a quadro negro even was and one of them did some research and found out that “o nome era comum aqui (🇧🇷) no século vinte” and now I feel about a brazillion years old.