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Brevíssima História de Portugal – A. H. de Oliveira Marques

Li este livro durante um projecto que estou a fazer sobre a história portuguesa. Lê-se muito bem, e traz pormenores suficientes para um iniciante, tal como eu, e vamos ser honestos: escrever a história dum país inteiro de modo interessante e informativo ao mesmo tempo não é nada fácil! Dá para entender os factos básicos, e colorir a imagem preta e branca que eu obtive do livro escolar que li recentemente.

Como já disse (ontem, na opinião de “É de Noite que Faço as Perguntas”) o projecto está a ajudar-me entender a cronologia do país. Ajudou-me arrumar os factos que já sabia num ordem, ou seja, atou-os num fio: as batalhas, os reis, o terremoto, os motivos pela revolução dos cravos. Compreendi melhor o enredo da banda desenhada sobre a primeira republica, e a placa que já vi no Porto em Março, que comemora a perseguição do MUD.

Claro, existem ainda muitas, mas mesmo muitas coisas que não sei mas acho que vou parar, ou pelo menos fazer uma pausa porque não estou pronto para mergulhar-me dentro dos pormenores do declínio do império, o desenvolvimento de socialismo ou o pequeno almoço preferido do Infante Dom Henrique. Se calhar, no ano seguinte…

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É de Noite que Faço as Perguntas

12680196Quatro anos depois da primeira tentativa, li este livro pela segunda vez. Estou a fazer um projecto de aprender a história portuguesa, portanto, conheço os acontecimentos recontados e tudo fez muuuuuiiiito mais sentido! Antigamente, ficava confuso, mas agora, fico impressionado!
O livro foi publicado para comemorar o centenário da república. Os autores defendem as realizações da primeira experiência de democracia, por mais imperfeito que fosse, para apagar a mancha de analfabetismo e modernizar o país.
A historia é contada pela voz dum homem que vive durante o estado novo. Está a escrever uma carta ao seu filho, que descreve a sua vida como criança logo no inicio da primeira república portuguesa, nos anos antes e durante a grande guerra e, logo depois, anos turbulentos nos quais o poder mexeu-se de uma extremidade para a outra numa serie de golpes e revoluções e a sombra de autoritarismo aproximava-se a pouco e pouco.

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That’s Sotaquey

Sample videos I’ve been looking at for my listening practice to get some accent and voice diversity into my earholes before the B2 exam

Algarve

Algarve (actually. I don’t think the narrator is from the Algarve, but he definitely falls under the heading of challenging listens)

Porto and the North

Açoreano (Micaelense)

Alentejo #1

Alentejo #2

Alentejo #3

Madeira

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Dom João I (Projecto da História Portuguesa)

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Dom João I* foi aclamado rei depois dum interregno de dois anos, uma crise causada pelo facto da próxima pessoa na linha de sucessão, Dona Beatriz, ser casada com o rei de Castela. Os Castelhanos queriam aproveitar a situação para agarrar os laços de poder e absorver o país. João, (naquela altura chamado “Mestre de Avis”) foi um dos pretendentes ao trono e ele liderou o exército português com o seu Condestável, Dom Nuno Álvares Pereira na batalha dos Atoleiros e depois na Batalha de Aljubarrota. Este segundo segurou a independência de Portugal.

Depois de se tornar Rei, Dom João mandou construir o Mosteiro da Batalha. Também assinou o Tratado de Windsor, que confirmou um Tratado que já existia com Inglaterra (A sua esposa, Filipa de Lencastre, era também inglesa) e pôs de pé o império ao mandar Dom Nuno para Ceuta com 200 navios e montes de tripas**. Um dos marinheiros, O Infante Dom Henrique, quando voltou para casa, estabeleceu uma escola náutica, e pouco depois, começaram os descobrimentos: portugueses desembarcaram na Madeira e na Ilha de Santa Maria nos Açores.

