Hmmm, há muitas coisas para apreciar neste livro: a arte, as personagens, as asneiras… Mas no fundo, a história não faz sentido e deixou-me insatisfeito. Já li uma outra BD do mesmo autor e tive o mesmo problema: o gajo deve de ter mais trabalho em planear o enredo.
Category: Portuguese
Caderneta de Cromos

Que desgraça. Tenho tão pouca vontade de ler os três livros portugueses que tenho em andamento que precisei de algo mais fácil e acabei por ler isto. Só li os capítulos sobre fenómenos internacionais porque queria ter algo fácil: Knight Rider, Lionel Ritchie, Mullets, V, Casettes… Coisas que velhos tal como eu lembram com ternura e vocês jovens, bebés sem cultura nenhuma nunca irão entender.
V-V-V-V-Variações
Recentemente, vi um filme chamado “Variações”. Já sabia que este gajo foi uma figura muito importante na música portuguesa nos anos oitenta. Nuno Markl mencionou-o na rubrica “Caderneta de Cromos” e também aparece na série 1986. Logo depois, perguntei à minha esposa que me disse que era um dos cantores favoritos dela quando era nova. Alguns outros portugueses disseram a mesma coisa. Confesso que não compartilho o entusiasmo deles, mas isto não é surpreendente, porque não cresci num país onde a música dele fez parte do dia-a-dia, mas queria saber mais sobre este artista para compreender algo que marcou a minha esposa da mesma maneira que fui marcado pelo Morrissey ou pelo Lloyd Cole ou pelo Boy George.
O filme é espectacular: Sérgio Praia, o actor que o protagonizou é um actor excelente com uma voz bonita e uma presença forte que fez toda a diferença, porque claro este tipo de filme seria lixado se não tivesse um actor capaz de carregar o espírito do protagonista. Deixou-me com uma imagem dum homem complexo, corajoso e dotado que viveu uma vida cheia, apesar de morrer relativamente novo com quarenta anos: lutou numa guerra, viajou através do mundo, seguiu o seu sonho de ser músico, participou no nascimento do clube gay mais famoso do país, etc. Ouvi pessoas a comparar o Variações com David Bowie, e pergunto-me o que conseguia fazer se tivesse atingido a idade que o Bowie tinha quando morreu, ou se a carreira dele alcançasse o mesmo tempo da de Leonard Cohen ou Bob Dylan.

Instagram Language Challenge #IGLC
Taking a break from the lizards today to compile Instagram posts I made as part of Lindsay Does Languages‘ Instagram Language Challenge in October, which I did to stretch myself. I tried to use some basic scientific vocabulary and write some more complicated sentences. It was quite good fun thinking of new stuff to write about, and I ended up doing refraction, buddhism, make-up and dinosaurs as well as some totally made-up bollocks that I just wrote for a laugh. Some have been corrected, others not. It’s a bit tough for people doing the corrections, I think. When I talk about how, before the horse was invented, all the idiomatic expressions involving horses had originally referred to dolphins, guinea pigs and other animals, I think serious-minded teachers must wonder whether I’m joking or just severely misunderstanding the meanings of the words and phrases I’m using.
I’ve also added all the new vocbulary into a Memrise deck so I won’t forget it all immediately
Day 1: Red
Day 2: Blue (The well it mentions, by the way, was repened after its refurbishment by John Bercow. Now if only I knew how to say OORRRRDDAAAAHHH in portuguese)
Bonus Blue
Day 3: Yellow
Day 4: Green
Day 5: Orange
Day 6: Purple
Day 7: Pink
Day 8: Gold
Day 9: Silver
Day 10: Bronze
Day 11: Black
Day 12: White
Day 13: Brown
Day 14: Grey
Day 15: Cat
Bonus Cat
Day 16: Dog
Day 17: Fish
Day 18: Rabbit
Day 19: Cow
Day 20: Horse
Day 21: Sheep
Day 22: Pig
Day 23 + 24: Snake/Mouse Crossover edition!
Day 25: Monkey
Day 26: Elephant
Day 27: Lion
Bonus Lion
Day 28: Bird
Lagartos Voadores
Second lizard-related post in a row. It’s a new theme…
Vislumbrei esta montra em Londres no passado sábado. Não parece, realmente, uma ave mas é uma forma bem conhecido: representa um fóssil dum dinossauro chamado arqueopterix (se não me engano, Arqueopterix é o nome do papagaio de estimação de Astérix o Galo, não é?). Arqueopterix era um dinossauro pequeno com penas em vez de escamas. É provável que voasse, ou seja esvoaçasse, de árvore para árvore. Apesar deste fóssil ter sido descoberto em 1861, não costumávamos pensar nos dinossauros e nas aves como primos até recentemente. O filme (e livro, não se esqueça!) “Jurassic Park” popularizou a teoria. Hoje em dia, os cientistas já averiguaram que até o poderoso Tiranossauro tinha penas. Imagine! Que segredo constrangedor: o rei dos lagartos armou-se em ferocidade mas todos os seus amigos, o brontossauro, o tricerátopo e o anquilossauro tomaram-no, e riram-se. “Olha” diz o estegossauro (os estegossauros eram brutos, realmente, pá) “Aqui vem uma galinha”. Pobre Tiranossauro

