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Viriato

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Nuno Tavares Obra do próprio CC BY-SA 2.5

Viriato (em latim: “Viriatus”) foi um líder dos lusitanos que se opôs aos romanos no século II antes de Cristo. Sob a sua liderança, os lusitanos, (naquela altura, a mais poderosa nação da Hispânia) infligiram muitas derrotas no exército de ocupação. Era um herói nacional tal como a inglesa Boudicca (em latim “Boadicea”), o alemão Hermann (em latim “Arminius”) ou o francês Astérix (em latim “por Júpiter, deixa de bater-me!”)
Eventualmente, dois companheiros do Viriato tornaram-se traídores e assassinaram-no. Sem a presença do Viriato, os romanos foram capazes de cumprir a sua campanha para anexar a península ibérica.
Segundo o Diodoro (e confesso que vou colar esta frase da Wikipedia) “Enquanto ele comandava ele foi mais amado do que alguma vez alguém foi antes dele.” e até hoje em dia, existem muitas estátuas dele em Portugal e Espanha.
Eu pesquisei o nome de Viriato por causa de uma canção dos Deolinda*, que se chama “Berbicacho”. A letra trata de um homem chamado “Viriato”. Não percebi porquê. E apesar de ter feito uma pesquisa, ainda não faço ideia. É muito esquisito.

*=Já mencionei que os Deolinda são a minha banda preferida? Dois milhões de vezes? Ah, peço desculpa.

 

Thanks to Nini for helping me correct the errors in this one. He also gave the opinion that the name Viriato was chosen by the songwriter more for its sound than for any historical connection. Link to a track-by-track description of the album here.

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A Célula Adormecida

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Comentário Sobre “A Doença, O Sofrimento e A Morte Entram Num Bar” de Ricardo Araújo Pereira

Escolhi este livro por causa do seu título que parece a primeira frase duma piada. O assunto tem a ver com como escrever textos humorísticos. O autor, tem uma teoria de que existem certos elementos – ou seja certas técnicas – comuns aos grandes escritores de cada época. Estes são os seguinte:

  • Opor uma coisa a uma outra para ver o contraste entre elas.
  • Imitar alguma coisa, como vemos no caso da sátira em que políticos são escarnecidos dia-a-dia na televisão.
  • Virar uma coisa de pernas para o ar (gosto muito desta frase!) para subverter as expectativas do leitor.
  • Aumentar uma coisa para ver quanto pesa, quanta graça, uma ideia pode suportar
  • Mudar uma coisa para outro sítio para surpreender o leitor com trocadilhos e jogos verbais.
  • Repetir uma coisa para fazer uma palavra quotidiana mais absurda por causa da repetição.

Daí a diante vou procurar estes elementos enquanto leio qualquer livro humoroso.

Finalmente, O Sr Pereira (que, convém assinalar, é um humorista português muito bem conhecido) dá as suas opiniões sobre do sentido de humor e o propósito do riso na vida dum ser humano. A sua conclusão é que uma gargalhada ajuda-nos a esquecer-nos do espectro da morte. Mas não podemos evitar a morte e por isso, afinal, o riso é inútil e o alivio não dura muito. “…talvez apenas durante o tempo que dura a gargalhada. Às vezes nem tanto.”

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The Porto Reporto – Part 3

16230406_1065981440214853_7811550234357530624_nO domingo no Porto começou mais cedo do que o sábado. Acordámos às 8:00 e comemos o pequeno almoço no hotel. A Olivia e a Catarina visitaram a Livraria Lello e passámos a manhã a fazer compras turísticas. Também atravessemos o Rio Douro na Ponte Dom Luis I. A vista da Ponte era maravilhosa.