Hoje em dia, o cognome de Dom Joao é “O de Boa Memória” e isso é apropriado porque ele deixou várias lembranças que permanecem atá agora: O mosteiro ainda existe, o Tratado de Windsor ainda está em vigor, e o país existe, que sem D. João podia-se tornar parte de Espanha.

*=”Dom João o Primeiro” não “Dom João Um”, precisamente tal como em inglês

**= O epíteto de “Tripeiros” que se refere aos Portuenses, tem a sua origem nesta viagem

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Exercício PT-PT Nível C1

“Quando está longe do seu país, costuma sentir Nostalgia? De quê?”
_________

Quando estou longe do Reino Unido, e quando a estadia demora muito tempo, sinto saudades* (se é permitido para nós estrangeiros utilizarmos esta palavra a referirmo-nos a nós próprios!) do pão do meu país.

Ainda que a maior parte das nações do mundo tenham pães óptimos (Portugal, França, os Estados Unid… Hum… Ora bem, disse “a maior parte” e nem “todos”), sentimos uma conexão ao pão que comemos quando éramos novos. Dá conforto. É o sabor da nossa terra de mãe, o sabor do nosso lar.

Um escritor inglês disse uma vez “É impossível não amar alguém que te faz uma torrada” e é mesmo verdade: pão e amor andam sempre de mãos dadas.

 

*=saudades & nostalgia aren’t really the same thing but I don’t think the question makes any sense unless you’re talking about homesickness rather than a longing for the past

 

Thanks to Jessica for finding my errors. Only one, apparently… 🙂

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Feliz Dia Internacional do Livro

This was yesterday, actually, but still…

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Exercício Português Europeu Nível B2

Explique o sentido de

Zona defensiva
A zona defensiva é a área dum campo desportivo onde fica o golo a baliza* (uma rede ou qualquer “alvo” do desporto específico). A equipa em cuja zona a bola se encontra tem de fazer operações ou estratégias defensivas. Por exemplo, em futebol, ao guarda-redes é permitido agarrar a bola com as mãos na sua própria zona defensiva.

Ficar esquecidas** no tempo
Esta frase explica-se bastante bem. Depois de muito tempo, uma coisa pode ficar esquecida. Talvez o seu dono tenha falecido, talvez alguém a tenha tenha-a perdido num lugar selvagem ermo, ao qual onde ninguém vai, e lá está, perdida, esquecida durante anos.

Pernoitar
Pernoitar significa “passar uma noite num outro sítio” tal como um hotel, ou a casa de um amigo

Implementação
Implementação é um nome relacionado com o verbo “implementar”. Implementar uma coisa significa “levar a coisa a cabo”. É usado principalmente em situações profissionais.

*=golo is what you score, not what you score it in

** why “-as” and not “-o”? You’ll need to ask whoever wrote the book…

Thanks to Fernanda for the help with these

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Bananas Vermelhas

Como é que é, malta?
Sabiam que existem bananas? Sim? Boa. Mas sabiam que, ainda por cima, existem bananas vermelhas? OK, eu sei que muitos de vocês moram num país chamado “Brasil” e por isso talvez estejam fartos de ver bananas vermelhas nos supermercados, na mesinha do pequeno almoço e nos chapéus das vossas cantoras. Eu vivo na Europa e, ainda que me arme em orgulhoso por ser um homem de bom gosto e experiência vasta do nosso mundo por causa do meu conhecimento de bananas, até hoje, nunca encontrei uma vermelha.
Não são doces como a típica banana. Fritei-as e mergulhei os pedaços em molho picante.

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A Mochila Mágica

Acabo de enfiar a mão dentro da minha mochila, e logo que os dedos tocaram o fundo, fui transportado para outro lugar e outro tempo, mais especificamente para o Algarve em Julho de 2018. Por quê? Ora bem, a resposta não tem nada a ver, sinceramente, com mágica. Senti pedrinhas de areia, e isso fez-me lembrar os dias de sol e diversão. Podia sacudir a mochila para tirar a areia mas não quero perder aqueles momentinhos agridoces que surgem de vez em quando.