Dialogue Coach
Spotting interesting ways of describing dialogue instead of just He said, She asked, He replied. These are from Vaticanum by Jose Rodrigues Dos Santos. I’ve just pulled the interesting lines out at random from an extended conversation about corruption in the vatican bank, in no particular order – in other words, they’re not supposed to form a coherent conversation on their own, so don’t even try.
“Mas isso não tem pés nem cabeça” explodiu a auditora
“Nunca poderemos ter a certeza” sublinhou
“Como”, admirou-se
“É essa o problema”, reconheceu ela
“Isso já eu sei” devolveu Tomás
“Como queira” retorquiu
“Ah bom”, aprovou o historiador
“Isso é uma chico-espertice indigna de gente séria e de uma instituição de bem” protestou
Tomas empertigou-se: “Como se explica que nada tenha mudado desde os tempos desse bandidolas do Marcinkus?” quis ele saber
“Que ladrão” exclamou ela, escandalizada.
“Isso não é resposta” contestou
“Não foi isso que eu disse”, precisou o português
“Irónico, não é”, observou
By the way, José Rodrigues Dos Santos is sometimes compared to Dan Brown, which is a terrible slur on the poor man, but I think the point of similarity is probably in the way he describes dialogue. Although he doesn’t go as far as “The famous man looked at the red cup”*, in his efforts to avoid pronouns, he seems to describe people in some slightly clunky ways. The dialogue will be peppered with “said the chief of COSEA” or “said the auditor” or “said the french woman” – and those are all referring to the same person and all in the same conversation between two people!
*=yes, I know DB never wrote this, Stewart Lee just made it up, but I wouldn’t put it past him.
Cultura
Written Topic for CAPLE level [dramatic music] C1!

A cultura é uma rede de factores partilhados por uma comunidade de pessoas. Costumamos pensar de culturas nacionais, mas é igualmente correcto falar de culturas mais específicas tal como cultura de adolescentes, de um grupo étnico, ou aderentes de um desporto, por exemplo. Os valores, as histórias e o calão dão a todas estas comunidades as suas próprias culturas, e cada pessoa pode ter muitas culturas sobrepostas por causa de serem membros de muitos grupos.
Mais do que nunca, estamos em contacto com pessoas de outras culturas, na média tradicional (em filmes e séries, por exemplo) ou através das redes sociais. Cada vez mais, as pessoas podem explorar as culturas de outras (quer estrangeiro quer não), ouvir outras perspectivas e aprender mais sobre pessoas que, antigamente, olhávamos sem compreensão se os olhássemos de todo.
Ainda por cima, estamos na época de turismo, portanto temos oportunidades de conhecer outros países e as suas culturas pessoalmente, e isto leva-nos à importância da compreensão de outras culturas, sobretudo quando trata-se de intercâmbio com pessoas de outras países e grupos étnicos. Não quero dizer que temos que entender tudo sobre outras culturas mas é preciso lembrar que a nossa perspectiva não é a única e temos que ouvir o que os outros dizem. Ou seja, temos que manter os nossos olhos e ouvidos abertos e evitar cairmos na armadilha de sermos arrogantes.
Dinossauro Excelentíssimo – José Cardoso Pires