 

 

 

16464763_1937685976454696_2901759907533422592_n1Enfim, chegou o tempo para voltarmos ao aeroporto. O peso das nossas malas quase dobrou por causa dos livros (comprei doze e a Catarina mais dez) e outras lembranças das nossas férias. O taxista conduziu mal, mas não me importei. Costume da condução horrível dos taxistas portugueses. Tentei aproveitei a ultima oportunidade de falar português mas não consegui de pensar em muitos assuntos além do tempo e dos sinais. Esta situação mudou quando aproximamo-nos do aeroporto. Ora, o aeroporto do Porto tem o nome do ex-presidente Francisco Sá Carneiro. O Sr Carneiro morreu num acidente de avião em 1980. A serio, não é uma piada: o nome do aeroporto comemora um acidente de avião! Aqueles portuenses tem um sentido de humor muito esquisito!

16464017_1316807545071605_3484120059410907136_nExistem varias teorias sobre este acidente. Algumas pessoas crêem que o Sr Carneiro foi assassinado pelos americanos porque opôs-se à presença americana nas ilhas portuguesas. A minha esposa é uma delas. Outras pessoas afirmam que o verdadeiro assassino foi Mário Soares (o politico que morreu em Janeiro deste ano). O taxista subscreveu a este teoria.
Um debate acalorado começou. Não contribuí.
O Voo correu bem (mas estava assustado de qualquer maneira). Chegámos muito atrasados e apanhamos mais um táxi. Este taxista declarou o seu apoio ao Brexit e para o governo de Donald Trump
Mais um debate acalorado começou. Neste caso, contribuí muito mas infelizmente só em inglês.

 Epilogue

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The Porto Reporto – Part 2

16465651_1244432262310160_8144093076592263168_nO Segundo dia na cidade invicta começou tarde. Quando descemos as escadas, o pequeno almoço já tinha acabado mas uma camareira simpática trouxe-nos café e pasteis. Depois, a Catarina e a Olivia foram a uma loja de roupas e eu andei entre as varias livrarias a procurar livros interessantes e fáceis para ler. Por causa de estar sós, consegui praticar a minha “produção oral”. Fiz perguntas sobre os livros (um velho dono dum livraria de segunda mão zangou-se quando pedi-lhe falar mais devagar se faz favor… ups!), falei sobre as cores e tamanhos de calças de ganga no “C&A” (uma verdadeira surpresa: todas as lojas de C&A inglesas fecharam há anos!) e pedi direcções para o correio (enfim, o correio estava fechado mas havia uma máquina onde comprei um selo).

16464724_604731859711791_5670882046621253632_n1Passámos a tarde juntos a explorar a cidade. Almoçámos num mercado antigo, que tinha sido convertido num centro de artes. Experimentei uma francesinha (salsichas, carne de bife e fiambre dentro de qualquer tipo de massa, coberto de queijo e regado com molho picante….) e achei bom.

 

 

16465495_228477130947396_834039269713510400_nNaquela noite, fomos ao Coliseu do Porto para assistir um concerto dos Deolinda. A – DO – REEEEIIII!!!! A cantora, Ana Bacalhau é muito simpática, as suas contas foram engraçadas e claro a música foi perfeita. A minha esposa, que não os conhecia ficou um fã, e até a Olivia (que não ouve música além da banda sonora de “Hamilton” hoje em dia, e quase não fala português nenhuma) gostou muito do espectáculo.

 

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Após do concerto, estava a chover a cântaros. ficamos debaixo do abrigo do coliseu até a que chuva melhorou um pouco, então andamos até ao hotel, comemos sandes mistas e adormecemos.

Day 3 – >

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The Porto Reporto – Part 1

16463940_769003953276170_6681174413246726144_nCom rosto pálido e unhas roídas, desci do avião e dei o meu primeiro passo na terra de Portugal do Norte. Era o aniversário da minha esposa, e estávamos a fazer um fim de semana longo para celebrar. Tínhamos saído de casa às 5:00 da manhã e chegámos no Porto ao meio-dia. Após de recolher as nossas malas, fomos de táxi para o hotel. Meus deuses! Não fiquei nunca num hotel tão elegante! Cada detalhe era perfeito: os edredons estava fofos, os lençóis suaves, o café de boa qualidade e tudo limpo e a com um cheiro doce.
Almoçámos num restaurante perto do hotel. A comida estava deliciosa.

