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Erva-de-Namorar

No livro “Breviário das Almas” a protagonista de um conto fala de uma planta que ela chama de erva-de-namorar. A mãe dela diz-lhe para não a cheirar porque quem a cheirar nunca se casará. E quis saber mais.

Segundo o setôr Google, erva-de-namorar é o nome popular* da planta herbácea, Armeria Marítima, mas o que me agarrou a atenção não foi o latim mas sim um outro idioma: o primeiro resultado da pesquisa é a página da Wikipédia Galega. Muitos outros sites na primeira página da pesquisa também se referiam à Galiza. 

Joaquim Mestre é de Beja que fica longe da Galiza, portanto assumo que a denominação existe também em Portugal mas suponho que é mais comum na Galiza.

Mas realmente não faço ideia. Fica o aviso: prestar atenção a esta imagem daquela planta horripilante. E não te esqueças: se alguma vez cheirares esta flor, ou leres um blogue sobre ela, nunca te casarás. Ups! Desculpa, eu devia ter mencionado isso no início do texto, certo?

Do not smell this jpeg

*I wrote “alcunha” but am alcunha is a nickname for a person, not a common name of a thing.

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Flilping Hlelck

⚠️I originally scheduled this post for a bit closer to the date but I’ve just noticed the free tickets are only available till tomorrow so I’ve bumped it up the running order a bit!⚠️

Fellow book readers in and around London might be interested to check out this literary fair being held on the 31st of May. It’s aiming to cultivate literature in portuguese in the UK. Note, I didn’t say portuguese literature, but literature in portuguese, so a couple of the people on the panel discussions are portuguese but there’s an angolano, a moçambicano and half a dozen brasileiras… Um… Yes, I think I got the word ending right there, I’m pretty sure all the Brazilian reps are women so no 20p fine for me!

It’s on a Friday and I can’t afford to take a whole day off, but I’ve booked a (free!) ticket for the afternoon, and it looks like they have some interesting sessions planned.

Anyway, if that sounds interesting, here’s their Instagram so you can find out more, and the event subscription page is on Eventbrite here.

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Breviário das Almas

Breviário das Almas

Este conjunto de contos interligados é incrível. Quero comparar Joaquim Mestre a um autor britânico cuja obra está muito na moda hoje, Alasdair Gray, autor do livro “Poor Things” que foi recentemente adaptado ao cinema. O seu “Unlikely Stories Mostly” também tem ilustrações e também tem elementos de humor e de magia, mas talvez a obra do Gray seja ainda mais lúdica e ainda mais mágico. Uma comparação mais apropriada seria com Calvino ou com Borges. A escrita é onírica, assombrada pela morte, mas tem uma simplicidade e um humor que avivam a leitura. Após algum tempo, vemos os laços que ligam os contos, uns aos outros, tornando o livro quase um romance episódico. Sem dúvida vou procurar mais livros do mesmo autor.

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E  Depois do “E Depois do Adeus”

Publiquei onze textos durante 48 horas, sobre o aniversário da revolução. Estou orgulhoso por ter escrito tantos (embora quatro fossem textos ingleses – buuuu!)

Tenho mais umas ideias em reserva mas hão de ficar para outro dia… Ou para o sexagésimo aniversário (se o presidente André Ventura quiser!)

Como sempre, quero agradacer à setôra Cristina who has corrected a boatload of errors, but I’ve been in such a rush to fix them I haven’t credited her in the individual posts… (Que raios? Mudei o idioma no meio da frase!) portanto estou a fazê-lo aqui! Escrevi tantos textos que provavelmente ainda há erros escondidos nos cantos do blogue mas são por culpa minha, claro!

Sophia de Mello Breyner Andresen

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Setôra

I mentioned the word “Stôra” a few months ago, and I’ve just seen another version of it: “Setôra”, in a book by Alice Vieira. Senhora + Doutora =Setôra. Such an odd-looking word to use to refer to your teacher!

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O Militar que Parou no Sinal Vermelho

A caminho ao seu destino, os militares que participaram na golpe militar seguiram um percurso cuidadosamente planeado. O site do Jornal Expresso explica o plano num mapa interativo e muito detalhado.

O plano incluia a coordenação entre grupos, uma tabela de horas, e as regras de empenhamento: por exemplo, os líderes do Movimento das Forças Armadas deram ordens contra o derrame do sangue se não fosse inevitável. Claro que esta ordem foi fundamental para não deixar escalar a situação, arriscando as vidas da população e a estabilidade da República.

Mas além de não cometer assassínios, o condutor do jipe do Capitão Salgueiro Maia recusou-se a cometer infrações ao Código da Estrada. Existe uma foto do jipe, parado num sinal vermelho, a caminho para derrubar um governo que durou metade de um século!

Mais uma vez, vejo que um pormenor do filme “Capitães de Abril”, que eu acreditava ser acrescentado para fazer rir numa história dramática, é, de facto, verdade! O incidente até faz parte do anúncio do canal RTP1

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Vinte e Cinco a Sete Vozes

Vinte e Cinco a Sete Vozes de Alice Vieira
Aligned to the left, as it should be…

Hoje é o dia 25 de Abril, portanto parecia-me apropriado ler alguma coisa que falasse do aniversário do estabelecimento da democracia em Portugal. A autora, Alice Vieira conta a história através de um conjunto de 7 pessoas, cada uma a falar com uma menina que está a fazer uma pesquisa sobre a revolução.  Os narradores contam as suas experiências à menina e falam com ela*, mas ouvimos apenas as vozes dos testemunhos, e o diálogo não é diálogo mas sim um monólogo capturado no gravador da protagonista silenciosa!

O livro foi lançado em 1999, 25 anos após os tanques darem à luz uma nova fase na história do país. Naquela altura, havia quem estivesse preocupado com a falta de entendimento dos eventos do passado. Hoje passaram-se mais 25 e os resultados da recente eleição indicam que talvez haja ainda menos entendimento, já que os anos setenta parecem um conto datado.

*I wrote “falar a ela” because all the dialogue is just their side of the conversation. “Falar com ela” seemed to suggest two-way traffic which is why I avoided it. It’s a little like listening to one side of a telephone conversation. You know there’s someone else involved but you can only hear the person next to you on the train. In the end, I put “com” back in but altered the corrected sentence a bit to reframe it. I hope it makes sense!