Esta edição deste livro é incrível. Tem capa dura, páginas de papel suave e muitas ilustrações bem coloridas. Dinossauro Excelentíssimo foi publicado em 1971, logo antes da revolução. A protagonista, o imperador é “astuto, diabo e ladrão” e claro que trata da ditadura portuguesa e da vida de Salazar (que tinha falecido no ano passado) mas naquela altura da vida da ditadura, a editora conseguiu publicar sem interferência.
O que mais gostei foram as últimas páginas em que o reino tem “duas caras”, o país verdadeiro onde o povo vive e trabalha e um mais limitado que consiste num presidente, a sua estátua, e a sua vaidade.
*Spoiler* Ao que parece, a morte não pode levar a história ao fim, e enfim o autor mesmo intervém.
Politicamente Correcto
Questions posed after a lesson based on this video. Answers in blue.
1-o que achas do politicamente correcto
Acho que o politicamente correcto representa um experimento* que não correu bem. Claro está que existem um monte de palavras feias que as pessoas usam no dia-a-dia, que representam e reforçam modos de pensamento que prejudicam os direitos e o auto-estima de outras pessoas. Ainda pior, pode resultar em violência, contra as mulheres, contra estrangeiros e imigrantes, por exemplo. Vale mesmo a pena para pessoas de boa intenção evitar estas palavras porque não é necessário usá-las quando existem outras palavras melhores. Até certo ponto, politicamente correcto é igual a “ser bem educado”.
Mas claro está que hoje em dia, não é simplesmente uma questão de bom gosto ou respeito. Há quem queira mostrar a sua superioridade ao censurar mais do que qualquer outra pessoa. Vasculham os redes sociais para revelar os pecados dos seus inimigos, ainda que os inimigos são desconhecidos e os pecados imaginários.
O Ricardo tinha razão quando disse que “a direita rejeita o politicamente correcto porque querem celebrar a estupidez e a esquerda apoiam-na porque querem proibi-lo.” (ou algo do género) mas acho que o problema ultrapassou estas categorias.
*I was told this should be “expressão” or “experiência” but I think either of those would change the meaning of what I was trying to say. That said, it’s possible that what I actually have said doesn’t make sense in portuguese culture.
2-achas que os músicos “sacam” mais gajas que os comediantes
Realmente não faço ideia. Espero que não. Os comediantes merecem mais.
3-qual é a situação das drogas no RU?
Ao contrário de Portugal, não temos uma política de tratar drogas como problema de saúde publica. Ainda é um assunto para a polícia, mas dado que os nossos serviços de polícia não tem orçamento suficiente, uso de drogas está a crescer.
Além disso, assim como os EUA, queremos afastar o tabagismo da nossa sociedade e substituir o seu lugar de dependência de cannabis. Cá para mim, isso parece um erro.
4- há temas tabus?
Depende do sítio. Por exemplo, Brexit é um tabu na sala de jantar (sobretudo na casa dos pais porque eles votaram sim) mas nas redes sociais, falo de brexit todos os dias!
5- como era normal antigamente ou no tempo? Faziam queixinhas?
Relacionado com este sujeito de politicamente correcto… não existia, mas a sociedade era muito, mas mesmo muuuuiiiito mais racista do que hoje. Era uma cena diferente com racismo mais informal ou passivo, mas era por todo o lado (e o eu nos anos 80 não era inocente!). Não era uma cena boa.
Não quero regressar lá. E pensei nisso quando o Ricardo disse que o politicamente correcto faz os idiotas parecem heróis da liberdade de expressão, mesmo que a “liberdade” que eles apoiam é liberdade de estar voltar ao comportamento ruim de antanho.
6- o que estás a achar?
Gosto bastante
(I actually wrote something else here because I didn’t understand what was being asked but it was just “what do you think of the video as a whole, not relating to the previous question?)
7- o que achas das pessoas que só elas é que podem dizer o que pensam
São hipócritas, sem dúvida. Ainda pior, sempre pensam que as suas opiniões são “factos” e os opiniões dos outros são baseadas em emoção e preconceito.
8- agora há informação sobre mais doenças. O que achas das pessoas que aderem aos produtos por moda, mas não por necessidade
A raiz é sempre vaidade ou sede de atenção.
9- o que achas das pessoas que criticam e julgam certos assuntos e situações só por não gostarem de algo
O que acho? Eu sou uma pessoa dessas!
10- o que pensas das expressões usadas
Gostei da expressão “Benfica é merda” logo no final!
Obviously not what was being asked, but…
Return of the Mackerel

A Portuguese friend left a comment on one of my Instagram posts today where I was bragging about my skills in (a) pumpkin husbandry and (b) soup wrangling.
“Armado em carapau de corrida!”
Which is like um… Armoured in racing mackerel. Or something.
This took a bit of deciphering but basically I think she thought I was showing off and pretending to be an expert. Fair enough. It seems to be a common expression but I’d never heard it before. There’s an explanation here.
“Mas isso não tem pés nem cabeça”