16229047_1909816642582100_135199317005697024_n1Então, a minha esposa e filha regressaram ao hotel para descansar e eu fiz uma peregrinação à Livraria Lello.
Essa loja é bonita, sem dúvida. tive que pagar para entrar, mas o preço do bilhete foi deduzido do preço das compras. O Porto tem livrarias em todo o lado. Os habitantes deve de ser muito bem educados, inteligentes e cultos.

 

16229298_1850207495202344_4844600746269736960_nÀ noite, fomos a um restaurante e comemos delicias locais: polvo grelhado (o polvo quase nunca é servido aqui em Inglaterra) e uma sobremesa que consistiu em queijo, nozes e chocolate com mel servido num prato de madeira. Sendo ingleses*, chegamos às 19:00 e o restaurante estava vazio. porque os portugueses jantam mais tarde do que nós. Quando saímos, todas as mesas estavam ocupadas.
Afinal, deitamo-nos muito cedo e dormimos até às nove da manhã.

 Day 2 – >

*=ora, dois ingleses e uma portuguesa que tem vivido aqui há muitos anos….

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Humor – Portugal também já tem um vídeo para conquistar Trump

Mrs Lusk showed me this this morning. The guy doing the voiceover sounds very authentic. I don’t know who they got to do it.  (video *mostly* in English with Portuguese subtitles)

http://www.dn.pt/media/interior/portugal-tambem-ja-tem-um-video-para-conquistar-trump-5645581.html

—update—

Ooh look, a nice embedable version with a couple of minutes of introduction in Portuguese

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Era Uma Vez Um Cravo

notebook_image_767045“Era Uma Vez Um Cravo” é um livro escrito por José Jorge Letria sob a forma de um poema. Conta a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974. Uma florista ofereceu-o a um militar que passou pela frente da loja dela. Pô-lo na sua espingarda. Há muitos desenhos da vida lisboeta na madrugada da revolução: as praças, as pessoas com penteados e roupas típicas dos anos setenta… Mas até para mim, um cidadão de um outro país, o poema deu-me um sentido de emoções do povo: a alegria, o orgulho, o alívio de serem libertados enfim.

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Receita: Porco à Baionense

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON
Porco à Baionense é uma receita de Baião, uma vila no distrito do Porto. Encontrei-a no livro “Viagens Pelas Receitas de Portugal“* de Nelson Cavalheiro e decidi faze-lo.
Para fazer, coloque um pernil de porco numa tigela com uma marinada feito de manteiga, azeite, rosmaninho, tomilho, louro, cravo-da-índia**, alho e vinho branco. Cortar o pele em ziguezague*** e inserir um pouco da marinada (em forme duma pasta) dentro da carne. Deixe-o marinar por 12 horas.
Então, passe a carne para um tabuleiro com seis cebolas e um bocadinho de vinho e coloque no forno, aquecido anteriormente na temperatura máxima. Depois duma meia-hora, reduzir a temperatura para 170°C e assar para mais 3 horas. Afinal, cobrar o carne com alumínio e deixe-o repousar por 10 minutos.

Infelizmente, penso que o meu forno estava mais caloroso ao inicio, e por isso as cebolas queimaram rapidamente, mas o carne mesmo foi delicioso, tipo o Americano “pulled pork”. Servi-o com cenouras e ervilhas fervidas (para ser honesto, fervidas de mais… Ora sou inglês….) e batatas assadas. A nossa convidada gostou-o (o fingiu que gostou… mas não, sem dúvida gostou a serio.)  Hei de fazer este prato mais alguma vez.

**=I love portuguese names for herbs and spices. Rosemary, Thyme, Laurel… Cravo-da-India literally means “Indian Carnation” but it’s actually what we would call a clove. I think you can also use “cravinho”.
***=Yes, that means what you think it means.